História Friendzone - Camren G!p - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren, Camren G!p, Lauren G!p
Visualizações 1.381
Palavras 2.228
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 28 - Capítulo 27



Faz só alguns dias desde que nos falamos, amigo. As coisas estão diferentes. Mas, relaxe! Eu vou lhe explicar tudo aos poucos.

- Hey, Lo!

Lucy veio em minha direção, me tirando de meus devaneios. A garota ainda mantinha grandes bolsas roxas embaixo dos olhos. Fruto de choro excessivo e noites mal dormidas.

Ela mora com Dinah agora. E, segundo o que a cubana diz, elas se dão muito bem. O fato de Dinah não ter a família por perto como a Lucy, aproximou mais ainda as duas

- Eu estou sentindo falta de algumas coisas lá em casa. - fez uma careta - Você poderia ir na casa do sua amiguinha essa tarde? Pegar minhas coisas e trazer para mim

Revirei os olhos, mas assenti.

- Obrigada! - ela me deu um beijo na bochecha, quase dando pulinhos de alegria - O endereço é este aqui - me entregou um papel pequeno que antes estava dentro do seu bolso - e...Eu já vou.

A garota fechou a cara e saiu andando, mal se despedindo.

Olhei para trás de mim e revirei, novamente, os olhos ao perceber que o motivo para a garota sair correndo era a Iglesias, que vinha em minha direção.

- Parece que a sua "amiguinha" vive fugindo de mim agora, não é?

Ela havia sido extremamente irônica ao chamá-la de "amiguinha" e fazer aspas no ar. Por isso, não poupei esforços ao bufar em alto som.

- Hey, relaxa, bro. - soou na defensiva - Já disse que não culpo você. Você não tinha um compromisso comigo. Ela, sim.

- Vocês poderiam ao menos conversar, Vero?

- Isto está fora de questão!

E saiu conversando com um dos amigos dela. Completos estranhos pra mim.

Bem, depois que Lucy dormiu no sofá da minha casa e foi morar com a Dinah, eu tentei convencer Vero de que não havia nada entre nós.

Claro que não deu certo.

A garota alegou coisas como "nada dava mais certo naquele relacionamento", passou a usar a palavra 'amiguinha' com desdém toda vez que fala comigo e passou a fugir da garota como o diabo foge da cruz. Lucy também, mas isso é outro caso.

Ela também me "perdôo" pelo feito. Por algo que eu não fiz.

Essas duas só me dão problemas.

Camila apareceu no corredor e, como sempre, andando rápido entre as pessoas no corredor, se escondendo.

- Ele me vê, ele sabe que andamos juntas e, em algum momento, ele chegará a conclusão de que você vai embora para casa comigo. Não tem necessidade dessa pose, 007.

- Muito engraçadinha, você.

Para a minha imensa alegria, Camila finalmente terminou com o Shawn. Quer dizer, ela disse a ele que queria um tempo. O cara não pareceu lidar bem com a situação e está correndo atrás dela pelo colégio, enquanto a garota corre dele. Ela também se esconde nos intervalos e na hora da saída.

Camila aparentemente não quer voltar, então eu deveria estar mais feliz do que aparento, não é?

Sim, eu deveria. Porém, depois da briga entre Vero e Lucy, nós nos dividimos. Camila apoiou a causa de Vero, eu - indiretamente - apoiei a Lucy.

E bem, até que as coisas se resolvessem entre eu e a Vero, a Camila deixou de falar comigo.

"Não se faz isso com uma amiga, Lauren.'- ela disse - "Você traiu a confiança dela"

Agora eu e Vero voltamos a nos falar e a garota, aparentemente, tenta fazer o mesmo.

Eu sei o que você está se perguntando e a resposta é: nós não tocamos mais naquele assunto.

Eu me peguei pensando nisso às vezes. Mas, toda vez que eu a via e a levava em silêncio até em casa, um medo de que as coisa poderiam sair fora do planejado ou que nossa amizade poderia se perder no meio de um prazer idiota, me alertava que eu não deveria fazer e, se quer, pensar nisso.

Eu deveria esquecer essa ideia.

Lauren, eu quero que você me foda.

Mas quando lembro que ela usou estas exatas palavras, fica meio impossível.

Desvaneios a parte, deixei a garota na porta de casa e ela apenas acenou com a cabeça para se despedir.

Lembrei do pedido de Lucy, então liguei para a Iglesias antes de chegar em casa.

Vero disse que já separara tudo antes, era só buscar. Por isso, almocei em casa e depois saí rumo a casa da mais baixa.

