História Game Of Thrones - Interativa - Capítulo 20


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Olenna Tyrell, Personagens Originais, Petyr Baelish
Exibições 43
Palavras 4.321
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - Capítulo 18


Fanfic / Fanfiction Game Of Thrones - Interativa - Capítulo 20 - Capítulo 18

Baelor Targaryen

Lydia tentou abrir a porta, mas percebeu que tinha trancado e brincava com a chave entre meus dedos.

– Me dê isso, Baelor, não estou com paciência.

– Vamos conversar, Lydia, logo tenho que ir para Dorne e nem sei se vai comigo. Só me escuta, tudo bem?

Ela percebeu que não ia desistir tão facilmente, não ia permitir que isso fosse mais longe.

– Vou escutar.

– Quando eu soube que Ashara estava viva eu pensei muito, eu juro, e sabia que tinha que contar para você. Eu disse que tinha algo importante para contar e era isso, Lydia, só não sabia como contar. – Respirei fundo. – Eu e ela tivemos um caso, e talvez ela tenha engravidado e perdido a criança. Essa é umas das coisas que você quer esquecer, porque todo dia você se culpa. E um dia ela aparece respirando, mas ainda perdi um filho. Dois filhos, Lydia.

– Podia ter me contado antes, Baelor. Você não esconde isso.

– Não é sobre esconder, Lydia. É sobre eu não conseguir confrontar meu passado. Errei e reconheço isso, mas ela está viva não significa nada.

– Baelor, vocês tiveram algo e isso não morre de um dia para o outro. – Comecei a me aproximar dela, ela não recuou pela primeira vez que descobriu sobre Ashara. – Preciso saber seus sentimentos sobre Ashara. O que a gente tem, o que eu significo para você.

Ela não recuou, mas não deixou que a tocasse, ainda tinha uma parte brava comigo.

– O que sinto por Ashara é raiva. Tivemos um passado? Sim. Aquilo significou algo? Sim, mas no passado. Agora eu olho para ela e não vejo a garota de anos atrás, é só raiva.

– O que vai sentir quando a raiva for embora?

– Quando não houver mais raiva, significa que não existe mais nada que me relacione a ela, Lydia. – Me aproximei, não deixe ela se afastar, minha mão segurou sua cintura. – O que sinto por você é mais forte. Lydia, não sei quando e como, mas em algum momento dessa união... Comecei a me apaixonar por você, te amar. Eu te amo.

– Baelor...

– Não, Lydia, não quero ouvir. Não quer mais segredos, então vamos acabar com eles. O homem que fez perder nosso filho disse que Sansa planejou isso, e não lhe contei porque não tenho certeza. – Não pareceu surpresa, tinha mais um segredo. – Eu acredito que seu irmão Jon Snow é filho de Rhaegar e Lyanna. Ashara veio me contar que Aegon, o filho de meu irmão, está vivo. É isso é tudo que me lembro.

Afastei dela e estendi a chave.

– Baelor...

– Não. Só pegue a chave e eu não sei. – Pegou a chave, mas continuou me olhando. – Você precisa pensar sobre o que eu disse e eu preciso pensar sobre o que eu disse.

– Mas preciso falar algo. Ashara não voltou para dizer que seu sobrinho está vivo, talvez você odeie ela, mas e ela? O que ela sente por você?

– A única coisa que importa são meus sentimentos e acho que deixei isso muito claro, Lydia. Vai para Dorne ou ficar?

– Vou ficar, aqui é o meu lar. Quando vai?

– Logo.

Aqui não é minha casa, Dorne é o mais próximo que tenho de uma casa.

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Eddard Baratheon

Conseguia ver os movimentos de Jon Connington, não tinha como me mover contra ele sem ajuda do Vale.

Tinha que retomar Poleiro do Grifo e evitar que conquistem Casais de Chuva, isso me obriga a dividir meu exército e marchar contra eles.

Porém isso significa deixar Ponta Tempestade sem defesa, e perder a sede da minha casa não é um risco que estou disposto em correr.

