História Galway Boy - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol!centric, Ed Sheeran, Termino!au
Visualizações 117
Palavras 2.288
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu to aqui de novo aaaaaaaaaaaa, agora sim um comeback decente, com uma long dessa vez!
Tudo bom gente? tudo bonzinho com vocês? da pra perceber a minha animação em voltar?!!! NHAAAAY
Obrigado por quem me esperou e pelas mensagens pedindo pra eu voltar que me deixaram muito EITA EU SOU IMPORTANTE...eu acho que eu tomei muito café, eitan bergui '-'.
Eu devo falar algo sobre a fic e tirar vocês do escuro né? seguinte:

Eu não sei como vai funcionar pra quem não ouve Ed Sheeran, não vai mudar muita coisa, mas vamo fazer assim, pra quem vai me acompanhar e acompanhar o Chanyeol a partir de agora, antes de começar o cap. eu deixo aqui o nome da musica e vocês ouvem ou leem a tradução antes de partir pro cap. pode ser? No caso a fic começa com "Hearts don't break around here" do Ed Sheeran, claro.

Outro ponto: Teremos um Chanyeol vacilando aqui, e é ele que vocês vão acompanhar, então, claro, vocês terão todo o decorrer da fic pra perdoar ele e ficar de bem :3 tá certo? (E perdoem as crises desse menino gente, por que ele chora um pouquinho) ENFIM, BORA!

Capítulo 1 - Começa no fim?


Fanfic / Fanfiction Galway Boy - Capítulo 1 - Começa no fim?

Se eu chorei quando ele bateu a porta?

 

Entenda, eu nunca imaginei isso. Não imaginei que chegaríamos ao fim do nosso relacionamento. A gente demorou demais pra ver o quanto tudo estava caminhando pra um campo minado de palavras que eu nunca quis que trocássemos. O pior é saber que a culpa foi minha. Talvez ele não tivesse ido se eu escondesse aquilo pra mim. Eu não esperava que fosse uma ponta de faca, que doesse tanto. Eu guardava uma ideia tão suja dentro de mim e sequer havia parado pra me atinar disso.

Eu não sei o que dizer, velho, o que eu vou dizer?
caralho... que?

Que raiva...

 

Vamos lá. Eu não sabia que isso podia acontecer hoje.
Tipo, como podia ser hoje?
Voltamos de um show. Nossos amigos tocaram num bar. Fomos vê-los e no fim de onze ou doze musicas estávamos todos na mesma mesa na rua. Como inúmeros fins de semana. Sendo o casal que não bebe, rindo de tudo. A noite tava até bonita. Tava mesmo sabe.  Ele tava do meu lado e meus amigos sorrindo. Eu até gastei uns euros a mais por que ninguém queria ir embora cedo e não paramos de pedir e fazer o garçom ir e voltar.

Ele batia na barriga e dizia o quanto estava cheio de comer.
Eu ria quando ele pedia mais um prato dez minutos depois.

 

 

Teve jogo do Paris Saint-Germain contra o Olympique Marselha e por isso as ruas estavam uma loucura. Os carros passavam buzinando próximo a nós e as bandeiras tremiam no vento enquanto as pessoas gritavam pra fora da janela.

Estava tudo bem. Mas...

 

Eu devia saber que o silêncio dele dentro do carro, enquanto voltávamos pra casa, não era por ter comido demais.
Nem por eu ter pedido o táxi quando ele já tinha feito.
Pago a conta.
Escolhido o que comer por ele.
Ter cortado a frase dele pra explicar sobre seus objetivos de vida quando o Kai perguntou, mas foi por que eu sabia explicar melhor. Às vezes ele se atrapalha pra falar.

Ele reclamou dessas coisas umas duas vezes na noite. Mas não era só isso. Não pode ter sido.

Ele entrou na minha frente, se distanciou andando largo demais cozinha à dentro. Enquanto eu ligava as luzes no caminho. Ele não quis muita conversa. Passou tempo demais no banheiro. E saiu de rosto amargo, olhando o chão, ondulando a pele ao redor dos olhos. Não era dificuldade pra enxergar. Era alguma coisa que tinha a dizer, e que me faria ouvir.

