História Futatsu no Tamashii - Capítulo 7


Escrita por: ~ e ~PsicoUchiha

Postado
Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Mitologia Japonesa, Naruto, Sasusaku
Exibições 59
Palavras 2.105
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Fantasia, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá!
Olha quem chegou com a cara mais lavada do mundo, após demorar quase um mês pra atualizar?
Pois é né, Rafa andou puxando minha orelha e cá estou. Valeu pela "paciência", Rafa!
Sem mais delongas, vamos ao capítulo que tá bem curtinho.
Espero que gostem!

Capítulo 7 - Shinrai


Fanfic / Fanfiction Futatsu no Tamashii - Capítulo 7 - Shinrai

Confiança

03 de dezembro, Akita.

Já se passavam três dias desde o inicio de sua jornada. Andava calmamente, sempre com sua mão apoiada no cabo vermelho de sua Katana herdada. Vez ou outra se atentava ao ovo em suas costas, sempre se assegurando de que ele estava seguro. Parou em alguns momentos para comer as pequenas quantias de comida que carregava, mas sempre comia mais do que deveria e andava alguns metros resmungando consigo mesmo que a comida iria acabar mais cedo se continuasse assim, o que sempre acontecia.

Sentiu a friagem aumentar e decidiu parar em um restaurante das redondezas. Sentou em um dos bancos dali, tirando o ovo que era carregado nas costas e colocando-o em sua frente sendo sustentado pelas alças presas em seus ombros.

Pediu uma tigela do seu prato predileto que foi servido quase que de imediato, retirou dois Hashis do pote em sua frente e agradeceu pela refeição. Devorou a primeira mais rápido do que recebeu e lembrou-se de quando Jiraiya batia em sua cabeça dizendo para que ele comesse mais devagar.

— Mais uma! — ele gritou, passando a mão em sua cabeça com a lembrança. Dessa vez ele comeria calmamente.

Logo outra tigela era servida, ele agradeceu novamente observando um senhor, acompanhado de um garoto, ocupar o lugar ao lado. O garoto estava agitado, e o homem ria de sua euforia. Ele balançou a cabeça negativamente e sorriu, era como se aqueles dois fossem ele e seu bom e velho tutor, que naquele momento fez muita falta.

Ele continuou gastando seus últimos trocados com comida, enquanto criava coragem para enfrentar a friagem. Sentia que sua jornada mal tinha começado, ainda havia muito que percorrer, seus recursos chegaram ao fim, ele pensou em oferecer ajuda ao bom homem que o atendeu ali, mas desistiu vendo que aquilo era uma péssima ideia, pois provavelmente levaria o homem à falência de tanto comer.

Despediu-se dali rapidamente, acomodando o ovo em suas costas. Avistou crianças brincando com a neve que cobria o chão do parque mais a frente. Elas sentiram sua presença e direcionaram a ele olhares de surpresa assim que viram a Katana presa em sua cintura.

Naruto segurou firme no cabo e tomou aquilo como impulso para continuar sua viagem. Lembrava-se da olhada que deu no mapa que tinha em casa, seu objetivo era chegar à Fukushima, mas antes passaria em Sendai. A única dúvida que tinha era: pra que lado seguir? Então, resolveu seguir sua intuição e seguir em frente, sempre em frente.

***

14 de dezembro, Sendai.

O rapaz levara quase dez dias para chegar ao seu primeiro destino. Precisou fazer diversas pausas durante o caminho por falta de suprimentos e locais adequados para enfrentar as noites frias. Finalmente estava em Sendai, andou bastante, embora tenha aproveitado todas as caronas que lhe concederam como troca de sua ajuda.

Conversava diariamente com ovo, que ele começara a acreditar ser um receptáculo para a alma de Jiraiya. Sua curiosidade havia chegado ao nível de aquecê-lo constantemente na esperança de que ele chocasse de uma vez e tirasse sua inquietação.

Fizera pequenos serviços em troca de moedas, mas suas reservas esgotaram-se novamente obrigando-o a estender novamente sua viagem. Estava hospedado em uma pequena e simples pousada da cidade. Havia firmado um acordo com o dono do local, sua estadia em troca de serviços de limpeza nos quartos. Não ganharia muito, mas seria o bastante para manter-se depois que partisse.

Acordou cedo para começar com os seus afazeres. Os hospedes tinham um horário determinado para se retirarem dos quartos, para assim, ele poder fazer as limpezas. Geralmente eles saíam ás dez horas da manhã, então ele teria que esperar até que a hora chegasse. Encaminhou-se até a cozinha, vendo uma das criadas já acordada preparando o café.

Com educação, perguntou se também poderia tomar seu café, recebendo um sorriso generoso dela, que minutos depois lhe trouxe uma xícara de chá e alguns pães, aos quais se atentou logo em comer. Ficaram horas jogando conversa fora e a criada só se deu por si, quando os hospedes começaram a aparecer no refeitório, acomodando-se nas mesas.

