História FullHeart - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Gray Fullbuster, Lucy Heartfilia
Tags Graylu
Visualizações 237
Palavras 3.394
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fairy Tail não me pertence e seus personagens também não.
O intuito dessa fanfic é totalmente interativo e sem fins lucrativos.
Por isso, não me processem, por favor. Não tenho como pagar uma fiança e da cadeia não dá pra postar.

Último capítulo da competição.
E o Natsu vai dar defeito de novo...

Boa leitura!

Capítulo 17 - O time mais forte da guilda - Parte III


O pessoal ainda estava emocionado com o que tinha acontecido. Por mais que tivessem perdido um ponto, até o Rainjinshuu achou válida a vitória daquela prova. Mas, sem mais delongas, já que o dia estava caindo, o Mestre resolveu continuar.

- Vamos lá, seus pirralhos impertinentes! – falou subindo de volta pro balcão. – Faltam duas provas ainda, mas se o time de Erza conseguir ganhar essa, eles terão conquistado o título de mais forte da guilda antes mesmo da prova final! – explicou com a voz levemente embargada pela bebida.

- Nós vamos ganhar! – Erza bradou empolgada.

- Hum... contando vitória antes da hora, Erza... isso não é muito digno... – Evergreen sibilou, tentando desestabilizar a Titânia, que deu uma corada, pela repreensão velada.

- Silêncio, as duas! – Makarov ralhou. – Essa é uma prova que será disputada pelos líderes. – e apontou Erza e Laxus. – Eu quero ver a capacidade de raciocínio deles, pra desenrolar uma situação possivelmente problemática. – deu um risinho maldoso.

O burburinho surgiu pela guilda. Erza e Laxus se encararam com olhares de superioridade.

- A prova se chama Golden Fruits! – disse animado e esperou o toque do gongo. Não houve nenhum. Ficou decepcionado por isso. No fim, estava gostando daquela bobagem. Esticou o bração e meteu no meio do prato, fazendo o maior barulhão.

 

Golden Fruits

- Eu quero que vocês me tragam um morango dourado que nasce entre as montanhas onde vivem os Vulcanos. – disse sorrindo. Erza se iluminou. Já tinha feito isso. Sabia exatamente o que fazer pra ganhar essa prova. Estava no papo. – Pra isso, vocês poderão pedir a ajuda de qualquer integrante da guilda, desde que não seja ninguém do próprio time ou do time adversário. Lembrem-se de que a escolha também será avaliada!

Erza ficou ainda mais animada. Se sozinha já achava que ia conseguir, com ajuda...

- Mirajane! – gritou alto e rápido, com medo de que Laxus a escolhesse antes. Mira sorriu de forma gentil e foi ao lado de Erza. Era uma dupla assustadoramente forte. Dava pra ter dó dos Vulcanos, se eles não fossem tão desagradáveis.

- Muito bem, Erza. – o Mestre concordou com a escolha. – Laxus? – e olhou pra ele, esperando a escolha do rapaz, que olhava pra todos com o seu ar de desdém.

- Eu quero um gato. – respondeu sem ânimo. – O do Gajeel. Lily. – disse com firmeza.

Makarov deu uma risadinha.

- Você tem certeza? – perguntou rindo.

- Absoluta. O Happy não pode e a gata da Wendy eu acho que não me aguenta, certo? – Charl fez cara feia pra ele. Agora, nem se Laxus pedisse de joelhos ela iria.

Ninguém estava entendendo muito bem. Nem o Raijinshuu na verdade. Se Laxus tivesse escolhido o Gajeel, pelo menos... Mas não. Tinha escolhido Lily, que já estava ao seu lado.

- Está certo, então. – Makarov disse se levantando e ficando de pé no balcão. – Quem me trouxer o morango primeiro, ganha a prova!

Eles saíram em disparada. É claro que todos entendiam a escolha de Erza, agora a de Laxus...

- Por que um gato? – Lucy perguntou confusa. Tinham muitos membros que seriam úteis numa luta contra Vulcanos.

- O Lily é um bom soldado. – Gray comentou, mas também não tinha muita firmeza na resposta. – A não ser que... – e arregalou os olhos, pensando na hipótese.

- O quê? – Lucy perguntou angustiada.

Gray se levantou e foi até o Mestre.

- O que é preciso fazer nessa prova, velhote? – perguntou afobado.

Makarov deu a mesma risadinha de antes.

- Me trazer um morango dourado. – respondeu tranquilo.

- E os Vulcanos? – Gray perguntou assustado, vendo a dúvida virar certeza.

