História From pirate to Princess - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias O Planeta do Tesouro
Personagens Personagens Originais
Tags Luta, Revelaçoes, Reviravoltas, Romance, Triângulo Amoroso
Visualizações 2
Palavras 3.421
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, pessoal!
Ok, essa história vai ser diferente de tudo o que escrevi antes, espero que gostem!

Já sabem, plágio é crime ( é é muito feio também );
Se gostar do que leu, deixe seu favorito pra "tia" aqui e conte para os seus friends que a história é legal hahaha :3
Boa leitura!
Xoxo.

Capítulo 1 - Legasy


Fanfic / Fanfiction From pirate to Princess - Capítulo 1 - Legasy

Meus pés finalmente estavam quentinhos – sempre tive problemas com isso, parecia que a corrente sanguínea simplesmente não chegava até lá, pois eles estavam sempre frios. – devido aos três cobertores que minha criada Meredith havia colocado sob meu corpo todo. Era uma fria noite de outubro, e o palácio de Mantressur estava todo escuro, devido a ser tarde da noite.

Fechei meus olhos pela décima vez, tentando mantê-los da mesma maneira até que finalmente conseguisse pegar no sono, mas não conseguia por um simples motivo: dormir necessariamente requer que sua mente esteja relaxada, que você deixe seu subconsciente no comando. E sempre que eu tentava fazer isso, a mesma imagem – uma imagem do passado, boa e ruim ao mesmo tempo – pairava na minha mente. E é claro que com ela vinham muitos, muitos sentimentos que eu devia evitar. Eu era a Princesa, afinal de contas. Tinha que me comportar como tal. Não havia mais espaço para as lembranças dos tempos de.... bem, dos tempos que não voltam mais. Eu não sabia o que havia de errado comigo. Já faziam dois anos, e eu não tivera problemas para dormir há pelo menos um ano e meio.

Por que aqueles flashes tinham resolvido voltar, assim, de repente? – Me virei para o outro lado. Maldita mania de dormir de bruços. Bufei. – Justo quando eu pensei que as coisas estavam começando a parecer normais. Resolvi pensar em uma melodia calma, para tirar meus pensamentos deles. Pareceu funcionar. O som dos violoncelos já parecia vívido, e eu dançava alegremente ao lado de Magnus, com um lindo vestido rosa claro.  Todos da corte nos admiravam contentes. “Que belo noivado!” – pensei. Quando ele se aproximou, porém, um baque súbito fez com que tudo ficasse preto. Droga. Já havia amanhecido?

- Princesa Chloe! – Uma voz grossa disse, de repente. Victor?

- Victor? – Repeti em voz alta, enquanto abria os olhos, assustada. As luzes estavam acesas, e meus dois guardas pessoais estavam perto da cama. Perto demais, e com cara de preocupados. – O que houve?

- A senhorita está em perigo. – Ele me respondeu, com a voz inabalada. O quê?

- Isso é impossível. – Contestei. – Este castelo é, com certeza, impossível de ser invadido, você sabe disso. – Ele me olhou com pena?

- Eles se disfarçaram de criados, vossa alteza. – Explicou.

- Eles quem, Victor? – Perguntei, enquanto me virava para Tom, que a essa hora saia do meu closet com três de minhas malas de viagem nos braços, empilhadas. – Tom, o quê está fazendo?

- Pegue o resto! Vamos! – Tom disse em tom baixo, porém apressado, para um garoto que devia ter no máximo quinze anos e era bem magro. As roupas cobertas por um avental branco o denunciavam como ajudante de cozinha. O garoto mais que rapidamente se enfiou porta adentro e saiu segundos depois com mais duas malas.

Victor já estava a caminho do mesmo closet quando eu o questionei novamente, já com a voz mais alterada:

- Victor! Quem diabos entrou disfarçado no palácio? – Pro inferno com a educação. Eles com certeza não haviam pensado nela, quando entraram sem bater em meus aposentos, no meio da noite, enquanto eu estava de camisola.

Ele parou bruscamente no meio do caminho, deu dois passos em minha direção e abaixou a cabeça, como se a resposta fosse um segredo:

- Piratas. – Ele respondeu, e meu coração falhou uma batida, eu tenho certeza. “O Sonho!” – foi tudo o que pensei de imediato. Como era possível? Que piratas? Não poderia ser a Legazy, eu tinha certeza, mas se não eram eles, quem em sã consciência... Todos os meus músculos resetaram no mesmo instante quando a resposta alcançou minha mente.

