História Fuck the Shame - Skam - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Skam (Vergonha)
Personagens Christoffer "Chris", Eva Kviig Mohn, Noora Amalie Sætre, Sana Bakkoush, William Magnusson
Tags Chris, Eva, Romance, Skam
Visualizações 410
Palavras 1.168
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Festa, Ficção, Luta, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Já falei por aqui que vocês são os melhores? Melhores leitores, melhores comentários, melhores motivacionários (? isso existe ?)
Quero deixar uma motivação também: “Quando você achar que tudo está ruim, péssimo, não pode piorar; olhe em sua volta e lembre que todos passam/passamos por desafios. Mas a escolha é sua se ele vai ser difícil ou fácil.”
Todos convivem com seus problemas, defeitos. Você não é o único no mundo. Estou aqui para e por vocês. Chama no contatinho BB; se precisar, estou aqui.
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Façam uma boa leitura ❤️

Capítulo 24 - Almost


                     SEGUNDA 7:30

Eu corri. Minha mochila quase caia do meu ombro e a minha calça caia. Na hora em que encostei meu nariz na porta, o professor fechou a mesma. Bufei. Senti minha testa úmida de suor, o verão já estava sendo sentido. 

Arrumei minha mochila, sequei rápido meu suor e abri a porta devagar. Sorri. Sorriso de menina boa. Meti minha cabeça para o professor ver.

- Eva! Que surpresa! - meu professor de matemática me amava em alguns dias e me odiava em outros. Ele parecia ser meio bipolar, então aquela recepção podia não ser tão amigável quanto o começo dela.
- Tive que ajudar minha mãe a levar as malas para o carro... - que mentira besta Eva! Com pressão eu não conseguia mentir.
- Pode entrar Eva. - pulei internamente. Se você não entrar em mais de duas aulas por semana, fica em detenção a semana seguinte inteira. Isso quer dizer: ajudar a limpar todo o refeitório. Me dirigi até uma cadeira no fundo, perto da janela. - Ah Eva, - eu estava quase chegando - Você fez a tarefa? - fechei os olhos. Aquilo não poderia estar acontecendo comigo. Fechei os olhos com força e respondi com os dentes cerrados.
- Não tive tempo...
- Tudo bem. Venha aqui pra frente. Você fará a resolução de todas as perguntas comigo para os seus colegas. - ele realmente era bipolar. Me virei e quase, passou pela minha mente com força, implorei de joelhos para ele não fazer isso comigo. - Vamos! Venha. Você gabaritava todas as minhas provas! - seu sorriso calmo me deu raiva.

Caminhei meio encolhida até o quadro. Ele me passou o giz e deu um tapinha em minhas costas, tipo um “vai dar tudo certo”. Ele começou a ler a primeira questão e eu evitava olhar para a sala. Uns podiam estar com pena, mas a maioria estava rindo. Certeza. Levei a sério o desafio dele e enquanto ele lia, eu começava a pôr todos os dados na lousa.

As dez torturas/questões haviam acabado. Minha última resposta no quadro. Bufei e olhei com tédio para o professor.

- Acertei? - ele ajeitou seus óculos e começou a conferir. Esperei esperançosa pelo “parabéns, você é boa.” Ele limpou a garganta e se virou para a sala. 
- Certo. Espero que tenham feito as anotações necessárias. Estão dispensados! - ele foi para a mesa dele e apenas me ignorou. Quase fui atropelada pela avalanche de alunos adolescentes querendo fugir da sala de matemática. Peguei minha mochila, que nem foi aberta, e passei pela sua mesa. - Você só precisa de puxão ou precisa de um guindaste? - virei com a face franzida. Abri a boca para lhe responder de maneira correta. Mas desisti. Poderia levar suspensão.
- Até semana que vem professor. - estava quase longe do seu veneno. Estava tão perto da porta.
- Vou lhe mandar por email sua tarefa de casa para semana que vem. - ainda bem que eu não tinha nenhuma arma comigo. Uma vida foi poupada.   

