História FullHeart - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Gray Fullbuster, Lucy Heartfilia
Tags Graylu
Visualizações 135
Palavras 3.287
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Fantasia, Hentai, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fairy Tail não me pertence e seus personagens também não.
O intuito dessa fanfic é totalmente interativo e sem fins lucrativos.
Por isso, não me processem, por favor. Não tenho como pagar uma fiança e da cadeia não dá pra postar.


Boa leitura!

Capítulo 18 - Banho


Quando chegaram no apartamento, o clima era de romance. Bom... não de romance, exatamente.

Gray tinha braços de quilômetros. Ele sempre tinha esses braços imensos, quando queria agarrar Lucy. Já veio puxando ela pro lado da cama, afinal, tinha uma promessa aí, que tava louco pra que fosse cumprida.

- Espera... – ela pediu toda manhosa. – Deixa eu tomar um banho primeiro...

- Não, hime... – ele respondeu choramingando. – Depois você toma. Vem aqui comigo um pouquinho... – e continuou puxando Lucy, até deitá-la na cama, prendendo-a sob seu corpo.

Lucy não era muito boa em escapar de Gray, mas dessa vez, mereceu palmas. Fugiu por baixo do braço dele e, com um pulo, correu pra porta do banheiro.

- É rapidinho. – disse rindo e entrou.

A frustração foi imensa. Gray só caiu de cara nos travesseiros e deu uma resmungada, que ficou abafada no meio dos tecidos e espumas. Mas pensou em uma coisa interessante, quando ouviu o chuveiro ligar.

- É hoje que eu entro nesse banho! – falou rindo e partiu, decidido.

Entrou na ponta do pé. Lucy estava de costas, lavando os cabelos. Só aquilo, pra ele, já foi a visão do paraíso. Toda nua, inteira molhada... sentiu o corpo reagir e as coisas começarem a subir. Sendo o mais silencioso possível, tirou a bermuda que ainda usava, baixou a cueca e entrou no box, atrás dela. Devagar, se aproximou e a abraçou, pegando direto nos dois seios de uma vez.

Ela deu um grito.

- Você quer me matar, Gray?! – era uma reprovação imensa. Não achou nem um pouco excitante, esse encontro no banheiro.

Mas ele estava excitado. Não se abalou com o berro. Apertou mais um pouquinho, fazendo uma massagem leve, e sussurrou em seu ouvido.

- Só se for de amor... – ele sabia o que fazer. Ele era bom em falar as coisas certas, na hora certa. Tinha um repertório de frases feitas, que faziam qualquer uma se derreter. Rapidinho, sentiu Lucy amolecer em seu abraço e viu o sorrisinho manso dela se formar.

- O que você tá fazendo aqui? Eu falei que era rápido. – disse toda molinha, de olhos fechados.

- Eu vim te ajudar... – respondeu com a voz rouca. – Não precisa ter pressa, hime. Eu já tô aqui. Quer que eu lave você?

A proposta era uma. Mas ao sentir os beijos em seu pescoço, Lucy entendeu rapidinho que a intenção dele, ali, era outra. Não tinha banho, não tinha sabão, não tinha nada. O que ele queria, era fazer outra coisa, completamente diferente. Girou dentro dos braços dele, pra poder encará-lo. E, se tinha alguma dúvida, aquele rosto malicioso, com um sorriso de canto e olhos estreitos, era a resposta que precisava.

- É isso mesmo que você quer, Gray? Me dar banho? – perguntou com uma malícia desconfiada.

Ele deu uma risada gostosa. Tinha sido desmascarado. Levou as mãos, que agora estavam em suas costas, direto pra bunda de Lucy.

- Lógico que não. – disse de modo bastante sincero. – Mas não é uma ideia ruim ficar passando a mão pelo seu corpo todo... – encerrou mais baixinho, sussurrado.

Lucy respirou fundo. Ainda tinha um pouco de vergonha, de ficar assim, totalmente sem roupa na frente dele.

- Você não quer ir pro quarto? – perguntou levemente corada.

Uma mão voltou pro seio. Ficou ali um tempo, brincando sozinha. Até ele decidir que era pouco. Foi logo com a boca. Sugou devagar, mordiscando o mamilo de levinho. Lucy fechou os olhos ao sentir aquilo. Sentiu uns choquezinhos conhecidos no meio das pernas.

