História Fruit of our love - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter, Hermione Granger, Personagens Originais, Ronald Weasley
Tags Drarry, Harry!trans, Pansexualidade, Transgênero, Transsexualidade
Exibições 303
Palavras 2.379
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Lemon, Magia, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Faltam poucos minutos para meia noite, mas consegui postar o capítulo de hoje.

Já sabem... me avisem se acharem alguma coisa errada.

Boa leitura!

Capítulo 4 - Parte IV


Draco ficou deitado na cama pensando no que conversou com o pai logo depois de tudo que aconteceu no Departamento de Mistérios. O que ele pediu para fazer era horrível, mas se não fizesse sua mãe ia morrer. Quando o pai foi levado para Azkaban sentiu-se livre, mas ainda estava preso ao Lord pela aquela maldita marca em seu braço que foi obrigado a aceitar. Seu pai, de alguma forma, descobriu seus sentimentos por Harry e resolveu usar isso em seu plano sem pensar em como seu próprio filho se sentia e apenas em agradar ao Lord. O plano era Draco conquistar o Eleito, brincar com seus sentimentos, o fazer confiar e depois o entregar nas mãos de Voldemort e parecia que tudo estava indo na direção que queriam. Draco queria muito que Potter o rejeitasse, seria melhor assim, mas parecia que ele também sentia alguma coisa por si ou não teria aceitado o pedido de namoro. E a segunda parte do plano era desestabilizar o garoto, matando aqueles que ele amava e o primeiro já tinha ido. Sirius Black estava morto. A família Weasley, o meio gigante, o professor Lupin, a garota sangue-ruim e outras pessoas estavam em perigo e Draco tinha sido encarregado de matar Dumbledore e ele não queria imaginar qual seria a reação de Potter. Não queria fazer parte dessa monstruosidade.

Lucius tinha o chamado assim que voltou para casa para dar as últimas ordens ao filho que deviam ser seguidas e Draco encontrou com a tia Bella na mansão. Ela estava feliz por ter matado Sirius Black. Draco não demonstrou nada ao ouvir aquilo, mas assim que foi dispensado pelo pai voltou a Hogwarts. Ele viu Potter chorando a morte de Sirius de longe e não teve coragem de se aproximar por medo do que ia ouvir. Medo que Harry o culpa-se. Medo de o perder. Bellatrix era sua tia, afinal de contas e matou uma pessoa importante na vida de seu namorado. Se manteve afastado por todos os últimos dias que permaneceram em Hogwarts.


“Já está acordado, querido.” sua mãe entrou no quarto interrompendo seus pensamentos. “Ou passou a noite acordado.”


A segunda opção parecia a certa ao ver as bolsas escuras sob os olhos do filho. Narcissa respirou fundo sabendo pelo que o filho estava passando no momento.


“Podíamos só ir para bem longe mãe.” disse quando ela sentou na cama o puxando para deitar a cabeça em seu colo. Passou os braços em volta da cintura da mãe. “Eu, a senhora e o Pot… Sumir. Até mudar nossos nomes. Severus com certeza nos ajudaria.” Draco estava segurando o choro.


“Não adiantaria muito.” ela acariciava os fios claros do cabelo do filho enquanto falava. Ela sendo mãe sabia pelo que Draco estava passando e ela tinha grande parte de culpa. Draco só aceitou participar para protegê-la. “Eles iam nos encontrar. Mesmo com a ajuda de seu padrinho.”


Draco sentou na cama olhando para os olhos da mãe e deixando-a ver toda a verdade neles.


“Eu o amo, mãe.” disse. “E dói aqui…” bateu com a mão fechada no peito, sobre o coração. “...apenas por pensar em magoá-lo. Não posso fazer o que o pai pediu. Não posso! Potter vai me odiar. Ele já perdeu o padrinho e se eu...” abaixou a cabeça. “Não posso mãe, mas também não quero perder a senhora.” ele não mentiu em uma única palavra que disse a Potter antes do final das aulas, mas…


“Então não faça, meu amor.” ela segurou o rosto do filho entre as mãos. “Eu fui obrigada a casar com seu pai.” confessou. “Fui obrigada a fazer coisas que eu não queria e entre elas matar o homem que eu realmente amava.” ela viu os olhos de Draco arregalados. Sorriu, um riso triste. “E a única coisa que me fez aguentar tudo isso por todos esses anos foi você, meu dragão corajoso. Ver seu sorriso todos esses dias me dava força para continuar. Eu te amo filho e se para o ver feliz minha morte for a única saída eu aceito-a sem objeção e não quero que se sinta culpado por isso. Quero que seja feliz com quem escolheu e eu não quero ser um empecilho na sua vida.”


Draco abraçou a mãe e as lágrimas que fazia força para segurar romperam a barreira. Aprendera desde pequeno que chorar era coisa de mulher e homem não chora, mas no momento pouco se importava com isso. Se Lucius o visse certamente não aprovaria seu comportamento, mas seu pai estava em Azkaban e podia se sentir livre por um tempo.