– Uma parte do exército se mexe para Casais de Chuva, evitando que ele conquiste esse território. O restante vai ficar.

– E o Poleiro do Grifo, Majestade?

– Não podemos retomar Poleiro do Grifo e proteger Casais de Chuva ao mesmo tempo, se fizermos isso vamos deixar Ponta Tempestade sem defesa. Não posso correr o risco de perder minha sede.

Ninguém falou nada, todos sabiam que qualquer movimento errado significava se colocar em uma posição de risco.

Recuperar o Poleiro do Grifo pode abrir espaço para eles tomarem Casais de Chuva, retomar Poleiro vai precisar de um cerco.

– Nossa melhor opção é usar o exército do Vale, sei que isso mostra nosso aliado. Mas não podemos correr riscos contra Jon Connington. Nesse momento não podemos contar com a sorte.

Nada sobre os resultados dos rumores tinham chegado, os Targaryen estavam silenciosos, se movendo cautelosamente e silenciosamente.

Poderia tentar usar Asha, mas mexer com Euron agora é perigoso.

Já tenho Jon para me preocupar, me mostrar um rival para o Euron nesse momento é perigoso.

– Se o Vale mandar seu exército o que planeja fazer?

– Dividir, uma parte defende Ponta Tempestade, uma faz o cerco no Poleiro do Grifo e a outra defende Casais de Chuva. Mas até o exército chegar temos que tomar cuidado, um erro pode custar muito para nós e eles não tem nada para perder.

Tudo o que eles tinham para perder já foi perdido e agora eles querem conquistar.

– Mande o pedido para o Vale, o quanto antes eles tiverem aqui, mais rápido vamos expulsar os homens de Jon Connington.

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Yrios Sand

Skuli sentou do meu lado, tinha um copo em sua mão e um sorriso no rosto.

– Parece que deu tudo certo, ainda está respirando. – Comentei, ele soltou uma risada.

Tomou um gole do que estava no copo, colocou sobre a mesa.

– Gosto de me considerar um homem de sorte, Yrios, de muita sorte. – Passou a mão pelo cabelo. – Outros no meu lugar já estariam mortos.

Colocou sua mão sobre minha coxa, não mostrei nenhum interesse de tirar.

– O garoto é filho de Daemon?

– Daemon e Kaylee, para alguns um bastardo e para outros um Targaryen. – Colocou o dedo na boca como me mandasse ficar em silêncio, parecia ter bebido demais. – É incrível como as pessoas acreditam em tudo que precisam acreditar. Elas olham e tiram suas conclusões, mas ninguém realmente sabe os segredos que percorrem para a verdade.

– Quais os segredos para chegar na verdade?

Aproximou sua boca do meu ouvido.

– Depende da verdade. – Mordeu minha orelha suavemente. – Quantos segredos acha que tenho para chegar na verdade? Mais que consigo contar. Algumas pessoas dizem que sou venenoso.

– Venenoso?

– Sim, ninguém pode me conhecer de verdade sem beber o veneno. – Sua mão apertou minha coxa. – Você é venenoso, Yrios?

– Eu gosto de veneno, acho uma arma interessante para matar.

– Alguns dizem que são de mulheres, um jeito traiçoeiro para matar.

– O que você acha?

– Acho divertido. A pessoa entra em pânico, ela não sabe o que vem em seguida. Pode ser de uma forma tranquila ou um horror, mas sempre tem o pânico. Algo que falta nas mortes em batalha, a menos se você deixar seus inimigos respirando e com um sério ferimento, mas não tem o mesmo efeito. O veneno é limpo, invisível e só sabe que está lá quando o estrago está efeito.

– Então gosta de venenos.

– Gosto, mas prefiro matar com minhas mãos. Sem veneno e armas, gosto de sentir a vida se esvaziar por entre meus dedos. Gosto de sentir coisas. – Sua mão subiu até meu pescoço. – Devíamos treinar qualquer dia desses, Yrios.

Levantou, mas parou atrás de mim.

