História Game of Thrones: Winds of Winter - Capítulo 5


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Arya Stark, Benjen Stark, Brandon "Bran" Stark, Brienne de Tarth, Cersei Lannister, Daario Naharis, Daenerys Targaryen, Davos Seaworth, Euron Greyjoy, Gendry, Jaime Lannister, Jon Snow, Jorah Mormont, Melisandre, Olenna Tyrell, Petyr Baelish, Samwell Tarly, Sandor Clegane, Sansa Stark
Tags Cersei Lannister, Daenerys, Fire Blood, Game Of Thrones, Jon Snow, Season 7, Starks, Winter Is Coming
Visualizações 357
Palavras 3.536
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Eastwatch


Winterfell

 A neve caia como uma chuva serena sobre os pelos de Nymeria e Fantama, os únicos lobos gigantes que sobreviveram aos terríveis acontecimentos que caíram sobre os Starks. Ambos caminhavam pelo Bosque Sagrado, sendo observados por Arya. Para ela, parecia um pouco difícil acreditar que estava em casa novamente. Aqueles anos longe de Winterfell pareceram décadas. E as palavras de seu pai finalmente haviam se cumprido. “O inverno está chegando”. E ele veio, trazendo á tona os Starks, que ressurgiram e tomaram o Norte na Batalha dos Bastardos. Jon fora coroado Rei do Norte e isso deixava Arya feliz. Queria poder reencontrar o irmão e abraça-lo, assim como na última vez em que se viram, quando ele partiu para a Muralha e ela para Porto Real. No momento ele estava em Pedra do Dragão, negociando com Daenerys Targaryen.  Jon lhe deu Agulha, e dentre os irmãos, sua amizade sempre foi maior com ele. Agora, tudo a sua volta estava diferente até mesmo Sansa. 

– Ela não é mais aquela idiota apaixonada, se tornou uma mulher forte.  Minha irmã é a Lady de Winterfell. Jon não é mais só um bastardo, é o Rei do Norte. Bran é o Corvo-de-Três-Olhos. Só queria que o papai e a mamãe estivessem aqui. E o Robb também. – Pensou.

 - Há quanto tempo está aqui? – a voz de Sansa surge e Arya se vira, enquanto a irmã se aproxima. 

 - Algumas horas. Não estou sozinha, se é o que a preocupa.

 - Não. Você sabe se cuidar. Com certeza melhor do que eu. – Sansa sorriu e Arya retribiu o gesto. 

 - Onde está Bran? – Perguntou Arya. 

 - Dormindo. 

 - Acredita no que ele falou? Sobre os Outros?

 - Eu não sei. Não acho que esteja mentindo, mas é... 

 - Surreal... – Completou Arya.

 - Bem, eu tenho que ir. Lorde Baelish, quer negociar comércio conosco.

 - Você mais do que ninguém deveria saber que não se deve confiar no Midinho. 

 - Não confio. – Respondeu Sansa, retirando-se. 

 - “ Não estou muito certa disso. “ – Pensou, segurando o cabo de Agulha.  

Cidadela

 Davos acertou com Irmandade sem bandeiras que o aguardassem em Porto Real, para que assim fossem para Pedra do Dragão. Sabia que isso não era muita coisa, mas quanto mais pessoas se juntassem a causa de Jon, melhor seria para todos. Ao vislumbrar a Cidalela, viu torres e cúpulas ligadas por pontes feitas de pedra e arqueadas. E seus portões eram flanquados por um par de grandes esfinges verdes. Possuiam corpo de leão, asas de águia e cauda de serpente. Uma tinha o rosto de homem e a outra, de uma mulher. A Cidadela é o lugar onde os meistres se reuniam, estudavam e admitiam novos membros. Davos não sabia  se o deixariam entrar, mas estava certo que aceitariam a carta para Samwell Tarly. Antes de entrar, ele vê um homem saindo pelos portões. Davos notou alguma semelhança, como se ele fosse familiar. Possuia pouco cabelo, e mostra em seu corpo, o desgaste do sol. Ele passa por Davos, indo na direção oposta. Davos fala com um intendente e deixa a carta para Samwell Tarly, que para surpresa de Sor Davos, passava por aquele cômodo.

