História Friendships and Loves - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amizade, Amoreodio, Colegial, Drama, Romance
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Palavras 2.532
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Festa
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Primeiro dia


POV's Malu

O dia em Dallas amanheceu alegre, iluminado e com uma temperatura agradável. No entanto, eu não me sentia assim.

Estudar na Episcopal School tinha suas vantagens, admito. Mas os primeiros dias eram sempre insuportáveis, alunos novos, professores novos e o mesmos acontecimentos do ano passado. Sempre. O que me salva dessa loucura são os meus amigos, que não importa o que acontece, sempre estão lá.

Espreguicei-me, sentindo todos os meus músculos implorarem pra que eu continuasse na cama. E como eu queria. Levantei e depois da higiene matinal, comecei a me arrumar. Não queria nada muito chamativo, então só soltei meus cabelos, que já havia escovado na noite anterior, fiz uma maquiagem simples e estava pronta. Engraçado que, eu quase nunca fui para a escola sem maquiagem, certo, não era uma maquiagem chamativa, servia apenas para disfarçar a cara de sono, mas mesmo assim, esse era um hábito que eu pretendia manter, até porque, se faz bem pra mim está ótimo. 

Desci as escadas e encontrei a minha mãe e o meu irmão tomando café da manhã. Sem mim, obrigada. 

- Harry, me passa o suco. - ele me entregou a jarra de mau gosto e tinha uma aparência cansada no rosto.

- O que aconteceu, Harry? Você está estranho. - minha mãe falou, porém não apresentava indícios de preocupação na sua voz.

- Nada, mãe, só não dormi bem. - meu irmão é a pessoa mais animada que eu conheço, então das duas uma: ou a Ariane está flertando com alguém ou amassaram o seu precioso carro, fala sério, ele ama mais aquele automóvel do que eu. 

- Não enrola, Harry. - falei já sem paciência, meu humor matinal não permite dramas. Ele pareceu desistir e falou:

- Estou preocupado com a Ariane, ela não respondeu as minhas vinte mensagens. - disse revirando os olhos. Como eu disse, o amor deixando as pessoas loucas. Certo, eu não disse isso, mas pensei. 

- Porra, Harry, vinte? - elevei o tom de voz e minha mãe me repreendeu com o olhar - Olha, eu entendo que a minha amiga realmente mexe muito com o seu psicológico, mas não precisa pirar. Até eu te ignoraria se você me mandasse vinte mensagens! - falei pegando mais morangos.

- Então ela está me ignorando, é isso? Muito maduro. - fechou ainda mais a cara enquanto me encarava como se eu soubesse de todas as informações do mundo. Ou da Ariane. 

- Você está certo, irmãozinho, maduro mesmo é enviar vinte mensagens para garota que você gosta. - ironizei, reforçando: meu humor matinal não é nem um pouco agradável. Harry não falou mais nada e eu continuei a comer meus maravilhosos morangos.

Depois que a nossa mãe nos lembrou da hora, pegamos o carro do Harry e fomos para o colégio. 

Eu e o Harry somos gêmeos e no nosso aniversário de dezessete anos, ele pediu um carro. A nossa mãe, muito crente que o meu irmão era um cara responsável, lhe deu o presente - claro, isso depois dele prometer um monte de coisas que ele inclusive não quis me contar. Eu pedi para que, nas férias desse ano, eu e meus amigos pudéssemos viajar para a Grécia, com tudo bancado por ela. Ela pensou, repensou, pensou de novo e disse que sim, mas com a condição de ter notas altas durante todo o semestre. Seria difícil, porque, veja bem, eu não burra nem nada do tipo, mas também não me classifico como a miss notas altas e estudiosa, gosto de me divertir e odeio lembrar que preciso entregar um trabalho que nem comecei a fazer.

Minha história não é emocionante, nem marcante ou algo do tipo. Tenho dezessete anos, moro com a minha mãe, Martina, e meu irmão, Harry, em Dallas desde que nasci. Tenho cinco amigos inseparáveis chamados Ariane, meu irmão Harry, Roberta, Tom, Danny, Melissa e meu nem tão amigo assim, Dougie.

Com todos eu consigo rir, conversar e abraçar. Menos com o Dougie. A nossa relação é um pouco complicada, mas eu não tenho culpa, ele é insuportável. E é muito ruim perceber diariamente que ele se esforça para ser assim. 

Chegamos no colégio, descemos do carro e eu fui praticamente amassada pela Roberta.

- Malu, que saudades! - ela deu aqueles gritos que ninguém merece ouvir de manhã. - Vem que eu tenho que contar muitas coisas. Ah, oi Harry.

- O... - não deu tempo de terminar, já que a Roberta me carregou correndo para longe. Louca. 

Roberta era irmã do Dougie e também era uma loira falsificada, bom, ela não ligava para essas ofensas que as pessoas costumavam fazer, nunca gostou de ser morena então desde sempre vejo ela colorindo o cabelo, não sei como ele está sempre lindo, ela realmente se dedica a ele. Pra falar a verdade, não consigo mais imaginar a Roberta morena, faz tanto tempo desde a última vez, que pra mim ela sempre foi assim. 

