História From Hate to Love - Imagine Chanyeol - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Personagens Originais, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Chanyeol, Imagine, Imagines Exo
Exibições 142
Palavras 1.632
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Espero que gostem desse capítulo. Acho que ele está beeem diversificado sjksjsk

Boa leitura <3

Capítulo 4 - Capítulo IV


 Nós nos esquivamos de alguns arbustos, enquanto estávamos abaixados, na frente da casa de Chanyeol. Alguns amigos meus me disseram o endereço dele quando eu pedi. Acreditem em mim: aquilo era uma mansão. Um lugar enorme e sofisticado. Claro, haviam câmeras de segurança. Mas não havia nenhuma luz ligada, o que significava que elas não estavam funcionando.

    Que sorte a nossa.

    — S/N, o que quer fazer? — Kyungsoo me perguntou, em um sussurro.

    — Me vingar daquele babaca, é óbvio — respondi.

    — Eu não sei…

    — Não é só por mim, Soo. É por você, também. Mal chegou e esse projeto de dumbo já implicou com você. Mexeu com meu amigo, mexeu comigo.

    — S/N…

    — Não, não vou ouvir — apertei meus olhos, vendo a porta da garagem aberta. — Tá aberta! Uau, hoje é mesmo a minha noite de sorte — virei-me para Soo. — Você vai ficar vigiando. Qualquer movimento suspeito, me avisa.

    — Certo… — ele respondeu, totalmente derrotado.

    O que eu podia fazer? Era insistente.

    Fui até a garagem, um pouco hesitante.

E lá estava: o maravilhoso porsche de Chanyeol. Tão bonito, tão perfeito para uma pessoa como Chanyeol, não é? Pena que as ações do seu dono iriam trazer ao pobre automóvel um destino trágico. Eu não era vingativa, nem um pouco. Mas quando aquele garoto mexeu com meu amigo sem necessidade alguma, também mexeu comigo.

Naquela garagem estavam guardados os prêmios que Chanyeol já ganhara: melhor no basquete, melhor nas notas em física e química e, ainda, seu querido taco de Baseball, que havia usado em sua vitória no jogo mais importante da sua vida — dizia ele.

Peguei no taco de Baseball e entrelacei minhas mãos a ele. Um gosto doce veio a minha boca assim que golpeei os faróis carro com o taco. Vingança, talvez. Nunca acreditei nesse negócio de que “a vingança é doce”, mas pela primeira vez eu tinha que concordar com alguma afirmação tosca da sociedade.

Com um dos pedaços de vidro, arranhei toda a pintura da lateral, fazendo um som ensurdecedor. Quase não consegui ouvi-lo, pois só pensei em como seria gratificante ver a cara de Chanyeol após ver seu carro em estado crítico. Segundos depois, o alarme começou a tocar.

Tarde demais, eu acho.

Corri para fora da garagem assim que terminei o serviço, chamando Kyungsoo. Comecei a gargalhar instantaneamente. Ele fazia o mesmo, imaginando o quão maluca eu era.

— Você é, com certeza, uma das pessoas mais determinadas que eu já vi — respirou fundo, assim que paramos de correr. Estávamos em uma esquina, bem longe daquele bairro chique.

— Eu sei — ri. — Olha, eu quero muito filmar a cara do Chanyeol amanhã.

— Ele vai te matar — Kyungsoo me olhou com pesar. Dessa vez, estava mais sério.

— É. Eu sei.

 

Após tomar meu café da manhã, fui para a escola. Não encontrei Kyungsoo no caminho, por isso decidi ir sozinha. Naquele dia, eu me senti bem mais confiante. Porque, convenhamos, não são todas as pessoas que têm coragem de mutilar um porsche.

Felizmente, era o porsche de Chanyeol. E eu odiava tudo que tinha ligação com ele.

Nunca tive tanto ódio de alguém quanto eu tinha por Chanyeol. Por mais que eu tentasse aguentá-lo, não conseguia ficar na presença dele por muito tempo. Ele sempre arranjava um jeito de zoar com a minha cara. Eu nunca fiz nada de ruim para ele. Na verdade, eu gostava dele. Era um garoto legal no oitavo ano.

Mas então ele mudou.

E tudo o que eu pensava sobre ele também — pelo menos a maioria das coisas.

Após chegar na escola, o tempo passou lentamente. Até pensei que ficaria naquele lugar por uns oitenta anos e a professora não pararia de falar. E eu não tinha o Kyungsoo para conversar. Ele havia faltado. Aah, por que as coisas ruins sempre acontecem com as pessoas mais bondosas e gentis como eu?

Mas, enfim a aula acabou.

Casa, finalmente.

Todos saíram da sala e eu fiquei por último. Provavelmente porque eu me movia como uma lesma. Ou pior do que uma. Ouvi passos, que ficavam cada vez mais altos. A porta se fechou e uma chave a tracou.

Levantei meu olhar, preocupada. Então eu vi Chanyeol. Seus olhos pesados, exalando ira, e seus braços cruzados. Ele me fitava impetuosamente. — Sabia que mexer com as coisas dos outros é feio, S/N? — perguntou. Sua voz parecia mais dura do que o normal, o que fez um frio percorrer minha espinha.

— Do que está falando, Chanyeol? — retruquei à ele, como se eu não soubesse de nada.

— Nós dois sabemos sobre o que estou falando — ele se aproximou em passos calmos, mas ainda me encarava mortalmente. — Meu carro, ele está destruído. E é sua culpa. Você invadiu a minha garagem e arruinou o meu porsche.

