História From Hate to Love - Imagine Chanyeol - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Personagens Originais, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Chanyeol, Imagine, Imagines Exo
Exibições 196
Palavras 1.912
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, pessoas...
Espero que gostem desse capítulo (tô animada pra saber o que vocês acham dele >.<)

Boa leitura ♥

Capítulo 3 - Capítulo - III


Yesterday I died, tomorrow’s bleeding. Fall into your sunlight. The future’s open wide beyond believing. To know why hope dies…

— S/N, essa música fica belíssima na sua voz — disse minha professora, entrando na sala de música. Parei de tocar automaticamente. — Estava tão lindo.

— Desculpe, srª Anne. Eu só… não acho que sou tão boa — dei um sorriso sem graça.

— É sim, com certeza — ela se sentou ao meu lado, retirando um papel de sua bolsa. — Olhe, teremos uma apresentação e eu gostaria que você cantasse. O que acha?

— Uau, é uma proposta e tanto. Mas eu não sei.

— Pense melhor e depois pode dizer-me — sorriu, compreensiva, e saiu da sala, me deixando sozinha novamente. Bem, eu nunca pensei em cantar em público. Eu compunha minhas próprias músicas quando estava inspirada. Não era algo de muita importância.

 Talvez eu aceitasse tocar na apresentação. Quem sabe.

 Arrumei minhas coisas para sair da sala de música e ouvi algo vindo da outra sala, onde guardavam os instrumentos maiores e que precisavam de mais supervisão. Piano. Sorri. Eu adorava piano, apesar de não saber tocar. Era uma das minhas próximas metas, aprender a tocá-lo.

    Decidi analisar. Não conhecia ninguém que soubesse tocar piano tão bem daquele jeito na escola. — I'm sorry if I seem uninterested, or I'm not listenin' or I'm indifferent. Truly, I ain't got no business here — enquanto tocava, a pessoa cantava Here, da Alessia Cara.

    — Uau… — murmurei, me encostando na porta da sala. Tentei ver quem tocava e cantava, mas não consegui. Uma planta em cima da mesa me impedia. Era um garoto que cantava. Sua voz era linda. E ele me parecia ter um talento enorme para tocar piano. Se eu pudesse vê-lo… Mas não queria atrapalhar, de todo modo.

 [...] But honestly I'd rather be

Somewhere with my people we can kick it and just listen

To some music with the message

And we'll discuss our big dreams

How we plan to take over the planet [...]

 

Cantei a parte da música, enquanto ouvia a melodia. Ele parou de tocar instantaneamente.

— Ops — fiquei envergonhada por atrapalhar. Percebi que o garoto se levantou e me desencostei da porta, saindo dali o mais rápido que pude. Bem, é isso o que eu faço quando estou envergonhada. Eu fujo.

Mas havia sido uma performance incrível. Não me arrependi de bisbilhotar. Pena que nunca encontrarei o pianista misterioso. Que coisa. Manter a identidade dele como “Pianista Misterioso” fora deveras criativo, não? Ri e continuei meu caminho, para mais uma aula de geometria.

 

O que tínhamos para o lanche? Isso mesmo, mingau de aveia.

Eu nem havia levado minha comida — não podíamos levar comida para a escola, mas e daí? Eu não ia morrer de fome naquela escola. Enquanto algumas pessoas do primeiro ano passavam, eu invejava-os. Os bonitinhos podiam levar lanche para a escola, já que era o seu primeiro ano no inferno.

Eu já estava lá há três anos, merecia um desconto.

Fui para o refeitório e peguei o infeliz do mingau de aveia. Sentei em uma das primeiras mesas, certificando-me de que estava longe de toda aquela baderna. Acreditem, o intervalo era a hora do rush. Um caos total.

— S/N? — uma voz familiar me chamou e eu passei meus olhos pelo local. — S/N! — e então eu vi Kyungsoo, acenando para mim. Kyungsoo…

— Dyo? — chamei-o pelo apelido, ainda boquiaberta. Ele sorriu, divertido. — Você voltou! Ah, meu Deus!

— Eu sei — corri até ele e o mesmo me apertou em seus braços. — Uau, você está mais forte.

— Ou foi a saudade que apertou — ri enquanto o segurava mais forte ainda. — Já fazem quatro anos, Kyungsoo… Uau. Eu nem acredito que está aqui! Só… Uau.