POV's Harry

Depois de ter sido largado sozinho, fui procurar os outros. Encontrei o Danny conversando com a Melissa e a conversa não parecia amigável.

- Ei, o que tá acontecendo aqui?

- Harry, fala pro seu amigo que ele é a pessoa mais estúpida do planeta. - Melissa falou com a cara fechada.

- Harry, fala pra sua amiga que eu assim como ela, também erro às vezes. - Danny falou desesperado, mas também tinha uma expressão irritada no rosto.

- Pelo menos eu nunca esqueci a data do nosso aniversário de namoro. - ela falou triste - Quer saber? Eu nem sei porque a gente tá tendo essa "discussão", não é como se você se importasse mesmo. - fez aspas com as mãos e terminou sua fala, indo em direção a entrada do colégio. Danny olhava pro chão enquanto passava as mãos pelo cabelo, parecendo estar tentando resolver um conflito interno.

- Cara, você sabe que vacilou, né? - falei com pena do meu amigo, porém não podia deixar de dizer a verdade. 

- Eu sei. - disse por fim com o olhar triste. Dei dois tapinhas de consolo no seu ombro. 

- Aconteceu alguma coisa? Eu vi a Melissa sair daqui com uma cara triste. - falou o Dougie. Não percebi que ele tinha chegado.

- Eu ferrei tudo, cara. - Danny falou olhando pra baixo e Dougie entendeu imediatamente, não era novidade para ninguém as brigas entre o casal e pra quem viva sempre com eles ficava cada vez mais difícil entender o porquê de cada discussão. Era uma mais sem sentido que a outra, as vezes eu achava que eles inventavam as brigas porque não tinham mais o que fazer, vai saber. 

Dessa vez, o Danny realmente pisou na bola. Não que a Melissa não errasse, normalmente as brigas eram mais por causa dela, mas nesse caso foi diferente. Eu nunca namorei, mas imagino que não seja muito fofo esquecer a data do aniversário de namoro. 

O sinal tocou e a multidão começou a entrar aos poucos no colégio.

POV's Malu

Após uma série de aulas, estávamos no intervalo. Sentamos na mesa de sempre e começamos a conversar - vulgo disparar palavras, já que as novidades sobre as férias pareciam não parar de surgir. Não que fossemos como as meninas do primeiro ano que pareciam querer dominar o colégio - só queriam mesmo, na prática todo mundo ria delas -, mas realmente tínhamos uma mesa, talvez ela fosse especial por sempre sentarmos nela, tanto faz, a mesa era nossa. 

- Minhas férias foram terríveis, eu definitivamente odeio mato. - disse Ariane, ajeitando seus óculos de grau, que em minha opinião ficava um charme nela. Ari era a nossa garota nerd, porém diferente. Ela era sem dúvida a mais estilosa entre as quatro, estava sempre por dentro do que acontecia no mundo da moda e ia incontáveis vezes assistir desfiles que quase nunca aconteciam em Dallas, então ela também é a que mais viaja do grupo. 

- Nem me diga, eu não pude aproveitar as minhas férias plenamente. O Dougie ficou no meu pé as férias inteiras, graças a você, Maria Luiza. - falou irritada e apontando pra mim.

- Eu? O que eu fiz? - falei sem entender nada.

- O que você fez? Você apenas alimentou no Dougie um ser ciumento dizendo que o Matt me pediu em namoro. Agora ele pensa que a gente tava ficando escondido o ano passado inteiro, como se isso fosse possível...

- E daí? Ele pediu mesmo. Seu irmão é muito idiota - disse dando de ombros.

- Tá, mas o Dougie não precisava saber disso e eu nem aceitei - cruzou os braços.

- Desculpa, eu devo ter soltado sem querer, não achei que fosse importante. Só não me peça pra falar com ele, por que isso eu não faço.

- Você precisa fazer alguma coisa, Malu. Você que o Dougie vai parar de me atazanar no momento em que você for falar com ele - certo, agora eu sei que errei em falar aquilo para o Dougie, mas isso já faz tempo, eu não tenho culpa se ele era um idiota e acreditava em tudo. O que aconteceria se eu fosse falar com o Dougie? Tudo, menos uma conversa. Suspirei. Se eu coloquei minha amiga em uma situação desconfortável, é meu dever tirá-la, mesmo que isso envolva conversar com um certo alguém insuportável. 

- Ok, eu falo com ele. Mas não prometo nada, ignorante do jeito que ele é... - falei descrente que alguma coisa sairia dessa minha conversa com ele.

- Na verdade, o Dougie é muito legal, Malu. Você que implica demais com ele, deveria dar uma chance. - disse Ariane, com seu jeito intelectual de ser.

- Melissa, aconteceu alguma coisa? - questionei com um olhar preocupado e tentando desviar do assunto Dougie.

- O Danny aconteceu. Vocês acreditam que ele esqueceu o dia do nosso aniversário de namoro? - perguntou triste e cabisbaixa, mas ainda assim continha raiva no olhar.

