História Friendzone - Camren G!p - Capítulo 27


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren, Camren G!p, Lauren G!p
Visualizações 964
Palavras 2.799
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 27 - Capítulo 26



- E-Eu... Posso entrar?

- Lucy? O que você está fazendo aqui a essa hora? - puxei a garota para dentro e fechei a porta atrás dela - Está uma puta chuva lá fora. O que houve?

A garota começou a chorar mais ainda. Minha mãe apareceu na sala secando as mãos.

A olhei séria antes que ela perguntasse algo e, pelo visto, ela entendeu. Pois, saiu dizendo que pegaria uma toalha para a garota.

- Hey, o que houve, Luh? Você está ensopada e aparece na minha casa tarde da noite em meio a uma chuva...

- Eu briguei com a Vero. - ela me interrompeu - Muito, muito feio dessa vez. E-Ela...- a garota engoliu em seco - Ela pegou meu celular, viu conversas minhas e... Começou a interpretar errado, tudo!

Minha mãe chegou e ela se calou novamente, apenas abrindo a boca para agradecer a toalha que a cobria.

- Eu p-posso ficar aqui essa noite, Lauren? - ela não me deixou falar e continuou - Eu mandei uma mensagem para a Dinah Jane, a estrangeira que falamos mais cedo. Eu vou para a casa dela pela manhã. Ela realmente está precisando de uma ajuda urgente com algumas contas. Eu vou pagar as contas com ela, esse mês. E não vou precisar pagar o aluguel. Eu só não quero voltar para casa.

Era demais por uma noite.

- Eu...

Minha mãe chegou perto de nós e lhe entregou uma xícara.

- É um chá alemão. Não é a coisa mais gostosa que você já provou mais te aquece e previne resfriados.

Minha mãe sorriu e Lucy agarrou a xícara de bom grado.

- Obrigada, senhora Jauregui!

- Clara, querida. - a mais velha me olhou fuzilando - Cozinha.

Ela sussurrou e nos deixou, novamente. Pedi que Lucy me esperasse ali e fui atrás da minha mãe.

- Quem é ela, Lauren? O que ela está fazendo aqui?

- Namorada da Vero. - bufei - Ou talvez seria ex...

Ela semicerrou os olhos.

- Você não está mentindo para mim, não é? Você não saiu por aí engravidando nenhuma garota, não é? - a mulher apontou o dedo para o meu peito - Lauren Jauregui, se eu descobrir que você anda arrumando algum filho por aí, eu juro que-

- Mãe, ela é namorada da Vero, eu juro. Não precisa se preocupar. Pelo que eu entendi, elas brigaram. Talvez ela não quisesse ficar em casa, porque ela mora com a Vero. Não sei. Mas, relaxe - segurei seus ombros - eu não tenho nada a ver com isso e ela vai embora amanhã cedo. Tudo bem?

Minha mãe bufou.

- Okay, mas você arrume um lugar para ela dormir. Arrume o sofá, você sabe onde tem travesseiros e cobertas. Estou indo dormir. Boa noite, querida!

Ela me deu um beijo na bochecha e saiu. Pude ouvi-la desejar uma boa noite a Lucy e depois seus passos na escada.

- Ela não ligou mesmo? Só agora me dei conta de que poderia te atrapalhar aparecendo assim do nada.

Pus as mãos no bolso e neguei.

- Ela só ficou meio irritada achando que você poderia ser alguma garota que eu engravidei por aí.

Lucy riu.

- Sua mãe não sabe da sua devoção pela Camila?

- Deve saber, mas não acha que seja algo duradouro ou que vá dar certo. A minha mãe acha que sou uma cafajeste tiradora de virgindades.

Engoli em seco. Mas a garota não percebeu.

- O que te trouxe aqui, afinal. - perguntei - Quero a história completa, Vives.

- Bem...

P.O.V. Lucy

Após deixar Lauren no parque, eu corri para casa. Larguei todas as coisas no quarto e fui tomar um banho.

Precisava espantar pensamentos estranhos que andam rondando a minha mente.

A casa dos Iglesias estava escura. Theo deveria estar trabalhando, Stella está sempre visitando suas amigas. Mas onde estaria a Vero? - depois do banho, eu ligaria para ela.

Tomei um longo banho e ao sair me deparei com uma Vero pensativa sentada sobre a minha cama.