- Não... – resmungou meio choramingado, levantando o rosto até ela. – Eu quero ficar aqui mesmo. – e a tomou em um beijo quente, com a língua invadindo diretamente a boca de Lucy. A empurrou pra parede, deixando-a presa contra seu corpo. A água do chuveiro caía sobre as costas de Gray e o vapor começava a aumentar exponencialmente. Mas não era mais pela temperatura da água.

Estava alucinando com a visão do corpo todo de Lucy ali, molhado, reluzindo com as pequenas gotas de água, que escorriam, percorrendo os caminhos mais perfeitos do seu corpo. Quis seguir pelo mesmo ritmo que essas gotinhas. Primeiro, foi pro pescoço, a beijando de um jeito marcante, mordiscando de leve a pele tão branca, agora avermelhada do contato. Seguiu pelo colo, passeando pela curva dos seios até encontrar os mamilos rosados que adorava tanto. Era doido pelo corpo de Lucy. Ficava transtornado por ela. Sugou-a com vontade, gemendo em resposta quando ouvia os sons manhosos que a namorada lhe dava, de olhos fechados, enquanto prendia seus cabelos com as pontas dos dedos. Levou uma mão até o meio de suas pernas, pra já encontra-la molhada, prontinha pra ele. E era uma tentação. Uma deliciosa tentação, com cheiro de tangerina, que gemia molinho e rolava os olhos de tesão. Mas ela lhe devia uma promessa. E Gray não ia deixar essa passar. Ah, mas não ia mesmo.

Ainda com o polegar brincando em seu clitóris, sussurrou bem de leve em seu ouvido:

- Lucy... eu ganhei na sinuca... – disse sorrindo com malícia. Viu que ela também deu uma risadinha desse nível, com os olhos fechados e a cabeça encostada na parede de azulejos.

- Eu sei que ganhou... – respondeu fazendo um charminho, o olhando só com o canto do olho.

- Você disse que ia fazer o que eu quisesse, se eu ganhasse... – murmurou, mordendo o lábio úmido de Lucy, que acompanhou seu movimento, com os olhos estreitos, quase fechados. Enfiou dois dedos nela e gemeu alto, ao vê-la abrir a boca e fechar os olhos de vez, soltando uma lufada de ar.

- E o que você quer, Gray? – Lucy perguntou entre os dentes cerrados, se contorcendo pros dedos dele.

Ele deu uma risadinha sacana.

- Você sabe o que eu quero, hime. – a resposta foi firme, mas foi recheada de malícia. Tirou os dedos dela e se afastou um passo. Lucy abriu os olhos pra encontra-lo se tocando. Ela sabia que era isso e tava mais que disposta a fazer.

Foi o empurrando pelo peito, até encostá-lo na parede oposta a que estavam. Deu um beijo quente, devasso, encerrando com uma sugada em seu lábio inferior, puxando-o pra si. Desceu a boca até seu peito, mordendo de leve, apenas roçando os dentes em seus músculos. Chegou na barriga delícia e lá brincou o quanto quis, mordendo, lambendo, beijando, arranhando. Adorava demais essa parte do corpo de Gray, pra deixar passar em branco. Ele, se segurava na parede, com os dois braços apoiando as laterais, de olhos fechados e respirando fundo, sentindo a aproximação cruel e torturante da boca de Lucy no lugar onde tanto a ansiava.

Até que ela chegou. Com uma propriedade sem igual, segurou seu pênis na mão com uma firmeza que, até então, nunca tinha pegado. E ali... ela caprichou. Já que ia fazer, fez de acordo. Começou passando a língua só na pontinha. Gray se estremeceu inteiro e, por um segundo, preferia estar sentado, porque sentiu a força nas pernas falhar. A boquinha quente de Lucy começou a envolve-lo com delicadeza, esfregando a língua macia por toda a extensão, até enfiar tudo na boca. Não precisou de explicação, de entendimento, de nada. Foi uma habilidade natural que ele amou que Lucy tivesse. Chupou com vontade, levando a boca pra cima e pra baixo com uma destreza que estava o deixando desorientado. Impossível não enfiar a mão naquele monte de cabelo loiro. Impossível não olhar pra baixo e ver ela fazer isso. Que visão.