- Moram na montanha onde os morangos estão. – Makarov era o cinismo em vida.

- Mas é preciso lutar contra eles, pra cumprir a prova? – Gray perguntou irritado.

- Ah, Gray... você já sabe essa resposta, não sabe? – o Mestre deu uma gargalhada alta, satisfeito por ele ter conseguido entender a estratégia de Laxus.

Gray saiu dali e voltou ao time pisando duro.

- A Erza vai perder. – disse bravo, se sentando em uma das mesas.

Natsu enlouqueceu ao ouvir aquilo.

- Ficou maluco, stripper de gelo?! – e já foi pra cima de Gray, que se levantou pronto pra começar uma briga. Lucy se enfiou no meio.

- Parou, parou... – falou, esticando os braços. – Por que, Gray? – perguntou ao namorado.

- A prova é trazer o morango. – ele explicou o que já sabiam. – Ela tá se preparando pra lutar com os Vulcanos. Levou a Mira pensando no combate. Laxus levou o Lily pra poder voar sobre os malditos e pegar a fruta sem perder tempo.

Natsu, Happy e Lucy se sentaram do mesmo modo desolado que ele.

- Eu faria isso. – Natsu falou com os olhos parados, encarando o nada.

- Aye, sir. – Happy também estava desanimado.

Lucy pensou em algo.

- Mas a Mira não voa, na forma de demônio? – perguntou com uma esperança surgindo.

- Até voa, mas não vai conseguir carregar a Erza e, provavelmente, quando entenderem isso vai ser tarde. – Gray resmungou, chateado.

Contaram o ponto perdido. Até tinham leve esperança, levando em conta que se tratava de Erza, mas, dessa vez, Gray estava certo. Ela tinha mesmo se preparado pra derrotar os Vulcanos e subir sem problemas. Enquanto estava no meio da batalha, viu Laxus passar com o morango sobre ela e Mirajane, sorrindo, enquanto as duas estavam emboscadas. Ele chegou com larga vantagem de tempo na guilda. Ileso, rindo e satisfeitíssimo, enquanto as duas chegaram quase uma hora mais tarde, cansadas, destruídas e sem nada nas mãos. A não ser um monte de pelos de Vulcano.

- Tá vendo, Erza? Isso que dá contar vantagem antes da hora... – Ever é aquele tipo de gente chata, que não se contenta em ganhar. Precisa esfregar a vitória na cara dos outros.

A Titânia estava desolada. De suas três participações, apenas em uma tinha sido vencedora. Saía da competição com o gosto amargo de um saldo final negativo à ela.

- Vencedor: Laxus! – o Mestre gritou, comendo o morango que tinha ganhado.

Mira atualizou o placar, enquanto Erza voltava aos amigos.

- Sinto muito. Eu... – mantinha os olhos baixos. Eles nem precisavam de explicações. Sabiam o que ia acontecer no segundo em que ela tinha saído pela porta.

- Tudo bem, Erza. Tem mais uma prova e essa nós vamos ganhar! – Lucy disse animada.

- É! E essa sou eu que vou fazer! – Natsu estava empolgado.

Começou a falar pelos cotovelos, sobre o que faria e o que não faria, pulando de um lado pro outro, soltando pequenas labaredas, enquanto dava gargalhadas alucinadas. Logo, todos tinham sido contagiados pelo ritmo alegre dele. Ter Natsu por perto era bom por isso. Ele animava o pessoal.

- Lu-chan! – Levy chegou vermelha como um pimentão entre eles. Gray deu uma risadinha e procurou Gajeel com os olhos, que levantou o polegar, informando que a dica tinha sido de grande valia. – Podemos conversar?

Lucy estava até preocupada com o estado da amiga. Ela não sabia da conversa entre os dois namorados. Saiu com Levy, pra conversarem em particular, como a baixinha pediu. Ela mesma não teria mais nenhuma participação na próxima prova, então não se preocupou em deixar tudo ali, como estava.

A guilda estava à todo vapor. As apostas, que no começo estavam sendo feitas em segredo, agora corriam soltas, gritadas pelo salão. Até porque, a competição estava empatada, com três pontos pra cada equipe. Teriam que desempatar na prova final. A noite tinha caído, mostrando o quão intenso tinha sido o dia.

- Finalmente! – Makarov já dava uma cambaleada discreta. Cana riu, ao lado do Mestre. – A última e decisiva prova! - Houve uma ovação dos magos. – Finalmente, vamos decidir qual time é o mais forte da Fairy Tail! – gritou animado, chamando as duas equipes pra se aproximarem mais.

