História Frozen - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Blásio Zabini, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Pansy Parkinson, Ronald Weasley, Theodore Nott
Tags Dramione
Visualizações 177
Palavras 1.628
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - A pureza está presente até mesmo no mais podre coração.


Draco Malfoy matava a si mesmo a cada segundo que passava, parado olhando ao infinito repleto de nadas, com as vozes a exclamar sobre o jogo que ocorrerá no dia seguinte parecendo baixar aos segundos que se afundava nos próprios pensamentos.

O livro escondido entre as cobertas enquanto seu corpo estava centímetros a distância, em cima da cama com a barriga para cima, com os olhos posicionados no teto, mesmo que sua mente não esteja conectada totalmente ali; ler o livro sugerido pela castanha foi de certa forma um erro, que ao mesmo tempo, se misturava com o certo. As palavras que leu pareciam ecoar em sua mente, o vício que adquiriu desde que a garota da casa rival se retirou da biblioteca, o dando conforto para ler, só conseguindo parar durante a madrugada ao terminar de ler a última página o causou olheiras que não deu a mínima atenção, tendo já ela posta na leitura que teve, refletindo como fazia, na verdade, grande parte do seu tempo ultimamente.

Nunca teve uma visão específica sobre amor, assim como nunca pôde realmente o conhecer; isso era óbvio. Sua situação deixava isso claro. Mas a intensidade que apenas um livro conseguiu mostrar relatando esse sentimento deixava presente no louro o medo e desejo de puder senti-lo. Sentir as emoções citadas, a coragem e principalmente, o amor, que o livro retratava a cada palavra.

Pegou o livro, colocando-o em suas mãos assim que os amigos se retiraram do quarto, descendo para qualquer lugar que não interessa muito menos lhe dizia a respeito, e segue até o Salão Comunal de sua casa, apreciando a luxúria entre aquelas quatro paredes. Sonserina era a visão, para os de fora, de falsidade e superioridade; assim como maldade, considerando que os outros acham que apenas os mais maldosos eram direcionados até essa casa, sendo obviamente, completamente o contrário da real ideia. Sonserina, podendo ter ou não todas as pessoas sendo ignorantes e que acham superiores, assim como toda casa tem também, mantinha, de qualquer forma, as quatro principais características, sendo elas a ambição, astúcia, inteligência e determinação.

Sendo uma das diversas características sonserinas, a auto-preservação, com certeza, é uma das melhores. Não esperando por um herói assim como os de outra casa, sendo o seu próprio. E mesmo com a imagem de que apenas vilões são da casa, uma grande reputação negativa, o próprio Merlim, o mais famoso e respeitado bruxo, foi da casa Sonserina. O símbolo de serpente não é ligado a casa por nada, sendo um animal sagaz e engenhoso, sabendo como se adaptar às situações e largando sua pele para começar de novo, exatamente como define um sonserino. 

E mesmo poucos admirando-os por este fator, por não reconhece-lo, sonserinos são extremamente leais a quem merece sua lealdade, apesar que todos os vêem individualistas, mesmo sendo, em alguns tópicos. Não entrega ela a qualquer um sua lealdade, mas, ao entregá-la a quem realmente merece, um laço forte irá uni-los. Ninguém da sonserina arriscaria sua vida por você, mas com certeza, ele o vingue mais tarde. 

Ao sair do local, segue rapidamente das masmorras, até a biblioteca, esperando encontrar-se com Hermione. Sua situação era estranha, mas sua situação com ela também se classificaria assim. Não é como se todo seu preconceito fosse inexistente agora, ou que quisesse uma amizade, muito menos, algo mais que isso com ela. Apenas estava se acostumando com sua presença, e até mesmo gostando, claro que não admitiria tal coisa. 

Com ela, mesmo estando em um momento complicado, tudo parecia aliviar, a castanha parecia ter um som de transformar as coisas complexas em simples, fazendo parecer em seus poucos momentos juntos que estavam em uma réplica de paraíso; onde não sentia os problemas arrodeando-o, sem precisar confrontar tudo o que acontecia, o medo de se sobrevivesse, o que aconteceria ao voltar para onde vivia, sabendo que não encontraria a calma que estava encontrando apenas com justamente Hermione.

