História Game Night - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Hunter x Hunter
Personagens Hisoka, Machi
Tags Angst, Hisoka, Hisomachi, Machi
Visualizações 293
Palavras 2.365
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Luta, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Por favor, respeite a classificação etária. Alguns avisos: sangue, abuso, violência e conteúdo sexual. Leia por sua conta e risco.

Se quer uma história fofinha, melhor procurar outra fic.

E claro, Hunter x Hunter e seus personagens não me pertencem. Apenas brinco com eles nas horas vagas.

Capítulo 1 - All-in


"Just because I can, doesn't mean that I will
But I'm about to break you"

("I'm About To Break You", New Years Day)

♥ ♦ ♣ ♠

A porta enferrujada rangeu ao ser empurrada para trás. Um ruído tétrico encheu o ar, se arrastando pelo enorme espaço vazio. Hisoka passou pela porta e a fechou, selando a luz natural do lado de fora.

Aquele túnel militar abandonado, com seus suportes de madeira e paredes de pedra, cheirava a umidade. Das lâmpadas que pendiam do teto, mais da metade estavam quebradas, espalhando cacos finos e cortantes pelo musgo que crescia no chão. As poucas que restavam inteiras mal iluminavam a extensa passagem.

Hisoka atravessou o túnel com um passo lento, porém decidido. Parou na metade do caminho e abaixou a cabeça, despertando os sentidos. Sorriu.

Linhas invisíveis cortaram o ar, brilhantes como nunca aos olhos de Hisoka. Ele agachou para escapar da investida, pulando para trás ao se levantar.

Os fios voaram até ele de novo — quase o dobro dessa vez. Vinham entrepostos, formando uma teia quadriculada com milhares de pontas e pouquíssimo espaço para fugas. Hisoka precisou dar mais uma cambalhota para trás, se elevando até o teto no meio do movimento, preso pela sua Bungee Gum.

— Vejo que conseguiu se soltar — ele falou, ainda do alto — Esteve esse tempo todo esperando por mim?

Não ouviu nenhuma resposta em retorno, a não ser um suspiro abafado. Ele também não a via sob aquela luz fraca, mas sabia que Machi continuava ali. Podia sentir a fúria dela por toda parte, preenchendo o túnel. Uma fúria imensa, avassaladora. Contra ele, e ele apenas.

Oh, isso seria divertido!

Hisoka desceu com cuidado, sem conseguir esconder o sorriso cínico dos lábios. Machi atacou novamente, com os punhos dessa vez. Alternou em socos com a direita e a esquerda, tão rápidos quanto podia. O mágico precisou dar um passo para trás, mantendo o corpo na defensiva enquanto desviava de cada golpe, a igualando em velocidade.

Machi interrompeu abruptamente a sequência de socos e saltou para o escuro, se escondendo nas sombras. Lançou um de seus fios de nen até a estrutura de madeira mais próxima, fazendo com que a linha se enroscasse com firmeza. Agarrada ao próprio nen, tomou impulsou e se balançou no ar. Fez uma trajetória circular, conseguindo contornar o corpo de Hisoka e jogar os dois pés em suas costas.

Ele previu o ataque, mas ainda assim perdeu o equilíbrio. Conseguiu se virar para ela antes de cair e lançou a Bungee Gum, que se prendeu na cintura de Machi. Ficaram os dois suspensos no ar: ela, segura pela corda de nen amarrada na madeira; ele, pelo Bungee Gum preso a ela.

Machi endureceu o rosto, o olhando com raiva. Sabia que se soltasse sua linha, cairia em cima dele. Por outro lado, o nen de Hisoka era forte o suficiente para segurar o seu peso sem se romper e sem permitir que ela recuasse.

O mágico sorriu novamente, atraindo a desconfiança de Machi. Com a mão livre, puxou uma carta do bolso, a segurando entre os dedos. Ela arregalou os olhos. Hisoka arremessou a carta, que fincou uma das pontas no teto. Antes disso, porém, cortou como uma navalha o fio a qual Machi se agarrava, e despencaram, ele e ela, no chão de terra.