– Sei que não estou errado sobre você. Sei que vamos ter bastante diversão. Guerra está vindo, uma guerra que poucos vão lutar.

Se aproximou de outros homens.

Não me importava dele ser venenoso ou não, não estava interessado na sua história, mas em outra coisa.

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Tyler Snow

Jon falou sobre a opinião de Axel, acreditava que Lydia falar com Baelor é a melhor opção.

– Pode ser que Lydia conseguia convencer ele, mas não acho que devemos envolver ela nisso, Jon. Realmente não sei se ela está se dando bem com ele, se ele está fingindo por não ter nada garantido ou se ela fingindo que está bem com ele. – Acariciei meu lobo.

– Ele tem um dragão e mercenários. Mas ouvi que eles têm três dragões e um exército de imaculados. O que é verdade e o que é mentira?

– Não posso assegurar nada, mas um dragão é importante. Mas não é Baelor que monta o dragão, mas Lisa. Posso falar com ela. – Jon riu, mas não falou nada. – Já sabe que selvagens vão conosco?

– Sim, o resto vai ficar aqui e continuar treinando com a patrulha. Se pudesse eles iriam juntos, porém não acho que os lordes iriam reagir bem com os selvagens.

Não poderia esperar coisas boas entre selvagens e os lordes do Norte, existe muita rivalidade entre eles.

Já tinha o problema entre a patrulha e os selvagens, não precisamos adicionar mais uma nessa lista.

– Sabe o que vai dizer?

– Que os mortos estão vindo e peço que ajude com os Outros.

– Isso é uma obrigação, se ele quer ser rei deve ajudar nessa batalha.

– Não acho que dizer isso vai o convencer. Ele deve estar mais preocupado com sua vingança, retomar o trono e apenas isso. Como a maioria dos homens.

– Stannis veio ajudar contra os selvagens.

Jon assentiu, mas não parecia suficiente para ele.

Ele precisava de algo mais, algo que o convence que não estava sozinho nessa batalha contra os mortos.

O reino estava preocupado com a guerra dos vivos, não dos mortos.

Talvez quando se preocuparem com os mortos seja tarde demais.

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Najma Snow

Alart apenas entregou a carta e se afastou.

Na carta ele falava sobre os homens que iria me ceder, mas não falou nada sobre o que queria em troca, porém sabia sobre o casamento que a rainha tinha arranjado para minha mãe.

Ele assinou A.W, apenas suas iniciais, isso se fossem suas iniciais.

Não ajudava em muita coisa, era mais do mesmo.

Quem quer que fosse sabia demais para ser um simples pirata.

Poderia ser um lorde, mas eles nunca oferecem algo sem pedir nada em troca.

Homens na maioria das vezes querem algo em troca e esse está me oferecendo navios e homens. Acreditar que ele está sendo apenas bondoso parece uma piada.

Só preciso lembrar de lordes com a letra A e W, que podem estar em Porto Real.

Consegui entrar na biblioteca, um pouco com dificuldade, peguei o livro com o nome das grandes casas.

Na Campina tinha um Andrey Westbrook e um Aemon Wendwater das Terras da Coroa, os outros não faziam sentido me apoiar ou não pareciam ter nome o suficiente para isso.

– Achou uma coisa? – Escute a voz de uma mulher.

Virei e vi uma mulher loira, reconheci sendo a mulher de Alart.

– Estou procurando algo que possa me ajudar a descobrir quem é A.W e que está em Porto Real, mas não tem muitas opções de lordes.

– Por que tem que ser um lorde?

– Se ele está oferecendo homens e barcos, além que ele parece saber muito sobre meu passado. Tem que ser um lorde.

– Não sei sobre muito sobre Westeros ou sobre seu passado, mas Alart me falou algo sobre os bastardos receberem um nome especifico em cada região. Ele pode ser um bastardo.

Parei por um tempo, isso mudava as coisas, não precisava de um livro.

Tinha um A.W, ouvi falar sobre ele e a surpresa que sua nomeação gerou.