- Nossa, Mel, isso é terrível. Mas vocês conversaram, ele explicou alguma coisa? - questionou Roberta, realmente sentindo pena da amiga. Por mais que eles brigassem o tempo todo, ela sabia do sentimento dos dois, era intenso demais. 

- Explicar o quê? Que ele simplesmente esqueceu da gente? - falou irritada.

- Isso é muito chato, amiga, mas você sabe que pode contar com a gente pra tudo, até pra quebrar a cara do Danny. - falei com uma cara emburrada e ela deu um sorrisinho de lado.

- Eu amo vocês, porque nunca vão esquecer a data do nosso aniversário de namoro. - respondeu nostálgica, encostando sua cabeça no ombro de Roberta. 

- Até porque seria muito entranho a gente namorar em quarteto. - Ariane fez uma careta estranha.

- Mas vocês são gatas, eu topo. Bora? - falei sorrindo maliciosa. Elas gargalharam da minha péssima atuação e Melissa parecia estar mais leve. 

Continuamos conversando sobre coisas sem sentido e aleatórias, assim que a Ariane disse para pararmos de falar de homens por ora, já que um havia feito a nossa amiga sofrer. Olhei no meu relógio de pulso e vi que faltavam poucos minutos para o intervalo acabar e me lembrei subitamente que tenho que falar com o Poynter. Ninguém merece, minutos desperdiçados.

Fui a procura do indivíduo e o encontrei no pátio conversando com os meninos. Visão clássica.

- Poynter, preciso falar com você. Agora!- disse sem rodeios e torcendo pra que isso acabasse logo. Comprimentei os meninos com um aceno de mão, mas logo fui puxada para um abraço pelo Danny. Ele era sem dúvida o mais próximo de mim de todos os garotos - tirando o Harry -, nós tínhamos uma ligação muito forte e eu amava passar meu tempo com ele. Porém, no momento eu me encontrava bastante chateada com a sua pessoa por ter magoado minha amiga. Depois teríamos uma conversa sobre isso.

- O que eu fiz dessa vez, meu amor? - Poynter falou com ironia. Pensei nesse momento no quanto seria agradável arremessar uma água-viva na sua cara, mas me controlei.

- Você vai cooperar ou não? - disse impaciente.

- Claro, só fala rápido por que a sua voz é insuportável.

- Por Deus, vocês não conseguem ter uma conversa civilizada? - o Harry falou cansado. Não, irmão, porque seu amiguinho parece ter problemas com o meu brilho supremo e vive tentando oprimi-lo. 

- Eu consigo, mas esse brutamonte não sabe ser educado. - falei com o tom de voz elevado.

- Olha só quem fala... - sussurrou, mas deu pra escutar. Revirei os olhos, dando de ombros.

- Eu vim falar sobre um pedido de namoro que aconteceu a um ano atrás e você parece ser a única pessoa que ainda se importa, porque, olha que surpresa, é o único que ainda fala sobre. Então me deixe esclarecer algumas coisas que eu, mesmo não me lembrando, te disse. A Roberta foi sim pedida em namoro pelo Matt, mas ela recusou, disse não, deu tchau, foi surfar em outra praia, conseguiu entender? - eu estava gesticulando e me olhava com tédio. Calma, Malu, isso é pela Roberta. - Então, você já pode parar de bancar o irmão protetor e deixar a minha amiga em paz.

- E quem é você pra dizer o que eu devo ou não fazer, Moura?

- Eu sou uma boa pessoa que se disponibilizou para ajudar uma amiga com o seu irmão idiota. - sim, eu estava mentindo. Até parece que eu iria me disponibilizar para falar com o Poynter, tenho mais o que fazer.

- Bom, então você pode falar pra Roberta que eu vou continuar sim no pé dela e que eu realmente tenho pena do cara que tentar chegar nela. - Maria luiza viu pelo canto do olho Tom ficar de repente desconfortável. Ele era o mais velho do grupo, reprovou na sexta série e agora estava com dezoito anos, mas nem por isso aparentava ser o mais maduro, às ele chegava ao nível do Harry - bem, bem, extremo -, porém ele era legal e eu o amava assim como todos eles. Eu era a única das meninas que sabia da relação que o Tom e a Roberta mantinham em segredo, dos meninos só o Danny sabia. Na verdade, a gente flagrou os dois juntos, eles não iam nos contar. 

- É realmente impossível falar com você. - disse chegando mais perto, normalmente nossas "conversas" são assim, um confrontando o outro.

- Eu sei que você ama ouvir a minha voz rouca e sexy, não precisa arrumar motivos pra falar comigo, amor. - falou no meu ouvido e estremeci. O Dougie pode ser um bruto sem sentimentos e idiota, mas ainda era gato. Muito gato.

- Acorda, Dougie. Dessa sua boca não sai nada de útil! - disse o encarando.

- Tem certeza? - sorriu malicioso e arqueou a sobrancelha.

Soltei um grunhido e sai bufando, garoto irritante. Lembrei que precisava me concentrar mais na escola para garantir a viagem e quase chorei. Não tinha tempo pra ter raiva do Dougie, preciso começar a revisar as matérias quando chegar em casa.

Esse ano não ia ser fácil.

Não ia mesmo.

 



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