Ela se levantou imediatamente, mas era tarde. Seus punhos já estavam presos pela aura de Hisoka, e ela foi puxada violentamente para trás até a parede de pedra.

Ele levantou e ajeitou os cabelos enquanto ia até ela. Machi espumava de raiva.

— Devia ter fugido quando se soltou — falou, se aproximando.

— Nunca sem matar você primeiro!

As palavras soaram doces ao ouvido de Hisoka, quase um estimulante. Ele podia sentir o calor vindo dela, o rosto vermelho, os olhos assassinos. Por baixo das calças, seu corpo reagiu na mesma hora.

Sem conseguir resistir, Hisoka levou a mão até o pescoço de Machi. Sentiu as veias pulsando debaixo de seus dedos, as contrações involuntárias da garganta a medida que ele apertava. Machi não cedeu. Continuou o fuzilando com o olhar, mesmo quando a unha afiada do seu polegar agora lhe apertava o lábio inferior. E quando ele forçou o dedo entre os dentes da garota, ela os abriu o suficiente apenas para fechá-los com força em uma mordida que o fez soltá-la na mesma hora.

Hisoka olhou para a própria mão. Marcas de dentes envolviam seu dedo, tingidas ligeiramente de vermelho pelo pouco sangue que ela conseguiu arrancar. Se sua reação tivesse demorado um pouco mais, Machi lhe arrancaria o dedo fora, tinha certeza.

A ideia fez seu membro latejar ainda mais.

— Por que me trouxe aqui, seu maníaco? — ela gritou. Ainda estava presa ao Bungee Gum na parede.

— Eu já falei — respondeu, alisando o dedo machucado — Queria fazer seu Danchou sair da toca. Pelo visto, não funcionou...

— Mentiroso... Você não precisa de mim para ir atrás de Chrollo.

Hisoka a olhou com curiosidade. Ela o afrontava com seus olhos azuis pigmentados de ódio. Se aproximou novamente e colocou o seu rosto paralelo ao dela.

— É duro admitir que foi deixada para trás, não é mesmo? — sussurrou em seu ouvido.

Machi urrou. Puxou o corpo com força e conseguiu se jogar para frente, se desprendendo do Bungee Gum e o empurrando. Se tinha conseguido por conta própria, ou se Hisoka a tinha liberado de propósito, ele nunca revelaria.

Ela avançou contra ele de novo, dessa vez prendendo em cada mão uma das extremidades de sua linha de nen. Pulou com leveza, investindo em um chute na barriga de Hisoka que fez seu corpo se curvar para frente. Na mesma hora, envolveu o pescoço do mágico com a linha entre suas mãos, e a cruzou com um laço na nuca. Foi a sua vez de colocá-lo contra a parede.

— Você acha que pode acabar a Ryodan? — Machi vociferou.

— Não devia se preocupar tanto... — Ele sentiu o fio comprimir ainda mais seu pescoço — Já que obviamente eles não se preocupam tanto assim com você.

— Você não sabe nada sobre nós!

— É só ver a rapidez com que fui substituído na Trupe — Hisoka continuou — Se você morrer, Machi, será tão substituível quanto eu...

— Não se compare a mim! — ela gritou. Apertou a linha no pescoço musculoso do mágico, deixando-a afundar na pele — Você é um traidor!

— E você é só uma pata da aranha.

Hisoka podia sentir o coração da garota, acelerado como nunca tinha visto antes. O calor que ela emanava parecia ter aumentado.

— Você devia ter mais cuidado com as palavras — ela disse, entre os dentes — Posso te matar agora mesmo.

— E por que não mata? — ele perguntou, voltando a exibir o sorriso canalha.

As mãos de Machi tremiam. Todo o seu corpo tremia. A linha deixava uma marca avermelhada no pescoço de Hisoka, mas nem isso era capaz de apagar aquele sorriso odioso de seu rosto.

