História Frio como o inverno - Jelsa - Capítulo 11


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Categorias A Origem dos Guardiões, Como Treinar o seu Dragão, Enrolados, Frozen - Uma Aventura Congelante, Valente
Personagens Anna, Astrid, Banguela, Elsa, Flynn Rider, Jack Frost, Kristoff, Rapunzel, Soluço
Tags Drama, Flynzel, Jelsa, Kristana, Mericcup, Romance
Exibições 55
Palavras 1.205
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Como sempre, eu demorei pra atualizar. Eu sei que sou lerda e peço desculpas, estou tentando melhorar isso e conseguir atualizar com frequência, escrever mais rápido. Eu espero que não estejam muito bravos comigo por demorar tanto, eu realmente fico feliz e aprecio cada favorito e comentário, sério, obrigada de verdade.
É isso então.

Boa Leitura!

Capítulo 11 - Capítulo X


Elsa ainda estava tentando se acostumar e se adaptar com a não tão nova realidade. Era estranho, em todo sentido da palavra. É claro, nem tudo de seu passado havia desaparecido completamente. Na verdade, a maioria das coisas continuavam ali. Assombrando-a. Trazendo aquela estranha sensação de nostalgia e a fazendo questionar se tudo realmente tinha acontecido daquele jeito ou se sua mente enganadora e seu coração partido — por mais clichê que soasse — estivessem impedindo de ver que tudo aquilo que aconteceu antes não passava de uma mera e cruel mentira. 


Era difícil pra ela parar de pensar sobre aquilo, na realidade era quase impossível. Mesmo que aquilo a fizesse se sentir triste, carregava um ar de familiaridade. Algo que ela conhecia tão bem que, embora fosse ruim era mais prático do que tentar superar. Era muito mais fácil se lamuriar e ignorar tudo até que passasse do que fazer algum esforço para mudar aquilo.

Quando tudo aquilo acontecia quem geralmente a confortava era Punzie. Com palavras gentis e trazendo aquela sensação de casa. De estar num lugar onde sempre pudesse voltar.

Hoje, infelizmente, não foi o caso.

Punzie estava ocupada demais, com problemas familiares como o fato de sua mãe adotiva, Gothel — uma mulher indiferente e bonita com quem Punzie tinha um relacionamento complicado repleto de brigas — não querer aceitar seu futuro casamento com Flynn.

Punzie estava dormindo fora, provavelmente no apartamento de Flynn tentando arranjar alguma solução pro dilema do casamento.

Elsa não queria incomodá-la, sabia que Punzie tinha prioridades e seus próprios problemas, não podia simplesmente cobrar conforto dela quando a própria Punzie precisava de conforto.


Quanto à Anna, Elsa concluiu que seria melhor não. Anna sempre ficava muito preocupada, caso recorresse a ela, acabaria incomodando a demais. Não era justo com ela, Anna era a irmã caçula, Elsa que deveria cuidar dela, e não o contrário. Para que Anna não se preocupasse, Elsa disse simplesmente que iria dormir na casa de uma amiga. Afinal, sabia que não iria voltar muito cedo.

Na realidade Elsa recorreu a um velho amigo.

O álcool.


Era uma boa solução, temporária e de duração não tão longa mas, ainda assim uma solução efetiva durante o momento.


E por isso ela estava sentada naquele balcão do bar enchendo a cara. Carregando aquele documento falsificado na bolsa. Não foi tão difícil enganar o segurança para entrar ali, Elsa tinha uma atmosfera de maturidade. Uma aura elegante que a fazia parecer mais velha do que realmente era. Usando um pouco de maquiagem e um vestido bonito qualquer um seria enganado.


Os dedos dela já não apertavam mais o copo com tanta força e sua visão já não estava tão clara e nítida.


Seus pensamentos pareciam cada vez menos coerentes e sua mente parecia esvaziar, como se seus problemas não existissem mais e nada daquilo tivesse realmente acontecido. Como se tudo aquilo tivesse sido um sonho.


Quem dera tudo aquilo não passasse de um mero pesadelo.


O seu cabelo que antes estava preso em um coque arrumado aos poucos desprendia, com fios emoldurando e caindo sobre sua face.


Com seus braços apoiados sobre o balcão e sua cabeça apoiando se neles ela deu um longo bocejo e adormeceu.


***


— Você não é nova demais pra se acabar de tanto beber? - a mulher perguntou segurando uma xícara de café e olhando para Elsa.