 - Ora que surpresa... Sor Davos... – Sam o cumprimenta com um aperto de mão.  

 - Tarly. Espero que sua estada aqui esteja sendo agradável.  

 - Mais do que agradável. Amo livros. Bem... o que o traz aqui? - Uma carta de Jon Snow, o Rei do Norte. – Sam se surpreende com aquelas palavras. “

 – Então eu saio do Castelo Negro e Jon se torna rei? Quem diria...” – Pensou Sam, sorrindo. 

 - Espero que eu possa ajudar. Isso é ótimo, com Jon como Rei do Norte poderá alcançar outros lordes em Westeros contra os Outros. - Sim. – Davos concordou e pensou:

– “ Embora conseguir isso seja muito mais difícil agora.” 

 - É verdade o que dizem? A Mãe dos Dragões está em Westeros?

 - Sim. E tudo o que possa ter ouvido sobre ela é verdade. 

 - Incrível... Bem... Até logo Sor Davos. 

 Baía dos Naufrágios 

 - A noite se aproxima marujos! Mas é preciso alegria. 

Ora, Yara, sorria. – Disse Euron. Yara ainda sentia o gosto salgado de sangue na boca, estava amarrada juntamente com Ellaria Sand, próximo a proa. - Você vai pagar por isso seu desgraçado... – Falou Ellaria.

 - Ora, não seja tão rude. Veja como somos bons... Vamos cantar um canção para você. A melhor canção de Dorne. – Eurou falou, e um dos marujos pega um tamborim, outro um instrumento de cordas, presas e esticadas a uma viga de madeira. 

 - Uma garrafa de rum para aquecer a garganta, Pipe! – Euron toma a bebida, enquanto o marujo careca começa a bater no tamborim. E o outro, um bangelo, começa a tocar o instrumento de cordas. - Eis a canção.

 - Euron começou a cantar: A mulher do dornês tão bela quanto o Sol Com beijos quentes primaveris

 E a espada do Dornês feita em negro metal Cada beijo era uma cicatriz   A mulher do dornês em seu banho cantava 

Com  voz suave, qual doce mel 

 E a espada do Dornês com sua própria canção Mortal, como a de uma cascavel

 -Ahh! – Gritaram os marujos.  Cercado por trevas no chão estirado Na boca o seu próprio sangue E enquanto os seus companheiros rezavam E sorrindo cantava exultante 

 - Hey! – os marujos em unínissono levantaram a voz. 

 - A melhor parte é agora... – Disse Euron. 

 Irmãos os meus dias aqui se acabaram O Dornês me derrotou de vez Mas pouco me importa pois todos morremos! Comi a mulher do Dornês! Mas pouco me importa pois todos morremos!  Comi a Mulher do Dornês! Se eu pudesse eu comia outra vez!

 - Hey! – Os marujos batem palmas, enquanto Euron agradece curvando a cabeça. Euron conclui levantando um copo de cerveja: - Vocês são o meu presente para Cersei.   

Pedra do Dragão

 Jon Snow estava pensativo, ainda aguardava o retorno de Davos, embora não soubesse o que fazer para parar a guerra entre Cersei e Daenerys. Muitas pessoas já haviam morrido, e ele sabia que não haveria trégua entre as duas. Temia que não conseguisse fazer o suficiente para evitar que os Outros destruíssem tudo. Lembrar do que aconteceu em Durolar, e todo aquele horror ainda lhe causava calafrios. A guerra já havia começado, mas não a verdadeira guerra. E esta, acabaria com todos, e o inverno iria tragar tanto dragões como leões.