– Aurane Waters.

– Quem?

– Um bastardo da casa Velaryon, ele poderia saber sobre meu passado e ele tem barcos e homens.

Agora ele tem um nome, mas ainda não sei o que ele quer.

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Lydia Stark

Descobrir a verdade por trás do homem que tinha feito perder meu bebê se tornou a prioridade, ainda tinha algum tempo para resolver meu problema com Baelor.

Se aquilo pudesse ser chamado de problema, só temos que acertar a página.

O homem tinha uma mulher, um filho e uma filha.

Não poderia falar com o garoto, seria estranho a Lady Stark indo falar com um rapaz.

Sobrava a mãe e a filha, poderia conseguir algo. Me aproximava da mãe e chegava na filha.

Os pais não sabem o quanto os filhos conseguem ouvir as conversar, por mais que eles tentem esconder.

A mulher entrou no aposento junto com a filha, ambas tímidas.

– Lady Stark. – A mais velha falou sendo seguida pela mais nova, fez uma vénia.

– Soube que é uma boa costureira. Eu preciso de um vestido.

– Vai ser uma honra fazer um vestido para você, Lady Stark.

– Me chame de Lydia, por favor. – A garota parecia deslumbrada com o quarto. – Preciso de um vestido vermelho, meu marido acredita que preciso de um.

O jeito que falei sobre Baelor ainda tinha raiva, o que foi útil naquele momento.

Se queria conseguir algo precisava fingir raiva de Baelor, não gostar dele, assim poderia ganhar sua confiança.

– Preciso tirar suas medidas primeiro e falar sobre o tom de vermelho. – Começou, olhou para a filha. – Vá buscar os panos vermelhos, estão com seu irmão.

A garota saiu apressada.

– Sei o que meu marido fez, Lady Lydia. – Estava envergonhada. – Ele não fez por mau, mas ele tinha que fazer.

– O que quer dizer?

– Ameaçaram ele, o homem falou que ia matar a gente. – Olhava para a porta, tinha medo que a filha voltasse. – Eu não me importo de morrer, mas meus filhos são tudo. Só quero agradecer por ter lhe enviado para a muralha, sei o que ele fez poderia ter lhe custado a vida.

– Que homem? – Ainda tinha medo. – Se falar eu juro proteger você e seus filhos.

– Ele não disse o nome, mas era alguém importante, de uma casa importante. Disse que só poderia falar aquilo, mas se algo desse errado é apenas para olhar a mão.

A garota voltou com alguns panos, coloquei um sorriso no rosto e algumas ideias na cabeça.

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Sebastian Lannister

Ganhei alguns dias de vantagem, os homens de meu pai não iriam pisar no Norte, não estavam em posição de ir lá e encarar os Nortenhos.

Muitas pessoas lá não conheciam Sebstian Lannister, mas muitas conheciam os homens de Jason Lannister. Esse é o problema de criar uma reputação para si, não pode fazer nada depois que se ganha sua reputação.

Ainda tinha bastante suprimentos, mas não sabia quanto tempo de vantagem tinha.

– Vamos homem, seja forte. – Escutei uma voz feminina.

As vozes de um homem e mulher começaram a se misturar, junto com de uma criança.

Aproximei devagar e percebi que deveria ser uma família, a roda tinha se prendido na lama.

Eles olharam para mim assustados quando pulei do cavalo.

– Precisa de ajuda? – Perguntei e o homem pareceu desconfiado.

– Não, estamos bem, rapaz.

– Não é problema. – Fui para o lado dele, peguei na madeira. – No três, tudo bem?

Comecei a contar e no três empurramos a  carroça até sair da lama.

Voltei para meu cavalo, mas a mulher me chamou.

– É melhor tomar cuidado, rapaz, tem alguns ladrões por aqui.

– Obrigado pelo aviso, vou tomar cuidado.

Sei me cuidar contra ladrões, o treinamento me serviu de algo.