Veronica me abriu a porta de casa e deu passagem, apontando o quarto de Anna, onde a cubana dormia.

Uma caixa repleta de coisas se encontrava no chão, ao lado de uma cama sem lençóis ou travesseiro.

- Lauren. - olhei para trás, vendo a dona da casa apenas de bermuda, coçando os olhos - Se puder, entregue esta bolsa a ela por mim.

Franzi o cenho, porém assenti.

- São coisas que ela me deu, algumas fotos nossas... - ela torceu a boca e deu de ombros - Enfim, se ela quiser aceitar... Se não, você pode jogar fora. Provável que não precisemos mais disso.

- Já falei que vocês dev-

- Eu não vou falar nada com ela, Jauregui! - me interrompeu - Ela quis ir embora, ela quis morar em outro lugar. Se ela quiser falar, ela que venha até mim.

Eu revirei os olhos, mas nada respondi.

Peguei a caixa e a bolsa que ela me estendera anteriormente, e sai rumo ao endereço que a Vives havia me passado.

Era um condomínio de prédios. Nada muito caro, aliás, segundo a própria, muitos dos moradores eram universitários que chegaram ali por conta dos preços baixos do aluguel.

Perguntei ao porteiro qual o andar do apartamento da garota e ele disse que ligaria pra avisar da minha chegada.

Quando minha entrada foi permitida entrei no elevador, indo até o andar indicado.

- Apartamento 214... Será para lá?

Andei até encontrar uma porta branca com o número. Toquei a campainha e uma garota quase da minha altura, com ombros largos e longos cabelos loiros abriu a porta.

- Quem é você?

Ela fechou a cara e eu quis me bater por ter batido na porta errada. Até que a garota soltou uma risada alta e escandalosa.

- Você deve ser a Jauregui. Entra!

Ela abriu mais a porta e me deu espaço para entrar.

Dinah...

- Luçaa! A sua amiga bonita chegou.

Ouvimos um grito distante, era a voz de Lucy dizendo que já estava vindo.

- Você deve ser a Dinah Jane, não é?

- Sim. - ela sorriu - Desculpe pela brincadeira, mas você parecia tão perdida. Eu não resisti.

- Cheguei.

Lucy apareceu num salto do nosso lado.

- Sabe, Luh, ela é bem melhor que a idiota ciumenta da sua ex.

- DINAH!

Lucy gritou rindo e pegando a caixa da minha mão.

- Na verdade, a Lucy é a minha cupido. - dei de ombros sorrindo - Ela me ajuda com uma outra garota.

- Querida, não sabia desses seus poderes.

Ela mexeu os dedos como se fizesse algum tipo de magia estranha e nós rimos.

- Essa bolsa também é pra mim?

Concordei e lhe entreguei.

- Vero disse que são coisas suas que estavam com ela ou coisas que você deu a ela... - ela me olhou com a face sem expressão - Ela disse para lhe dar.

Ela abriu e encontrou fotos - MUITAS fotos -, alguns ursos de pelúcia, uma pequena bandeira cubana que dizia "eu amo Cuba" no centro, mas o nome do país estava riscado com uma caneta e por cima tinha escrito "você". Haviam algumas roupas também, dela e de Vero.

- Oh...

Lucy olhou tudo aquilo e pareceu meio perdida em pensamentos. Eu me preocupei com a garota e pela cara, Dinah também estava preocupada. Se ela tinha esperanças de voltar com Vero, elas tinham ido embora ao receber aquela bolsa.

- Lauren, você bebe? Porque, depois dessa bolsa, nós vamos precisar de álcool. Muito álcool. - ela saiu por uma porta e depois voltou com uma jarra grande e três copos - Sorte a nossa que minha mãe enviou umas frutas e com elas eu fiz uma batida maravilhosa!

(...)

- Então, quer dizer que você é apaixonado pela sua melhor amiga? - assenti rindo da loira - Há 3 fucking anos?

- Ela se diz "uma idiota por tudo o que ela faz".

Lucy tomou a palavra, virando mais um copo, em seguida. Dinah pegou a jarra e virou para encher nossos copos.

Faziam umas três, talvez quatro, horas que estávamos sentados no chão da sala remoendo histórias e bebendo. Bebendo muita batida da Dinah, que aliás, é deliciosa.

Ela fez uma coisa rosa e uma outra amarela. Ambos muito bons, devo dizer. E bem, sentados no chão porque, a garota mais nova porém mais alta, confessou ter vendido a mesa pra pagar umas contas e ela nunca viu problema em comer no chão.