Ela tinha cabelos castanhos compridos, vestia uma camisa social e aparentava estar no meio de seus trinta anos. Era bonita, e exalava um ar de responsabilidade.


Elsa esfregou os olhos e sentou se no sofá. Sentindo dor nas costas por ter dormido ali e estar sem se lembrar direito do que havia acontecido. Sua cabeça doía, era uma dor familiar com a qual estava acostumada a lidar. Ressaca.


Ela sentia enjôo e sua cabeça latejava. Pra ela, naquele momento, a dor na coluna era o de menos.


Sem falar do fato de ela não ter a mínima ideia de quem era a mulher.


— Pode me dar um remédio, por favor? - disse no habitual tom educado. A mulher arqueou a sobrancelha, ainda assim dirigindo se ao balcão que dividia a cozinha e a sala do pequeno apartamento, pegando um copo de água e dois pacotes de cápsulas. Um pra dor de cabeça e o outro para enjôo.


Carregou tudo numa das mãos ainda tomando o café que estava na xícara da outra mão. Elsa tomou tudo rápido agradecendo logo depois e depositando o copo vazio e os pacotes em cima da mesinha de centro que estava em sua frente.


— Qual é o seu nome? - A mulher sorriu de lado deixando suas covinhas aparentes.


— Elsa.


— Bem, Elsa, onde seus pais achavam que você estava enquanto enchia a cara no bar? - perguntou, sentando-se ao lado dela.


— Eles não se importam com aonde eu estou e como você sabia que eu era menor de idade?


— Não, sabia. Foi um palpite que você confirmou.


Elsa arregalou os olhos ao reconhecer a mulher.


— Você é a mulher do café? A que eu sem querer derrubei o café?


— Sim. A propósito, desculpe por te-la tratado daquele jeito naquele dia. Estava estressada e acabei ficando muito brava.


— Não, não. Tudo bem. Então… O que eu estou fazendo no sofá do seu apartamento?


— Eu fui ao bar ontem beber um pouco. Você estava no bar, desmaiada no balcão. Eu reconheci você. Não podia deixar você ali, afinal seria perigoso. Chamei um táxi e te trouxe pro meu apartamento. O resto você já sabe. - A mulher suspirou — Você devia tomar mais cuidado, sabe? Seus pais devem estar morrendo de preocupação.


— Obrigada por tudo hã…?


— Sarah. Meu nome é Sarah. - afirmou sorrindo.


— Obrigada por tudo Sarah. Embora eu aprecie sua preocupação espero que saiba que eu sei cuidar de mim mesma. Além disso, como disse antes, meus pais não se importam.


— É, deu pra ver o quanto você é responsável enchendo a cara e desmaiando no balcão de um bar. - As bochechas de Elsa coraram e ela se sentiu humilhada.


— Você não deveria julgar, nem sequer me conhece.


— Tem razão Elsa.


Um silêncio se estabeleceu no ambiente.


— Você mora muito longe daqui? Se quiser eu te dou uma carona.


— Onde aqui fica? - Elsa massageou a têmpora esperando o remédio fazer efeito.


— Perto do café, onde você derrubou o meu. - a mulher riu.


— Ah, então, você poderia por favor me levar?


— Claro Elsa.


•••


— Por que demorou tanto pra voltar pra casa?! Estava preocupada! - Anna abraçou Elsa como uma criança abraça seu urso de pelúcia.


— Quem é você? - Anna perguntou quando percebeu a presença de Sarah.


— Ela é mãe da Molly. Sabe como é, eu acabei ficando lá por muito tempo porque não percebi que já estávamos nesse horário e ela me ofereceu uma carona. - Elsa mentiu com habilidade e após Anna agradecer Sarah, Elsa guiou-a rapidamente para o carro.


— Não vai me explicar sobre essa tal Molly que eu nem sabia que era minha filha? - Sarah disse rindo. 


Elsa ignorou e então Sarah assumiu uma expressão séria.


 — Porque mentiu pra ela?


— Como eu poderia dizer a verdade?
















Notas Finais


Esse é o capítulo de hoje. Espero que tenham gostado.

A propósito (vim fazer uma propaganda básica) eu escrevi uma one-shot de Jelsa e acho que vocês iriam gostar dela, estou bastante orgulhosa do resultado.

É isso ^^

Até mais!


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