- Scroop. – murmurei baixo, com a voz abalada pelo choque.

Meu corpo pareceu processar a informação mais rápido que minha mente, e quando dei por mim, já estava dentro do quarto de vestir, agarrando o primeiro vestido que vi pela frente, juntamente com o primeiro par de sapatos. A cor verde musgo da seda me fez agradecer mentalmente meu subconsciente. “Realçará meus cachos loiros”- pensei, rindo pelo nariz logo em seguida – enquanto tentava freneticamente fechar o zíper do mesmo – Quem em plena consciência se preocupava com a cor do vestido quando Scroop e seu bando de paus mandados nojentos invadiam sua casa? A realeza definitivamente deveria estar mesmo começando a mexer com a minha cabeça.  

- Vossa alteza! – Tom entrou correndo porta à dentro, no instante em que meus saltos tocaram o chão. – Temos que ir agora, eles já alcançaram o segundo andar.

Eu sabia que os guardas do palácio eram treinados para não deixar com que as emoções transparecessem, não importava o tamanho do problema, mas não pude deixar de notar que as pupilas de Tom estavam bem dilatadas, o que só podia significar que a situação estava, no mínimo, pior do que eu pensava. Eu podia notar pequenas manchas de sangue na manga da casaca branca dele.

 - Ok, Vamos logo. – Disse, apressada, e nos colocamos a correr.

O palácio de Mantressur tinha cinco andares, sendo o térreo, estacionamento, e a cobertura, o local onde os escaleres da família real se localizavam. Se chegássemos lá a tempo, estaríamos salvos. Como todos os guardas já haviam sido marinheiros, Tom sabia correr rápido. Dei risada quando ele se virou para trás para ver onde eu estava, e não me viu.

- Ande logo, seu preguiçoso! Nós estamos sobre ataque! – Eu disse, enquanto ria a sua frente. Ele pareceu meio confuso por me ver ali.

- Como aprendeu a correr tão rápido? – Ele baixou os olhos para minhas pernas, que estavam à mostra, devido ao fato de eu ter levantado o vestido para correr. – E de saltos altos, ainda.

- É melhor deixar o passado no passado – Respondi, apenas. Continuamos correndo até que avistamos as estrelas. Tom já havia tomado a dianteira, e eu tomei a liberdade de dar uma “espiada” atrás de nós, para checar se estávamos sozinhos. Ótimo. Ninguém a vista.

Quando me virei, porém, senti todo meu corpo se chocar com alguma coisa. Alguma coisa dura como um guarda-roupa.

- Surpresa, vadia! – Uma voz conhecida soou, e eu imediatamente dei dois passos para trás.

- Flint! – Anunciei, com a repulsa evidente na voz. – Saia antes que eu te machuque de verdade. – Ele gargalhou, e eu apertei os punhos, o livre e o que segurava a tiara de brilhantes que eu não havia conseguido colocar.

- E o que pensa que vai fazer para me machucar, Chloe? – Ele deu um passo à frente, e eu dei um para trás simultaneamente. – Vai jogar seu sapato em mim?

- Funcionou uma vez. – Rebati vitoriosa. Consegui ver a raiva tomando conta de seu rosto, enquanto ele colocava a mão no punhal da espada.

- Ora, sua...- A lâmina foi puxada, e eu estava pronta para levantar a tiara, a fim de que o ataque fosse contido, quando outra lâmina entrou em jogo. Tom!

- Afaste-se dela, pirata! – Ele disse, entrando por completo na minha frente, e me empurrando para o lado esquerdo com a mão livre. – Corra para o Escaler, Princesa! Rápido!

- Ah, é mesmo. – Flint caçoou, enquanto dava um passo à direita tentando se livrar do bloqueio de Tom, que revidou também. – Agora a vadia é chamada de princesa.

Após terminar a frase, Flint teve que se abaixar rapidamente, pois a lâmina se Tom havia passado a centímetros de sua garganta.

- Não vou deixar que fale da princesa de Mantressur dessa maneira, pirata. – Ele disse entre os dentes.

 As lâminas já dançavam há algum tempo quando eu finalmente cheguei ao escaler de madeira clara – as cores branca, azul escuro e carvalho branco eram as cores da bandeira de Mantressur. – e me abaixei diante do único mastro do mesmo, afim de acessar o painel de controle e ativar as velas solares.