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Axel Stark

Não conseguia dizer que Jon conversando com Baelor é a melhor estratégia, usar o casamento seria uma forma mais útil de conseguir o exército Targaryen.

Mas não ia me preocupar com isso agora, me aproximei da garota que estava com Bran.

Ninguém tinha perguntado nada para o Bran, todos queriam respeitar o espaço dele e isso de alguma forma colocava Meera Reed.

– Foi tão ruim? – Perguntei e ela pareceu entender.

– Tudo foi rápido, sabe? Eles aparecerem e não pudemos fazer nada para impedir. Jojen estava fraco para prosseguir e o Hodor segurou a porta, deu tempo para fugimos deles.

Era esperando a morte de Hodor e Jojen, só não poderia adivinhar como.

A garota pareceu esconder mais coisa, mas tudo ia ser revelado com o tempo.

– Se precisar de qualquer coisa me avise, você fez muito ajudando Bran.

O que aconteceu lá parece que vai levar muito tempo para ser esquecido, talvez nunca seja.

Mas agora preciso confirmar o que Jon e Tyler esperavam, Hodor estava morto.

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Lisa Targaryen

Escutei Ashara falar sobre minha mãe, ela esteve perto dela e foram melhores amigas, tinha coisas que ela não contou para Oberyn, mas Ashara sabia. Talvez soubesse mais do que poderia contar.

São coisas que acho que não quero saber, os segredos que minha mãe tinha.

Não fiz nenhuma pergunta sobre Aegon, ainda não acreditava que ele era o meu irmão. Mas tinha algo sobre ele, ia descobrir o que era.

– Ela se dava muito bem com Arthur. – Seus olhos brilharam ao falar o nome.

Nunca ouvi ninguém falar mal de Arthur, todos os comentários eram respeitosos e elogiavam o homem que ele foi. Alguns acreditavam que ele não morreu de forma honrada por Ned Stark, porém ninguém poderia confirmar isso.

– Ela foi feliz?

– Seu pai e ela foram bons amigos, eles entendiam seus deveres. – Parou por um tempo. – Ela tinha pessoas que se importavam com ela e você e seus irmãos foram sua maior felicidade.

– Oberyn sempre falava dela, mas antes do casamento. Daemon não se lembra de muita coisa e Baelor parece chateado quando fala.

– Seu tio não passou os melhores momentos, seu avô não ajudou nisso. Sempre comparava Baelor com Rhaegar, sempre dizia que Baelor iria se casar com uma mulher de verdade. E não duvido que ele se culpe pelo o que aconteceu, eu me culpo. – Tomou seu vinho. – Ele sente que falhou com você, falhou com a família. Seu tio é um homem misterioso e ninguém sabe o motivo que ele faz as coisas.

– Minha mãe... Ela amou alguém? Um homem... Entendeu.

– Por que quer sabe disso?

– Meu pai amou outra mulher e quero saber se ela amou outro homem. Eu acho que ela merecia amar alguém.

– Lisa, é complicado. – Sorriu nervosa. – Posso dizer que ela amou, os dois eram perfeitos.

– Baelor Hightower?

– Não, não me pergunte quem, Lisa. Algumas coisas devem ficar enterradas para sempre, para o bem dos dois. Mas sim, ela amou outro homem, mais que seu pai, mas não mais que vocês.

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Helena Tyrell

O acordo estava selado e não tinha mais volta, logo meu irmão e avó vão estar consciente disso.

A coisa certa é conseguir trazer Margaery de volta para Campina, mas primeiro teríamos que entender toda a situação que estava acontecendo lá.

Tudo que ouvíamos eram rumores e todos sobre a caminhada da Cersei e o julgamento que vai se seguir para ambas. O alto Pardal parece se tornar um problema, mas não por muito tempo.

Yunk estava sério, irritado por eu optar ficar mais um tempo aqui. Ele queria voltar logo, não sei bem, já que quando mais rápido voltamos ele vai ter que se casar com minha prima ou o que Alyssa disse tinham fundamento e ele sentia algo por mim.