Senta-se em uma cadeira, nas mesas afastadas que costumava senta-se, deixando o livro em cima da mesma e não dando atenção aos sussurros que as garotas trocavam uma com a outra, olhando diretamente para ele, deixando óbvio que era o assunto principal ali – havia parado de encontrar-se com as garotas, algo que decidiu mudar, mesmo se estivesse a ponta da morte, tendo apenas um pé agora na beira do precipício, pelo menos deixaria a vida fazendo algo que gostava. Bastante, inclusive.

– Você é pontual. – relata Hermione, ao chegar minutos depois, sentando ao lado do louro que a olha como sempre em sua feição indecifrável, agora parecendo um tanto pensativa e de tédio.

– Não posso dizer o mesmo sobre você. – responde, havia esperado cerca de dez minutos ali pela mesma.

Ela encolhe os ombros. – Eu sou sim. Apenas tive um contra-tempo.

Omite a parte em que se refere a tentar descobrir o que tanto o mesmo conversava com Dumbledore, tendo sua curiosidade elevada ao máximo o vendo junto ao professor Snape, sabendo que algo estaria acontecendo, ruim, especificamente, para estar justamente junto a quem não consegue entender-se desde que chegou a Hogwarts. Algo que não obteu sucesso, quando apenas conseguiu do moreno um nos falamos mais tarde.

Olha para o livro na mesa, olhando de volta para o sonserino em seguida e sorrindo. – Já o leu todo?

Ele apenas assente, fazendo-a continuar. – Gostou? 

– É um pouco interessante. – diz, apenas.

– Não precisa ser a pose do Malfoy agora, pode se libertar pelo menos nesse momento, tenho certeza que gostou bastante dele, seu olhar entrega isso.

Após alguns segundos, quase assusta-se ao louro virar seu rosto rapidamente para ela. – É injusto, se duas pessoas se amam, devem ficar juntas. O amor é ruim. – conta, visivelmente revoltado, a fazendo rir rapidamente.

– Quando duas pessoas se amam, elas já estão juntas, em um laço inquebrável. O fato de não ficarem juntas fisicamente não diminui isso. O amor é tudo, menos ruim, Malfoy. Ele é o que prova estarmos vivos.

– E exatamente por isso estou morrendo. – ele ironiza, a fazendo gargalhar.

– Não deveria brincar com isso.

– É o que me resta a fazer agora, Granger. Os dias estão passando, tenho menos de vinte.

– Você pode considerar que a sua morte se aproxima, ou pode ser um presságio de esperança. Há mais um dia, mais uma chance.

– Você é tão positiva, isso me causa ânsia de vômito. 

Ela pega o livro que tinha nas mãos, o pondo na mesa. 

– Esse é o seu livro favorito, o que disse que traria? – ele pergunta.

– Sim, ele se chama a Bela e a Fera. – diz, abrindo o livro em seguida e sorrindo automaticamente. Amava de todas as formas ele.

– Sobre o que é esse, agora?

– Trata-se de Bela, que quando seu pai é aprisionado por uma Fera no castelo do mesmo, ela troca de lugar com ele, tornando-se a prisioneira, para seu pai poder ser livre. Mas a fera, que se mostra fria e ignorante, uma forma para o significado de arrogância, está sob uma maldição, sendo um príncipe que não dava valor a nada além de si mesmo, ao negar hospedar uma velha senhora que ofereceu uma flor em troca, a mesma se mostra uma feiticeiria, que o coloca sob uma maldição, assim como todos em seu castelo, deixando aquela rosa, como sua última esperança. Se ele não amasse alguém, e essa pessoa o amasse de volta, quando a última pétala caísse, ele permaneceria Fera para sempre. – conta.

– E o que acontece? – pergunta, mais uma vez, claramente curioso, não escondendo-a dessa vez.

– Bela consegue atrevassar as barreiras que ele pôs em si mesmo, conseguindo ser capaz de amar uma fera ao ver toda pureza dentro do mesmo, que escondia no fundo do coração, quase imperceptível de enxergar. 

– Então eles ficaram juntos? 

– Sim. – afirma. – Mas essa não é a melhor parte da história. O conto de fadas, o felizes para sempre, nunca será melhor que quando ambos perceberam que as diferenças entre eles não seriam suficientes para empatar o sentimento, que aconteceu quando nenhum dos dois perceberam. Mesmo que terminasse como um desastre, continuaria sendo incrível, porque a melhor parte é quando seus corações se ligaram e eles nem notaram ao starem ligados um ao outro, juntos em um amor que nem a maldição percebeu quando estava acontecendo.

