História Fuck Life - Capítulo 60


Escrita por: ~

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Categorias Five Nights at Freddy's
Personagens Fritz Smith, Personagens Originais, Phone Guy, Purple Guy
Tags Five Nights At Freddy's, Purple Guy, Romance
Exibições 34
Palavras 1.197
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Demorei pra caralho dessa vez *adicionem uma risada aqui* vida social é assim, minha gente.

Boa leitura! <3

Capítulo 60 - Memory.


O pequeno rádio de pilha tocava em uma música aleatória, em cima do criado-mudo, enquanto fuçava o guarda-roupa a procura de meu uniforme. 

Alguns dias haviam se passado, muitas vezes eu me lembrava daquela cena que tinha visto, mas tentava me distrair. 

Não respondi nenhuma mensagem, nem atendi meu celular. Isso, claro, preocupou todos que vieram em casa para saber se estava bem. 

Quase todos. 

— Ei, docinho — ouvi Victor se aproximar, virei o rosto para encará-lo — Tem certeza que quer mesmo ir trabalhar? Você parece doente. Beth também está muito preocupada..

— Eu não posso faltar todos os dias por uma besteira qualquer. 

— Enfim, de qualquer forma — Victor fuçou os bolsos por alguns instantes, depois tirou uma cartela de remédios — É melhor você levar, caso piore. Eu fico preocupado. 

— Tudo bem — disse, com um largo sorriso, pegando os remédios — Obrigado por se importar. 

Dei um breve abraço no meu irmão e sai andando para a sala, já com o uniforme de trabalho, e com um sono terrível. 

— Fica com Deus. — disse Victor, de uma forma que apenas eu pudesse ouvir. Sorri de leve e fiz um símbolo de paz e amor com as mãos, de costas para ele. 

— Como quiser, garotão.

— E chega de torrradas! — gritou ele, tentando segurar a risada, apenas fiz uma careta como resposta. 

Peguei as chaves rapidamente e sai de casa, entrando no carro e indo sem pressa, cantarolando mesmo sem passar nenhuma música no rádio. 

Entrei pela porta da pizzaria, já batendo as mãos com Steve, como forma de cumprimento. Entrei no escritório, abrindo a porta bruscamente, todos me olharam, demonstrando um pouco de susto. 

— Cheguei, e aí, qual.. — senti algo me puxar com força até a minha mesa, antes que pudesse terminar a frase. — Quéisso? 

— O QUE ACONTECEU COM VOCÊ?! — gritou Vincent, ainda segurando meu braço — POR QUE NÃO RESPONDEU AS MENSAGENS?! 

— Preguiça. 

Vincent olhou fixamente nos meus olhos, com uma expressão de indignação, puxei a cadeira e me sentei, sorrindo de forma meiga. 

— Eu odeio você. — disse ele, em um tom de voz que só eu poderia ouvir. 

— Eu sei que na verdade você me ama. 

A iluminação tosca do escritório não ajudava muita coisa, enquanto eu checava as câmeras, mesmo sabendo que nesse horário os animatronics não me atacavam. 

Virei o rosto para encarar Vincent, com um sorriso fofo, ele apenas desviou o olhar, demonstrando estar emburrado.

— E aí? Tá tudo bem? — perguntou Freddy, no fundo do duto, me encarando de forma engraçada, ergui uma sobrancelha. 

— Oh, como se você se importasse. 

Ele ficou quieto por um instante. 

— Desculpa? — disse, em um tom de arrependimento, Freddy apenas deu de ombros e saiu pelo duto, me fazendo suspirar forte.

Pelo resto da madrugada, estava mais cuidadosa do que o normal, eles pareciam mais violentos e nem sequer diziam mais palavras. 

Comecei a rir sozinha, com meus próprios pensamentos loucos. 

— Tá doida?! — perguntou Vincent, erguendo uma sobrancelha. Ri mais ainda com a pergunta do rapaz. 

— Eu comecei a imaginar... como seria se os Toys lutassem contra os Olds. — Vincent torceu o rosto reflexivamente, depois soltou um riso. 

— Bizarro. 

— Ou, pior ainda, como seria se eles tipo.. namorassem?! Como a gente?! Traumatizante.. — Vincent riu alto, aquela risada saiu como um berro, e era realmente contagiante. 

E logo depois, já éramos duas crianças rindo alto naquele escritório que era extremamente silencioso pelo excesso de sono dos guardas. 