- E, Lucy, ainda tem mais uma coisa que eu não disse pra ti.

- Vamos! Diga! - ela levantou o copo e secou a boca que escorria o líquido que nos bebíamos - Hoje é dia de falar tudo de vergonhoso que nós guardamos. Eu, por exemplo, me apaixonei por uma idiota ciumenta que parece o meu ex, mas que é melhor que ele em tudo.

Que?! - eu realmente não entendera nada do que aquela Lucy bêbada dissera.

- Camila disse que quer perder a virgindade dela comigo.

- Isso eu já esperava, né querida?

- Mas, ela disse isso com um grande "eu quero que você me foda".

Lucy cuspiu todo o líquido que tinha em sua boca e Dinah explodiu em risadas altas.

- Você está me zoando?

- Não.

Respondi tranquilamente. A garota observou a parede boquiaberta.

- E PORQUE VOCÊ NÃO JOGOU ELA NA CAMA E A FODEU?

- Para de gritar! Nós estávamos na rua.

- A fodesse no asfalto.

Dinah soltou um baixo "eu concordo".

- Vocês estão loucas? Isso jamais aconteceria.

Lucy me olhou profundamente, até que sorriu extremamente maliciosa e disse: "Não se faça de santa! Você sonha com isso desde que ela falou, não é?!"

E, sim, eu sonhava.

Como eu já lhe disse, minha imaginação é traiçoeira. Mesmo que eu tentasse afastar estes pensamentos, quando a noite chegava e eu deitava minha cabeça no travesseiro, meu subconsciente me pregava peças.

O resultado das peças pregadas era um eu que acordava muito suada e com a porra de um pau duro latejante às 4 da manhã.

- Foi o que eu pensei.

Lucy bebeu o último gole e se levantou encerrando o assunto.

Me despedi das garotas e fui até a minha casa. Meus irmãos discutiam algo sobre trabalhos de casa quando eu cheguei, e nem falei com ninguém para não denunciar meu estado alcoólico.

Eu me lembraria de tudo vagamente, mas não tenho noção do que faço. Melhor manter distância de todos.

Tomei um banho e é melhor não dizer o que aconteceu durante ele. Não cabe a você me julgar pelos pensamentos impuros que tive com minha melhor amiga, enquanto estive naquele banheiro.

Deitei a cabeça no travesseiro, depois de vestir uma cueca e uma bermuda, e eu só queria dormir, um pouco...

Mal tive tempo de terminar de pensar, alguém bateu na porta.

- Lauren! - era a voz de Chris, meu irmão mais novo - Você deixou o celular aqui embaixo. Tem uma tal de 'Crush' ligando.

Corri para abrir a porta, peguei o telefone da mão do garoto...

- Lóren, quem é Crush?

... e fechei a porta na cara dele.

Desculpe, irmãozinho, mas o assunto é sério e você, curioso demais.

- Hey, Camz.

Atendi o celular.

- Hey... Já estava quase desistindo da ligação. - ela riu fraco - Achei logo que pudesse ser o destino me avisando que o motivo da ligação era errado.

Cocei a garganta e endireitei a minha posição sobre a cama.

- E qual seria o motivo?

Ela coçou a garganta antes de falar.

- O mesmo da nossa última conversa. - suspirei audivelmente - Eu sei que não nos falamos tanto nos últimos dias e você não reagiu bem porém, Lolo, eu falo sério.

- Você nem namora mais o Mendes, por quê continua com isso?

- Porque, Lauren... - ela suspirou - Eu... Eu não vou confiar suficiente em ninguém. Não como confio em você. Só a primeira vez vai ser tão importante, porque eu quero que ela seja. As outras transas da minha vida, não interessam tanto. Por isso que quero que seja importante com você.

Eu não respondi e fechei os olhos, coçando-os fortemente, em seguida.

- Por favor?!

- Quando e onde?

Ela pareceu sorrir do outro lado.

- Infelizmente, uma tia minha está doente. - ela disse com falsa compaixão - Em dois dias, minha mãe vai visitá-la, meu pai a levará e eles só voltam na tarde do dia seguinte.

- E sua irmã?

- Sofi vai dormir com uma amiga e meus pais acham que vou dormir na Mani. Mas, você sabe, ela é uma das minhas principais cúmplices.

- Uma das? E onde você está para estar falando tudo tão abertamente assim?

- Você é a outra principal cúmplice, idiota. E estou na pracinha se quer mesmo saber. Agora, apenas decida, Jauregui: na minha casa ou na sua?



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