Ajoelhada, chupando até onde dava, empenhada, sem nem dar atenção aos gemidos sofridos que o coitado do namorado grunhia. Mas a Lucy é a Lucy. Em algum ponto, aquilo lhe deu tesão e ela busca o próprio prazer. Quando Gray conseguiu firmar os olhos pra vê-la, a encontrou linda, fazendo o boquete mais espetacular que ele já tinha recebido e tocando os próprios seios. Ligou os alertas. Só a chupada tava fenomenal. Mas ver ela se tocar, era excitante demais. Precisava ficar esperto, senão ia fazer uma desordem na boca dessa menina... Levou a mão até a cabeça dela, a empurrando de leve contra ele, aumentando o ritmo das investidas. Sentia a língua dela percorrendo seu pau por completo, girando em volta dele. Ia dar um nó. Delícia. Mas aí teve que parar. A empurrou pra trás, que saiu sem entender. Puxou Lucy pra cima e viu seus olhos de chocolate confusos.

- Que foi? Não tava bom? – perguntou magoada. Com aquela carinha, era ainda mais tentação.

- Tava extraordinário, hime. Mas agora eu quero outra coisa. – e a empurrou contra a parede, pressionando seus seios contra o azulejo frio. Lucy deu uma suspirada, ao sentir o gelado em contato com os mamilos sensíveis e isso, pra ele, foi ainda mais alucinante.

Puxou seu quadril levemente pra trás, só pra dar ângulo, e investiu de uma vez. Não ia durar nada, ele sabia. Primeiro, porque quase tinha gozado só com o boquete. Segundo, que essa visão de Lucy com a bunda empinada pro lado dele era um absurdo. Se inclinou pra agarrar um seio, enquanto o outro braço se enrolou em sua cintura. Estocou firme, com profundidade, sentindo os peitos dela pularem pra cima e pra baixo. Ela inteira era uma perdição. Beijou sua costas, seguindo com a língua a linha da coluna, arrancando gemidos guturais de Lucy, até pequenos gritos. Ela mantinha as mãos espalmadas na parede, como se buscasse alguma estabilidade, mas só conseguia sentir a força das estocadas, a empurrando pra frente a cada vez que Gray entrava em seu corpo.

Ele tava se segurando. Mas a cada vez que investia, Lucy se empurrava pra trás, esfregando a bunda em sua barriga. Não ia aguentar. Não dava pra aguentar. Soltou as duas mãos que a segurava, e prendeu firme em seu quadril. Puxou ela mais pra trás, deixando ainda mais angulada, e começou a estocar rápido, bombando fundo, vendo, com dificuldade, os peitos dela pulando pra lá e pra cá, e ouvindo os gritinhos que ela dava a cada vez que a cabeça de seu pau batia dentro do seu corpo. Quando tava prestes a gozar, sentiu ela se apertar. Iam juntos.

- Puta que pariu, Lucy... você é muito apertada! – grunhiu entre os dentes, dando as últimas estocadas, enquanto ela gemia profundamente, alcançando seu orgasmo. Se derramou nela, perdido em seu corpo.

Ela o olhou por cima do ombro, enquanto Gray saia.

- Apertada é bom? -  foi uma pergunta sincera.

Ele não resistiu à ingenuidade.

- Apertada é ótimo, hime. – respondeu rindo e a puxou pra um abraço. – Você é inteira ótima! É inteira perfeita!

Ela deu um sorrisinho vitorioso. Era inteira perfeita. Voltaram ao plano inicial do banho, que agora era realmente um banho. Até Lucy lembrar de uma coisa e dar um grito com Gray, acompanhado de um tapa reprovador no braço, que ele recebeu sem entender o motivo.

- Eu tô apanhando por um motivo específico, ou é fetiche? – perguntou confuso.

- Você tá apanhando por ter uma boca imensa! – Lucy respondeu brava.

Não teve como não pensar em uma malícia. E o sorriso surgiu antes mesmo da fala.

- Você gosta da minha boca imensa... – foi interrompido por outro tapa. – Tá bom, parei. Por que eu tô apanhando? – a pergunta era séria.

- Porque o Gajeel descobriu um certo armário de vassouras, embaixo da escada, e eu posso apostar que não foi sozinho. – o tom de reprovação era assustador.

De novo, não deu pra conter a risadinha.

- Eu não falei nada. – dissimulou. Mas a cara de sem vergonha, entregou o ouro.

- Ah, não, senhor Fullbuster? – ironizou. – Ele achou sozinho, então?