- Oi. Cheguei em casa e não te vi. Onde estava?

Cheguei perto para lhe dar um beijo, mas a garota desviou.

Ela foi ríspida ao me responder: - E lhe interessa?

Tomei um susto com a fala e mal consegui soltar um som se quer.

- Se vista. Depois me encontre lá embaixo. Precisamos ter uma 'conversinha'

E saiu pela porta, batendo-a com força.

Estranhei a atitude, mas me vesti e depois a procurei pela casa.

Ela estava na sala, com os cotovelos sobre os joelhos, o rosto entre as mãos e parecia nervosa.

- Vero?

- Lucy.

Engoli em seco. Ela nem havia me olhado.

- O que acontece-

- ISSO, LUCY! ISSO ACONTECEU!

Ela jogou meu telefone em minha direção. Franzi o cenho e peguei o aparelho do chão.

Pelo menos não quebrou - pensei.

- Que porra é essa, Lucy? Como você tem coragem de fazer isso comigo? A minha melhor amiga...

- Que? Você está falando do que, Veronica??

- Eu sei o que você andou fazendo no "verão passado". Não é isso que falam quando alguém faz algo debaixo do seu nariz, sem você saber? - permaneci confusa e calada - Hein, Lucy?

- Eu não sei que porra você está falando, Veronica! Tem como parar de gritar?

Falei no mesmo tom em que ela falava ao se dirigir a mim.

- Eu sei. Sobre todas as mensagens, ligações... Eu sei de todas as palavras que você disse a ela.

- 'Ela' quem?

- Lauren. Lauren Jauregui. Na sua boca deve ter outro nome. Talvez você a chame de amor...

- Iglesias, você ficou maluca???? De onde você tirou essa ideia absurda?

- Das fotos do seu telefone, das mensagens entre vocês duas. - ela se levantou e passou a andar pela sala com um riso sarcástico - Eu deveria ter adivinhado. Afinal, eu sempre chegava em casa e minha mãe dizia: 'ela ainda não veio pra casa'.

- Eu sou AMIGA da Lauren. A-M-I-G-A! E se você se esqueceu, ela é apaixonada pela Camila.

- Ah! Claro! E você tinha ciúmes disso, acredito eu.

- Você pirou? - passei a mão pela testa, desacreditada - Duvido que você tenha visto algum beijo nessas fotos ou alguma mensagem demais. Porque, sabe, EU NÃO ESTOU TRAINDO VOCÊ COM LAUREN JAUREGUI!!!

- Ah, não? Então, por qual motivo mais você me esconderia todas essas conversas?

- Porque você é uma ciumenta lunática que sempre vê coisa onde não tem. Eu me aproximava dela e você ja me abraçava mais forte. Se chego perto de qualquer um, você já me beija pra "marcar território". - ela revirou os olhos - Não me diga que estou mentindo, porque eu sei e provo tudo o que falo.

- Você. Mente. Mente sobre tudo o que faz, mente sobre as suas amizades, provavelmente mente até sobre me amar.

- Mas, eu te amo!

Ela bateu palmas. O som fez eco na casa vazia.

- Mais uma mentira! Meus parabéns! Você conseguiu estourar sua cota de hoje, Lucy.

- Inacreditável...

- Inacreditável digo eu. Você anda por aí marcando encontros com minha amiga e...

- Eu marcava encontros com ela para ajudá-la com a Camila. E também porque, ao contrário de você, ela me apoiou e está me ajudando a sair dessa casa.

- Lá vem você de novo com essa história.

- Vero, desde que moramos na mesma casa, a gente só briga. Será que você não vê isso?

- E por isso, você tem que sair daqui?

- Sim?! - respondi me perguntando se aquilo não era óbvio - Ou só eu entendo isso?

- Claro. Sair daqui, logo mais você cansa de mim e corre pros braços da sua alemã. Lamentável, Lucy!

- Você, por acaso, ouve o que diz? - ela me deu as costas, mas não respondeu - Quer saber? Deu.

- O que?

- Essa história. A NOSSA história. Eu não aguento mais isso. Eu vou embora. - subi as escadas e ela não disse nada - E você, se em algum momento se arrepender, pode vir me procurar. Mas, por enquanto, acabou, Vero.

