História Friendzone - Camren G!p - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren, Camren G!p, Lauren G!p
Visualizações 963
Palavras 2.702
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 24 - Capítulo 23



O jogo seguiu normalmente depois da declaração sobre os nudes - ou a falta de uma.

Eu não estava normal com isso, mas já era de se esperar.

Declaramos fim do jogo quando a Iglesias já estava bêbada o suficiente por ter feito milhões de merdas nessa vida.

Prometi a Lucy que a levaria em casa, junto com a Vero, no carro dela. Depois voltaria para a casa da Camila para buscar o meu carro. - o casal mora a duas quadras da casa da latina, qual a necessidade de irem de carro?

Dúvidas a parte, eu e Lucy carregamos a Iglesias até o banco de trás do carro, Lucy entrou no banco do carona, na frente. Quando fui entrar, senti uma mão agarrar meu pulso.

- Você pode ficar? Eu... Posso conversar com você antes, Jauregui?

Era um pedido.

Não uma ordem. Não uma suplica. Mas um pedido. Como: "você me concede esse desejo".

Olhei nos olhos da Camila e suspirei, dizendo:

- Quando... Quando eu voltar. Tudo bem pra você?

Ela assentiu, mordendo os lábios.

Não faço ideia do que pode ter desencadeado essa reação. E a curiosidade poderia me matar antes da minha volta.

Entrei no carro e segui o caminho. Veronica já dormia no banco de trás e quase chegava a babar. Nojento!

- Eu... - a cubana começou e suspirou, depois olhou a namorada e prosseguiu - Vou falar com ela sobre me mudar. Vou começar a procurar algum lugar barato e talvez um emprego. - a olhei de lado, surpresa pela declaração - Sabe, eu preciso me manter de alguma forma aqui, se não quiser voltar pra casa dos meus pais. E o dinheiro que eles mandam é... Para coisas mais simples, necessidades básicas e pequenas.

Assenti.

- Você poderia procurar um roommate. - ela franziu o cenho - Uma pessoa pra você dividir o local e também todas as despesas. Não ficará pesado pro seu bolso.

Ela sorriu.

-Obrigada. Vou pesquisar sobre isso.

Chegamos na casa dos Iglesias e Lucy me orientou sobre onde deixar o corpo de Veronica. Os sogros da garota estavam viajando durante o fim de semana, por isso não tínhamos problemas com barulhos ou os gritos de Vero quando tentamos tirá-la do carro.

Larguei ela na cama e desci as escadas com a garota. Ela me levaria até a porta.

- Hum... Lauren?! - me virei a olhando - Obrigada...

- De nada, não fiz mais q-

- ...Por tudo.
 
Eu passei um tempo calada a olhando, sem ter o que dizer, e ela igualmente. Até mudar de assunto.

- Que mal lhe pergunte, mas... O que você vai fazer agora? Ela diz que não mandou nada. Nunca!

-Lu... - uma voz sôfrega veio da escada - Onde estão os remédios pra enjôo?

Vero apareceu na escada da casa. Se eu soubesse que ela acordaria, nem a teria carregado.

- Sei lá, não estão na cozinha?

Ela seguiu para procurar e eu lhe respondi.

- Eu não sei. Mendes é um idiota. Mas de onde ele tirou essas fotos, então?

- Eu posso ver?

Saquei o celular e entrei na mensagem do namorado de Camila. Pus na foto que ele havia mandado e lhe entreguei. A garota engoliu em seco.

- Wow! Querido, se a Camila tiver essa...Bunda, eu vou carregar ela pro vale e não deixo escapar nunc-

- Smirnov.

Vero soou atrás da latina de repente, fazendo nós dois pularmos de susto. Pela cara da garota, seu susto foi até maior.

- Como?

- Olívia Smirnov, lembra? A garota que estudou com a gente no primário, que odiava quando...

-... Diziam que ela parecia com a Camila. - ela concordou - Ela?

Vero concordou dizendo.

- Uns meses atrás, um dos caras do colégio a viu de novo por aí. Começou a conversar com ela e digamos que ela é meio... Piranha, hoje em dia. Todos os caras do colégio tem fotos dela. Se brincar, até os gays tem fotos dela seminua.