Lucy ainda não tinha retornado até eles, o que causou certo desespero pro time. Gray viu Levy passar. A puxou pelo braço.

- Cadê a Lucy? – perguntou apavorado. Estavam prestes a começar a última prova e ela ainda não tinha chegado. Por mais que não fosse participar, era interessante que tivesse ali.

Levy deu de ombros.

- Não sei. – respondeu confusa. – Eu estava falando com ela, mas a Mira a chamou. Já faz um tempo que a Lu-chan saiu... – disse, procurando Lucy com os olhos.

Gray fez o mesmo. Começou a olhar pela guilda, girando nos calcanhares pra ver se achava aquele monte de cabelo loiro que conhecia tão bem.

- Ei, velhote! – Laxus tirou sua atenção da procura. – A Ever não está aqui. Será que dá pra esperar um pouco?

Makarov deu uma risada alta e Gray começou a fazer uma conexão em sua mente. Faltava um integrante de cada equipe. Isso não era uma coincidência.

- Como podem notar, os dois times estão desfalcados. Cada um perdeu um integrante. Aliás, uma integrante. – corrigiu, rindo. – Essa é a última prova: “Salve a mocinha!” – e quando gongo soou, o Mestre bateu palmas de felicidade.

 

Salve a mocinha!

- Vocês têm que encontrar a integrante que falta do time de vocês. Quem fizer isso antes, ganha! – era simples.

Erza analisou a prova. Analisou quem concorreria pelo seu time: Natsu. Analisou quem ele teria que salvar: Lucy. Analisou quem concorreria pelo Rainjinshuu: Bickslow. Não se conteve. Deu um riso seco, meio louco.

- Há! Vocês perderam! – disse no impulso, apontando pro time adversário.

- Erza, a Ever já não falou sobre essa história de cantar a vitória antes da hora? – Freed tomou as dores da amiga.

Ela caiu na risada.

- Vocês perderam muito! – falou rindo como louca. – Olha quem vai competir pelo nosso time!

Só aí eles deram por fé que era Natsu e sua incrível capacidade de farejar qualquer coisa. Mas, mais alguém chegou à essa conclusão e não gostou nada disso. Gray se desagradou muito de Natsu ir salvar sua mocinha.

- Isso não significa nada! – Bickslow interferiu. – Meus babies podem ser mais úteis que esse nariz esquisito de Dragon Slayer! – gritou, despeitado.

Natsu achou o máximo. Começou a rir, desesperado.

- Eu não precisaria nem ter o nariz de Dragon Slayer pra achar o cheiro da Lucy! – falou olhando pra Bickslow, sem perceber o quanto aquilo foi íntimo. Mas, novamente, alguém se desagradou muito disso.

- Maravilha... – Gray resmungou irônico, ouvindo aquela declaração formal diante de toda a guilda, de que Natsu achava o cheiro da sua namorada inconfundível.

- Bonito isso, hein Gray? – alguém gritou do meio da multidão, se referindo ao que Natsu disse.

- Achei ótimo também. – ele respondeu de modo sarcástico, chamando a atenção do amigo, que o olhou na hora. Viu que Gray não estava feliz.

- Eu... é modo de dizer... você sabe que... – Natsu se enrolou todo e Gray rolou os olhos, impaciente pra ouvir aqueles murmúrios.

- Já falamos sobre isso. – respondeu de forma ríspida e Natsu só concordou com a cabeça.

O Mestre achou melhor interferir.

- Bom... se os competidores estiverem prontos... vão! – e os dois saíram correndo pela porta da guilda. Imediatamente, Gray precisou de uma bebida. Sentou no balcão, ao lado de Cana.

- Ciúme? – ela perguntou rindo.

Ele nem negou.

- Demais. – respondeu matando a bebida de uma vez. Ela encheu o copo dele de novo.

- Gray... cuidado. – o tom era de aviso. – Você sabe que eles são amigos e vão estar sempre perto um do outro.

Ele deu um suspiro fundo, cansado de pensar na mesma coisa, sempre.

- Eu sei disso... – resmungou. – Mas eu me preocupo de ele não querer mais ser só amigo... – confidenciou.

Cana o olhou desconfiada.

- Isso já entrou em questão? – eram perguntas veladas. Discretas demais pra alguém que bebia do tanto que ela bebia. Ele concordou com a cabeça. – Depois de todo esse tempo? Só agora ele decidiu isso claramente? – tinha uma surpresa nessa pergunta.