Eu tirava o casaco, andava até ele de meias após ter deixado o sapato ao pé da porta, ia segurá-lo pela cintura e chamar pra tomar banho junto comigo. Mas ouvi de longe ele dizer que não tinha certeza se eu o enxergava da maneira certa.

—Como assim?

—Yeol. Você tá me fazendo sentir que nosso amor pertence mais a você que a nós. E isso não é bom.

—Ei, não fala assim. Nosso namoro é coisa de filme e você sabe disso.

—E eu não me sinto um protagonista desse filme às vezes.

—Baekhyun. Quer que eu faça um bolo? Se eu fizer você esquece essa conversa?

Eu já ia sair e não dar importância. Não gosto de discussões. Não com ele, nunca é algo bom. Prefiro que não reclamemos. Sobre nada.

Pra não ouvi-lo gritar daquela forma.

Chanyeol! Eu também tenho vontades, eu também gosto de tomar decisões, de ser pra você o mesmo que você é por mim.

—Parou mano, sério! Tu sabe que eu te conto tudo, eu vivo contigo nesse apartamento todo dia. Parou, tá sem sentido isso.

—Mas não me deixa fazer algo por você na maioria das vezes.

Fiquei em silêncio. Eu queria parar. Queria sair dali, odeio brigar.

Da pra gente conversar ou tá difícil?!

—Velho tu tá gritando! Baekhyun, por mais que eu faça às vezes, eu não gosto de te dar preocupação, eu te amo demais e quero te ver bem acima de qualquer coisa, eu faço tudo pra te ver sorrindo. Deixa que eu cuido dos problemas da gente. Eu prometi que ia te fazer feliz quando te conheci, e olha só, há quanto tempo você não chora?

—Yeol. Eu te agradeço, por tudo o que você fez por mim, eu sou eternamente grato. Mas estamos juntos há mais de um ano, e eu mudei. Chanyeol eu mudei e você se recusa a ver isso. Sou alguém mais seguro de mim e é tudo graças a você. Me sinto alguém totalmente confiante e capaz de te fazer feliz da mesma forma que você me faz. Mas é como se você quisesse carregar nosso relacionamento nas costas e isso tá chegando num nível que me preocupa.

—Meu Deus eu to bem.

—Mas eu não! Eu sou um adulto, eu sou totalmente capaz de assumir riscos e de cuidar de mim mesmo. Eu não to conseguindo trabalhar direito, não imponho mais a minhas ideias e concordo com tudo o que dizem quando na verdade são meus desenhos e eu deveria ter controle sobre isso, isso tá tomando uma dimensão preocupante demais. Não é sobre você, é sobre mim.

Eu já estava a ponto de arrancar meus próprios cabelos, odeio brigar.

 

—Sobre você? Quer falar de você?! Baekhyun você é um cara sensível pra cacete, às vezes acorda chorando por qualquer coisa. Eu te conheço, bem até demais, sei cada mania e defeito teu. Só to tentando fazer o melhor por nós dois.

E ele me olhou, julgando com os olhos.

—Você não se preocupa em me conhecer de novo, não é? E me faz sentir dependente. Isso é ruim. Mesmo que seja por todo amor do mundo, é ruim.

—Vamos ser sinceros aqui. Tá? O que você faria sem mim, Hã? Quando ficar triste, quando não se sentir bem, quando o trabalho for mal, quem você vai procurar?

 

 

O que era aquilo? Afinal, o que significam aquelas palavras, que fizeram uma gota descer por cada olho dele. O que eu alimentava dentro de mim?

Por que ele me olhou  como se o mundo tivesse o traído?

—Vou procurar a mim mesmo. Eu mudei. É sério, eu mudei. – balançava a cabeça, admitindo algo a si mesmo, ou aceitando algo pra si mesmo, acho que, naquela hora, estava decidindo – Eu vou te mostrar que posso ser feliz sem você.

—Baekhyun?

