História Friends With Benefits - Capítulo 74


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Norminah, Trolly, Vercy
Exibições 559
Palavras 2.366
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Uma dica:
Segurem os forninhos

Capítulo 74 - Brigas


POV Lauren

- Olá Kath. - cumprimentei a recepcionista que atendia os pacientes no hospital em que Camila trabalhava, lhe chamando atenção. Kath me abriu um daqueles largos sorrisos que ela sempre dava quando eu aparecia no hospital raramente.

- Lauren, quanto tempo. - falou Kath, se curvando sobre o balcão para que pudesse rodear o meu corpo com os seus braços, em um abraço acolhedor e desastrado. - Como vai a vida? E as gêmeas? - disparou à perguntar.

- Minha vida está muito bem, obrigada por perguntar, e as gêmeas estão igualmente bem, meu maior orgulho. - falei sincera. - E a sua vida, como vai? Faz tempo que não nos vemos.

- Minha vida está corrida, minha filha, como sempre. Nada de novo, tudo no mesmo lugar de sempre. - me respondeu, com um semblante cansado,  dando atenção ao computador à sua frente logo em seguida. - Apareça por aqui mais vezes, quase que não me lembro mais da cor dos seus olhos, de tão sumida que você está. - brincou.

- Irei aparecer mais vezes, com certeza. - falei convicta. - Você sabe me responder se Camila já saiu para almoçar? Liguei pra ela várias vezes, mas a ligação cai direto na caixa postal.

- Doutora Camila? - perguntou confusa, me fazendo concordar com a cabeça em resposta. - Ela me disse que não queria que chamassem por ela no seu horário de almoço. Pelo que eu entendi, ela está com uma enxaqueca daquelas, tadinha, ainda nem saiu pra almoçar. - falou Kath.

Camila estava com dor de cabeça e não me avisou? Que estranho. Sempre que ela estava com aquela enxaqueca insistente, ela me ligava para que eu levasse o seu remédio que ela parecia sempre esquecer de propósito em casa. Mais estranho ainda era ela não me ligar para confirmar o nosso almoço, pois sempre que almoçavamos juntas, ela me ligava pra confirmar o almoço. Ela deve ter esquecido.

- Pois eu vou dar um pulinho no escritório dela, tá bem? - perguntei para Kath, já lhe dando as costas e seguindo em direção ao longo corredor que dava acesso à sala da minha latina.

- Lauren! Eu não acho uma boa idéia. - ainda escutei Kath me avisar, mas eu já estava no corredor para que lhe dar atenção.

Jasmine e Claire já estavam com seus 5 meses de vida. O tempo passou relativamente rápido, como um piscar de olhos. Elas ainda davam àquela trabalheira que davam desde o nascimento, mas era algo com que eu aprendi à lidar.

Às 2 da manhã meu despertador tocava antes dos choros de ambas me acordarem, indicando que elas estavam com fome. Às 2:15 as duas já estavam alimentadas, o que me dava o dever de colocá-las para arrotar. Às 2:35, elas já dormiam tranquilamente novamente e só acordavam às 8, quando a babá já estava de pé para tomar conta das duas.

Ao contrário do que eu imaginei, ser mãe de gêmeas não era a coisa mais complicada do mundo. Era divertido, honroso e uma bênção. Aprendi que eu conseguia sim dar conta do recado, eu conseguia sim ser uma boa mãe, eu conseguia sim!

Grande parte das atividades de casa ficavam comigo, porque Camila, pobre Camz, estava cada vez mais atolada com o seu trabalho, por conta de alguns médicos que faltavam por lá. Ia pro trabalho de manhã, voltava à noite, isso quando não tinha algum plantão para que ela pudesse cobrir.

Seu semblante cansado me fazia ficar com dó da minha pequena, e por conta disso, Diana, Cameron e eu fazíamos o maior esforço possível para que ela pudesse ficar relaxada ao máximo, ao menos dentro da nossa casa.

Confesso que isso vinha afetando até a nossa vida amorosa, de certa forma. Se trocávamos 2 beijos por dia, era muito. Relação sexual? Nem cola. Faziam quase 2 meses que não rolava sequer uma "rapidinha". Mas eu tinha consciência de que, aquilo não era culpa dela. Sempre me coloquei no lugar dela, e caso eu ficasse no lugar dela, sabia que ela seria tão paciente quanto eu estava diante daquela situação.

Sabia que não tinha do que reclamar por estar cuidando da casa, dos nossos filhos, do meu trabalho sozinha, pois se eu tinha Camila comigo, caramba, eu tinha tudo. O que era algumas responsabilidades à mais, quando se tinha o amor da minha vida ao meu lado? Exatamente, nada.

Parei em frente à porta da sala de Camila, encarando o meu reflexo na maçaneta da porta. Ajeitei minha postura, coloquei cada fio de cabelo em seu lugar, minha camisa branca não estava tão amassada assim. Eu estava apresentável para Camila. Assim que ia girar a maçaneta, escutei alguém chamar por mim.