Ele a olhou irritado.

- Não tinha que ter decidido nada. Antes de me aproximar da Lucy, eu conversei com o Natsu. Ele deixou muito claro que não queria nada com ela. Um belo dia, mudou de ideia! – sua fala era irônica.

- E ela? – Cana pensou de cara no que ele não tinha pensado.

- Não quer. – Gray respondeu seco, olhando pra frente, sem encará-la.

Ela deu um suspiro longo, que fez ele olhá-la.

- Eu não acho que você precise se preocupar. – disse, por fim.

Isso chamou sua atenção. Teve a nítida impressão de que tinha algo ali, subentendido.

- Por que diz isso? – perguntou, a encarando.

Cana encheu os copos de novo.

- Porque, meu querido, essa garota teve muitas oportunidades de ficar com ele, desde que chegou aqui. Só sendo cego pra não ver que o Natsu estava interessado nela. – disse, com firmeza. – Daquele jeito dele, mas estava. – Gray pensou um momento. Tinha falado com Natsu pra ouvir palavras da sua boca, mas Cana tinha toda razão. Era bem óbvio isso. – Aliás, não só com ele. A Lucy teve oportunidade de se relacionar com muito mais gente, além dele, e nunca quis nada com ninguém. Só com você. – e o encarou, provocando. – Por que, será? – perguntou rindo.

Ele ficou um tempo em silêncio, a encarando de volta pra entender o teor daquela pergunta.

- Você acha que ela era interessada em mim? – perguntou, confuso.

Cana deu uma gargalhada alta.

- Não, Gray. – respondeu, o deixando ainda mais confuso. – Eu só acho que você é o que mais se parece com ela. Provavelmente, Lucy também pensa assim. Deve ter pensado nisso, quando resolveram namorar. Que se fosse escolher alguém da guilda pra namorar, você seria o mais provável.

Ele entrou em choque. Foi exatamente o mesmo pensamento que o levou até ela. Como um algoritmo. Ela era a escolha racional dele. Ele era a escolha racional dela. Quando se uniram, descobriram que o sentimento extrapolava a razão e se encontraram loucamente apaixonados. Deu um sorriso sincero. Não precisava se preocupar mesmo. Era uma escolha pensada. Não tinha sido algo de pele, afinal. Não tinha sido uma decisão emocional. Estava sorrindo, quando ouviu a bagunça de Natsu chegando Lucy na porta da guilda. Ele a trazia por cima do ombro, correndo todo desengonçado, enquanto ela ria sem parar.

Gray acenou um cumprimento pra Cana com a cabeça, pegou seu copo e se aproximou de onde os outros estavam. Chegou junto com Natsu, que ainda chacoalhou Lucy mais algumas vezes, antes de coloca-la no chão.

- Eu achei a Luce! – gritou pro Mestre. – Eu salvei a mocinha!

Mas a mocinha, ao se ver livre dos braços quentes dele, procurou as mãos frias que tanto amava. Precisou de um minuto pra firmar o equilíbrio e encontrar Gray com os olhos, no meio dos outros. Quando Natsu se virou pra falar com ela, Lucy já saía correndo em direção à ele, enrolando os braços em volta do seu pescoço, enquanto ele a abraçava pela cintura.

- Te roubaram de mim, hime. – ele falou todo manhoso, enquanto ganhava vários beijinhos.

- Eu já voltei, amor. – ela respondeu rindo, roçando nariz com nariz.

Alguém da multidão, provavelmente o mesmo que fez o comentário anterior, gritou de novo.

- O Natsu que salva e quem ganha beijo é o Gray! – um comentário chato.

- A Luce é minha amiga... – Natsu resmungou alto, olhando os dois se abraçando, felizes. Sentiu de novo aquele aperto que tinha cessado. Balançou a cabeça, com raiva de si mesmo. – Nós ganhamos, velhote? – perguntou pro Mestre, mais pra desvirtuar do assunto do que pra saber mesmo.

- Sim, sim... – o Mestre ainda tava envolvido com o reencontro do casal. – Mira?

- Vencedor: Natsu! – ela gritou, sorrindo. Mas ele não riu largo, como sempre. Só deu um sorriso pequeno e foi pro lado de Erza, que o cumprimentou.

- Alguém vai chamar o Bickslow e busquem a Ever, que está na Catedral. – Makarov deu a ordem ao Rainjinshuu.

Gray e Luce se aproximaram do resto do time.

