História Friendzone - Camren G!p - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren, Camren G!p, Lauren G!p
Visualizações 1.015
Palavras 2.868
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura!

Capítulo 26 - Capítulo 25



- Como é que é?

Ela manteve os olhos fortemente fechados desde que eu havia freado o carro.

- Foi isso que você entendeu. Eu não vou repetir...

A garota falou baixo, não querendo me olhar nos olhos, apesar dos meus olhos procurarem os seus.

Eu ri falso e disse, me virando para Camila.

- Deixa eu ver se eu entendi bem: o cara quer que você para ele. E, mesmo que você não queira, ele quer que você transe com ele? CAMILA, PORRA! - ela deu um pulo no assento - Isso é estupro e ameaça, eu vou agora quebrar a cara desse desgraçado! E você vai denunciá-lo na delegacia

Eu virei a chave e ouvi o ronco do motor. Antes que eu pisasse no acelerador, a garota segurou minhas mãos.

- Não, deixa. Nem vale a pena. - desliguei o carro e a olhei com o cenho franzido - Eu só... Só achei que você deveria saber.

- E o que você vai fazer quanto a isso?

Ela - finalmente - me olhou e sorriu falsamente.

- O que você acha? - cruzou os braços, se enterrando no assento - Eu não vou transar com o Mendes.

- Nossa! Você o chamou de Mendes... - me espantei - Acabou a intimidade? Acabou o "amor"?

Ela revirou os olhos.

- O fato é: ele quer transar comigo, quer que eu prove que "o amo", mas eu não quero nada disso. Eu nem sei de nada que eu estou sentindo. Eu só... Eu...

Ela respirou fundo e as lagrimas começaram a cair.

- Hey... Vem cá.

Bati no meu colo e ela soltou o cinto, pulou a marcha, sentando de frente para mim, chorando.

- Eu estou tão confusa, Lolo...

Ela parecia tão indefesa agora.

Beijei seus cabelos e permaneci os acariciando.

- Lauren... - ela disse com a voz trêmula - Me abraça forte?

Fiz o que ela pediu. A abracei o mais forte que pude, tomando toda a sua dor para mim.

Ela não merecia sofrer, ela não merecia chorar, ela não merecia sentir dor, medo, raiva...

Eu só queria que ela sorrisse 24 horas por dia, todos os dias do ano e, se possível, morresse com um sorriso no rosto.

- Lo, e se... E se, ele realmente fizer algo contra a minha vontade?

- Ele não vai ficar vivo, eu juro. Eu vou torturá-lo e ele terá uma morte lenta e dolorosa.

Ela sorriu com o rosto molhado de lágrimas e eu passei a mão as secando.

- Por isso que eu te amo. - ela deu uma pausa, até se dar conta do peso de suas palavras - Quer dizer... Eu não-

- Não, tudo bem. Você está emocionalmente instável. Eu entendo.

Falei fingindo não ter sentido meu coração parar por meros segundos.

- Você é uma pessoa maravilhosa! Se você tiver um futuro com uma garota dos sonhos, sei que ela vai ser muito feliz. Espero que ela seja tudo o que você  merece.

- Mas, não se esqueça que eu posso ter milhões de garotas, namoradas, me casar e tudo mais. Porém, você ainda será a minha garota. E eu vou estar aqui por você, sempre que precisar de mim ou sentir saudade.

Ela deitou a cabeça no meu ombro e eu lhe abracei, novamente.

- Tem dinheiro aí? - ela perguntou - Eu não quero voltar para casa agora e nesse estado. - apontou o rosto vermelho e molhado de lágrimas - Mas eu estou com fome.

- Vamos! - ela pulou para o banco do carona - Eu sei qual o seu lugar favorito.

(...)

- I will love you till the end of time. I would wait a million of years. Promise you'll remember that you're mine...

Camila cantava ao meu lado, balançando lentamente no balanço velho do parque que rangia a cada movimento.

Ela tinha um sanduíche pela metade em mãos e eu apenas o papel amassado do que antes cobria um sanduíche.

- Sabe o que ronda mais a minha cabeça, em meio a toda essa história? - fiz um som qualquer para confirmar que eu a ouvia - Eu não me preocupo tanto com a ameaça dele. É claro, estou morrendo de medo, mas não me preocupo tanto quanto acho que deveria. Devo um pouco disso a você, por ter me feito sentir mais segura. Mas estou fugindo do assunto. - ela sorriu minimamente.