Eu corri até o quarto de Anna, onde eu dormia e onde deixava minhas coisas. Fechei a porta e logo em seguida ouvi um sonoro 'Foda-se' e a porta do quarto ao lado bater com tanta força, que achei que poderia quebrá-lo.

Juntei todas as minhas roupas, algumas coisas mais importantes, coisas que eu precisaria pro colégio, documentos e os coloquei numa mochila. Pediria alguém para buscar as outras coisas em um outro momento.

Me sentei na cama e liguei para Dinah. Sabe, mesmo não morando com ela, acabamos conversando futilidades em alguns momentos e ela era minha decisão quase certa. 

Eu moraria com a garota a partir de hoje.

Infelizmente, Dinah foi visitar uma amiga e não estaria em casa pela noite. Ela disse que eu havia sido enviada do céu, porque o síndico tinha ido pela manhã 'puxar suas orelhas' por que a garota devia as contas de luz e também o gás.

Eu a ajudaria. Mas, agora, precisava de um lugar pra passar a noite.

Acho que minha intimidade com a latina não é tão grande para esta me acolher numa noite. Não tenho tantos amigos, nenhum que eu possa contar a este ponto. Só me sobrara, a morena.

Eu teria que ir para casa da Lauren, e espero que Vero não saiba disso para que as coisas não piorem.

Desci as escadas e, antes de sair, vi Vero bebendo água, encostada na pia da cozinha.

- Eu...- comecei sussurrando - Deixei algumas coisas aí. Então, vou pedir para alguém buscar algum dia desses.

Ela deu de ombros e eu segui meu caminho. 

Lá fora chovia e as gotas serenas levavam minhas lágrimas.

De repente, senti falta do colo da minha mãe, do abraço do meu pai e do abraço da Elena, minha irmã, que curava todas as dores.

Quando dei por mim, a chuva aumentara e eu tive que correr para chegar até àquela porta.


- ... Foi isso.

A garota soltou um longo suspiro.

Eu já havia lhe entregado um travesseiro e uma coberta, minha mãe já deveria ter adormecido faz um bom tempo.

Porém, eu e a garota, permanecemos aqui na sala conversando. Ela me contando o que acontecera e eu a ouvindo silenciosamente.

A chuva ainda caía lá fora, como uma trilha sonora para a história triste narrada pela cubana.

- Ela acha que eu e você... - fechei fortemente os olhos - Vero às vezes viaja demais numa ideia.

A garota tremeu ao ouvir o nome da (ex) namorada.

- Por favor, não diga a ela que eu fiquei aqui essa noite. Não quero acabar com a amizade de vocês.

- Tudo bem. Agora durma. Seu segredo está guardado comigo.

A garota sorriu e me dei um longo beijo na bochecha.

- Obrigada, novamente, por tudo.

Dessa vez ela me olhou nos olhos e algo dentro de mim quis me aproximar. Porém, a razão, esta que me fez me afastar, disse que era errado. Ela só estava confusa.

- Perdão, eu não queria...

- Isso é errado, Lucy.

- Eu sei. Eu sei. Repito isso todos os dias. - estranhei, mas ela continuou - Fiquei meio confusa depois de um tempo vendo você e a Camila. Sabe, você a trata como uma deusa. Como uma rainha a quem você deve todo o seu ser. E vocês se quer namoram, entende? - assenti - Eu senti inveja, porque eu tenho...Ou tinha, uma namorada e nós sempre brigávamos. Vero nunca me olhou assim. Me desculpe!

- Não, tudo bem. Eu entendo.

A garota se deitou e se cobriu. Eu afaguei seus cabelos até vê-la dormir.

- Você vai conseguir ser a deusa de alguém um dia, Luh.

Subi as escadas silenciosamente.

Fui ao meu quarto ainda lembrando do que acontecera mais cedo.

Sério, Lolo, por que não?

- Porque não!

Falei sozinha.

Fechei meus olhos com força e me dirigi ao banheiro.

Um longo banho quente, afastará todos os pensamentos estranhos e todas as lembranças esquisitas.

Eu não posso considerar isso. Por que eu estou considerando essa ideia insana? - pensei

Quando encostei a cabeça no travesseiro e me vi sozinha, no escuro, uma enxurrada de lembranças me atacou.

Sorte do dia: ninguém pode ouvir meus pensamentos.

- O que você quer, Camila Cabello?