- Lauren? - era Matthew, um médico que trabalhava por ali e que era colega de Camila. - O que você faz aqui? - perguntou assustado.

- Oi Matthew. - o cumprimentei, achando engraçado a sua reação. - Vim buscar Camila para almoçar comigo, oras. - falei o óbvio.

- Mas Camila não está aqui, Lauren. - falou Matthew, se aproximando rapidamente ao meu encontro.

- Ela está sim, Kath me disse que ela estava com enxaqueca e pediu para que ninguém à incomodasse. - respondi.

- Ela saiu quase nesse instante, disse que ia comprar um remédio. - falou, segurando o meu ombro gentilmente. - Que tal você me acompanhar até a cantina? - pediu, parecendo nervoso.

Tinha alguma coisa estranha ali, e eu conclui isso quando escutei um ruído vir da sala de Camila, fazendo com que o Matthew me empurrasse com um pouco de pressão pelos ombros.

- Camila está aqui, sim. - falei, afastando as suas mãos dos meus ombros com um empurrão, girando aquela maldita maçaneta em seguida.

Eu costumava falar que, antes de conhecer Camila e Dinah, a minha vida era cheia de decepção.

Vejamos, uma adolescente perdida, sem pais e sem contato com os irmãos; tinha namorada, mas a vida amorosa era um desastre; tinha dinheiro, não me faltava isso, mas mesmo assim, se sentia vazia; na minha lista telefônica havia vários contatos com convites para sair, mas na minha minha lista de contatos importantes havia somente o número da Dinah. Minha vida realmente era um desastre.

Cigarros, drogas, bebidas, psicólogo, namorada, nada foram o suficiente para me tirar da depressão, quando a avassaladora morte de minha mãe me tirou o chão.

Tudo aquilo me doeu, me doeu bastante. Mas nada se comparou à dor que eu senti ao encontrar Camila Cabello, a mulher com quem eu construí uma vida, histórias, uma família, recordações, sentada na mesa do seu escritório, apenas de roupas íntimas, com um homem no meio de suas pernas, beijando-lhe de um jeito que eu pensei que somente eu era capaz de beijá-la. 

A situação foi tão inacreditável, que uma gargalhada irônica acompanhada de palmas frenéticas preencheram o cômodo onde só se escutava os ruídos, que agora eu sabia que eram pequenos gemidos escapando de Camila.

- Inacreditável. - falei, com uma grande ironia presente na minha voz. Camila automaticamente me deu atenção, arregalando os seus olhos, empurrando o médico desconhecido que estava no meio de suas pernas. - Não, não para não, ainda não gravei a cena incrível que era o beijo de vocês para mostrar para os meus filhos a mãe que eles tem. - falei, já com o celular em mãos, filmando aquela cena ridícula que eu preferia nunca ter presenciado.

Camila se levantou em um pulo, buscando as suas roupas que estavam no chão, vestindo-as rapidamente. O tal médico, que agora estava sendo filmado pela câmera do meu celular, estava encarando Camila como se perguntasse: " O que diabos está acontecendo aqui?"
-

Diz olá pra câmera, mamãe. - falei, quando Camila já estava em frente a mim.

- Lauren, para com isso. - falou Camila, pegando o meu celular e guardando no bolso do seu jaleco. Percebi o exato momento em que Matthew tirou o tal médico da sala, fazendo com que ficasse somente Camila e eu ali.

Olhei no fundo dos olhos de Camila, como se perguntasse à ela o porquê daquilo. Nos seus olhos tinham tudo: medo, vergonha, frustração, arrependimento, talvez. Soltei uma risada irônica, lhe dando as costas em seguida.

O que eu tinha que fazer ali, eu não iria mais. Dar teatro? Show? Surto? Jamais. Eu era mais do que isso. Era adulta e madura para encarar uma... traição. Como um baque, aquela palavra me acertou em cheio, como um soco no estômago, fazendo com que os meus olhos ficassem marejados automaticamente. 

- Lauren... - Camila me puxou pelo braço, me fazendo virar novamente em sua direção, fazendo com que eu encarasse a sua expressão de culpa. - Eu... não... me desculpa, eu...

- 10 anos de casamento, ein? - falei irônica, com a voz embargada. - Onde foi que eu errei, me diz? - perguntei, em um sussurro.

- Lauren...

- Eu sei que nunca fui o exemplo perfeito de esposa, mas eu dava meus pulos pra te satisfazer, Camila. - falei ressentida, não aguentando a pressão e caindo nas lágrimas. - Sempre fui fiel, leal. Mesmo com as minhas crises de identidade, eu sempre fui uma boa esposa. Trouxe à tona a melhor versão de mim, exatamente por você e pra você, e olha o que você faz comigo? - perguntei, abrindo os braços de uma forma teatral. Os olhos de Camila estavam marejados. Ótimo. Ela me traía e ainda se fazia de coitadinha.