Ele encolhe os ombros. Amor era muito mais que só quatro palavras, como costumava pensar. 

– Você falou sobre a Fera, mas como é Bela? 

– Ela é uma garota que acredita que o mundo não é só isso, que se joga de cabeça em vários livros que lê, entregando-se a cada um, sendo ao mesmo tempo uma rosa frágil, como com espinhas. Sendo uma mistura de força e delicadeza, sabendo seu valor e que pode ser muito mais do que querem a pôr para ser. Eu me vejo muito nela. – conta. – Você se parece com a Fera.

– Por que ele é ignorante e se acha superior? – pergunta, sarcástico. 

– Porque há uma pureza escondida no meio de toda frieza em seu coração. Eu não estou tentando o salvar por nada, mas é porque acredito que você justamente tem salvação.

Ele respira fundo, estreitando os olhos. – É difícil te odiar quando você parece saber exatamente o que dizer.

Ela ri fraco.

– Não precisa me odiar pelo menos agora. Pode me odiar durante a noite.

– Mas eu não quero. – confessa, surpreendendo a castanha.

– Então, bem, não me odeia.

– É mais complicado que isso. – ele encolhe os ombros, olhando de volta para ela. – Meia noite me encontre na Torre de Astronomia.

– O que? Não posso fazer isso! Se Filtch vê nós dois fora do dormitório estamos mortos.

Ele apenas revira os olhos, se pondo em pé, pronto para ir embora.

– Você me mostrou um pouco do que gosta, eu tenho o direito de mostrar a você também. Estarei a esperando, não se atrase. – concluí, saindo antes que a castanha possa ter oportunidade de argumentar contra.



Notas Finais


grande parte, ao fazer o teste no pottermore, é harry potter, e o que eu tenho a dizer é: não sejam harry potter! sonserina, como deixei claro no capítulo, é motivo de orgulho. sou completamente orgulhosa por ser dessa casa, que é com absoluta certeza, a melhor casa de hogwarts, independentemente de quem acha o contrário. e se sua idéia é de que todos na minha casa são vilões, bem, os vilões sempre foram os melhores, anyway. nunca gostei dos super-heróis, desde pequena, e justamente isso (e vários outros porquês) faz da sonserina ser a melhor casa, como já disse: não esperam por heróis! grifinória é dependente do ato de heroísmo, toda a coragem que dizem ter é apenas uma história fajuta. afinal, se fossem tão corajosos e leais como são vistos, pedro pettigrew não seria grifinório, não é mesmo?

enfim, outra coisa: a bela e a fera é um dos meus livros preferidos, mas não é porque no filme quem interpreta a bela é a minha ídola, no caso a emma, e não é também porque é um conto de fadas, porque eu mesma, exclusivamente, odeio isso, toda utopia inútil que só serve para iludir. a história, enredo, cada simbologia, são tão profundas e interessantes, sem falar que deixa aberto para sua opinião decidir, como por exemplo, o símbolo da rosa. ela pode significar, a cada pétala que caí, que a maldição permanecerá, ou que, mesmo com a pétala caída, ainda há outra; ainda há mais chance. trata sobre a dificuldade do amor, que ele pode ser mais complexo do que parece, mas ao mesmo tempo, simples. a bela e a fera merece palmas por retratar uma história tão intensa para quem consegue realmente prestar atenção.
já que falei no início sobre o filme, preciso citar: simplesmente o melhor filme de 2017. acho difícil outro superar. cada personagem se entregou, fizeram com um carinho imenso, e isso estava óbvio, conseguiu, pelo menos a mim, me fazer sentir cada emoção do que passava ao decorrer do filme, como se estivesse lá. eu estava no cinema a ponto de ter um ataque cardíaco. e óbvio, pirei em cada fala da emma, não acredito que jesus é mulher! ela mostrou seu talento atuando assim como cantando, não exagerou mais do que podia no seu talento vocal, e simplesmente arrasou em cada cena. (não estou desvalorizando os outros, todos estavam incríveis que é impossível explicar, mas se eu não enaltecer a emma watson, não é eu)

comentem suas opiniões também, eu amaria as ler, seja sobre a fanfiction ou o assunto que tratei aqui, qualquer tópico que queira falar. estou aberta para os ler e falar com você sobre, não as guardem, compartilhem comigo. se opinião fosse feita para guardar, não teríamos boca ou capacidade escrever, não é mesmo?


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