— Porque você não consegue — Hisoka respondeu calmamente, diante da imobilidade da garota.

Com a palma aberta, empurrou o abdomen de Machi para trás, fazendo a jovem soltar o fio que mantinha enroscado em seu pescoço e jogando seu corpo para longe. Ela caiu de costas no chão, metros adiante.

— Eu te odeio, Hisoka... — ela falou, sentando no chão e se forçando a levantar. A boca deixava escorrer um pequeno filete de sangue, resultado do imenso choque sentido em seus órgãos internos.

— Amor, ódio... não é tudo a mesma coisa?

Caminhou na direção dela, sentindo com a mão a marca profunda que ela deixara em seu pescoço. Resolveria isso com sua Textura Surpresa depois. Agora, ele só pensava em outra coisa. Machi estava exatamente do jeito que ele queria.

Ela tentou evadir para o lado quando ele chegou mais perto, mas não conseguiu ser rápida o bastante. Hisoka se jogou na frente e a enlaçou pela cintura, apertando o corpo dela ao seu.

— Devia ter fugido antes — repetiu — Mas eu sabia que você me esperaria.

Hisoka lambeu o sangue que descia pelo queixo de Machi.

— O que você quer comigo? — ela perguntou, a raiva ainda aparente na voz.

— Eu? — ele riu — O que você quer, Machi? — falou em seu ouvido, tão próximo que ela podia sentir sua respiração roçando a nuca.

Machi tentou se afastar, mas estava imobilizada pelo braço de Hisoka — que conseguia ser ainda mais forte que a Bungee Gum.

— Eu vou cortar você em pedaços — ela respondeu, também em seu ouvido, já que era impossível mover o rosto.

Hisoka revirou os olhos de tesão na mesma hora. Machi não viu a expressão de prazer que provocou no mágico, mas podia sentir o volume do seu baixo ventre a tocando sob as roupas.

— Eu vou te destruir — ela continuou — Arrancar seus olhos como arranquei cada um dos Kurta.

— Oh, Machi... — Hisoka gemeu.

Machi sentiu seu coração palpitar. Geralmente não via prazer em matar. Apenas o fazia como um trabalho qualquer — desinteressante na maioria dos casos. A hipótese de cumprir cada uma daquelas promessas, no entanto, a deixou mais ansiosa do que o normal.

O braço ainda a mantinha segura, colada a ele, mais forte do que qualquer outra coisa que ela já tivesse experimentado. Todo o corpo dele era pesado, na verdade. E de perto, ainda mais musculoso. Poderia tentar o quanto quisesse, mas nunca se soltaria se ele assim não o quisesse.

Hisoka, sim, poderia matá-la a qualquer momento. Quebraria seu pescoço com a facilidade de quem quebra um galho seco. Seu coração deu um pulo ao pensar nisso, mas não de medo. Não, ela não estava apavorada.

Machi engoliu em seco. Estava excitada.

De repente, sentiu algo machucando seu pescoço. Reprimiu o grito ao perceber que ele a estava mordendo, descendo de sua orelha até o começo do ombro.

Ela ficou imóvel. Não daria a ele o prazer de uma reação sua.

Hisoka percebeu o jogo que ela estava fazendo, mas não se incomodou. Em breve, ela estaria implorando por ele.

Correu a mão livre até os cabelos da garota. Arrebentou o laço que os prendia e deixou a cascata cor de rosa cair sobre os ombros apenas para mais tarde ter o prazer de puxá-los. Continuou deslizando a mão pelas costas de Machi e localizou o nó que amarrava a faixa da blusa. O desfez com a mesma violência.

Afrouxou o braço que a apertava pela cintura e permitiu que enfim ela se afastasse alguns centímetros. Um pequeno vão se abriu entre eles. O quimono de Machi, agora sem a faixa, ficou ligeiramente folgado sobre seu corpo, mostrando parte da pele.