Eu quis registrar aquele momento para o dia em que eu morresse.

Gostaria de antes de morrer, achar que já estou próximo dos anjos ou que conheci um. Através desse sorriso, eu poderia ver um se esconder atrás de uma humana de olhos castanhos e longos cabelos escuros.

- O que eu mais penso é: será que ele me conhece tão mal que não entende o quanto isso é importante para mim?! - ela me olhou - Será? Sabe, isso... Minha primeira vez... Você lembra de todo o discurso que eu usava para o meu primeiro beijo?

Lembro. E como lembro.

- Eu queria que fosse especial! Toda menina sonha com seu primeiro beijo, isso é um fato. Mas, eu queria mais. Eu queria...

- ... Não se arrepender de ter gastado um momento maravilhoso com alguém ao qual você não confia ou se quer lembra o nome. Eu lembro desse discurso, Camila.

Eu a olhei rindo e ela ficou vermelha.

- Olha só, você para de me olhar assim! Não é só porque você foi meu primeiro beijo que toda vez que eu falo nele, você precisa me olhar assim.

Eu explodi em risadas altas e levei a garota junto, sem motivo aparente.

- Céus, Camila! Você havia me pedido para te beijar, quem faz isso? Principalmente, no primeiro beijo!

- Não, não! - a garota balançou freneticamente o indicador e a cabeça de um lado para o outro - Eu não pedi. Eu te contei o porque de nunca ter dado meu primeiro beijo e você me perguntou confiar em alguém, como quem? - a garota fez uma péssima imitação da minha voz - Aí eu disse...

- Aí, você disse como você, por exemplo! Camila, admita, você me pediu e eu te beijei. É simples.

- Argh! Me beijou porque quis, eu não estava pedindo. Eu só fiz um comentário. Porque, você sabe, eu e você nos falamos atê hoje. Eu confio em você e nunca me arrependi disso.

- Agora, imagina se você tivesse beijado o Senhor Cabeça-De-Batata.

- Quem?

- Gregory-Cabeça-de-Batata. - ela manteve o cenho franzido - O cara que você estava afim na época. Se lembra?

- Oh! Verdade, eu disse para você que eu tinha uma queda pelo cabeça-de-batata... 

Ficamos calados por alguns segundos, até que eu retomasse o assunto.

- Você, alguma vez - ajeitei a postura sobre o balanço, sentindo algo me incomodar - se arrependeu de ter me dado seu primeiro beijo?

- O que? Não, Jauregui! Eu acabei de dizer que não.

- Não dessa forma. Sabe, não teria sido melhor ter guardado para um dos seus namorados ou seus affairs que vieram depois? Eu sei que beijou o Gregory no mesmo dia do nosso beijo. Talvez esse beijo poderia ter sido dado a ele. Você era afim dele, não de mim. Seria mais certo ter beijado ele, não concorda?

- Na verdade, ele me beijou e foi péssimo. E todos os meus namorados me magoaram de uma forma. O atual, inclusive. Mas você, não. Você tem esse jeito meio idiota, às vezes. Me faz questionar o porquê de eu andar com você. Mas, no fim do dia, você ainda é a Lauren, a sunshine, a melhor amiga do mundo, a minha parceira de todas as poucas roubadas que já me meti. Eu nunca me arrependi de ter beijado você, nem uma única vez, das milhares de vezes que isso aconteceu.

Forcei o meu balanço para mais próximo do dela e a agarrei a beijando.

Um beijo romântico, até. Porém, interrompido subitamente por uma Camila louca.

- Eu. Já. Sei! Lauren, você é a melhor amiga do mundo!

- Que?

- Vamos para casa. - ela pegou sua bolsa do chão e se levantou, limpando a calça - Preciso pensar mais sobre o assunto.

- Que assunto, Camila?

Ela já estava quase em frente ao carro e não parecia me ouvir mais. Não interessou quantas vezes eu perguntei sobre o que ela falava, ela não me respondeu.

[...]

- AQUELE VIADINHO, DISSE O QUE????

Lucy tinha uma caneta e celular nas mãos, enquanto conversava comigo.