********


“Mansão Prince!” Draco ouviu a mãe falar antes das chamas verdes consumi-la e ela sumir. Ele a seguiu.


Quando saiu da lareira na sala de Snape bateu a poeira da roupa e olhou em volta. A última vez que esteve na mansão Prince era criança e parecia tudo diferente do que via agora. Não existia cor além do preto e cinza que não fosse nas fotos e livros nas estantes. A mãe estava sentada no sofá e bebia o chá que um elfo doméstico trouxe e tinha mais duas xícaras sobre a bandeja na mesinha de centro.


“Sente-se, Draco.” o loiro se assustou e olhou para a entrada da sala onde Snape estava.


Sentou ao lado da mãe e o padrinho ocupou uma das duas poltronas em frente ao sofá. Snape usava uma camisa branca com as mangas dobradas na altura dos cotovelos e Draco reparou em uma estranha marca. Snape notando o olhar do afilhado puxou a manga da camisa, mas Draco já tinha visto o suficiente. Era a marca de uma mão, alguém segurou com força suficiente para deixar uma marca no antebraço de seu padrinho. Mas quem fez aquilo? O que Snape estava escondendo? Será que era um plano do Lord? Olhou nos olhos negros, mas nada viu neles que pudesse esclarecer suas dúvidas.


“O que os trouxe à minha casa, Cissa?” Snape perguntou.


Mãe e filho trocaram um olhar antes de Narcissa responder. “Precisamos de ajuda.”


********


Seis dias se passaram e Harry já tinha ficado trancado no quarto sem comer por quatro dias. Mas já estava acostumado. Quando estava na casa dos tios tinha que acordar cedo para fazer os serviços, falar só quando questionado, comer apenas quando permitido e assim seguia a lista de coisas que ele podia ou não fazer. Harry praticamente não existia naquela casa quando tinha visita já que era proibido de sair do quarto, às vezes, nesses dias, tinha permissão para ir até o parquinho ou para qualquer lugar que fosse longe de casa.

Quando acordou no domingo sentiu que tinha alguma coisa de diferente no ar. Levantou e pegou suas coisas indo para o banheiro, tomou banho, escovou os dentes, se vestiu e desceu para preparar o café da manhã. Quando os tios levantaram Harry foi avisado que teriam visitas para o jantar e, ele, ou ficaria no quarto sem fazer barulho, ou saia e ficava fora de casa até eles irem embora. Harry escolheu sair, era melhor ficar na rua do que trancado no quarto.

Harry fez todas as suas tarefas e quando deu cinco horas da tarde ele subiu para o quarto soltou Edwiges, pegou sua mochila e colocou algumas coisas dentro e desceu saindo de casa.

No parquinho tinha umas crianças que brincavam no balanço e as mães estavam conversando ali perto. Harry passou por eles e foi sentar sob uma árvore e tirou da mochila um livro trouxa que estava lendo. Os minutos passaram e ele não saiu da página 20. Seus olhos estavam presos nas letras sem realmente as ver por estar perdido em lembranças com Sirius. Eram poucas, mas sempre que o via ele estava sorrindo. Uma gota caiu sobre a folha do livro molhando o papel e logo outras seguiram o mesmo caminho.


“Por que esta chorando?” Harry ergueu a cabeça ao ouvir a voz infantil e encontrou uma menininha a sua frente. “Você fez dodói? Por isso tá chorando?” Harry sorriu da inocência da criança. A menina inclinou a cabeça para o lado fazendo os cachos de seus cabelos loiros balançarem e abriu um sorriso. “Mamãe sempre me dá um beijinho quando faço dodói.” ela se inclinou e beijou a bochecha de Harry. “Pronto! Agora vai sarar.”


Ela sorriu e saiu correndo quando uma mulher com os cabelos parecidos aos dela a chamou. Harry deu tchau quando ela gritou e acenou com a mão. Quando voltou o olhar para o livro duas rosas estavam sobre ele: uma vermelha e outra branca. Ele sabia o significado.


“Não pode usar magia fora da escola.” falou.


“Ninguém pode provar que usei.” a voz conhecida veio de trás da árvore. “E não tem mais nenhum trouxa por aqui e faço esse tipo de coisa desde pequeno.”


“A culpa não é sua.” Harry disse. Pegou as rosas e fechou o livro o colocando no chão ao seu lado enquanto olhava para as flores. Sentiu a falta de Draco nos últimos dias em Hogwarts e agora só por ouvir a voz dele tinha vontade de o abraçar, de sentir-se seguro em seus braços outra vez como era em Hogwarts. O que sentia pelo loiro só crescia cada vez mais com o passar dos dias. Antes de toda aquela confusão com a revelação de sua transexualidade, já tinha aceitado que era apaixonado pelo loiro, mas era só isso, e nunca pensou que Draco sentia alguma coisa por si, além de ódio.


“Não devia estar na rua.” o loiro desconversou. “É perigoso.”