Ela, mais uma vez, não reagiu.

Hisoka apenas contemplou seu rosto, resistindo a tentação de afastar as pontas do quimono e revelar os seios de Machi, que subiam e desciam acompanhando sua respiração. Sabia que era isso que ela esperava dele, e ele detestava ser previsível.

— É sua última chance — anunciou — Vá embora, Machi.

Ela estranhou por um segundo aquela suposta piedade repentina. Seu rosto se confundiu por um instante, mas logo transformou a estranheza em um sorriso sádico — o primeiro que se permitia desde que fora arrastada até aquele túnel abandonado.

— Não enquanto você ainda estiver respirando — respondeu.

Se aproveitando da brecha momentânea, Machi empurrou o braço de Hisoka com o cotovelo, ao mesmo tempo em que contornava o tornozelo do mágico com um dos pés e o arrastava com força. Hisoka foi ao chão com a rasteira.

No segundo seguinte, Machi estava sobre ele, sentada sobre seu tronco. Um de seus braços forçava o pescoço do mágico para baixo, enquanto o outro prendia uma das mãos de Hisoka ao lado do rosto. As pontas do seu quimono penderam soltas quando ela inclinou seu corpo sobre o dele.

— Vou fazer você se arrepender de cada minuto em que me manteve aqui — ela sussurrou, fazendo questão de chegar o mais perto possível de seu rosto. Teve uma vontade estúpida de morder aqueles lábios, de manchar de sangue aquela maquiagem branca, de destruí-lo por completo.

Ele apenas sorriu, como de costume.

Machi apertou ainda mais seu pescoço para baixo, sentindo o pomo-de-adão saliente. Sentiu também o ar frio do túnel tocando sua pele, o que a fez lembrar do quimono aberto. Estava com os seios completamente vulneráveis, a dois centímetros de Hisoka.

Ao menos ele não poderia vê-los, já que seu braço fazia uma barreira que impedia o mágico de descer os olhos para seu tronco. Tampouco poderia tocá-los.

O frio a arrepiou novamente. Ou teria sido a mera ideia de ser tocada por ele?

Machi estremeceu. De repente, sentiu a mão quente de Hisoka encostando em suas costas, pele com pele. Apenas um dos braços do mágico estava preso, o outro continuava solto. E agora deslizava languidamente pela sua cintura.

Ela respirou devagar e profundamente, atenta ao movimento dos dedos de Hisoka que subiam pela lateral de seu tronco. As unhas longas e afiadas arranharam sua pele, deixando uma sensação de ardência.

A mão continuou subindo pelo corpo de Machi , e ela prendeu o ar quando sentiu ele se aproximar de seus seios. Chegou a piscar demoradamente, antecipando a sensação. E quando ela veio, Machi não conseguiu segurar um gemido baixo.

A mão de Hisoka envolveu por completo o pequeno seio esquerdo de Machi. Ele o apertou com força, cravando as unhas na pele e arrancando da jovem mais um suspiro. Fez o mesmo com o lado direito, o comprimindo, o arranhando, o tomando por inteiro.

Quando Machi deu por si, já não estava mais prendendo Hisoka como antes. Agora, o mágico tinha os dois braços livres, que usou para arrancar de vez a blusa da jovem. E para derrubá-la no chão, invertendo os papéis.

Machi sentiu o musgo pegajoso do chão em contato com as costas desnudas, seguido de uma dor perfurante. Estava deitada sobre os cacos de vidro das lâmpadas quebradas, com Hisoka mergulhado sobre ela, a língua áspera lambendo as feridas que ele próprio fizera em seus seios.

Ela fechou os olhos, extasiada.

A dor nas costas era penetrante. Seu sangue se misturava ao musgo no chão.

Empurrou a cabeça para trás ao mesmo tempo em que o agarrou pelos cabelos, como se o proibindo de interromper o ato. Agora, iria até o fim.

Poderia matá-lo depois.



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