- Por favor – Pude ouvir Flint dizer – ela já foi chamada de coisas piores – o som das espadas deslizando uma na outra fez com que outro flashback indesejado se passasse em minha cabeça. Tratei de sacudi-la, tentando me livrar do mesmo o mais depressa possível. Assim que virei para o lado direito, porém, me deparei com uma das espadas dos guardas. Em seguida, olhei para cima, onde a vela solar já se erguia linda e majestosamente dourada e sorri. “Ótimo plano, células cinzentas. Eu só espero não estar sedentária demais para isso.”

- Sabe qual é a melhor parte? – O pirata voltou a dizer, enquanto dava um giro para escapas de um dos golpes e batia sua espada contra a de Tom. – A melhor parte é que ela gostava.

- AAAAAAAAAAAA! – Tom explodiu de raiva ao ouvir o insulto, e foi pra cima de Flint com toda a sua energia. Precisava me lembrar de cogitar um aumento para ela com minha avó.

- Droga! – Amaldiçoei, enquanto me sentava a direita do mastro do escaler e usava a mão esquerda para me segurar, enquanto abaixava a trava que impedia o mesmo de se mover. Ele arrancou imediatamente. – Por favor, esteja viva, vovó! – Pedi alto, me preparando para o que viria a seguir. O escaler estava mirado bem em direção aos dois brigando à minha frente, de modo que tudo o que eu fosse fazer teria que ser muito rápido, ou Flint me atingiria.

 Quando cheguei a um metro de distancia dos dois, pressionei rapidamente o botão que acionava o piloto automático do escaler, empunhei a espada com a mão direita e soltei à esquerda, que me segurava no mesmo. Contando apenas com os pés para me equilibrar dentro dele, corri até a proa, e no momento em que o escaler iria colidir com os dois, lancei minha espada entre as deles, fazendo força para que ambas girassem. Deu certo! Flint não havia me visto chegando, e ainda bem, porque usei seu tempo de reação para puxar Tom pela gola da camisa até que ele estivesse dentro do escaler – mais precisamente, agarrado ao mastro para não cair. Ok. Talvez eu tivesse usado força demais. – E Com a espada ainda em punho e uma das mãos livre, finquei-a no chão e fiz força para girar o escaler, que assim como eu havia previsto, bateu a polpa bem na cara de Flint, fazendo-o ir ao chão. Se ele tivesse sorte, não teria sido atingido pelo motor solar que ficava lá.

De qualquer modo, o plano deu certo, e tudo o que Tom fez foi se equilibrar o suficiente para puxar o mastro, que fez com que o escaler subisse rumo ao espaço. Coloquei a cabeça para fora, - segurando nas bordas de madeira com as duas mãos, claro – e sorri ao ver o pirata tentando se levantar.

- Não fique chateado, Flint! – Gritei, já distante – Desta vez ao menos foi um escaler, e não um salto alto que te derrubou!

- CLHOEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! – Ele gritou, raivoso. Mas agora eu já estava longe demais para ouvir o restante da frase.

Meu sorriso era enorme quando coloquei a cabeça de volta dentro do escaler. Tom estava sentado de frente para mim, enquanto manuseava o leme, e com a cara mais confusa que eu já havia visto na vida. Demoraram trinta segundos antes que ele não conseguisse mais se conter:

- Vossa alteza – Começou, com a voz tentando soar natural. – Eu não..- ele pigarreou – eu não quero que pense que sou um bisbilhoteiro, mas... co-como fez aquilo? – Eu sorri abertamente para ele.

- Como eu disse antes, Tom – Respondi, enquanto terminava de calçar novamente os saltos, porém sem quebrar o contato visual com ele – é melhor deixarmos o passado no passado. – Tive pena d semblante de desapontamento que ele me lançou, como uma criança que havia sido privada da história antes de dormir. – e, como você sabe, eu passei dezessete anos sem saber que era uma princesa. – O rosto dele se iluminou um pouco. Ok, já fora o bastante.

- Você está bem? – Perguntei, ao vê-lo colocando a mão atrás do pescoço.

- Sim senhorita. – ele respondeu, me lançando o mais tímido dos sorrisos. – É só que... bom, eu não estava acostumado com duelos de espada desde que saí da marinha.

- Não se preocupe com isso – “te entendo perfeitamente!” foi minha resposta mental, mas não ousei dizê-la em voz alta. -  Fez um ótimo trabalho, obrigada.

- Sem querer ofender sua feminilidade, - Ele disse – mas vossa alteza também. – Ele disse, e pude notar suas bochechas corarem.