— Decidi terminar o terceiro ano aqui. Com minha amiga — desvencilhei-me de seus braços e ele sentou na cadeira em frente a minha. Kyungsoo olhou para o meu prato, desconfiado. — Você odeia mingau de aveia.

— Pois é — bufei. Então, ele deu outro sorriso. Eu nem desfiz o meu, estava tão feliz que sentia meu coração saindo pela boca. — Como foram esses anos no Canadá?

— Puxados, bem puxados — ele deu um suspiro. Eu sabia como Kyungsoo se sentia, devido a pressão da sua família. Eles queriam o melhor para ele, mas o forçaram a ser alguém que não era. — Se esforçar em algo que você não é bom… É horrível.

— Sinto muito, Soo.

— Mas eles me deram um desconto. Afinal, me deixaram voltar esse ano — apoiou seus braços na mesa. — Não quero dirigir a empresa do meu pai. Isso não é para mim, S/N.

— Você já tentou conversar com ele?

— Sim, mas ele diz que eu tenho que assumir minhas responsabilidades, assim como ele fez. Desde a oitava série eu venho aprendendo como lidar com parcerias, contratos, cobranças… Sabe como isso é horrível? — riu, amargo. — Mas eu estou tentando aprender a lidar com isso. Eu já deveria ter aprendido.

— Não, isso não é o que você quer. Óbvio que não iria aprender a lidar com isso. É porque você não tem que lidar com isso — peguei em sua mão, segurando-a bem forte. — Vou te ajudar, Soo. Pode contar comigo.

— Obrigado, S/N — ele sorriu, mas não parecia convencido de que eu pudesse fazer algo para ajudá-lo. Nem eu estava convencida daquilo. Mas ele era meu amigo. Merecia tudo de bom, e eu o ajudaria nisso.

— Mas, então, achou alguém em especial lá? — dei uma risada divertida e ele corou, envergonhado. Era um ato comum seu. Acréscimo: era muito fofo.

— Não. Quero dizer, gostei de uma garota. Mas algo me impedia de falar com ela — abaixou a cabeça.

— Sua timidez.

— É… talvez.

— Ai, Soo, você é tímido demais! O que eu posso fazer pra esse garoto tomar juízo? — baguncei seu cabelo que, agora, estava com um corte bem mais comportado do que há quatro anos atrás.

Na verdade, muitas coisas em Kyungsoo haviam mudado.

Ele ficou bem mais alto, e estava mais forte — não me parecia o garoto magricela que vivia brincando comigo. Mas seus lábios continuavam do mesmo jeito: levemente rosados, carnudos e bem desenhados. A forma de coração aparecia neles quando ele sorria.

— O que você tanto olha? — riu.

— Estou tentando diferenciar sua imagem de agora à de quatro anos atrás. Você mudou.

— Você também mudou, se quer saber.

— E no que eu mudei? — sorri, esperando que ele falasse. Ele mal pode abrir a boca, já que Chanyeol chegou e sentou-se ao meu lado. Passou os braços por meus ombros.

— Olá, bebê — deu um de seus sorrisos estilo cafajeste. Eu tentei me desvencilhar de seus braços, mas ele me apertou mais ainda. — Quem é esse?

— É seu namorado? — Kyungsoo perguntou, apontando para Chanyeol.

— Sabia que é feio apontar para os outros? — Chanyeol torceu a cara.

— Ah, é, quatro anos fora da Coreia. Acho que isso faz você esquecer as regras de etiqueta daqui — ele riu sem graça, colocando seus braços novamente na mesa.

— Então você não é daqui.

— Cala a boca, Chanyeol! — tirei seu braço de meus ombros e suspirei, cansada. — Não, Soo, esse estrupício não é meu namorado. Graças aos Céus.

— Ela me ama — Chanyeol sorriu.

— Eu te odeio, seu babaca.

— Me engana que eu gosto.

— Ok… — Soo suspirou, analisando o rosto de Chanyeol. Pluf, ele lembrou. — Park Chanyeol, certo?

— Isso mesmo.

— Sou o Do Kyungsoo, que estudava com vocês no oitavo ano — disse para que Chanyeol se lembrasse. Mas ele apenas balançou a cabeça negativamente e Kyungsoo deu de ombros, já que ele não lembraria. — Bem, resumindo: eu sou amigo da S/N. Voltei do Canadá.

   — Amigo. Bom saber — Chanyeol o encarou e Kyungsoo fazia o mesmo. A pressão era tanta que era quase tateável.