- Achou. Eu não mostrei nada pra ninguém. – despistou, mas continuou com o sorrisinho. Lucy se manteve o encarando, esperando mais informações. – Talvez, e isso é um grande talvez, eu tenha comentado da existência desse armário.

Ela rolou os olhos. Tinha acabado seu banho e seguiu, se enrolando na toalha.

- Eu tinha certeza que era obra sua. – falou rindo.

- Que obra minha, Lucy?! – tava difícil não rir. – Por que você tá me falando isso? Por acaso você é da patrulha dos armários de vassoura, agora?

Foi a vez dela de dar uma gargalhada.

- Eu não. – e jogou a toalha pra ele, que saiu do banho. – Mas eu sou da patrulha das amigas apavoradas, que entram em pânico depois de transar na guilda! – riu de novo.

Saíram os dois, de toalha, pra se trocar.

- Então ele conseguiu mesmo? – era uma pergunta retórica. Só a cara de sem vergonha do Gajeel entregava que tinha dado tudo certo.

- Ah, conseguiu... – Lucy respondeu rolando os olhos. – A Levy tava até sem ar, quando me chamou pra conversar. Veio me falar da loucura dele, que tinha levado ela pra um armário, embaixo da escada.

Gray deu risada, enquanto acabava de colocar a roupa.

- E você não falou que quem achou o armário foi você? – perguntou cheio de malícia.

Ela o olhou, apavorada.

- Foi você! – gritou, em acusação.

- Não, senhora. – ele respondeu rindo. – Eu te levei pra lá, só depois de você ter me arrastado primeiro pra pegar nos seus peitos. – e pegou de novo, enquanto ela acabava de baixar a blusa.

Lucy ponderou.

- Nossa, fui eu mesmo. – riu baixinho. – Mas não importa quem achou. O que importa, é que por causa dessa sua boca grande, agora eles também conhecem o lugar! – ralhou com Gray, que já tinha se deitado.

Ele a olhou, admirado.

- Lucy, é impressão minha ou você tá achando ruim que eles também usem o lugar? – perguntou curioso.

Ela se deitou ao lado dele.

- Não que eles usem. Mas... e se eles tiverem lá? – perguntou baixinho, constrangida.

Gray não aguentou. Pulou em cima dela.

- Como assim, “se eles tiverem lá”? Se eles tiverem ocupando o lugar? Isso quer dizer que você pretende fazer uso do armário mais vezes, hime? – perguntou, empolgado.

Ela deu uma engasgada. Ficou vermelhinha.

- Não sei... talvez... – respondeu, tentando parecer normal.

- Lucy, Lucy... bem que você disse que tava ficando pervertida igual à mim... – ele maliciou.

Ela se entregou ao riso. Caiu na gargalhada, tapando o rosto com as mãos.

- Eu gostei da rapidinha... – admitiu, envergonhada.

Gray deu uma gargalhada alta, tirando as mãos da frente daquelas bochechinhas rosadas.

- Posso te dar várias delas, minha linda. – disse todo mansinho.

Ela se rendeu à ele. Passou os braços em volta do seu pescoço e roubou um beijinho.

- Ei, parabéns pela vitória. – disse sorrindo, se referindo à partida que Gray tinha ganhado.

- Você também. Eu nem sabia que você jogava xadrez. – disse admirado. Lucy acenou com a cabeça.

- Você me chamou de “minha hime” no meio de todo mundo... – falou toda manhosa, lembrando do grito que Gray tinha dado ao ver que ela tinha encerrado a partida.

Ele se amansou. Deitou ao lado dela e a puxou pro peito, aconchegando Lucy em um abraço caloroso.

- Mas você é a minha hime, não é?

- Claro que sim. – respondeu sorrindo, se afundando nos braços dele. – Só sua.

Foi impossível pra Gray não pensar nas palavras de Natsu. Não teve como não lembrar do que ele tinha dito, não rememorar o momento em que ele entrou com Lucy nos ombros e, principalmente, não teve como não ficar feliz ao lembrar que tinha sido pros seus braços que ela tinha corrido ao se ver de volta no lugar.

