História Friendzone!...ou não - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Originais, Personagensoriginais
Exibições 12
Palavras 1.429
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Escolar, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oii!!

Minhas sinceras desculpas ao casal, pois passei da data por não ter conseguido publicar ontem.

Não esqueçam q eu amo vcs.

Desculpem os errinhos.

Boa leitura =P

Capítulo 3 - Capitulo 3


E essa foi a melhor noite da minha vida, pois foi a primeira vez que fui amado plenamente. Essa foi a primeira noite que nos amamos de verdade.  

❤️❤️❤️❤️ 

A viagem foi perfeita, pena que acabou muito rápido. Mas é aquele ditado "alegria de pobre dura pouco".  

Acordamos cedo e terminamos de arrumar nossa mala, também nos arrumamos e seguimos nosso caminho para o aeroporto para pegar nosso voo. Em poucas horas estávamos de volta à nossa cidade. Era para os meus pais terem vindo nos buscar, só que uma prima minha veio para cá fazer uma visita, então meu tio veio com ela até o aeroporto para nos pegar.  

Ela é quase insuportável, principalmente quando vem com aquele típica frase dela de que eu não sou da família. Estranho, eu sei, mas facilmente explicável. Ela é sobrinha do marido da minha tia, então tecnicamente não somos da mesma família, mas crescemos juntos. E, desde que consigo me lembrar, ela me fala o quanto não gosta de mim e o quanto ela adora me zoar dizendo que não faço parte da família dela. Além de que ela tem aquela mania de julgar alguém em silêncio e sempre acaba liberando algum comentário venenoso sobre alguém, o que me faz rir. 

Mas se ela tem o jeito dela de me irritar, eu também tem meu jeitinho de fazer ela chegar ao limite. Ela odeia contato humano e, apenas por isso, sempre que tenho oportunidade a abraço mais forte do que ela gostaria. Ela odeia acordar cedo em qualquer situação, então sempre que estamos no tio, eu a acordo da forma mais alegre que consigo para que ela solte a frase "como alguém consegue acordar tão feliz logo de manhã?". Eu acho que peguei o costume de pensar ou falar essa frase por ouvir tantas vezes saindo da boca dela. 

Só que às vezes, bem de vez em quando mesmo, ela demonstra um carinho e fofura que eu ainda acho que não pertence a ela. Assim como ela fez quando descobriu sobre mim e naquele momento eu nunca achei que alguém poderia ser tão compreensível ou fofa sobre a situação. Ela apenas me falou que apesar de tudo, todas as nossas desavenças que, na verdade não passa de um jeito de mostrar como nos importamos um com o outro, ela estava ali, do meu lado, para o que eu precisasse. E, se nossa família descobrisse, eu não deveria esquecer que teria o apoio dela, que ela estaria do meu lado.  

- Ana. - disse assim que a vi. 

- Estorvo. - ela me respondeu e eu fiz o que sempre faço para irrita-la, abracei-a. 

Eu apresentei o Fernando para ela, pois apesar de saber sobre ele, era a primeira vez que eles se encontravam. Ela o tratou muito melhor naqueles 5 minutos do que ela me tratou minha vida inteira e tenho que admitir que aquilo me deixou um pouco chateado. 

Antes de ir para casa do meu tio, decidimos passar no shopping para comer já que estava na hora do almoço e nossa última refeição tinha sido o café da manhã. Depois do almoço, nosso tio disse que tinha algumas coisas a resolver e perguntou se nos importávamos de esperar um pouco. Decidimos dar uma volta enquanto ele resolvia o que precisava e passamos em frente a uma loja ao qual a Ana fez questão de parar para olhar a vitrine. As roupas eram meio masculinas e eu sempre me perguntei como ela não podia ser mais feminina, mas desisti despois de receber uma resposta mal educada vindo dela na primeira vez que verbalizei meu pensamento. 

- Fernando, você por aqui? - ouvimos alguém falar e os nos viramos na direção do som. 

- Oi, Emerson – Fernando respondeu sem graça, enquanto a pessoa se aproximava para dar um abraço nele. 

- E quem são essas pessoas? - o tal Emerson perguntou. 

- Esse é meu amigo Carlos e essa é a prima dele Ana. - Fernando respondeu e eu estava "Amigo? AMIGO, FERNANDO?" em meu pensamento. 

- Olá - eu e a Ana dissemos juntos. 