— Ah, mas não deve ser tão traumatizante pra eles. — disse Vincent, ainda se recuperando do ataque de risos. 

— Eu não gosto nem de pensar!

As conversas com Vincent foram me deixando mais animada pela madrugada, até chegar a hora de ir para casa, que até que foi bem rápido. 

Continuar dirigindo era bom, só em ouvir a voz rouca, porém animada do Vincent falar de seus dramas do cotidiano. 

— Parece que faz uns mil anos que não venho aqui. — comentou, tocando nos pequenos objetos ao seu redor, joguei a bolsa em cima do sofá. 

— Ah, não exagera. 

Até que ele parou para olhar um medicamento — ou melhor dizendo, vários — escondidos em um certo lugar, depois se virou novamente para mim. 

— Você andou tomando... tudo isso? — fiquei quieta por um instante — Vai mesmo continuar se matando desse jeito? 

— Olha, não é.. — Vincent não me deixou terminar a frase. 

— Eu vou dormir aqui com você, para garantir que você não faça nenhuma burrada, ok? — assenti, abaixando a cabeça e suspirando. 

Vincent foi em direção ao pequeno rádio, o ligando, onde passava uma música que até refletia um pouco a nossa conversa. 

— Ooh, criança.. — cantarolou Vincent, se aproximando de mim, envolvendo os braços ao redor da minha cintura, por trás — as coisas vão ficar mais fáceis.. 

— Vincent! 

— Ooh, criança.. — continuou — as coisas vão ficar mais claras.. 

— Idiota. — disse, me soltando de seus braços e suspirando forte, fazendo Vincent rir e mandar beijinhos para mim. — Ei, você não vai acreditar no que eu encontrei.. 

— O quê? — entreguei para ele uma foto, de uma câmera instantânea, onde estavámos na casa de praia da Beth. 

Vincent soltou um suspiro, a sensação de lembrança também o atingiu. Mas depois abriu um sorriso nos lábios, pois era uma boa lembrança. 

— Você estava muito gostosa naquele biquíni. — peguei o primeiro objeto que vi pela frente e atirei na direção dele, que riu alto. — Ok, chega de gracinha, vamos para o quarto. 

Fui em direção ao meu quarto, com passos calmos, com ele logo atrás de mim. Chegando, me encolhi na cama, enquanto observava ele mexer em tudo no meu quarto. 

Vincent pegou um porta-retrato e sorriu, olhando fixamente para a foto por um tempo, de maneira intensa. 

— Não acredito que você ainda guarda isso. — comentou, sorrindo e mordendo o lábio, me entregando o porta-retrato. 

Na foto estava eu, com o meu vestido, na festa da Doll. Onde eu e Vincent nos beijamos pela primeira vez, sem dúvida um dia inesquecível. 

Olhava para aquilo, sem acreditar que já tinha chegado até hoje, e que nem todas as coisas eram o que pareciam ser. 

Me virei para encarar Vincent, o analisando, da maneira que ele estava hoje, em comparação a todos os outros dias anteriores, e não pude segurar um sorriso.

— Algum problema, gatinha? — neguei com a cabeça, depois voltei a olhar as fotos, e achei um de Scott com Beth, um dos casais anteriores que mais costumava apoiar. 

Se o Victor visse aquilo, eu ficaria sem irmão. 

Uma sensação de tristeza invadiu o meu coração, ao olhar novamente para Vincent, e se lembrar de todos os outros momentos que tínhamos passado. 

— Quando eu morrer — Vincent ordenou todas as fotos — Eu vou levar isso junto comigo. 

— Promete? 

— Prometo. — respondeu ele, com uma voz calma, e sorrindo de forma intensa para mim. O puxei para um abraço apertado, mas carinhoso. 

— Você não vai morrer tão cedo, isso eu te garanto. Eu ainda vou ver o tempo mudar muito esse seu rosto, como está acontecendo agora.. 

— Quem sabe. — diz, dando de ombros e sorrindo de leve. — Eu prefiro ir antes de você, mesmo já imaginando o quanto isso vai ser doloroso.

— Por que acha isso? 

Vincent sorriu. 

— Porque eu fiz exatamente isso com eles — diz, ficando depois quieto por um instante — Agora eles farão comigo, e vai ser bem pior. 


Notas Finais


Pois é, eles nem imaginaram o que estaria por vir.


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