 - Tem fome? Junte-se a nós. O sol já vai se por. – Disse Tyrion, na entrada do castelo. Jon acena com a cabeça, acompanhando o anão. Os portões estampavam o símbolo da dinastia Targaryen, três cabeças de dragão em um círculo escarlate. 

 - Creio que mesmo não tendo entrado em acordo com a rainha, acho que ficou impressionado com o que foi apresentado. Esta é a maior força que já foi vista em Westeros. 

 - “Segunda maior. “ A primeira tem todos aqueles que morreram Para-lá-da-Muralha”. – Jon pensou mas apenas resolveu dizer:

 - Concordo. Sinto por nossas negociações terem fracassado, Lannister. Mas não posso fazer o que ela pede. Existe muita coisa em jogo. 

 - O Trono de Ferro é uma delas. Não estou dizendo que é um mentiroso Snow. Mas é muito mais difícil acreditar em apenas palavras abstratas do que algo concreto. Quanto as negociações... Foram melhores do que a maioria. Ao menos você não foi queimado. – Brincou Tyrion.

 - Não consigo a ver como rainha. Parece ser uma pessoa boa, mas...

 - Para seu próprio bem, é melhor não dizer isso na frente dela. Sei muito bem os perigos e as loucuras do poder. Transformam boas pessoas... em cruéis. Mas ela luta por valores justos, Snow. Assim como você, talvez não sejam tão diferentes assim. – Replicou o anão, enquanto as portas de uma sala são abertas. No cômodo haviam tochas que iluminavam o lugar. Dany estava sentada em uma cadeira e a frente dela estava uma bela mesa de madeira, muito bem trabalhada e tão bem polida que quase chegava a lustrar o ambiente. Em seu centro havia um castiçal de prata com três velas.  Seus olhos pareciam examinar Jon como um livro, como se tentasse lê-lo, embora tivesse pouco respeito por ele.

 - Rei do Norte... Espero que me honre, jantando comigo.

 – Jon não sabia se era uma piada ou simplesmente uma ironia. Ele não responde e senta-se, ficando a frente dela. Em seguida, são trazidos variados pratos com carneiro, queijos, pães, empadões de caranguejo, leite, peixes assados e vinho tudo de finíssima qualidade. Dany delicadamente começa a comer com uma colher e uma faca de prata, enquanto Jon pega o copo de vinho que  é oferecido por uma serva. Ele segura o copo em sua mão direita, e leva o olhar para Dany, pensativo. 

 - O que foi? Não está com fome? – Jon permaneceu em silêncio.

 - Você não está pensando que... não... acha que está envenenado? – Dany pergunta estendendo a mão e pegando o copo de Jon, tomando um gole.

 - Se eu quisesse te matar, não acha que já estaria morto?

 - Não é com isso que estou preocupado. – Respondeu Jon, friamente. 

 - Claro, está preocupado com os Outros como você já disse. Ao menos se alimente um pouco. Fale alguma coisa, preciso me distrair. Você tem muito orgulho de sua terra não é? Fale-me sobre o Norte. – Disse Dany, devolvendo a taça de vinho a Jon.

 - O Norte? – Jon bebe um pouco do vinho e por um momento Dany viu um certo brilho em seu olhar:

 - O Norte é único. Quando eu era um garoto, olhando do castelo do meu pai, acreditava que o sol jamais se punha no Norte. Pois parecia tão vasto. Parte de mim ainda acredita.  É o maior reino dos Sete Reinos. Maior até do que todos os outros seis juntos no Sul.  Ele é frio e úmido é assim que vocês sulistas o veem. – Dany sorri um pouco, levando a copo aos lábios. 