- Eu... eu não...

- Você nem mesmo consegue falar algo à respeito, Camila. - falei, fungando em seguida. - Não quero ter essa conversa, mas eu sei que a gente precisa ter. Eu preciso saber o porquê, desde quando começou, onde e coisas do tipo. Preciso de tantas respostas, e você me deve isso. Quando você chegar em casa, convesamos adequadamente. Jamais irei dar outro show na sua área de trabalho. - falei, não lhe dando tempo para protestos e saindo daquela maldita sala em seguida, com o coração partido. Em todos os sentidos. 

 

POV Camila 

Percebi que a situação estava realmente complicada, quando cheguei em casa e um silêncio perturbador estava instalado por ali. Meus olhos correram pela sala, encontrando Lauren sentada no sofá principal, com os olhos mantidos na parede em frente à ela, como se estivesse passando um show da sua banda favorita.

- Jasmine e Claire estão na casa de Dinah, Diana e Cameron foram dormir no meu antigo apartamento. - falou Lauren.

Sua voz estava tão fria de um jeito. E eu sabia que merecia coisa pior por ter feito um ato de covardia como aquele. Suspirei pesadamente, largando a minha bolsa no chão e caminhando em direção ao sofá, me sentando do outro da ponta em que Lauren se encontrava.

- Eu faço as perguntas e você responde. - falou, ainda sem direcionar os seus lindos olhos verdes em minha direção. - Desde quando isso vem acontecendo? - perguntou Lauren, sem rodeios.

Eu me encontrava tão nervosa e envergonhada por meus atos. Lauren não merecia aquilo, meus filhos não mereciam aquilo, ninguém merecia aquilo. Por busca de prazer momentâneo,  fui impulsiva e não pensei nos meus anos de casamento, na minha família, na reação dos meus amigos. Não pensei na mulher que eu amava, que agora estava mais do que ressentida comigo.

- 1 mês e duas semanas. - respondi em um sussurro, com meus olhos mantidos em Lauren. Lauren não esboçou reação alguma, era como se ela já esperasse por aquilo.

- Onde foi a primeira vez que aconteceu? - perguntou em seguida, me fazendo engolir em seco. Demorei um bom tempo pensando em uma mentira descendente, porém Lauren pareceu ler meus pensamentos. - Me fale a verdade, você já destruiu o nosso casamento de qualquer forma.

- Lauren, não precisa chegar à uma conclusão precipitada. Nós não...

- Onde foi a primeira vez que aconteceu? - perguntou novamente, me interrompendo. Eu estava desesperada, com medo, insegura, sem rumo, sem chão. Lágrimas já desciam pelo meu rosto, sem eu ao menos poder contê-las.

- Aqui em casa. - respondi em sussurro, ainda com os olhos fixos em Lauren. Um sorriso irônico se fez presente em seus lábios, percebi o exato momento em que uma lágrima desceu pelo seu rosto. Nunca tive tanta vontade de abraçá-la, mas sabia que não era o momento certo para aquilo.

- Onde? - perguntou, a voz totalmente falha e rouca, me fazendo prender a respiração.

- No... nosso quarto.

- Por que? - perguntou, caindo nas lágrimas em seguida.

Eu me considerava uma perfeita estúpida por fazer a mulher mais incrível do mundo ficar naquele estado. Lauren era a última pessoa no mundo que merecia aquilo.

- Eu... não sei. - respondi, desviando o olhar do seu corpo, me encolhendo no sofá.

- Você não sabe? - fez uma pergunta retórica. - Eu estou destruída, Camila. Minha mente vem me torturando desde o exato momento em que eu presenciei aquela cena ridícula, e você não sabe? Nossos filhos vão ter que aprender a conviver uma semana com uma mãe, outra semana com a outra, e você não sabe? Você estragou os meus planos, desejos, minha vida, meu casamento, e você não sabe? - perguntou Lauren, elevando o tom de voz.

- Desculpa... - sussurrei, caindo no choro em seguida.

- Não acredito que foi com você que eu escolhi passar o resto da minha vida. - aquelas palavras vieram como um tapa na minha cara. - Você não precisa fazer as suas malas, eu mesma já fiz as minhas. - falou, me chamando atenção novamente. 

- Não. - falei, me arrastando para o seu lado rapidamente. - Lauren, por favor, não. - pedi, encostando a minha testa no seu ombro.

- Eu preciso de um tempo. - falou Lauren, com a voz totalmente embargada. - Eu... caramba, preciso de ar. - se levantou em seguida, saindo de casa sem me dar chances de protesto.
 

Estava tão claro que eu iria perder Lauren. Estava tão claro que eu me comportei como uma perfeita idiota. Estava tão claro o meu arrependimento. Estava tão claro que... daquela vez não tinha mais volta. 


Notas Finais


Uma draminha de vez em quando faz bem, né galero?
Não me matem, eu amo vocês.


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