— Uau, como tiveram coragem de fazer algo assim com seu belo e precioso carro? — com toda a minha coragem, agi ironicamente. Tirei minha bolsa das costas, visando que aquilo demoraria um pouco, e me encostei no quadro. — Sinto muito.

— É incrível a sua capacidade de mentir — riu com desgosto. — Você checou todas as câmeras da área externa, mas se esqueceu da câmera que estava na garagem. Parece que não é tão esperta quanto pensa.

— Ok, digamos que eu tenha feito isso. Não acha que foi justo? Paguei você com a mesma moeda, Chanyeol — ele deu mais um passo, ficando frente a frente comigo.

— Se não fosse tão rabugenta… — revirou os olhos. — Podemos resolver isso de duas maneiras: ou você paga pelo conserto do meu carro, ou eu faço o seu querido amigo ser expulso da escola.

— Você não teria coragem.

— Não faz ideia sobre o quão audacioso eu sou — sorriu, cínico.

— Não tenho dinheiro para pagar o conserto do carro. E, afinal, você é riquíssimo. Por que me pedir para pagar quando sabe que mereceu?

— Porque eu gosto de ver você sofrer.

— Já está mais do que nítido — dei um passo para o lado. — Eu não vou fazer nada, você só colheu o que plantou — Chanyeol jogou seus braços no quadro, um de cada lado meu, o que provocou um estrondo. Fechei meus olhos.

Tsc, tsc… S/N, não funciona assim — ele sussurrou em meu ouvido. Outro calafrio percorreu minha espinha e eu prendi a minha respiração. — Parece que agora não é tão corajosa quanto diz ser. Isso seria medo de mim? Medo… dos sentimentos estranhos que está sentindo por mim?

Merda, mil vezes merda. Por que eu havia travado? Palavra nenhuma saía da minha boca, por mais que eu tentasse. Chanyeol me deixou sem palavras, completamente. Foi o mais perto que ele já havia chegado de mim, e eu não estava gostando daquilo.

— Chanyeol, a única coisa que eu sinto por você é ódio — falei, mesmo que não fosse tão firme quanto antes. — Você é só mais um metido que pensa que pode ter tudo o que quer na hora que quer. Saiba que as coisas não funcionam assim. E eu nunca poderia gostar de você.

Olhei nos olhos dele, sentindo sua respiração contra a minha.

— Tem certeza? — perguntou com seu sarcasmo novamente, se aproximando mais ainda. O quê, agora? Vai me beijar? Continuei olhando em seus olhos, mostrando que eu estava mais confiante do que nunca. — Bem, isso é o que veremos.

Chanyeol deu um passo para trás e eu pude respirar normalmente.

— Dessa vez eu deixarei passar, já que tenho outros planos em mente — ele continuou, também mais suave. Sua raiva se evaporou, dando lugar a um sorriso tolo. — Mas foi um prazer conversar com você, S/N.

Então ele bateu na porta duas vezes e ela foi aberta. Depois que saiu — e que eu vi que a área estava “limpa” —, me dirigi até a saída. No caminho para casa, só imaginei que planos Chanyeol estaria tramando. Ele agiu mais suspeito do que o normal. E só de pensar nisso, eu sentia um arrepio. Chanyeol era uma caixa de surpresas, definitivamente.

Parei em uma rua perto da minha casa, quando meu celular vibrou. Olhei a tela dele, observando a mensagem acima do meu wallpaper do Lee MinHo. Um SMS de um número desconhecido. Decidi verificá-lo quando chegasse em casa, de qualquer modo. E assim fiz.

 

Ao fechar a porta de casa, desbloqueei o celular e vi a mensagem:

[17:54] xx-xxx-xxx: Oi, S/N.

Não reconheci aquele número… Mas, pelo visto, aquela pessoa me conhecia. Respondi com um “Eu”, e voltei a fazer minhas coisas. Talvez fosse alguém da escola que precisava de informação.

Arrumei tudo em casa, e vi que recebi uma nova mensagem:

[18:04]: xx-xxx-xxx: Você estava linda hoje.

Ergui minha sobrancelha. Não entendi. Quero dizer, nunca recebi nenhuma mensagem do tipo. Não estava com medo. A única coisa que eu queria saber era quem mandara as mensagens.

[18:04]: Eu: Quem é você?

[18:05]: xx-xxx-xxx: Seu admirador secreto.

Pronto, era só o que me faltava. Algumas garotas iriam pirar ao receber uma mensagem com essa (provavelmente se sentiriam muito especiais por terem um admirador secreto), mas eu não gostava muito daquele tipo de coisa. Era muito… Doce, talvez?

Curiosa, continuei a responder as mensagens. Tratei de anotar tudo o que eu havia descoberto sobre ele: ele estudava na escola desde o sétimo ano, gostava de algodão doce e tinha alergia a gatos. Ok, não muita coisa, mas ajudaria a descobrir quem era o meu admirador secreto.

Não passei muito tempo conversando com ele, claro. Eu tinha uma maratona na Netflix para fazer, e era de grande importância para mim. Tinha que tirar o atraso das séries que não atualizei.

Salvei o nome do meu admirador secreto como “O maluquinho que me tem como crush” e liguei a televisão, procurando minhas séries. Ugh, era um nome realmente grande, não era? Mas, bem, ficaria salvo daquele jeito até que eu mudasse de ideia sobre quem ele era.

Eis a questão, amigos: quem era o meu admirador secreto?



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