 – Mas sem o frio, um homem não dá valor ao fogo em sua lareira. Sem a chuva, um homem não dá valor ao teto sobre sua cabeça. Então que se dane o Sul com o sol, flores e ambições. Isso é ter um lar. O meu é em Winterfell, a sede ancestral da família do meu pai, a Casa Stark. Mesmo assim eu sou um Snow. E a Senhora Catelyn, esposa de Ned Stark, meu pai, me lembrava de que eu não era um Stark. Mesmo crescendo junto com seus filhos legítimos. Enquanto o nome deles governa o Norte, o meu nome é o Norte. “Snow” A neve cai pelo Norte até as suas extremidades e além da Muralha. Nossas terras vão da Muralha até o Gargalo. Uma estrada nos separa do resto de Westeros. O Norte se lembra. O Norte avisou: O Inverno está chegando. E ele chegou, para todos nós.   

Fortaleza Vermelha

 - Cersei... – Ao ver o irmão adentrar na Sala do Trono, Cersei levanta-se e vai até ele caminhando. Jaime tinha respingos de sangue e terra no rosto. - Está ferido? – Ela olha para a face do irmão, antes era um homem orgulhoso e sagaz, agora seus olhos mostravam um olhar melancólico, como se mostrasse remorso por tudo que havia acontecido. - Não. A Mãe dos Dragões ela... - Derrotou o exército, eu sei. Mas Euron Greyjoy capturou Yara e Ellaria Sand. Olenna está morta. Ela pode ter exércitos e dragões, mas duvido que arrisque nos atacar tendo duas reféns ao nosso poder. -  Cersei falou com um sorriso que mostrava certeza e controle. – Vamos vencer... - Cersei... - Jaime  balança a cabeça negativamente, e dá um suspiro cansado. 

– O que restou foi a Guarda Real e a Patrulha da Cidade, acho... Acho que devia se render e entregar o... 

– Antes que ele terminasse, Cersei o esbofeteia. Em seus olhos podia-se ver raiva e repulsa. - Como se atreve  a dizer algo assim?! Um Lannister jamais se rende. Não estou reconhecendo você... Onde está o seu orgulho? 

 - Que se foda o orgulho. Eu vi nosso exército ser facilmente dizimado.  E quanto a todas as pessoas aqui? Até quando vamos estar seguros Cersei?! - A vadia Targaryen não vai...

 - Ela é filha do Rei Louco! – Jaime irritou-se.

 - Acha mesmo que ela não vai  queimar tudo igual ao pai? Porto Real já teria virado pó se eu não tivesse matado aquele desgraçado.

  - Não. Ela não é tão estúpida quanto o pai. E você? É um novo Rhaegar? 

 -  Rhaegar seria um rei melhor do que qualquer um de nós. Ele não queimaria um septo inteiro.  O que diabos estava pensando?

 - O Alto Pardal merecia morrer, era a única forma de nós livrarmos daquela maldita religião. 

 - Mas a que custo? E quanto as outras pessoas, também  mereciam morrer? Tommen morreu por sua causa! Sete Infernos...

 - Do que adianta tomar as dores do mundo? O melhor a fazer importar-se com si mesmo. As outras pessoas já não representam nada pra mim. Perdi Joffrey, Myrcela e Tommen. E acho que acabo de perder você também. 

 - Não podemos manter o trono assim. 

 - Se está com medo e quer desistir, vá.  Fuja como um corvade e envergonhe o nome de nossa família.

 - Não há como envergonhar o que já é uma expurgo pra mim. Tudo o que eu fiz... O que nós fizemos... Eu joguei um menino de uma torre, acabei com a vida de uma pessoa inocente apenas porque queríamos manter um segredo sujo. 

 - Vai lamentar pelo Casamento Vermelho também?

 - Nós dois sabemos que maldades não ficam impunes. Acha que tudo o nos aconteceu foi má sorte?

 - Não. Foi a maldita profecia. Aquela  bruxa disse que meus filhos morreriam, que o Duende me mataria. Eu não vou recuar, nem me render. E se necessário vou morrer defendendo o que é meu. Não vou oferecer paz, pelo contrário... Eu escolho violência. 