    Eu estava no meio de um fogo cruzado.

   Quando eu iria argumentar, o sinal tocou. Deveríamos voltar para a sala. — Soo, onde é a sua aula agora? — perguntei a ele, que desviou sua atenção de Chanyeol.

    — Terceiro B.

    — Na mesma sala que eu! — dei um sorriso e me levantei em um pulo.

    Chanyeol fez uma careta, se levantando também.

    — Até logo, S/N — ele disse, andando no caminho oposto ao nosso.

    — É… Até — respondi apenas para que Kyungsoo não pensasse que eu era uma pessoa sem educação. Eu e ele seguimos para a sala, enquanto eu o mostrava a escola.

    — Você e Chanyeol são próximos? — ele me perguntou, assim que chegamos na sala.

    — O quê? Não… Deus me livre. Esse garoto faz o inferno na terra.

    — Tão ruim assim?

  — Aham — concordei, balançando minha cabeça. — E o alvo das brincadeiras idiotas dele sou sempre eu. Já não aguento mais…

    — Que idiota.

    — Mas ele nem sabe o que eu estou planejando — ri, divertida. Eu não queria passar a impressão de ser uma maluca sedenta por vingança, mas já estava na hora de Chanyeol ter o que merecia. — Park Chanyeol não perde por esperar.     

 

    Convidei Kyungsoo para ir a minha casa depois da aula. Ele acabou aceitando depois que eu insisti. Não vi Chanyeol quando estávamos saindo. Não sei se era algo que me fazia feliz, porque ele sempre implicava comigo na hora da saída. Eu não deveria me preocupar com isso, deveria?

    — Está procurando alguém? — Kyungsoo me perguntou, enquanto caminhávamos para fora da escola. Dei uma risada sem graça, balançando minha cabeça negativamente. É, eu não deveria me preocupar com isso.

    Algumas poças de água se formaram depois da chuva, que cessara um pouco antes da hora de irmos embora. Eu e Kyungsoo fomos desviar de uma, quando passaram em um carro e nos molharam. — Mas… — murmurei e olhei para o carro.

    Só podia ser!

    — Se divirta indo para casa assim, S/N! — Chanyeol sorriu para mim, descarado, e deu partida no carro novamente. Meu sangue ferveu, senti minhas veias pulsando de ódio.

  — Seu filho de uma mãe! Espero que queime no inferno, seu… — gritei, mas Kyungsoo me interrompeu, antes que eu acabasse de falar.

    — Está tudo bem, S/N. É só água.

    — E lama. Água e lama — bufei.

    — Nós podemos nos limpar depois. Vamos para casa, sim? — ele pegou em minha mão e começou a nos guiar. Ele lembrava o caminho da minha casa.

    Chegamos lá em poucos minutos, mas eu ainda resmungava o quanto Chanyeol iria se arrepender por ter feito aquilo conosco. Era simplesmente patético! Ele não tinha nenhum direito de fazer o que fez. Quem ele pensava que era?

    — Ele acha que tem um rei na barriga — falei ao fechar a porta e olhei para Kyungsoo. — Soo, não sei como você vai poder se trocar… Quero dizer, não tenho nenhuma roupa de garoto, além das roupas do meu pai. E elas vão ficar enormes em você.

    — Ah, eu trouxe mais uma camisa em minha bolsa. Eu iria usá-la na aula de educação física, mas o professor não foi — deu de ombros, pegando sua bolsa. Tirou uma camisa de lá. — Pode ir tomar o seu banho.

    — Não, você é a visita. Não posso te deixar assim. Vai primeiro — ele abriu a boca para começar a falar. — Sem discussão — ele riu, subindo as escadas.

    — Segunda porta à esquerda, certo?

    — Sim.

    Ouvi a porta fechando-se.

    Minha mãe devia estar no novo trabalho. E meu irmão deveria estar na casa da minha avó paterna — que não gostava muito de ficar com a gente, mas adorava cuidar do meu irmão. Então não teríamos um jantar daqueles…

    Mas não precisaríamos.

    Não iríamos jantar em casa.

    

    — Para onde vamos? — Kyungsoo perguntou, enquanto eu o puxava para fora de casa. Já havia tomado banho há algum tempo, só esperei que ficasse um pouco mais tarde da noite. — A essa hora?

    — Vamos fazer uma visitinha ao Chanyeol.

   



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