“É melhor estar aqui do que trancado no meu quarto na casa dos meus tios.” disse a verdade, passou a arrancar as pétalas da rosa vermelha deixando-as cair sobre seu colo.


Draco respirou fundo e deu a volta na árvore parando na frente de Potter e vendo o que ele fazia com a rosa. Não ligou para aquilo já que a flor não ia durar por muito tempo e já tinha feito seu papel de pedido de desculpas. “Eu…” e os olhos verdes se prenderam nos cinzentos do loiro. No rosto do moreno ainda era visível o rastro molhado das lágrimas. Draco perdeu a voz e a vontade de sair dali bateu com força total, mas se manteve no lugar acompanhando os movimentos do outro com o olhar. Se Harry quisesse terminar ele não faria nada para impedir.


Assim que levantou Harry acabou com a distância entre os dois passando os braços em volta da cintura do loiro e escondendo o rosto em seu ombro. “Não se afaste nunca mais.” pediu. “Eu preciso de você ao meu lado.”


Draco fechou os olhos o coração se acalmando. Abraçou Harry o apertando com força contra seu corpo. Só não ia prometer o que não sabia se podia cumprir.


******


Harry respirou fundo e abriu a porta entrando na casa puxando Draco pela mão. O moreno estava usando a jaqueta de Draco por ter esfriado quando anoiteceu e ter esquecido de pegar uma blusa antes de sair. A voz da TV era a única coisa que se ouvia vindo da sala por isso Harry tinha certeza que as visitas já tinham ido embora. Fechou a porta e ia subir a escada quando tia Petúnia apareceu no corredor vindo da cozinha e deixou a bandeja cair fazendo a maior bagunça e não demorou para tio Válter aparecer. Harry fechou os olhos.


“Q-quem…?” balbuciou tia Petúnia olhando para Draco.


Tio Valter olhou para os dois garotos e seu rosto ficou vermelho de raiva. Quando falou estava furioso.


“Quem deu autorização para você trazer estranhos para minha casa?” vociferou seu tio e Harry abriu os olhos o vendo se aproximar. Deu alguns passos para trás e sentiu o braço de Draco em sua cintura.


Draco teve vontade de pegar a varinha e azarar aquele trouxa, mas não era uma boa idéia usar magia e ter de explicar o que estava fazendo na casa de Harry Potter.


“Ele não é estranho, é meu namorado!” Draco se surpreendeu, assim como os tios do moreno.


Tia Petúnia arregalou os olhos olhando para a mão de Draco na cintura do moreno. Tio Válter avançou para os dois e o loiro sentiu a mão de Harry procurando alguma coisa no bolso da sua calça até ele puxar a varinha e apontar para o rosto do trouxa que parou e ficou branco feito papel.


“Co-como você…” seus olhos amedrontados foram para Draco. “Você!”


“Sim! Ele é como eu, um bruxo.” respondeu Harry. “E ele vai dormir aqui.” avisou.


“Não se atreva…” começou a falar apontando um dedo gordo para Harry.


“Não pense que eu não vou usar.” disse segurando com mais força a varinha que pertencia a Draco. “Se tentar impedir e eu juro que dessa vez o Duda não vai ganhar apenas um rabo de porco.” ameaçou.


“Não!” chiou Tia Petúnia agarrando o filho que estava olhando tudo da porta da sala. Duda arregalou os olhos.


“Seu…”


Harry puxou Draco pela mão e subiram a escada correndo e deixando para trás um trouxa furioso, outro morrendo de medo e a outra prestes a desmaiar.


Quando entraram no quarto os dois respiraram fundo e Draco olhou em volta. O quarto era pequeno, na parede que tinha a janela ficava a cama de solteiro, ao lado um criado mudo velho com um abajur e porta retrato sobre ele, atrás de si tinha um guarda roupa velho, aos pés da cama o malão com a gaiola da coruja sobre ele e mais alguns outros objetos.


“Esse é meu quarto.” disse jogando a mochila no chão perto do criado mudo. “Perto do armário sob a escada eu posso dizer que esse quarto é uma mansão.” sorriu.


“Voce dormia em um armário?” perguntou e abraçou o namorado ao vê-lo esconder o rosto com as mãos. Harry assentiu.


“Depois que descobri que era um bruxo e Hagrid deu um rabo de porco para meu primo eles ficaram com medo e me deram esse quarto.”


Draco sorriu e segurando nos pulsos do outro afastou suas mãos e o beijou com calma e carinho. Harry correspondeu passando os braços por cima dos ombros e entrelaçando os dedos nos fios claros. Quando o beijo teve fim, Harry ficou uns segundos de olhos fechados com a testa encostada na de Draco e depois olhou para a cama.


“Vamos ter que dividir a cama ou eu posso dormir no chão.”


“Eu não me importo de dividir a cama com você. Além do mais, a cama é sua.” disse. “E nada vai acontecer.”


“Certo.” estava com o rosto vermelho ao entender o que o loiro quis dizer.



Continua...


Notas Finais


Espero que tenha dado para entender tudo direitinho.


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