História Frozen - Capítulo 10


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Blásio Zabini, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Pansy Parkinson, Ronald Weasley, Theodore Nott
Tags Dramione
Visualizações 260
Palavras 1.725
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Você não me conhece minimamente bem.


Andando cabisbaixo, Ronald Weasley tentava pôr seus pensamentos em ordem. Sua melhor amiga nem ao menos o olhava desde a discussão entre eles no Baile de Inverno, quando se revoltou ao vê-la junto a quem detestava, e para piorar, Harry havia ficado ao lado dela, alegando que o ruivo havia exagerado e não tinha o mínimo direito de falar o que falou para a castanha, deixando de falar com ele assim como ela.

Não sabia realmente o porquê do ódio que sentiu ao ver as mãos do sonserino ao redor da cintura de Hermione, dançando com a mesma no meio do salão sob os olhos de todos ali presentes, enquanto conversavam um com o outro. Negava utilizar a palavra ciúme para aquilo, assim como sua irmã usou, afirmando para ela que aquilo não chegava perto disso, sendo apenas raiva por sua melhor amiga estar se aliando ao inimigo. Principalmente sendo aquele que a rebaixou por tanto tempo.

Lembrava ainda, quando Malfoy a xingou pela primeira vez, e tentou a proteger, tentando falhadamente lançar um feitiço nele com sua varinha quebrada, o que acabou por lançar o feitiço em si mesmo, vomitando lesmas por um tempo incontável e que não gostava de relembrar. A protegia desde quando ambos ainda eram crianças que iniciavam Hogwarts, nutrindo o amor pela magia e conhecimento por aquilo.

Sabia que era o motivo de algumas, talvez até muitas, lágrimas da castanha. Não se orgulhava daquilo, considerava a ver chorar uma das piores imagens possíveis que já havia visto. Seu rosto triste, com os olhos cheios de lágrimas, era uma visão dolorosa para si. Mas infelizmente não conseguia segurar o sentimento que exalava no seu peito, o mesmo que sentiu ao a ver com Victor Krum no outro Baile de Inverno, a vendo agora com Cormac Mclaggen e piorando, com Draco Malfoy. 

Se considerava estúpido por não tomar a iniciativa de a convidar, mas antes que a coragem de fazer tal pedido o possuísse, o medo e ansiedade da sua resposta já estavam dentro de si. O deixando preso no quarto por horas com pensamentos negativos sobre aquilo, acabando por ir com outra garota. Não iria inicialmente com Lila Brown, mas após a garota o beijar na frente de todos, achou uma boa determinação em ir com ela. Era bela, assim como doce, não muitas vezes, e quando era, talvez extremamente, um exagerado desnecessário, mas certas opiniões sob a mesma que ignorava, tentando em focar seus lábios juntos aos dela.

Gostava de a beijar, era um bom ato. Mesmo que sentia a garota exagerar até naquilo. Achava que ela conseguia exagerar até em respirar, algo estúpido, segundo ele. Mas novamente, uma opinião que ignorava. Parou seus passos, ficando como um estátua olhando a sua frente, deixando seu olhar presto nos cabelos castanhos que voavam junto ao vento sentada na sacada, lendo um livro como de costume, tendo toda sua atenção ali.

A conhecia perfeitamente, em sua opinião. Sabia seus gostos e preferências. Assim como sabia que a mesma é forte e independe, que não deixava nada abalar. Nunca a havia visto triste, tirando as vezes em que chorou a sua frente. Tinha certeza que ela tinha todo controle sobre seus sentimentos, sendo uma das poucos existentes a ter. Conseguia segurar o próprio mundo perfeitamente como segurava os livros que parecia devorar.

Deixa seus pés o levarem mais próximo até a mesma, engolindo seco aos olhos castanhos o encararem, tirando a atenção do livro em suas mãos. – Hermione, poderíamos conversar?

A observa suspirar e fechar os olhos por segundos, parecendo pensar, e por fim simplesmente assentindo, dando espaço para o ruivo se sentar ao seu lado na sacada.