Em um salto, despediu-se da moça, mas não sem antes pegar mais dois pães, um já enfiando na boca enquanto corria em direção aos quartos, teria que fazer seu serviço direito senão Yamato iria lhe expulsar dali aos chutes.

Primeiramente, recolheu todos os lençóis dos futons, junto com as toalhas de banho dos banheiros e os levando ao local aonde era lavado tais peças. Uma mulher já estava o esperando de braços cruzados, quando lhe entregou a bolsa cheia dos tecidos, quando estava para retornar, ouve ela o chamando.

— Naruto... Seu ombro. — ela apenas o alerta.

— Ah sim, me desculpe... — respondeu, entregando o resto dos lençóis que acabou esquecendo em seus ombros.

No caminho de volta aos quartos, parou no armário aonde se encontrava os lençóis lavados e logo se apressou novamente. Já estava no seu quinto quarto enquanto se mantinha parado e pensativo, olhando para o lençol no futon. Arrumou uma ponta, mas logo a outra ponta se desarrumou. Arrumou novamente a ponta do lençol, mas agora segurando a outra ponta que sempre se desarrumava. Quando soltou, ambas se desarrumaram.

— Mas que...

Longos minutos de luta se passaram, quando se deu conta que havia pegado um lençol pequeno para o futon do quarto, o fazendo lhe dar um tapa na própria testa. Quando retornou ao quarto, agora com o lençol certo, tentou novamente tendo sucesso em seu serviço.

Deu um pequeno urro de vitória, quando ouviu passos perto da porta. Virou-se com receio, quando viu a imagem de Yamato parado o observando. Não sabia como reagir, então apenas deu um sorriso para ele, pegando suas coisas e seguindo para o próximo quarto.

Quanto terminou toda a arrumação, percebeu que já havia passado do meio dia e que ele acabou não almoçando, devido a sua luta diária. Correu em direção ao refeitório, recebendo um resmungo da criada que ele não deveria correr pela pensão.

— E o almoço? — perguntou, recuperando o fôlego.

— Já se serviram. — disse, entregando-lhe um pano. — Agora vá limpar.

— Mas... — respondeu, pegando o pano com uma careta.

Terminou mais uma tarefa e se viu orgulhoso enquanto olhava o refeitório todo organizado e limpo. Com certeza Jiraiya sentiria orgulho dele também.

Já poderia até virar dona de casa.

Cansado e com fome, se sentou em uma das cadeiras, apoiando a cabeça na mesa, enquanto fechava os olhos, pensando em descansar um pouco. Ouviu pequenos passos aproximando-se de si e sentiu um cheiro muito convidativo, que o fez erguer a cabeça ao mesmo tempo em que a criada se aproximava.

— Trabalhou bastante hoje, devo reconhecer. Então aqui está seu pagamento. — disse, depositando uma tigela na frente do garoto.

— Isso é... lámen! — gritou, com os olhos brilhando.

— Fiquei sabendo que é seu prato favorito e você merece. — respondeu, dando um sorriso.

Não sabia se achava a mulher como uma das pessoas mais importantes do mundo ou a megera que fazia ele de escravo quando podia. Não queria pensar muito sobre isso, queria finalmente poder ingerir alguma coisa e lámen é o que mais cairia bem agora.

Terminou seu prato e perguntou se poderia comer mais, mas recebeu como resposta uma olhada da mulher, o que deduziu sendo um “não abuse”. Ele sorriu coçando a cabeça sem jeito e agradeceu a mulher dando um abraço na mesma, que no começo se negou, mas que acabou cedendo.

Estava começando uma conversa animada quando ela o lembrou de que ainda tinha serviço a fazer e que roupa suja não se lava sozinha. Para ele, ela acabou voltando a ser a megera, mas ela estava certa, então correu para os fundos da pousada, para terminar o que tinha que fazer.

A noite chegou lentamente, suas tarefas já estavam finalizadas e agora ele faria companhia para o proprietário que lhe cedera um de seus quartos mais aconchegantes. Yamato era um homem solitário, pouco falava sobre sua vida, na verdade mal conversava. O que às vezes intrigava o jovem tagarela.

— Que dia movimentado ‘ttebayo! — ele disse, juntando-se à mesa. O homem devolveu com um leve balançar de cabeça e continuou a degustar o prato recém-servido. — Estou com tanta fome, vou comer até explodir!

— Só não acabe com meu estoque de comida. — o homem respondeu, após soltar uma sonora gargalhada, algo que aqueceu Naruto por dentro. Estava ali há cinco dias e não vira o homem sorrir em nenhum momento.

— E a sua família? — ele questionou, servindo-se.