- Gays? É tão famosa assim?

Franzi o cenho.

- Você não sabe o que alguém pode fazer para fingir que é hétero naquele colégio.

Ela deu de ombros. A garota parecia meio perdida na conversa.

- E como eu nunca as vi antes?

- Você não anda com os caras idiotas do colégio, Lauren. Eu saio com eles, às vezes.

- Então, é a Olívia? - fechei os olhos com força - Eu vou quebrar a cara daquele filho de uma puta!

- Não vai, não! - Lucy se virou apontando um dedo pra mim - Seja você, Jauregui. Melhor. Seja a melhor Lauren Jauregui que puder. Tenho certeza que isso fará de você exatamente o que ela precisa pra largar o Mendes e correr para os seus braços. E se não for... Bem, seja o melhor para outra pessoa.

- Mas, eu preciso quebrar a cara dele. É a minha honra, Luc-

- Eu sei. Só que você não fará isso. A Camila nem sabe de foto nenhuma! Se você arrumar mais briga com ele, você pode afetar a Camila de forma negativa. - mesmo não concordando, não falei nada - Você precisa fazer ela perceber que você pode tratar qualquer um melhor que qualquer pessoa jamais conseguirá tratar alguém.

Me mantive calada.

- Eu vou, levar a Vero pro quarto e te levo até a porta. - Ela ia subir, mas se virou para mim - Tudo bem?

Dei de ombros e ela assentiu entendendo que eu não tinha o que dizer. Na verdade, eu nem tinha uma resposta para esta pergunta.

Ela não demorou a descer e, como havia dito, me levou até a porta carregando um sorriso mínimo e misterioso ao me olhar.

Ela segurou a porta antes que eu saísse e ainda soltou umas íltimas palavras, antes de me deixar confusa para uma vida inteira.

- Me prometa que você pensará mais em si mesma? Sabe, você é uma pessoa legal, Lauren. E eu realmente acho que você deve seguir seus sonhos sem se importar com a "madame dos olhos castanhos". - e sorriu.

Eu lhe dei as costas, rumo à casa dos Cabello, porém ela ainda continuou.

- Talvez, só talvez, as coisas não dêem certo com a Camila. Eu estou ajudando, mas isso não há certeza do que vai acontecer. Não como você queria, ou talvez sim. Então, lembre-se de olhar o que a vida te oferece. Olhe ao redor e veja o que a vida te oferece, Lauren. Não precisa cheirar o rabo dela eternamente. - revirou os olhos.

- Por que você está dizendo isso?

Ela deu uma gargalhada baixa.

- Só senti que você estava confusa. Achei que deveria falar algo.

Quando ela deu de ombros, eu segui meu caminho.

Caminhei até a casa de Camila em ruas desertas, mas tudo que eu pensava eram nas palavras da Lucy.

       "E eu realmente acho que você deve seguir seus sonhos sem se

     importar com a 'madame dos olhos castanhos'"

Já na casa da morena, a casa inteira estava um breu. Todas as luzes haviam sido desligadas. Possivelmente todos dormindo.

Exceto a janela da ponta direita.

Nela havia a silhueta de uma garota com os cabelos soltos e a luz parecia estar acesa atrás de si.

Essa mesma garota sinalizou para que eu esperasse e assim fiz, encostada em meu carro.

Camila apareceu na porta de casa, a fechando com cuidado e veio até mim. Em seu corpo se encontrava a blusa que eu havia lhe dado. Ela percebeu meu olhar e se explicou.

- Quando vocês saíram e fui tomar banho. Ao terminar o banho, vi a roupa sobre a cama e queria saber como ficava no meu corpo. - ela olhou para baixo para constatar sua próxima fala - Ficou certinho, não acha?

- Uhum.

Falei baixo. Olhei suas pernas nuas e me distanciei um pouco para constatar minha hipótese

Nem um mínimo pedaço de pano aparecia embaixo da barra da blusa.

"Ela está sem short?" - pensei.

- Não deu tempo de pôr um short. - ela sorriu envergonhada - Fiquei com medo de você ir embora sem falar comigo. Mas, você já me viu de biquíni durante um dia inteiro, não é?