- Prometa não me matar por ter pensado nisso.

- Por que eu te... - bufei - Vamos, Camila! Diga de uma vez!

A menina olhou para o chão. Talvez buscando coragem, talvez procurando as palavras.

- Você é a pessoa que eu mais confio no mundo, você sabe disso. Uma prova disso é que eu se quer disse a Mani sobre todo esse lance com o Mendes. - eu assenti e ela parou para respirar um pouco - Eu ainda estou com muito medo, mas... Se ele acha que isso é algo banal ou simples. Tudo certo, eu darei a ele o que ele quer, de forma banal e simples para mim.

Franzi o cenho.

- Você está considerando perder a virgindade com aquele idiota? Você enlouqueceu? E toda aquela conversa ontem?

- Não. Você ainda não entendeu onde eu quero chegar.

- Prossiga, então.

- O que importa para mim é a minha primeira vez. E se eu não lhe desse a minha primeira, mas quem sabe a terceira ou a segunda?

- Quem sabe você poderia não dar nada a ele.

Revirei os olhos.

- Cala a boca! Se me interromper mais uma vez - ela levantou o dedo na minha direção - corto o que você tem entre as pernas, idiota! Continuando. - se ajeitou e se sentou melhor na minha frente - E se a minha primeira vez fosse realmente especial como eu sempre quis, ou se fosse com alguém que saiba disso e faça dela importante? O que eu quero dizer é: - ela respirou fundo - Lauren, eu quero que você me foda.

Eu cuspi todo o refrigerante que eu bebia. O ar já não parecia mais tão puro ao passar pelo meus pulmões.

- QUÊ???????????

- Eu escolhi a melhor frase, não é?! Sabia que sua reação seria essa!

A garota quase caía no chão de tanto rir.

- Mas, Lauren, eu estou falando sério. Dessa vez, eu não vou negar: estou pedindo, sim. Eu quero que você seja a minha primeira vez.

- Você. Enlouqueceu. - eu negava sem parar - Você bateu a cabeça e pirou!

- Por que eu "enlouqueci"? Você foi meu primeiro beijo e o discurso era o mesmo. Não vejo problemas, Jauregui.

Ainda me recuperando da tosse súbita, olhei a garota procurando qualquer característica em seu rosto que me dissesse que era apenas uma brincadeira.

Não encontrei.

- Porque um beijo, é só um beijo. Porém, ver você - abaixei o tom - pelada e... Transar com você? Camila, isso não. Eu não faço isso!

- Sério, Lo, por quê não? Minha virgindade é sua, é tão difícil acreditar no que digo?!

Ela falava num tom de riso como se fosse a coisa mais simples a se decidir. Diante da pergunta, eu me vi perdida em minhas palavras. Não soube responder.

Minha mente traiçoeira me fazia considerar a ideia. Eu não deveria pensar nisso.

Mas já pensara várias vezes...- calada, consciência!

- Pense, seria algo íntimo entre duas amigas íntimas. Que mal há nisso?

- Nós não temos taaanta intimidade a esse ponto, Cabello. A última vez que eu te vi pelada, devíamos ter uns 3 anos de idade e eu se quer me lembro dessa cena.

A garota riu.

- Não se preocupe, meu corpo melhorou desde então.

Revirei os olhos.

- Não seja tão ingênua ao ponto de idealizar tais coisas, Camila.

- Tudo bem, não se estresse. - estendeu as mãos para cima, se rendendo - Não vamos mais discutir, okay? - selou seus lábios nos meus - Mas prometa que vai pensar no assunto.

- Não prometo nada.

Sussurrei.

Ela se aproximou de novo e me beijou mais uma vez. Leve e doce como uma brisa, levando embora todas as preocupações.

Deixou sua mão repousar sobre minha bochecha, assim como as minhas se encontravam em sua cintura. Ela sorriu e deixou um beijo no meu nariz, logo encostando nossas testas.

- Às vezes, me vem a mente: o que eu faria da minha vida sem você por perto?

- Viveria.

Ela soltou o ar no meu rosto, rindo baixo.

- Me leva em casa?

Concordei e a garota tomou minha mão para nos guiar de volta.


- Talvez minha mãe estivesse certa o tempo todo e eu tenha mesmo essa cara de 'cafajeste tiradora de virgindades'.



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