 Porto Real 

 Sor Davos retornava trazendo consigo um baú de madeira. Samwell Tarly lembrou-se antes que partisse de lhe entregar uma corrente de aço valiriano. Era longa e prateada, bem trabalhada e forjada. Era bom saber que o conhecimento do aço valiriano não havia se perdido totalmente, e isso seria de grande ajuda na guerra que viria. Ao retornar para Porto Real, a Irmandade Sem Bandeiras aguardava-o no mesmo local que designara. No entanto, Gendry não estava lá.

 - E o Gendry? 

 - Bom, ele disse que ia fazer uma coisa importantee até agora não voltou. – Respondeu Thoros de Myr.

 “ Será que Cersei o pegou? Mas depois desse tempo todo, porque capturaria agora um bastardo de Robert Baratheon? Não faz sentido. Tenho que achá-lo, é do sangue de Stannis  e é um bom rapaz. “

 - Vão para Pedra do Dragão e sigam as instruções de Jon Snow. Em breve estarei com vocês. – Disse Sor Davos. 

 -  Se você quer assim...  Vamos andando seus merdinhas! – Concordou Thoros, proseguindo com o resto dos homens. Já foram um número maior, mas agora a Irmandade contava agora com dez homens: Thoros de Myr, Limo Limão Manto, Harwin, Jack Sortudo, Notch, Luke Prometedor, Mudge, Dick Imberbe, Dennet e Gendry. Davos caminha por entre a cidade, quando vê um tumulto, pessoas saem correndo enquanto a Patrulha da Cidade avança. Repentinamente, ele sente alguém tocar seu ombro. Era Gendry, este portava agora um grande martelo de guerra. Fora com este que Robert matou Rhaegar Targaryen na Batalha do Tridente. 

 - O que está fazendo com isso?

 - É o martelo de Robert Baratheon, meu pai. Os Lannister não vão se importar. - Gendry respondeu.  Os Lannisters não, mas os oficiais sim. Precisamos sair daqui antes de sermos pegos. Rápido, deixei um barco na costa.

- Advertiu Davos. 

 - Vamos. 

  Os dois caminhavam o mais depressa possível sem levantar suspeitas. Gendry conseguiu enrolar o martelo em uma malha de tecido, para que não fosse visto. No entanto, quando chegam próximo do barco, dois guardas se aproximam, já desembainhando as espadas.  - Ei vocês! O que estão levando nesse barco? 

 - Nada demais senhores, apenas uma ancora para um pescador.- Disse Gendry.

 - Mentira! – Nesse momento Gendry rapidamente puxa o martelo e Davos retira sua espada. O rapaz acerta em cheio o peito do oficial quem é estrassalhado pelo golpe, enquanto o sangue espalha-se pela areia. Davos luta contra o outro com sua espada, conseguindo acertar a perna, fazendo-o cair. E então Gendry o mata em seguida, com o martelo. Davos se dirige novamente ao barco e diz: 

 - Agora rápido, empurre o barco antes que mais  deles apareçam. 

 Pedra do Dragão 

 Theon estava exausto e com muita sede. Quando seu barco chegou em terra, tinham tanto desgosto de si próprio que desejou morrer antes de pisar na areia.  Em sua mente as palavras de Yara martelavam sua cabeça desde o momento em que pulara do navio. “ Fuja, é o que você tem feito a sua vida toda.” E era verdade, Theon havia fugido da honra, do coragem e talvez até de si mesmo. Achava que estava mudado quando decidiu ajudar Sansa a fugir de Ramsay. Ele caminha de volta para ao castelo quando Jon o vê aproximar-se. O bastardo corre em sua direção.

 - Greyjoy! Seu traidor! – Jon não tinha esquecido o que Theon fez á família Stark, quanto tomou Winterfell, em nome de Balon Greyjoy, seu pai. Robb estava lutando na guerra, junto com os vassalos da Casa Stark, Theon aproveitou covardamente o momento para tomar vantagem. Matou Sor Rodrik, que treinara Jon e Robb e com isso Bran fugiu, sendo que até o momento Jon não sabia onde o irmão estava ou se estaria vivo. Tudo por culpa de Theon. O Greyjoy assusta-se e tentar dar um soco em Jon que desvia,e o empurra , fazendo-o cair. Jon retira Garralonga da bainha e encosta-a no peito de Theon. Neste momento Daenerys se aproxima juntamente com Tyrion dizendo:

 - O que pensa que está fazendo, Snow? Este homem é meu aliado. 