Era tarde do dia seguinte ao que falei com Camila depois do colégio. Eu e Lucy estávamos numa mesa do parque, rodeados de papéis e canetas para todos os lados.

- Exatamente.

- E o que você  disse a ela?

- Ah! - cocei a nuca - Eu disse que o torturaria e o mataria se fosse preciso. Não realmente, sabe - ela concordou - Ela não quer transar com ele, Luh! Eu diria qualquer coisa para ela parar de chorar.

- Menos mal, acho. Mas, por quê ela não se livra desse cara de uma vez? Termina com ele e puff! Fim dessa novela mexicana.

- Eu concordo. Mas é a Camila, ela tem uma mente extremamente complicada para nós, meros mortais. - olhei os papéis a minha frente - Não perca o foco!

- Não estou - ela estirou a língua para mim - Esse cara, está cortado da lista. Ele tem 3 gatos e um cachorro DENTRO DE UM APARTAMENTO!!! Eu não vou morar junto com 3 gatos, um cachorro e um homem. Eu me recuso! O homem é a pior parte... - sussurrou no fim da fala.

- E a garota estrangeira lá?

Me lembrei de um apartamento não tão longe do colégio, onde morava uma estrangeira - segundo o que Lucy disse.

- Eu já falei com ela e parece ótimo. Vou visitar a casa em dois dias e se gostar, em menos de uma semana já posso me mudar.

- E também está procurando trabalho?

- Não procurei muito. Mas tenho reservas do dinheiro dos meus pais e posso me virar em um mês sem trabalho. Segundo, Dinah, a tal estrangeira, tem uma loja pequena próximo ao apartamento. Eles precisam de vendedoras de meio período e uma colega dela trabalha lá.

- Ótimo!

Risquei um outro nome na lista que ela tinha me dado para ajudá-la. Lista de locais onde se alugavam quartos.

Fumante e tem um gato. Ela disse nada de fumantes e parece não ser fã de animais. Mais um nome riscado.

- E como anda a relação você e Cabello?

A garota perguntou não olhando para mim, mas para sua caneta.

- Bem, estou fazendo o que você pediu. Estou sendo a melhor possível para ela e estava até pensando em fazer algo mais especial. Algo como comprar uma flor, - ela me olhou - quem sabe sair com ela. Não sei. 

- É um dia especial ou algo do tipo?

Ela franziu o cenho.

- Não. - ela pareceu ficar surpresa - É que... Depois de vê-la chorar e se preocupar, acho que serei melhor que o Mendes só abraçando-a. Porém, eu queria fazer algo além, algo que ela não esperasse, sabe?

- Uhum.

Lucy falou baixo.

- Idéias?

- Eu? Ah! Não sei. - coçou a nuca - Você poderia ir com ela pra um lugar qualquer, como aquele parque.

- Fomos lá ontem.

- Então, vá a algum lugar que ela goste. Pode ser algo bem simples. Mulheres sentem falta disso quando deixam de ter.

A garota engoliu em seco e eu concordei, não querendo prolongar o assunto.

- Camila tem sorte de ter você. Mesmo que não completamente.

- Você acha?

- Sim. Você faz tudo por ela e... Céus! Eu desejo que seja recíproco, porque se não for... Você deveria desistir de uma vez, antes que você possa se magoar de verdade.

- Que?

- Nada. Esquece. Eu já falo coisa com coisa, me desculpe.

A garota juntou todas as suas coisas e foi embora, usando a desculpas de que deveria arrumar suas coisas e - novamente - tentar convencer Vero da sua partida a qualquer momento.

Mal me despedi e a garota já estava sobre a bicicleta, a qual viera até aqui, pedalando para longe.

Peguei o celular no bolso, olhei ao redor. Tudo parecia calmo e o sol se punha no horizonte.

Uma notificação sobre mensagens não lidas da Camz pairava sobre a tela de bloqueio.

"Hey, L"
"Queria muito falar com você sobre uma ideia"
"Você está aí?"


Bem, ela queria falar comigo e eu queria preparar algo legal. Por que não unir o útil ao agradável?

"Claro"
"Podemos sair?"
"Te busco em casa"


[...]

- Então, quer dizer que você quer me levar para ver a lua?

Eu estava parada na calçada, em frente a casa da garota e mal a vi chegando. Levei um susto e quase deixei o celular cair da mão.

- Yeah, claro.