Dos dias em que esteve ali não vira ninguém que não fosse empregado da pousada, o que despertara sua curiosidade sobre o homem. Yamato pareceu pensar sobre o assunto, olhou para seu prato e deu um leve sorriso.

— Minha família se foi.

— Quê? Sério? — disse, coçando a cabeça sem graça. — Desculpe minha intromissão.

— Tudo bem. — Yamato acenou com a mão. — Já faz muito tempo.

— Você não se sente sozinho? — Naruto olhou ao redor. O local era totalmente organizado, mas um pouco solitário.

— Antes sim, agora não mais, até porque vez ou outra eu tenho o prazer de encontrar pessoas como você.

Ele observava Naruto com um olhar terno, o jovem loiro lembrava seu filho, e em apenas cinco dias o fez sentir a sensação que tinha antigamente. Era um homem trancado e por muito tempo guardou rancor do mundo, graças à morte de seus amados, porém, aprendeu a superar.

Naruto gargalhou sem jeito, dizendo que não era nada demais. Estava tentando retribuir ao máximo a confiança e hospitalidade que recebera do homem.

— E a sua? — Yamato questionou, não queria assumir, mas talvez também estivesse curioso para saber o porquê da viagem do jovem. Sabia que ele ficaria ali temporariamente e que em breve iria para Fukushima.

— Bom, eu não tenho família. — respondeu, olhando para o ovo agasalhando em um canto do cômodo e a Katana que repousava ali próximo. — Mas tenho ótimas lembranças que me dão energia para seguir firme e forte nessa jornada. É uma experiência e tanto ‘ttebayo! — disse, dando um largo sorriso.

— É uma bela Katana. — o homem seguiu seu olhar, também observando os pertences do rapaz. — Espero que consiga realizar sua missão.

— E eu vou ‘ttebayo!

— Venha me visitar quando conseguir. Estarei de portas abertas para ouvir suas histórias.

Naruto acenou com a cabeça, voltando a se deliciar com seu prato. O homem finalmente estava dando liberdade para ele, e como um ótimo falador que era aproveitaria para saber mais da região, afinal, precisaria viajar em poucos dias. Nunca havia passado por ali e a ajuda daquele homem seria muito bem-vinda.

***

15 de dezembro.

— Aaaahhh. Ohayo, ovo-san. Hoje o dia vai ser ainda mais produtivo ‘ttebayo! Vou adiantar tudo que eu puder.

Naruto acordara determinado, além de ajudar na pousada de Yamato iria até as banquinhas das proximidades em busca de mais informações sobre a região. Ele não tinha um mapa, nem nada parecido. Caminhava seguindo sua intuição e contava com a ajuda dos dados que recolhia dos moradores dali.

Tomou seu café rapidamente. Os hospedes ainda dormiam no quarto, então decidiu por ajudar recolhendo e arrumando os lençóis que foram lavados no dia anterior. Nesse meio tempo os quartos foram desocupados e ele rapidamente tratou de organizá-los. Pretendia terminar tudo antes do meio dia, e conseguiu.

— Você está mais rápido que o normal hoje. — a criada comentou, enquanto servia seu almoço.

— Ah. — ele riu — Eu preciso sair hoje, então me esforcei mais um pouco.

— Entendo. — respondeu — Coma direito para não passar mal quando sair.

— Com prazer! — eles riram, à medida que outra tigela era depositada em sua frente.

— Vamos ver o que encontrarei por aqui. — comentou consigo, enquanto entrava em um pequeno ponto onde eram vendidos alguns Yukatas.

Após sua própria correria na pousada, Naruto saíra como planejado. Visitou diversos estabelecimentos em busca de algo pra levar quando voltasse a sua caminhada e informações sobre em qual direção seguir.

A ida de Sendai à Fukushima levaria em torno de duas horas, isso com alguma forma de transporte que não fossem as próprias pernas, e como sabia que nem sempre conseguiria caronas, estimou que levaria no máximo uns cinco dias chegar até lá, afinal, teria que parar graças à temperatura da estação.

O dono do local confirmou a mesma informação que ouvira de todos com quem havia conversado, então comprou uma peça e saiu. O sol já estava se pondo e logo a noite fria viria, seguiu o caminho que o levaria de volta à pousada, que felizmente não era tão distante dali.

— Agora que tudo vai começar de verdade. — disse, olhando para o céu — Ero-sennin, não irei decepcioná-lo. Apenas me observe daí ‘ttebayo!


Notas Finais


Oi de novo, tchau HUSAHSAUHSUHAS
Midira minha. Vim pedir desculpas pelo atraso novamente. Quem me conhece sabe o fiasco que sou com atualizações.
Rafa virá em breve com o capítulo do nosso mozão.
Nos vemos no próximo cap do Narutinho, até.


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