Ignorei tais pensamentos, não precisava de mais uma pessoa trazendo confusão para minha vida, principalmente de alguém que considerava um amigo.

Alyssa iria partir amanhã com homens Targaryen, eles iriam encontrar Rass e preparar seus próximos passos. Mas para Alyssa era seguir seu coração e ficar mais longe de meu irmão.

Vi a garota Mormont junto de alguns de seus homens, pareciam discutir algo, mas aquilo não me envolve e nem me interessa.

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Lilian Mormont

Tudo que haviam escrito foi que tinham tido um problema com a Patrulha, mas tudo foi resolvido e haviam achado Bran mais rápido que esperavam, não deram mais detalhes.

Jon deixou claro que precisava falar com Baelor e isso iria adiar a partida de seus homens, apenas se ele quiser escutar Jon.

Alguns selvagens vão vir junto, isso só pode ter relação com os jovens selvagens que vão servir alguns Lordes, mas o verdadeiro motivo ainda estava escondido.

O Norte aos poucos voltavam a ficar em uma posição segura para tomar novas ordens, mas tentar integrar os selvagens parece muito precipitado. Um simples problema pode gerar um maior.

Mandei entregar a carta para Lydia, ela que tem que falar com Baelor e não eu.

Helena Tyrell estava em um canto escrevendo, eu sei que ela teve algo com Tyler e que ela não está mais aqui para negociações.

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Anezka Bolton

Tentei convencer Theon em ir comigo antes que Bran volte, mas ele se sente na necessidade de pedir desculpas para os meninos Stark. Algo que poucos homens acham admirável, para a maioria algo hipócrita.

Parecia não perceber o quanto os homens o odiavam por estar perto, queriam que sumisse do Norte para sempre ou de suas vistas.

Esperar Theon é o único jeito de ter certeza que ele vai continuar com a cabeça no lugar, mas tinha uma má sensação no quesito de ir para o Forte Pavor.

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A Oferta

Daenerys já havia terminado seu relacionamento com Daario, não poderia ter um amante caso seu irmão achasse necessário um casamento com algum lorde de Westeros.

Missandei e Tyrion pareciam preocupados com a rainha, cada decisão importante afetava sua vida pessoal.

Ela escutava reclamações das pessoas e dava sua decisão, tentava ser compreensiva com todos e ter Tyrion ao seu lado se tornou favorável.

O anão era mais que um admirador de vinhos, sua inteligência ajudava Daenerys nas decisões mais difíceis. Ele oferecia um ponto de vista diferente.

Faltava apenas um homem, não parecia ser de Essos.

Seu cabelo negro e comprido, olhos de um predador, roupas escuras e cobriam todo o corpo, os lábios formaram um sorriso quando caírem sobre Daenerys.

Ao seu lado estava um homem negro, cabelo e barba branca. Tyrion sentiu um arrepio em seu corpo.

– Meu nome é Victarion Greyjoy, Vossa Majestade.

Tyrion olhou para o homem com interesse, havia conhecido um Greyjoy.

– Está muito longe da sua casa, Victarion Greyjoy. – Daenerys falou.

– Eu vim com uma oferta, vim lhe propor um casamento, Minha Rainha.

– Um casamento?

– Euron Greyjoy ele quer casar com você e pegar o trono de ferro. Na verdade, ele planeja usar você, seu exército, seus dragões e sua família. Depois de conseguir o que quer e um herdeiro vai lhe matar. – Uma pessoa que conhecesse Euron bem sabia disso, Asha não o acusou sem fundamentos. – Vim aqui pedir que se case comigo e me ajude a derrubar meu irmão.

Daenerys olhou para Tyrion, o anão estava desconfiado.

– Seu irmão quer o trono de ferro. O que você quer? – Tyrion perguntou.

Victarion sorriu, ele sabia exatamente o que queria e nunca pode.

– A cabeça de meu irmão, apenas isso. Ele dormiu com minha mulher e eu a matei.

– Matou sua mulher e não seu irmão? Por quê? – Foi a vez de Daenerys.