Ri baixo.

- Você está brincando com fogo, Cabello!

Ela riu com a língua entre os dentes.

- Vem cá.

Agarrou minha mão e fomos até a mesa próxima a churrasqueira.

Ela sinalizou para que eu sentasse e ficou de costas para a mesa, em pé. Ela escolhia as palavras e olhava tudo ao redor. Quando percebi que ela demoraria para falar, pigarreei alto.

- Lolo. Desculpa por mais cedo. Eu... Bem, eu não queria distanciar você, é só que...

Ela cobriu o rosto com as mãos e eu a puxei para sentar no meu colo.

- Shhh... Não precisa dizer nada.

- Precisa, sim. Tudo está confuso demais, Lauren. Escola, tenho que passar para faculdade, se eu for para muito longe, preciso pensar em morar longe dos meus pais. E talvez... Longe até de você.

Eu e ela não conseguimos ficar magoadas uma com a outra por muito tempo.

Mágoas não duram para sempre. Eu (sempre) direi que estou bem.

- Camila, - encostei minha testa na sua - Nós conversamos sobre isso. Eu vou fazer faculdade em Yale. Nós iremos para Yale. Quem sabe, - me permiti sorrir - podemos alugar um lugar lá perto, morar juntas e eu vou reclamar todos os dias sobre seus roncos de noite.

- Ei, - ela gargalhou - eu não ronco desde a quinta série, sua idiota! Eu tinha um problema respiratário que já foi resolvido.

Nós rimos juntas.

- Você tem certeza? Sobre Yale, estudar aqui no país...

Seu olhar pesava sobre mim. Eu concordei.

- Vamos para Yale e eu juro, que vou te fazer passar vergonha com um daqueles bonés e moletons da faculdade no nosso primeiro dia de aula. Eu prometo.

Eu não pude mais me conter e a beijei. Não interessava se os pais dela poderiam ver, se a irmã dela ou os vizinhos veriam. Não se tratava deles. Se tratava de nós. Eu e ela, sempre.

Eu prometeria o mundo a ela, se eu pudesse lhe dar. Eu morreria a amando e dizendo que a amo. O que sinto, é forte, é intenso, é arrebatador. É paixão.

Fogo ardente que não queima, mas te mostra que você está vivo. Vivo por outra pessoa.

Nos separei para mover seu corpo para mais perto, a virei e ela encaixou as pernas nas laterais do meu corpo. Apertei suas pernas com uma mão e puxava seu rosto para mais perto. E eu só tinha ficado longe desse beijo por um único dia.

Nos separei com a respiração entrecortada e dificuldade para encontrar o ar de volta.

- Vai com calma, Jauregui.

Ela riu.

- Não fica longe de mim, nunca mais, por favor. - selei nossos lábios - Nunca mais. Por um dia que seja, não fique longe.

- Não vou. Eu prometo.

A beijei de novo e de novo, como se fosse a última vez.

- Sabe, se quiser passar a noite aqui... Meus pais provavelmente não vão ligar.

- Mas eu posso dormir com você? - eu ri, porque já sabia qual seria a resposta.

Ela me deu um tapa forte no ombro, o que só me fez rir mais.

- Claro que não! Nem pense em segundas intenções. Você dorme no quarto de hóspedes ou no sofá.

Fiz um biquinho triste e ela o beijou.

Continuei a beijando por um bom tempo. E sempre que nós nos separamos, eu a olho e analiso cada pequena parte sua, seguro suas mãos como se ela pudesse fugir a qualquer instante, e acabo colando nossos lábios novamente.

Isso torna seus lábios, tão beijáveis. E seu beijo, imperdível. Seus dedos, tão tocáveis...

- Por que você me olha assim?

- Assim como? 

Perguntei de volta.

- Com adoração, com... Não sei. É diferente. - ela riu baixo colocando as mãos sobre a boca - Você não consegue tirar os olhos de mim!

Eu sorri e acariciei seu rosto, sem soltar a sua mão que eu ainda segurava.

...E seus olhos, irresistíveis.

- Não resisto aos seus olhos. Desculpa!