- Seu amigo, Fernando? - eu perguntei. 

- Deixa eu adivinhar? - a Ana disse antes que ele falasse algo e desviamos a atenção para ela. - Pelo nível de constrangimento da pessoa ali – ela apontou pro Fernando – e pelo jeito que ele nos apresentou – ela olhou para o Emerson agora – Você é o ex dele, certo? 

- Como você...? - Fernando não terminou a pergunta e ela o interrompeu. 

- Só está meio óbvio – ela respondeu. 

Eu não tinha como discutir com isso, a Ana sempre foi muito observadora. Ela consegue perceber coisas que ninguém mais consegue apenas observando o ambiente por um tempo. Já teve vezes em que percebesse coisas que uma pessoa estava sentindo, antes mesmo da pessoa perceber sobre si mesma e eu admiro isso nela. Queria ser tão perceptível. 

- Carlos, preciso falar com você. - ela disse me puxando pelo braço. 

- Mas... - eu ia começar, mas ela não deixou. 

- Agora!! - e como eu ia discutir com uma pessoa mais velha. 

Sem conta que conhecendo ela do jeito que eu conheço, eu sei que, se não fosse naquela hora, ela ia arrancar meu fígado fora. E, como eu gosto dos meus órgãos internos, decidi ir. 

- Fala. - comecei e ela me olhou brava pelo meu jeito de falar com ela. 

- Tem alguma coisa estranha ali – ela apontou para os dois que conversavam animadamente – Por que ele apresentaria o próprio namorado falando ser apenas um amigo? - eu concordava com ela – Se fosse eu, tiraria essa história a limpo. 

Ela terminou de falar e eu concordava com ela, então deixei ela ali indo em direção a eles pronto para resolver isso e, assim que me aproximei, eles pararam de conversar e o Emerson se despediu de nós para ir embora. Quando eu ia começar a brigar com o Fernando ali mesmo, senti um beliscão em meu braço e me virei brava para olhar para a pessoa que me machucava. A Ana olhava algum ponto em nossa frente e indicou com a cabeça para que eu olhasse na mesma direção e entendi porque ela havia me impedido de começar aquela discussão ali, nosso tio vinha em nossa direção, provavelmente nos chamando para ir embora. Essa conversa teria de ficar para depois. 

Meu tio deixou eu e o Fernando em minha casa e foi embora com minha prima. Antes de virar as costas para o carro que começava a andar, consegui ver ela dando um pequeno aceno com a mão se despedindo. Eu disse, às vezes ela consegue ser fofa também. Entramos em casa e fomos para o meu quarto. Era mais do que óbvio que eu estava irritado com ele. 

- COMO ASSIM AMIGO, FERNANDO? - gritei assim que entramos no quarto, estávamos sozinhos em casa. 

- Calma, amor – ele disse – Eu posso explicar. 

- Então começa - respondi – Enquanto eu ainda estou calmo. 

- Ele é meu ex e um amigo de longa data – ele começou - Nós sempre conversamos sobre tudo, mas ultimamente eu estava muito afastado dele e fiquei com vergonha de contar que eu estava namorando de novo, pois sinto que estava escondendo alguma coisa dele. 

- Eu acho que esse motivo é bobo, não ter porque sentir vergonha de estar namorando de novo e não ter contado. Você mesmo disse estar afastado dele. - disse – A não ser que você ainda sinta algo, além de amizade, por ele. 

- Não sinto, eu juro – ele continuou - É só difícil, para mim, tentar te explicar. 

- Pode tentar, teremos o dia inteiro para isso. - eu respondi 

- Tudo bem então - ele respondeu - Não sou eu que sinto algo por ele ou que não o superei ainda, é ele quem ainda gosta de mim e imagina que ainda vamos ficar juntos. - ele dizia e eu ficava bravo com as coisas que eram reveladas – E eu tenho medo de, se eu contar a verdade para ele, nossa amizade acabe também e eu não quero perder o único melhor amigo. A única pessoa que está comigo desde que eu consigo me lembrar. 

- E eu não quero ter que dividir você com ele – eu falei – Eu quero que você conte a verdade para ele o quanto antes ou você pode esquecer que eu existo. 

- Não me faça escolher – foi a única coisa que ele respondeu, pegando as coisas dele em seguida e indo embora. Me deixando lá, sozinho com meus pensamentos.


Notas Finais


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