Suspirei me ajeitando e entrelaçamos os nossos braços.

Andamos pelas ruas do bairro. Apenas andar, era o que eu tinha planejado.

Não era como se estivéssemos nos escondendo num parque antigo ou como se estivéssemos rodeados de pessoas com suas famílias. Éramos só duas pessoas andando numa rua, como quaisquer outras.

- Andou falando com o você sabe quem?

- Lauren, você está falando do Shawn, não do Voldemort do Harry Potter. - ela disse entre risadas - E porque você normalmente puxa assunto falando dele?

- Qual o problema?

- Vamos falar de coisa melhor, que tal? Como foi seu dia?

- Bem, eu passei a tarde ajudando Lucy a fazer ligações e arrumar um lugar para morar. Acho que você soube que ela quer sair da casa dos Iglesias.

- Então, você passou a tarde toda com a Lucy. Que divertido! - ironizou - E sim, eu soube. Falei com Vero esses dias e ela não parece nada feliz com a decisão. Ela tem certeza?

- Sim. Ela reclama muito de não ter o espaço dela, principalmente quando briga com Vero. Ela sempre está sob os olhares dela e dos sogros. - soltei uma risada pensando no que diria a seguir - Segundo ela mesma, ela quer poder brigar com a Vero e poder bater a porta na cara dela, sem ter que a olhar no café da manhã.

A garota ao meu lado riu com o cenho franzido. Quase pude ouvir seus pensamentos dizendo: qual o problema da Lucy?

Eu também não sei, Camila.

- E seu dia?

Ela coçou a cabeça antes de começar a falar.

- Normal. Ignorei o "você sabe quem" - me olhou irônica enquanto fazia aspas no ar - o dia inteiro. Não sei o que será da minha vida amorosa, mas sigo firme. - ela sorriu - Pensei em um jeito de me livrar dessa história que o Mendes arrumou, porém sem certeza de que meus planos possam dar certo. Então, um cara me chamou para ver a lua e eu aceitei.

Ela apertou nossas mãos únidas, sorrindo para mim.

- Uma solução para o seu problema seria terminar esse namoro. Você sabe bem disso, não é?

Ela suspirou.

- Ultimamente, não estou descartando essa hipótese.

Paramos numa barraquinha de rua e compramos algo para beber e comer. Andamos até alguns bancos não muito distantes dali e nos sentamos.

A iluminação do local era pouca, talvez por isso, as pessoas não estivessem sentadas ali e preferissem o outro lado da rua.

- Você disse que tinha algo a me dizer.

Chamei a atenção da garota.

- Tudo bem. - ela largou tudo o que comia/bebia e se virou para mim - Não sei como você reagirá a isso, mas quero que entenda: eu só quero fazer com que isso deixe de ser algo tão importante e você pode ser a única pessoa que possa me ajudar nisso.

- O que você quer, Camila Cabello?

[...]

Cheguei afobada com a conversa que tive na rua e tudo o que eu desejava era um banho para tirar tudo isso da cabeça.

Isso, tomar um banho e dormir. - era tudo o que eu precisava.

Não era muito tarde, talvez 22h da noite(?). Porém, todos da minha casa já dormiam, com exceção da minha mãe. Esta, aproveitando que as meninas estão dormindo, está arrumando a casa, colocando as roupas para secar, lavando louça... Essas coisas.

- Mãe, cheguei.

Dei um beijo na sua cabeça e ela pareceu se assustar, mas mesmo assim, sorriu terna para mim.

Eu já estava tirando a blusa para deixar na lavanderia de uma vez, quando alguém bateu na porta.

Quando levei a latina em casa, começou a chover e, ao chegar em casa, ela havia aumentado consideravelmente. Por isso, me preocupava alguém bater na porta às dez da noite com a chuva que caía lá fora.

Minha mãe me olhou e pediu que eu atendesse. Pus novamente a blusa que havia retirado e fiz o que Dona Clara pediu.

Eu só não esperava encontrar na porta uma garota toda molhada, tremendo de frio e - claramente - chorando agarrada a uma mochila.

- E-Eu ... Posso entrar?


Notas Finais


Os próximos capítulos vão definir o futuro da Lauren: se ela vai pra alguma faculdade de música e viver o sonho dela ou se ela vai pra Yale com a Camila.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...