—Chega, preciso dar um tempo em nós dois. Quero viver um pouco só pra mim agora. Vou me fazer feliz um pouco.

Eu queria ter parado aquela discussão antes. Baekhyun nunca entende que sempre estou  um passo a frente das coisas, e sabia que nada de bom sairia de uma discussão como aquela.
E ele disse nos meus olhos, o que eu sabia que poderia acontecer, mas nunca pensei que chegaria a ouvir:

—Eu to terminando com você Yeol.

 

 

Eu o olhei enquanto arrumava suas coisas, pegar suas roupas, encher duas malas. Tudo isso em silêncio. Tremi quando o vi guardar sua mesa digitalizadora, e seus papeis com todos os projetos do trabalho. Pouco a pouco, ele tirou de vista parte do que lhe pertencia.  E eu apenas observei tudo, sem deixá-lo notar as vezes em que o medo daquela situação ficava grande demais e eu tinha de engoli-lo garganta a baixo sem que ele ouvisse.

Eu queria não ser orgulhoso demais pra impedi-lo.

 

 

Se eu chorei quando ele bateu a porta?
Não...

 

Eu estava com raiva. Disse que odiava discutir, eu avisei que aquela conversa ia dar em nada. Ele podia simplesmente ter me ouvido.

Chutei a estante de livros, duas vezes, até meu dedão doer na segunda pancada e eu gritar um palavrão pra janela aberta. Que os vizinhos ouçam minha raiva, eu não ligo. Eu sei que a culpa é da teimosia que o Baekhyun vinha cultivando de um tempo pra cá.

Dei voltas na sala, bufando, puxando meus próprios cabelos. Mordendo a barra da camisa até rasgá-la no colarinho.

O que eu fiz quando ele foi embora. Foi tomar uma frigideira, óleo, e fritar bacon pra comer junto com meu orgulho.

Enquanto as tiras fritavam na panela, a cozinha ficou pequena demais pra tanta coisa que esfumaçava das minhas orelhas.

Discutimos.
Que ótimo, não?

—QUE ÓTIMO BYUN BAEKHYUN!

Gritei.

E que os vizinhos ouçam. Que paris inteira ouça. Eu não ligo!
Nessas horas de raiva, abri a geladeira mais uma vez, e comecei a tirar os ovos e ajeitá-los nos dedos. Um por um, entre gritos, atirei-os na parede.  Vendo as cascas estilhaçarem por toda a cozinha, a clara escorrer no azulejo, e respingar gema amarela nos eletrodomésticos e nos móveis.
Entre gritos, estourei todos na parede a minha frente.  É a minha forma de exteriorizar toda a bagunça na minha cabeça: Fazendo bagunça a minha volta.

Deixei pra trás o bacon fritando. Que queime até tostar e reduzir a pretume.  Não me importo com a bagunça. E digo isso chutando a mesa de centro na sala. E mordi a almofada no sofá.
Meu apartamento que sempre achei grande, ficou sem espaço pra tanta raiva.
 

Que com o tempo, enquanto eu morava no silêncio, sentado ao sofá sendo obrigado a respirar. Foi se dissolvendo por si só.

O lance é que não dura muito até eu me incomodar com o cheiro de ovo cru. E desliguei o fogão antes que começasse um incêndio na cozinha. Me acalmei, meu corpo cansou. Nunca dura muito até eu querer arrumar a bagunça, menti quando disse que ela não me incomoda, por que ela me incomoda muito.

E ajoelhado no chão enquanto terminava de limpar com um pano molhado o rastro da meleca de ovo, as coisas esfriaram, e lembrei do quanto sou imaturo.

E mais imaturo ainda é me esquecer disso. E agir como se soubesse de tudo. E como se sempre tivesse razão.


Senti o olho arder, e as lágrimas se espremerem em busca de espaço... Eu só, eu... Só não gosto de brigar, sabe? É só isso.

    Eu odeio brigar. E eu não tenho razão, e eu nem sei o que eu disse...
E eu... Sou imaturo, eu posso pedir desculpas agora?

Não, eu sei que não. É tarde...