- Quem é o time mais forte da guilda? – Lucy perguntou fazendo uma dancinha com as mãos, que Erza acompanhou. Saíram as duas, pra ajudar Mira a atualizar o placar. Gray e Natsu ficaram ali, sentados, um do lado do outro.

- Foi mal por antes. – Gray disse firme. – Eu fiquei com ciúme mas... eu já pensei em umas coisas aí.

Natsu acenou com a cabeça.

- Eu entendo você. – respondeu com a cabeça baixa, os cotovelos apoiados nos joelhos. – As vezes eu falo sem pensar.

- Você sempre fala sem pensar! – Gray rebateu, dando risada. – Mas o que importa é que você fala sobre a amizade de vocês e é isso que eu tenho que pensar.

- Não é não. – Natsu disse firme. Respirou fundo e o encarou. – Eu disse pra você que eu não ia me meter, Gray. Eu disse que eu ia ficar na minha. Mas eu não disse que tinha mudado de ideia em relação ao que eu sinto pela Luce.

Gray sentiu todos os músculos do corpo se enrijecerem como se fossem virar pedra.

- Você só pode tá de brincadeira comigo... – balbuciou o encarando com olhos mortais.

Natsu se ajeitou, ficando de frente com ele.

- Eu não vou atrapalhar o namoro de vocês, isso eu te garanto. – disse com toda a verdade que tinha. – Mas eu não posso fingir que eu não tô a fim dela.

- E como isso não atrapalha meu namoro?! – Gray perguntou irritado.

- Eu não vou falar nada pra ela. Não vou me declarar, nem nada assim. – disse de modo firme e se levantou, pra encará-lo. – Mas se eu tiver uma chance, uma chance só, eu vou fazer valer a pena.

O sangue de Gray chegava a borbulhar de ódio.

- Natsu, eu te considero meu amigo. – disse tentando manter o controle. – Então, independente do que essa sua cabeça louca esteja pensando, nunca mais diga que vai fazer valer a pena com a minha namorada. – disse as palavras entre os dentes, se levantando pra encará-lo. – Se você gosta dela, problema é seu. Te aconselho a seguir em frente, porque eu nunca mais vou me separar da Lucy. Eu só espero que você não fique com a mesma palhaçada que estava antes, gritando por ela, bêbado, na janela da minha casa. – e sorriu, ao saborear os olhos arregalados ao ouvir o “minha”.

- V-Vocês estão morando juntos? – a pergunta de Natsu foi em choque.

- Estamos. – a resposta de Gray foi feita até com escárnio. Natsu estava passando dos limites. – Aquele apartamento, agora, é meu também. Você é muito bem-vindo como nosso amigo. Eu não posso te impedir de gostar da Lucy, até porque eu entendo você. Mas eu espero que você mantenha a palavra de não interferir. – disse firme. – Agora vamos, que o velhote tá chamando. – e saiu.

Natsu ficou parado, em choque. Não ouviu quando o Mestre os considerou os mais fortes da guilda. Não ouviu quando a festa começou. Não ouviu quando Happy o chamou várias vezes pra ir pra casa. Só ouvia a risada de Lucy e Gray, que se divertiram imensamente. Ouviu também quando eles disseram que estavam indo pra casa. Pra casa. Pra mesma casa. Era surreal. Como podia ter perdido essa chance? Essa oportunidade? E agora, a via sair pela porta da guilda, de mão dadas com Gray. Seu amigo, Gray. Foi atrás. Foi se escondendo pela sombra, andando agachado, forçando seu ouvido de Dragon Slayer. Ouviu demais. Ouviu o que não queria. Uma promessa? Ela sabia o que ele queria? O que ele queria? O que esse maldito queria? O que ela ia fazer pra ele? Ouviu ele cochichar que queria que ela pusesse de novo a roupa de Lolita. Isso, ele também queria. Ah, como queria... Foi andando pelas sombras, procurando refúgio, até ver os dois se esconderem em um beco. Presenciou um beijo quente, cheio de mãos andando pra cima e pra baixo. Teve que assistir Gray dominar o corpo de Lucy e ela se render à ele, soltando suspiros e gemidos. Ouviu ela pedir baixinho que fossem logo pra casa. De novo, esse “pra casa”. Pra mesma maldita casa. E quando eles entraram pela porta do prédio, Natsu percebeu o tamanho da loucura. Não era certo o que estava fazendo. Não era correto, nem com ele, nem com os dois.

Girou nos próprios calcanhares e foi em direção à sua casa. Era um dos mais fortes magos da guilda. Mas se sentia um dos mais fracos homens que existia.



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