– Acho que realmente devemos. – o responde.

– Eu queria pedir desculpas, não tinha o direito de falar aquilo. Você jamais faria o que disse, e mesmo que a ver dançando com justamente o Malfoy não me agrade, você tem total direito. Não é como se estivessem juntos, claro, certo?

– Não estamos juntos, Ronald. Isso é óbvio, apenas dançamos. Apenas isso. E com um ato simples assim você me matou com os próprios olhos.

Ele respira fundo, encolhendo os ombros. Hermione tinha um gene difícil, mudar sua opinião era praticamente uma missão impossível, sabia disso. Há anos sabia. 

– Hermione, eu a conheço. Você é forte o bastante para não se abalar com aquilo, por favor, você não chora. Tem controle sob todos os seus sentimentos e até mesmo em seu mundo, o segura perfeitamente. 

Ela ergue uma das sobrancelhas, olhando para o ruivo, rindo curtamente irônica. Balançando a cabeça.

– Você não me conhece, Ron. Você não me conhece porque é capaz de achar que sou inquebrável. Acho que sou inclusive desnecessáriamente quebravel. Eu não tenho o mínimo controle dos meus sentimentos, porque se tivesse, não sofreria por você. – respira fundo. – E eu não tenho tempo para segurar meu mundo por um segundo sequer, porque estou ocupada segurando o de todos, inclusive o seu. Estar atrás de livros e mais livros é minha única defesa, sabedoria é. Então não venha dizer que me conhece quando não percebe ao menos meu rosto inchado por passar noites chorando, Ronald Weasley. – explode, sentindo um peso sair de suas costas mas os olhos encharcarem, negando-se chorar a frente do ruivo.

O deixa para trás, sem o dar a chance de responder, fazendo o mesmo bufar e seguir caminho até qualquer outro lugar onde pudesse lidar com pessoas sem hormônios a flor da pele assim como considerava que Hermione estava. A garota segurava o livro trouxa que lia antes de Ron a interromper com força, sabendo que a circulação sanguínea estava fraca em suas mãos graças a pressão que colocava contra o livro, a fazendo ficar mais branca que o normal.

Seguia apressada pelos corredores, entrando no seu refúgio de paz, a biblioteca. Quase vazio por exceção de alunos que estavam desesperados por livros para fazerem os trabalhos em seus pergaminhos que haviam adiado tanto ao ponto de chegar no dia e não estar feito, algo que a grifinória nunca deixou acontecer com ela, sempre deixando pronto as lições no mesmo dia que foram passadas, estando preparada para mais todas as vezes. Gostava de ser a sabe-tudo, mesmo que outros a considerassem irritante por isso, sempre levantando a mão para responder todas as perguntas feitas pelos professores para os alunos, que eram sempre respondidas perfeitamente por ela, sendo quem mais dava pontos para sua casa, sendo raro perder os mesmos.

Senta em uma das mesas, abrindo o livro onde havia parado para uma tentativa de conversa normal com Ron, algo que não aconteceu, obviamente. Começa a ler, logo tendo toda sua atenção presa naquelas palavras, perdendo toda noção do mundo ao seu redor como sempre perdia, escutando apenas sua própria respiração.

– O que está lendo? – a voz rouca vai até seus ouvidos, a fazendo erguer o rosto rapidamente com susto, olhando para seu lado vendo o louro parado ali, com as mãos no bolso e um olhar misturado de dúvida e curiosidade no livro que não reconhecia, tendo a capa diferente das que normalmente os livros bruxos tinham.

– Querido John, de Nicholas Sparks. Um livro trouxa. – responde, o vendo se sentar ao seu lado.

– Sobre o que é? – pergunta, a fazendo erguer uma das sobrancelhas.

– Está interessado sobre cultura trouxa?