- Obrigada. – Sorri abertamente para ele. Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, porém, ele me interrompeu:

- Lá está. – Ele disse, e eu me virei para ter a visão estonteante que eu sabia que estava bem atrás de mim. – O cruzador real.

O enorme navio reluzia mesmo na eterna noite espacial, com suas enormes velas solares brilhando, maravilhosamente me fazendo lembrar a Legazy, em seus melhores dias. Tratei de dispersar meus pensamentos no mesmo instante. Trazer aquelas lembranças só pioraria tudo. Eu só queria saber se minha família estava bem, na verdade.

O desembarque no Cruzador foi tranquilo, como de costume. Como qualquer coisa maior que um escaler tinha armas de fogo, nenhuma das outras espaçonaves era permitida perto do palácio – o palácio tinha as próprias armas solares, por isso não acreditei quando Victor me contou que os piratas haviam invadido. Tudo que se aproximava sem as cores e marcas solares do palácio era alvo imediato das armas. Eles deveriam ter sido fritos antes de chegar à trinta metros de nós. – então sempre que queríamos ir até o cruzador real, os escaleres era a única opção.

Depois de passar pelo médico – sério, quantas pessoas eles levaram para aquele barco antes de resolverem me acordar? – fui levada até um banheiro, onde criadas haviam preparado um banho quentinho, e dei graças às estrelas quando minha pele fez contato com a água. Depois de me colocarem em um novo vestido – palha desta vez, com um decote bonito e de uma renda brilhosa – e desembaraçarem meu cabelo – Amarrando-o num coque bagunçado no topo da cabeça, logo em seguida – eu fui “considerada decente” e pude correr – figurativamente, é claro – até onde minha avó e minhas primas estavam.

Depois do que pareceram horas – mas que não devem ter passado de trinta minutos – que minha avó passou me abraçando, chorando e amaldiçoando todos os que não a deixaram me ver até o momento, eu finalmente consegui abraçar minhas primas Abby e Christine, e sentar-me com calma em uma das perfeitas cadeiras de madeira clara e estofadas com tecido azul.

- Vovó – Chamei-a, enquanto olhava ao redor. – Por acaso a senhora viu Magnus por aí? – O sorriso da rainha se alargou, assim que ouviu minha pergunta.

- Ahá! – uma voz chamou, bem atrás de mim. – Pensei que havia esquecido de mim. – Me virei para trás no mesmo instante, sorrindo enquanto me levantava da cadeira.

- Ah, Magnus! – exclamei, enquanto me jogava em seus braços. – Eu fiquei tão preocupada! – Na verdade, em meio a toda aquela confusão, eu nem pensei em Magnus, mas ele não precisava saber disso. – Você se machucou? – Comecei a procurar cortes pelo rosto, pescoço e mãos dele.

- Não, minha Helena de Tróia. – Ele disse. – Pare de se preocupar. Eu estou bem. – Assim que ele terminou me soltei dele como se fosse algo contagioso. Claro que Magnus estranhou minha reação.  

- Nunca mais me chame assim. – Disse ríspida, enquanto concertava a postura e assumia um semblante sério.

- Chloe – Ele disse, ainda confuso. – foi uma brincadeira.

Claro que havia sido. Ah, ele não fazia nem ideia de como aquele nome me fazia sentir. Se ele soubesse, se ele soubesse quem me chamada daquela maneira, garanto que nunca mais faria tal comparação. De toda maneira, ele nunca iria saber então eu teria que pensar em uma maneira de fazê-lo não repetir aquela frase.

- Eu sei – disse, em tom de desculpa. – E só... – pensa rápido, Chloe! – Eu só não quero ouvir nada que se relacione com navios pelos próximos dias.

- Bom, isso será um problema. – Minha avó se manifestou, finalmente. Virei-me para ela.

- Por que, vovó? – Eu já me preparava para uma resposta que não gostaria de ouvir. Teríamos que passar alguns dias no Cruzador? Era o que me faltava! Ela se aproximou de mim e de Magnus, seguida por Abby e Christine, que cochichavam baixinho e sorriam.

- Bom, - Ela começou, calma como sempre, o sotaque perfeito que sempre me fazia sorrir. – como já deve suspeitar, os canhões solares do palácio deveriam ter disparado no momento em que o navio se aproximou. – assenti, e ela continuou. – Não podemos voltar para o palácio, pelo menos não até que tudo esteja reprogramado. – Ela, de repente, chegou mais perto. – E além do mais, - sua voz agora era um sussurro. – há motivos suficientes para que acreditemos que um dos empregados era na verdade, participante de um motim.