                                 9:47

- Te achei! - Noora me vira e segura meus ombros. - Você precisa ir comigo no banheiro. Agora! - ela da um olhar sério. Concordo com a cabeça e saio dali sendo puxada. Noora me leva até o banheiro do ginásio, onde não há ninguém. Ela abre a torneira e lava seu rosto. Estranho sua atitude. Não consigo segurar.
- Desenbucha Noora!
- Ok! - espero - Ahn...
- Noora!
- O William pediu para eu morar com ele. - arregalei os olhos. Vi que agi estranho e tentei amenizar. Mas não conseguia falar nada. - E o pior: eu apenas falei “já volto” e sumi. Eu estou muito assustada. 
- Bem... - o que eu falo? - Por que você está assustada?
- Ahn... Acho que, quer dizer. Espera. - ela se olhou no espelho - Eu apenas não esperava. 
- Mas tipo... Aquele apartamento dele é grande. E você já meio que mora sozinha.
- Mas isso, ISSO seria um casamento! 
- Você pode falar que não. Que acha muito cedo. - foi a coisa mais óbvia que eu pensei - Ou... Você quer muito ir, mas tem medo do que podem pensar de vocês.
- Eu quero muito ir. - ela confessou. 
- Porra! - alguém falou. A voz não veio de perto, mas dava para escutar. Noora deu passos firmes até a porta e quando abriu, Chris estava caído no chão e William estava de joelhos. Noora botou a mão na cintura e William deu um sorriso de inocente. Conti o riso com a mão. Passei pelo casal e ajudei Chris a se levantar do chão.
- Você quer ouvir a briga deles? - ele sorriu sapeca e eu tampei a boca dele com a mão. Ouvimos a porta se fechar como um estouro. Me aproximei dele pelo susto. Sua mão em minha cintura. Seu nariz na minha bochecha. Senti sua respiração quente. Respirei fundo. - Acho que quero fazer outra coisa. - sua ágil mão segurou meu rosto e ele me beijou. Não era do tipo ardente, era do tipo: estou aqui com você, sem pressa. Segurei sua blusa com força. Nos afastamos e ele fez carinho no meu rosto. - Eu acho que essa semana eu não vou mais te ver. Quer dizer... Sexta-feira eu vou. Mas tipo, vou ter que resolver uns problemas.
- Uhmm, que tipo de problemas? - ele riu. Demorou para responder. Afrouxei minhas mãos de sua roupa e comecei a me afastar. Ele me puxou de volta com força, me abraçando. 
- Minha vó. Ela precisa procurar médicos. Não está se sentindo bem. - olhei para seus olhos. Ele estava falando a verdade. O sinal soou, fazendo eu e ele levarmos um susto. Chris arfou e se afastou. - Não chora enquanto estiver longe de mim. 
- Eu nunca vou chorar por você Christoffer. - falei baixo, porque ele já estava correndo para a sua aula. Por que ele correu de mim? Ele correu de mim? Por que eu estou tão preocupada? 
- Aí! - me virei para o grito. Noora e William riam de alguma coisa. Me aproximei e limpei a garganta para eles se afastarem. - Eva! - Noora estava risonha e boba.
- Eu vou pra aula...
- Vou com você! - ela beijou William com paixão. Demorou mas desgrudou. No momento em que saímos do ginásio, eu abri a boca.
- O que você vai fazer? - ela sorriu para o nada.
- Vamos fazer um teste. Ele falou que só me convidou porque pensou em uma maneira de ficarmos mais tempos juntos. E...
- E vocês falaram que se amam, e blábláblá. - ela me deu um empurrãozinho e rimos.
- E você com o Chris ein! - Noora arqueou uma sombrancelha.
- Nada mudou. - falei tentando me conter. Não queria falar nada demais, por que às vezes é melhor deixar quieto aquilo que está dando certo. Quer dizer, quase certo.



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