Gray tinha estado com os dois desde que Lucy chegou. Agora, depois de falar com a Cana, era muito óbvio que Natsu sempre esteve interessado em Lucy. Se eles não ficaram juntos, é porque ela não quis. Não tinha mesmo porque ficar preocupado. Se Lucy nunca quis estar com o cor-de-rosa enquanto era solteira, com certeza não ia querer agora, estando comprometida. Instintivamente, levantou a mão que tinha a fita enrolada no pulso. Ficou olhando praquilo. Um símbolo. O compromisso dos dois.

- O que foi, amor? – Lucy notou o ato dele.

Deu de ombros.

- Nada. – respondeu, tentando despistar.

Ela abriu aquele sorriso matador.

- Fala. Você tá pensando em alguma coisa. – disse toda mansinha. Não deu pra resistir.

- Você já tinha pensado em mim? – perguntou de forma direta, olhando pro teto. Com a falta de resposta, olhou pra ela e viu que Lucy precisava de mais informações. – Como um possível namorado, rolo, sei lá...

Ela deu um sorrisinho constrangido e Gray se iluminou. Vinha coisa boa daí.

- Mais ou menos. – respondeu rindo baixinho. Foi a vez dele exigir mais informações com o olhar. – Eu tinha pensado que se fosse pra namorar com alguém da guilda, seria com você. – Lucy respondeu de forma honesta.

Não teve como não rir. Ele deu uma gargalhada tão alta. Como combinavam...

- Hime, a gente é perfeito um pro outro. – constatou.

- Eu concordo. Mas tem algum motivo pra me dizer isso agora? – ela perguntou curiosa, sabendo que tinha sim, um motivo.

Ele se apoiou no ombro, pra encará-la.

- Porque eu pensei exatamente a mesma coisa de você. – disse firme, a encarando com os olhos risonhos.

Lucy duvidou.

- Pára. Você tá falando isso só porque eu falei. – não quis acreditar.

- Te juro, Lucy. No dia que a gente começou a namorar, eu tava pensando exatamente nisso. Que se fosse pra namorar alguém da guilda, seria com você. – tentou ser o mais honesto possível.

E ela acreditou.

- É por isso que a gente já se gostava tanto, desde o começo. Porque os dois tinham a certeza da escolha. – respondeu à ele, sorrindo, que só pôde concordar.

- Melhor escolha que eu fiz. – Gray disse mansinho, se abaixando pra ganhar um beijo.

Ela sorriu, com a boca e com os olhos.

- Falei isso pro Natsu hoje. Que você é a melhor escolha que eu fiz.

Chamou a atenção de Gray.

- Que horas? – perguntou, curioso.

- Hora que ele foi me resgatar. – respondeu tranquila. – Ih, ele me achou muito antes de a gente voltar pra guilda. Ficamos um tempão conversando no parque. Fazia tempo que a gente não sentava pra bater papo, só nós dois.

Os olhos cinzentos se estreitaram.

- E ficaram falando sobre o quê? – tentou parecer indiferente, mas o ciúme misturado com preocupação imperou.

- Sobre eu e você. – Lucy respondeu honesta. – Sabe, depois daquele dia do porre, ele não fez mais nada de esquisito. Pelo menos, não comigo. – devaneou, pensando no assunto. – Fez com você?

Tinha feito. Uma coisa muito esquisita. Dizer que era a fim da sua namorada.

- Só as esquisitices de sempre. – Gray respondeu se controlando. – Mas ele quis saber o quê sobre nós?

- Se a gente tava bem, se eu tava feliz, se você me tratava bem... – o ódio mordeu Gray por dentro. – Quando eu disse que sim, ele falou que você era um cara legal, que tinha certeza que ia cuidar bem de mim.

Aí ficou confuso. Qual era o jogo que Natsu tava jogando?

- E você falou que eu fui a sua melhor escolha. – Lucy concordou com a cabeça. – O que ele falou? O Natsu?

Ela pensou um minuto.

- Nada. Foi a hora que ele me colocou no ombro e me levou pra guilda. – respondeu sem dar atenção. – Mas o Natsu é assim. Ele cansa de conversar, você sabe.

Gray se deitou de novo. Voltou a encarar o teto.

- É, eu acho que eu conheço o Natsu. – respondeu devaneando. – Eu espero que eu conheça o Natsu.

Foi uma noite esquisita. Pela primeira vez, desde que tinha começado a namorar com Lucy, Gray não teve um sono tranquilo. De quando em quando, acordava assustado e abraçava sua hime.

Esse porra desse Natsu tinha conseguido mexer com a sua cabeça.



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