Dei de ombros mais uma vez naquela noite e ela revirou os olhos.

- Você precisa ir embora agora?

- Na verdade, eu deveria ter ido já faz um tempo. Mas, sem problemas. Gosto de ficar aqui com você.

Ela sorriu e demos início a um novo beijo. O beijo, dessa vez, ficou cada vez mais intenso. Passou de romântico a selvagem, em segundos. Mas eu acompanhava o ritmo e tentava me controlar.

Não sei bem que horas eu perdi o controle, que eu mantinha até agora, e apertei sua cintura por dentro da sua blusa, ouvindo a garota arfar baixo, o que só pôs mais lenha na fogueira.

Ela puxava meu cabelo, arranhava minha nuca e apertava fortemente meus ombros. Tentava deixar nossos corpos cada vez mais próximos, mas começava a parecer impossível.

Sem nos separar, agarrei suas pernas e ela entendeu o recado as deixando mais "presas" a minha cintura. Então, eu levantei nós duas da cadeira e a encostei na parede do outro lado.

A mantive entre o meu corpo e a parede o quanto pude. Não paramos nem para respirar. Era forte e intenso. Era bem mais do que eu poderia imaginar.

O fato de estarmos no jardim da sua casa e qualquer pessoa poderia chegar e nos ver naquele momento, deixava tudo melhor. Deixava o beijo mais urgente e as carícias cada vez mais quentes.

Sua língua explorava a minha boca até eu interromper o beijo e levar minha boca para seu pescoço.

- L-Lauren...

Ela gemeu no meu ouvido. E eu sorri, deixando um chupão em seu pescoço e uma mordida em seguida.

O volume entre minhas pernas era evidente até mesmo para Camila, que agora friccionava sua intimidade no meu volume.

Dei uma mordida mais forte, mais dolorida com certeza. A garota quase gritou e eu pude ver estrelas quando ela xingou baixo no meu ouvido.

- Porra...

Eu sorri e voltei a dar atenção aos seus lábios.

Quando nos separamos, vi sua boca avermelhada. Muito avermelhada.

Provavelmente, ela encontrou a mesma cena quando me olhou, pois ambas rimos ao mesmo tempo.

A coloquei no chão e selando nossos lábios, falei com a voz arrastada.

- Tem certeza que quer fazer isso? Não me importo de ficar por esse motivo.

Mordi os lábios e ela riu.

- Não. Acho melhor deixar tudo para hora certa. - ela ainda me puxou e me beijou mais uma vez - E agora, você precisa voltar pra casa e resolver seu problema.

Ela apontou para minha calça.

- Prometo pensar em você.

Ela deu um tapa no meu peitoral que chegou a doer, de tão forte.

- Quando foi que você ficou assim? Um dia você já foi minha melhor amiga santinha que não falava essas merdas.

- Nunca fui santa. No jardim de infância, eu tentava olhar por debaixo da sua saia do uniforme, mas nunca conseguia.

- Meu Deus!

Ela riu alto sem se preocupar com a hora e quem poderia ouvir.

- Acho que... Nunca fomos só amigas.

- Será? Eu sei que, agora, nós não somos. Ultrapassamos um limite. - concordei com ela - Será que isso é errado?

Dei de ombros. Eu não sabia a resposta.

Hora de ir. O relógio marcava meia-noite. Caminhamos até o meu carro e eu ainda a encostei no carro.

- Você está me beijando tanto... O que houve?

- Digamos que, seus lábios sejam beijáveis demais.

Entrei no carro a ouvindo dizer 'Tchau!' um milhão de vezes. Mas, quando eu dei partida, ela pediu para parar o carro e abrir a janela.

Selou nossos lábios demoradamente e sorriu, dizendo:

- Beijo de "boa-noite". Para você dormir bem, sabe.

Camila Cabello,
Depois dessa noite, creio eu que eu não vou conseguir dormir.

E eu realmente não dormi.

Passei a madrugada em claro, com uma caneta na mão e um caderno no colo.

Eu havia escrito 3 músicas e eu havia lhes dado os seguintes nomes:

Friends

She's Not Afraid

Irresistible

 



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