História Futilidade Mundana - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 16
Palavras 632
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - O vazio dentro do coração


Fanfic / Fanfiction Futilidade Mundana - Capítulo 5 - O vazio dentro do coração

- Na verdade, sempre tive uma vida comum, mas quando meus pais se separaram, comecei a desenvolver um quadro de depressão, o que resultou em diversos problemas futuros.

- Durante o colegial, tive poucos amigos, por ser extremamente isolada e viver se remoendo em pensamentos negativos... Todos me olhavam com desprezo, ou seja, eu me sentia triste o tempo todo, pelo fato de estar, tecnicamente, sozinha.

- Hoje, moro com a minha mãe, extremamente ocupada no trabalho, e um padrasto bêbado, que só sabe viver às custas dos outros... Aliás, o cara que você deu um soco no meio da cara naquela arena, era ele.

(Ops, escorregou, haha).

- Às vezes, penso se minha existência é mesmo necessária, sabe? Sempre tento arranjar algum motivo para continuar, mas todas as áreas da minha vida são uma bagunça.

- Me desculpe, mas é só isso que consigo contar da minha história no momento, mas em resumo: me sinto tão mal a ponto de pensar em desistir da minha existência o tempo todo.

Após ouvir o que ela disse, me perguntei: como pode uma garota tão incrível sofrer tanto com depressão e problemas familiares? Fala sério, ela tem um sorriso tão lindo; não deveria estar triste ou chorando.

- Ei, naquele dia, no parque, quando nos conhecemos, você estava alegre e tentava motivar as pessoas com belas palavras... Por que tudo mudou de repente? - Desculpe pela pergunta - Falei.

Julie respondeu:

- Tudo bem... Naquele dia, eu até tentei me reerguer e arranjar objetivos à minha vida, por isso, fui ajudar os outros ao meu redor. Mas enquanto fazia isso, sentia como se o vazio dentro do meu coração não fosse preenchido, entende? Embora eu tenha ficado alegre em ter ajudado algumas pessoas, mesmo que, indiretamente.

Após isso, percebi que ela estava desconfortável com a conversa e, percebendo que eram quase 04:00 da manhã, resolvemos ir dormir.

Acordei muito tarde, por volta das 13:00. Quando saí do meu quarto, percebi que Julie ainda não tinha acordado, pois dava para sentir o silêncio no ar.

Após tomar "café da manhã" (até porque já tinha passado do horário de almoço), escutei a porta do quarto abrindo, então, saiu Julie, toda desarrumada e com o cabelo bagunçado; mesmo assim, confesso que achava ela a garota mais bonita que havia tido a oportunidade de conhecer.

- Bom dia! - Falei.

- Ah, bom dia - Falou ela, de forma tímida.

Perguntei:

- Está com fome?

Ela falou:

- Um pouco...

- OK, vou pegar algo para você comer, pode sentar se quiser.

Revirei a cozinha do avesso e percebi que não havia nada pronto para comer.

(Péssimo dia para a empregada estar de folga, que droga!)

Peguei algumas coisas aleatórias na geladeira e falei:

- Já que não tem nada pronto, vou fazer algo pra você, aguarde só um minuto.

- Você sabe cozinhar?  - Perguntou ela.

- Claro!

(Que não...)

- Tudo bem. Só espero não estar incomodando. - Disse Julie.

Após ela perceber visivelmente que eu era um desastre na cozinha; resolveu me ajudar... Nós fizemos muita bagunça, mas acabou dando tudo certo e, confesso que achei divertido tudo o que fizemos.

Nós limpamos toda a bagunça e resolvemos ligar para algum parente da Julie. Após diversas tentativas, conseguimos contatar a avó dela.

Julie explicou toda a situação que passamos à avó, que se desesperou e chamou ela imediatamente para ficar na sua casa até a poeira abaixar.

Eu resolvi levá-la até lá, pois era consideravelmente longe, embora sendo na mesma cidade. Antes de subirmos na minha moto, Julie falou.

- Fico muito agradecida por você ter me acolhido, mesmo sendo uma desconhecida; me desculpe se te incomodei.

- Não precisa se desculpar; vi que estava com problemas e resolvi ajudar. Nunca me perdoaria se te deixasse na mão naquela arena.

Ela sorriu, colocou o capacete e subiu na moto... Ao chegarmos na casa da avó dela, a mesma fica aliviada em ver Julie e, imediatamente, me chama para conversar. 



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