Minhas mãos tinham uma textura estranha na pele por conta do cloro. E mesmo assim ainda estava cheirando a ovo. Rasguei minha camisa com os dentes àquela hora, e sem dúvidas eu preciso de um banho. O estado de alguém que acaba de brigar com o namorado – ou ex, eu sei lá se isso é sério – é deplorável.

Vou dormir assim mesmo.

Deitado na cama apanhei o violão encostado a mesinha da luminária. Me pareceu o momento perfeito pra tocar e dar voz ao que sinto.

O estranho é que, não tem drama. Não sinto uma dor excruciante no peito. Nem o vazio eterno da solidão. Ou a angústia que invade meu ser e castiga minha alma atirando meu juízo no mais completo escuro e martelando meu peito com a estaca do... Não. Eu no máximo to com fome.

Eu não sei.
Talvez amanhã esteja tudo bem.
Minha mente, no fundo, está sendo otimista. E após ter extravasado minha raiva, sinto que tudo vai ficar melhor.

Ou não, talvez eu realmente tenha vacilado. E se o Baek realmente vem se sentindo assim há muito tempo e eu nunca percebi?
E se... E se eu tiver fodido com tudo mesmo?


Merda...

Não tive forças pra tomar banho antes de dormir, nem pra ir até a sala apagar as luzes que deixei acesas. Não consigo tocar. E desisti de ligar pra falar com o Kai assim que meu dedo pairou encima do contato dele na tela do celular.

Ao invés disso. Fiz o que sei que qualquer um nessa situação faria: fui no spotfy. E se tem alguém que consegue me fazer dormir nesse momento, é o Edinho.  

A última musica – que pra ser sincero não sei quando ouvi – estava ali, reproduzida até a metade.  Me peguei pensando no por que estou tentando lidar com isso sozinho ao invés de ligar pro meu amigo e conversar com ele.

Mas sabe, tenho minhas teorias sobre o porquê de recorrermos às musicas quando nos sentimos sufocados em coisas demais pra processar. É que... Precisamos de alguém que nos entenda, e que saiba o que dizer. E nem sempre essa pessoa será um amigo, porque às vezes as canções sabem falar melhor.

Então por mais que eu já tenha dado play nisso umas duzentas vezes, e tenha ouvido essas mesmas frases incansavelmente. Ainda assim, é nesta musica que estão às palavras que eu quero, e preciso ouvir.

 

-Hearts Don’t Break Around Here-
Ed Sheeran

 

 

Mas é, confesso que, deitado na cama, ouvindo Ed Sheeran dizer que Corações não se partem por aqui, não foi lá a melhor coisa.

Suspirei forte, olhando meu próprio peito subir e descer. Não sei onde por os olhos.

—Eu não acredito que você mente, Edinho.  

Eu disse.

Inacreditável.
Não faz doze horas que Baekhyun aparentemente “saiu da minha vida” e eu já to duvidando de coisas que nunca questionei antes.

Quatro horas após o suposto término. E Baekhyun me ensinou que Ed Sheeran também sabe mentir.

Afinal, corações se partem em paris também.

Eu fui dormir otimista, eu sei disso.
Nos minutos antes de fechar meus olhos, ensaiei o que diria para me redimir. E criava todo um diálogo na minha mente do que ele diria, e quais seriam minhas respostas. Espero que ele siga o roteiro.

Mas eu não esperava que na manhã seguinte, eu acordasse em outro mundo pela primeira vez, e que a partir daqui, cada dia seria mais imprevisível que o outro.

E eu nunca diria que Ed Sheeran saberia cantar perfeitamente esta história.

 

 

 Nem mesmo esperava vê-lo naquela janela...

 


Notas Finais


Vacilou Yeol...

Esse capitulo foi bem introdutório, e os próximos vão ser curtos também (Mas não reclamem quando eu começar a fazer as bíblias u.u) Como eu disse, vocês vão ter tempo pra conhecer esses dois e perdoar o Chanyeol. Eu vou voltar logo,logo pra contar o resto disso tudo; Beijo mozões <3


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