 - Essa é uma questão pessoal. Greyjoy traiu os Starks, que o criaram como protegido. - Rebateu Jon.

 - Pare com isso. -Dany orde

 - Isso sou eu que decido. Meu pai dizia que o homem que executa a sentença deve brandir a espada. – Respondeu Jon. 

 - “ No jantar ele até foi agradável, esqueci como ele é temoiso" - Pensou Dany

. - Isso é uma ordem, pare agora!  - Alguns do dothraki começam a se aproximar -

 Você não é minha rainha.

 - Sim, faça!  Me mate! Eu não aguento mais viver com tamanho desgosto. Eu mereço isso Jon. Faça... – Disse Theon, chorando.

 Jon pega seu braço e o levanta, seu rosto ainda mostrava irritação ao reencontrar Theon, mas ele decide colocar a espada de volta à bainha, dizendo:

 - Sansa me contou o que fez por ela, ajudando-a a fugir de Ramsay Bolton. Me vingar de você não traria coisa alguma de volta. Mesmo com tudo que fez aos Starks, conseguiu fazer algo de bom.  Significa que existe redenção, basta você escolher o certo

. - Eu não mereço, depois de... - Perdão não é algo que é merecido. Eu te perdoo. Não confio em você, mas é mais útil vivo do que morto. 

– Theon agradece inclinando a cabeça. 

 - Vai jurar lealdade para ele também? Euron nas Ilhas de Ferro, Cersei em Porto Real, Jon Snow no Norte e a rainha Daenerys. Temos quatro tronos... Três a mais para o meu gosto. – Brincou Tyrion. 

  - Euron capturou Yara... – Theon falava com pesar na voz. – Eu consegui fugir. - Já devem estar a caminho de Porto Real. – Disse Tyrion. 

 - Vou ter uma conversa com Cersei. Ela verá que eu não estou brincando. - Falou Dany, cruzando os braços. 

 Ao longe, Sor Davos retornava em um barco e juntamente com ele, mais outros três barcos aproximam. Dany olha e pergunta quem são, mas Jon também nunca tinha visto aqueles homens. - Rei do Norte... – Disse Thoros, prestando reverência e tossindo em seguida. - São a Irmandade Sem Bandeiras, estão dispostos a lutar contra os Andarilhos Brancos.

 - Aquele grupo de criminosos? 

– Perguntou Tyrion com um meio sorriso. 

 - Aquele não, o grupo de criminosos. Respondeu Thoros, rindo.

 - Eu quero te pedir uma coisa... – Disse Jon voltando-se para Dany.

 - Fale. Antes que eu me arrependa.

 - Vá até Cersei e convoque um Grande Conselho. Será daqui a duas semanas. 

 - Duas semanas de trégua? Acha que ela irá aceitar isso? 

 - Não. Mas ela está vulnerável, você poderia ter a matado mas não o fez para não  destruir pessoas inocentes. Cersei não terá escolha. 

 - O que você vai fazer? – Perguntou Dany.

 - Davos trouxe uma corrente de aço valiriano. – Jon virou-se para a Irmandade Sem Bandeiras. “ Isso é loucura e muito arriscado, mas é o único jeito de acabar com essa briga por tronos - Pensou. 

  - Nesse Grande Conselho, os Sete Reinos saberão qual é a verdadeira guerra. Se fizermos isso alguns de nós podem sair feridos ou até pior. -  Estamos dispostos a enfrentar isso. A morte é uma roupa que todos vestem um dia. O que vamos fazer, Jon Snow? - Perguntou Thoros.  - Iremos capturar e trazer um Andarilho Branco para Pedra do Dragão.        



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