– Meu irmão Balon acreditou que o exílio era a melhor opção, acreditava que matar um membro da família traz uma terrível maldição. Ele tirou minha mulher, agora vou lhe tirar seus sonhos, Vossa Majestade. Meus barcos são de seu irmão, meus irmãos vão lutar pelo seu irmão, vou derrubar meu irmão.

– Suponho que a oferta de casamento seja para irritar Euron. – Tyrion concluiu. – Ele quer se casar com Daenerys, talvez mandou você aqui para fazer a proposta e no meio do caminho percebeu que tirar tudo que é dele é mais satisfatório. Mas minha Rainha não é um instrumento para fazer ciúmes.

– Eu sei, o casamento é para oficializar o acordo. Evitar traições.

– Da sua parte? – Daenerys perguntou, Victarion riu.

– Evitar que ambos traiam um ao outro. O que acha?

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Vou fazer minha coisa

Ele olhou para o Karstark na sua frente, sorriu para o homem e deixou sua mente vagar para lugares escuros.

– Tenho um plano para recuperar o que é seu. – Levantou do chão, abriu um largo sorriso. – É muito simples. O Norte não escolheu ninguém para cuidar dessas terras, mas ainda temos uma doce Karstark casada.

– Alys. – O Karstark lembrava da garota.

– Alys Karstark e ela se casou, se estiver certo e sempre estou. Vai achar o marido e mata-lo, então vai pegar a recente viúva e se casar com ela.

– Ramsay casou com Sansa e isso não deu certo. Não vou arriscar meu pescoço.

O rapaz fechou sua mão e olhou para árvore, estava perto de soca-la, mas sabia que faria muito mal para seus dedos. Respirou fundo e sorriso sumiu.

– Então vá embora, por que está aqui? Não podemos matar todos os Stark, todas as casas do Norte. Você precisar matar um homem e se casar, engravida-la e ela será sua para sempre. Que mãe vai querer deixar seu filho com um monstro?

– Não sou um monstro.

– Não, não é um monstro. Ela sabe disso? – Sorriu novamente, dessa vez o Karstark se arrepiou. – Vai ficar com a parte simples, casar e engravidá-la. Eu vou criar um herói, restaurar o nome da sua casa.

– Como planeja fazer isso?

– Vou fazer o que sempre faço, manipular mentes. – Seus dedos bateram na árvore, parecia criar uma música rápida com as batidas. – A parte mais difícil vai ser quando o Norte mandar protetor e vai ser tão divertido.

– Devia mata-lo.

– Mate e um novo vai vir. Precisa usar sua mente, não sua espada. Sobre Alys é muito simples. Vai salvar sua vida, mas tem que ser algo casual. Pense o quão estranho seria você está no mesmo local que o marido dela vai morrer?

As possibilidades vagavam em sua mente e cada uma delas parecia uma péssima ideia, tudo colocaria um alvo nas costas do rapaz na sua frente.

Menos um, menos que precisasse de crueldade.

– Espero que tenha moedas, vamos contratar alguém para cuidar do nosso serviço sujo. As pessoas vão se apaixonar pelo casal Karstark. Provando que existe bons homens em sua casa, oh, vai ser tão lindo.

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Você será meu

Ninguém sabia onde achar seu pequeno animal, havia sumido há anos e nenhum mercenário conseguiu rastrear ele.

Olhou para o homem na sua frente, ele conhecia o garoto e poderia ajudar nisso.

– Vou acreditar em suas habilidades, Varro, se conseguir trazer ele de volta vai ser muito bem recompensado.

– Não posso ir sozinho, senhora. Eu o conheço o suficiente para saber que vai lutar e não sou o mesmo que antes.

– Quem precisar, só traga meu Tallon de volta.


Notas Finais


1. Esse capítulo foi editado no celular (Não pude editar no PC), como um pedaço que tbm teve que ser escrito no celular.
2. Por conta disso vou ter que deixar a morte de um personagem para o próximo.


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