- Meu Deus. –Magnus disse, baixo. Eu não emiti nenhum som.

- Até que essa situação se resolva, precisamos de um lugar no qual piratas com certeza não sejam capazes de entrar. – Ela finalizou.

- Concordo. – Respondi. –Mas a senhora realmente acredita que o Cruzador Real é o melhor local para nos escondermos de piratas? – Ela sorriu novamente para mim. Abby e Christine deram gritinhos de animação. Ah, não estava gostando daquela reação.

- Esperta como sempre. – Comentou. Apesar de ser uma alfinetada, a voz da minha avó fez com que a frase não passasse de um elogio. – Não, não vamos ficar aqui. Não é mais seguro do que o palácio. Nós estamos indo para a Legazy.

Ok. Eu não deveria ter ouvido direito.

- Desculpe. – Tossi nervosa. – O que disse vovó?

- O cruzador está fazendo o percurso para a Legazy, minha querida Chloe. – Ela parecia feliz, e de certa forma, eu deveria estar também, mas não podia pensar em nada com o coração batendo tão rápido, que algumas das batidas até falhavam. Minha avó continuou seu discurso. – Nossos vizinhos, de Abismo Dália, nos ofereceram estadia, mas não temos o porquê ir para lá, tendo a “joia da coroa” bem ao nosso dispor. – estava abalada demais até mesmo para contestar o fato de ela, a rainha em pessoa, ter feito um trocadilho com respeito às joias da coroa. Encontrei minha voz, em meio a milhões de pensamentos.

- Vovó – Comecei calmamente, tentando não deixar minha real reação transparecer para ninguém na sala, principalmente Magnus. – Tem certeza de que precisamos ir para a Legazy? Uma estadia no palácio de Abismo Dália faria bem para os laços extraplanetários. – Tentei convencê-la.

- Ah, não seja por isso. – Ela respondeu sorridente. Ah, não. – Não pense que estamos indo sozinhos para lá. Todos os membros da corte estão em outro cruzador com o mesmo curso – disse calmamente, mas eu pude notar a animação evidente em seus olhos. – além disso, também convidei a família real de Abismo Dália e do Espaço – Porto para se juntarem a nós.

- A senhora está planejando uma... – ela me cortou antes que eu terminasse a frase. Que bom, pois as palavras me faltavam.

- Exatamente. – Respondeu ela, radiante. – A temporada de bailes desse ano será na Legazy. E nós seremos as anfitriãs.

Abby e Christine não conseguiram mais se conter, e correram para me abraçar.

- Não é maravilhoso, Chloe? – Christine perguntou, animada.  – nós vamos finalmente conhecer a joia da coroa de Mantressur!

- E os maravilhosos marinheiros dela, também! – Abby se exaltou, dando pulinhos.

- Abby! – Christine chamou sua atenção, mas estava claro que as duas compartilhavam a mesma... “admiração” pelos soldados.

- Ah, Chloe não liga para marinheiros, meninas – Magnus disse, me puxando pela mão do abraço duplo. – Ela já tem um noivo, não é, amor?

-Claro... respondi no automático, mas desviei quando ele tentou me beijar. – Desculpem, eu preciso tomar um ar.

Me dirigi até as grandes portas duplas do salão, e antes de abri-las, me virei de volta para minha avó.

- Vovó – Ela olhou para mim. – Quanto tempo demoraremos até chegar lá?

- Estaremos na Legazy por volta do amanhecer, minha querida. – Engoli a seco, assentindo, e saí porta a fora.

 

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- Brittany, será que você poderia acionar a gravidade artificial na proa para mim? – perguntei educadamente, e a imediato do Cruzador assentiu imediatamente. Segundos depois, eu já estava sentada na proa, olhando para o espaço.  

A brisa galáctica batia em meus cabelos, e eu fechei os olhos, enquanto respirava fundo. Se fosse mesmo enfrentar o que iria, tinha que reviver tudo aquilo novamente.

- Ah, Astro. – Lamentei, ainda com os olhos fechados, mesmo sentindo uma lágrima solitária escorrer. – O que você vai pensar de mim quando descobrir que eu não morri?


Notas Finais


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Obrigada por lerem! hahahahahaha Amo vocês!
Até a próxima :)


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