– Crabbe e Goyle estão insuportáveis mais do que o comum hoje, e não sei onde Zabini e Nott estão. Então acho que tenho o direito nesse momento de tédio estar sim, interessado sobre isso. – fala a última parte fazendo uma careta que poderia ser engraçada se não estivesse a rebaixar claramente o mundo que a castanha nasceu.

– Bem, relata a história de um amor entre um solado e uma estudante, que mantém contanto em cartas de amor. – fala.

– Parece intediante, como consegue ler algo assim? 

– Passa longe da palavra tédio. Esse livro relata uma história impressionante. Mostra a história onde o amor é intocável, mesmo a distância. Exatamente como o vento faz ao fogo, apaga o fraco, inflama o grande. John, o soldado, se alista por anos as forças armadas para defender seu país, acabando por se distanciar de sua amada, perdendo o contato mesmo com as cartas que passavam a ser mais frias cada vez que as enviavam. Acabando por ela se casar com outra pessoa, e apenas se reecontrando após algum tempo quando seu marido estava doente. – ela conta, com os olhos brilhando ao falar sobre o livro que tanto amava, gesticulando com as mãos animada. O havia lido inúmeras vezes, gostando cada vez mais.

– Deixe-me adivinhar então, o marido morreu e eles ficaram juntos, felizes, como em um ridículo clichê?

– Não, John ajudou a pagar o tratamento dele, ficando como doador anônimo, dando adeus a mulher que amava e nunca mais a encontrando novamente. A amando até seu último suspiro, assim como ela o amou. O amor não é apenas felizes para sempre, Malfoy. É muito mais intenso e complexo que isso. Não é apenas dias de sol, mas é ficar presente até no pior dia de chuva. É ser mais do que estar. – responde, recebendo em resposta o silêncio do louro.

– Isso é estúpido, se ambos se amavam deveriam simplesmente acabar juntos. Não se amavam o suficiente, então. – diz, tentando esconder a revolta que crescia no peito. Se duas pessoas se amavam, elas deveriam ficar juntas. 

– Eles justamente se amavam o suficiente para se deixarem ir. Amor não é algo que possa definir com palavras, é pôr a felicidade de outra pessoa a sua frente, e John sabia que ela seria feliz com seu marido. 

Ela abre em uma página diferente, lendo em seguida a frase ali presente.

– "Te amar dói, machuca. Me causa dor, angústia. Fico doente, de saudades, de carência, de amor. Te amar me faz mal, um mal que me faz bem."

Ele apenas encolhe os ombros, não comentando mais sobre aquilo. – É seu livro favorito?

Ela sorri, negando. – Não, mas amanhã posso trazê-lo para você ler. Acredito que achará pelo menos interessante.

Ele apenas assente, tentando não mostrar interesse naquilo, afinal, era algo trouxa. Mas pareceu falhar quando Hermione colocou o livro em suas mãos. – Leia Querido John, e não se assuste com o quão profundo o amor pode chegar a ser, essa é na verdade a beleza dele.

– Tudo bem, mas não pense que estou interessado em algo de cultura trouxa. – ele faz uma cara estranha, dessa vez, a fazendo rir.

– Não estou. O vejo amanhã aqui, Malfoy.


Notas Finais


atualizando antes do dia porque a criatividade bateu, estava lendo dear john pela centésima vez e assimilei a dramione em alguns tópicos, então a vontade de escrever sobre isso apareceu. eu amo ronald weasley, e afinal, ele é nosso rei. não esperam que eu o ponha como um embuste, apenas um peso na estória, pois não o prestarei a esse papel; na maioria das fanfictions dramione, sempre há o ron, que ou a traí ou a humilha, podendo ser até os dois, algo que criou clichê entre as estórias sobre dramione, obviamente, não estou em nenhum momento criticando fanfics assim, inclusive, leio várias que relatam isso, e as adoro, apenas não será o que mostrarei aqui. obviamente ele tem seus defeitos, todos os personagens tem, e como todos, poderia modificar, assim como ampliar, para se adequar a fanfiction, mas nada extremo, garanto.


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