História Game of Thrones: Winds of Winter - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Arya Stark, Benjen Stark, Brandon "Bran" Stark, Brienne de Tarth, Cersei Lannister, Daario Naharis, Daenerys Targaryen, Davos Seaworth, Euron Greyjoy, Gendry, Jaime Lannister, Jon Snow, Jorah Mormont, Melisandre, Olenna Tyrell, Petyr Baelish, Samwell Tarly, Sandor Clegane, Sansa Stark
Tags Cersei Lannister, Daenerys, Fire Blood, Game Of Thrones, Jon Snow, Season 7, Starks, Winter Is Coming
Visualizações 525
Palavras 4.551
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - The Winter King


Fanfic / Fanfiction Game of Thrones: Winds of Winter - Capítulo 6 - The Winter King

Winterfell 

 Os olhos verdes de Sansa encontraram Peytr Baelish próximo a cadeira onde Ned Stark costumava sentar-se. Ela tinha feito todo o possível para administrar o Norte e garantir a hegemonia do maior dos Sete Reinos. Agora,  Westeros estava em guerra. A chegada da Mãe dos Dragões colocou Cersei em maus lençóis. No entanto, não tinha recebido nada com relação a Jon fazer um acordo. Sansa soubera que o exército Lannister fora totalmente derrotado por Daenerys, o que a deixava satisfeita, apesar de temer o que pudesse acontecer com seu irmão caso a Targaryen decidisse tomar o Norte. 

 - Lady Stark... Sua beleza aumenta a cada dia. - Midinho soltou um gracejo, mas obteve apenas a expressão fria no rosto de Sansa. 

 - Seja direto Lorde Baelish. Tenho muitas tarefas a desempenhar.

 - Com certeza. Seu trabalho no Norte é louvável. Mas eu gostaria de oferecer algo que a tornaria muito mais influente e poderosa. E ajudaria inclusive o Rei do Norte.

 - "Como se você apoiasse meu irmão como rei." - Pensou. 

- E o que é? - Um casamento. Entre você e meu sobrinho, Robin Arrny. - Sansa deu um suspiro de insatisfação após as palavras. 

 - Agradeço a oferta, mas meu último casamento não... - Uma lágrima começa a cair lentamente pelo rosto dela, quando continuou: 

 - Pode ter me ajudado a retomar o Norte, mas você me vendeu a um monstro. E eu nunca vou te perdoar por isso. - Sansa falou, levantando-se e olhando com repúdio. 

 - Eu não peço que me perdoe, mas que faça o que é melhor. Você nasceu para ser uma rainha. Jon Snow pode ser um grande guerreiro, mas não tem a capacidade de governar o Norte. Você tem.

 - Não me venha com seus gracejos e elogios, acha que eu não sei o que você quer? 

 -  Quero me redimir. E servir a Sansa Stark, a herdeira legítima do Norte. Sansa mostrou um meio sorriso e respondeu: 

 - Você serve a si mesmo. Quer que eu agradeça pelo que fez ? Obrigada. Agora vá embora, antes que eu o acuse de traição. 

 - Como quiser Lady Stark. - Midinho levantou-se e caminhou até a porta quando falou:

 - Você me disse que confia no seu irmão bastardo. Mas, porque não contou a ele sobre os Cavaleiros do Vale? O exército dele quase fracassou na batalha por Winterfell e ele esteve por um fio de morrer. Se isso é confiança eu não sei o que é o contrário. Cuide-se, Sansa. O inverno chegou. 

 Arya observava Bran dormindo, lembrava de quando eram pequenos, naquele pátio onde Robb e Jon ensinavam a Bran como atirar com arco e flecha. Ela tinha acertado precisamente no alvo enquanto Bran ainda preparava-se para atirar. Eram bons tempos, e Arya gostaria de poder voltar no tempo e impedir que seu pai fosse para Porto Real, que tivesse matado Joffrey com Agulha, que Jon tivesse ficado com ela em Winterfell... "De nada adianta lamentar o passado, ele não vai mudar." - Arya. - Bran falou abrindo os olhos. 

 - Teve bons sonhos Bran?

 - Posso ter sonhos de lobo e visões verdes.

 - Eu ainda não entendi muito sobre o Corvo de Três Olhos, mas você disse que pode ver o passado através dessas visões.

 - Sim. Do presente e do futuro também. 

 - Bran falou mas percebeu que Arya não estava muito convencida. - Seu amigo, Gendry, que foi levado pela Mulher Vermelha, está vivo. 

 - Foi ela que me disse que Jon era rei.

 - Ela está no Sul. E Gendry está com Jon e a Mãe dos Dragões em Pedra do Dragão. 

 - O que diabos ele está fazendo lá? - Está com a Irmandade Sem Bandeiras. Essa foi minha última visão. Mas tem algo que eu preciso contar sobre o Jon, sobre a mãe dele... - Você sabe quem é a mãe dele? 

   Pedra do Dragão   

 Dany decidiu aguardar para decidir o que faria pelo pedido de Jon Snow. Um acordo de trégua para Cersei seria algo incerto, embora ela soubesse que seus dias no Trono de Ferro estavam contados. Olhando pela janela viu aqueles homens trazidos até Jon para irem até os tão falados Caminhantes Brancos. "Será mesmo possível que essas criaturas existam mesmo? O bastardo de Ned Stark falou com tanta convicção que não me pareceu uma mentira... Mas eu vim tomar o que é meu, o trono que um usurpador roubou de mim. Na visão que tive na Casa dos Imortais, eu ia até o Trono de Ferro, e aquela sala estava com parte do teto destruído. Era inverno e a neve caia sobre mim, cheguei bem perto, mas não toquei no trono. Será que depois de tanto esforço eu não o conseguiria? Ao sair daquela sala, um grande portão era elevado, e desta vez eu podia ver a neve cair até o horizonte. Havia uma grande muralha de gelo, e nela uma bela rosa azul brotava para mim. Dizem que essas rosas são de inverno e nascem em Winterfell. O que ela significa? Seria alguém que surgiria para mim? Não sei o que esperar de visões, mas sei que terei o que desejo. Quero justiça, quero paz e no entanto me vejo no meio de duas guerras, se é que a segunda existe." - Pensou Dany, enquanto observava o grande mapa de Westeros. Neste momento ela escuta alguém bater na porta. - Quem é? 

 - Minha rainha... - Era a voz de Tyrion. 

- O Rei do Norte deseja falar com a senhora. 

 - À sós, se possível. - Jon fala, e Dany consente com a cabeça. Após isso,Tyrion se retira prestando reverência.

 - Pensei que partiria imediatamente. - Ela falou cruzando os braços. 

 - O sol já vai se por. Não é prudente viajar à noite, e os homens precisam se alimentar. - Seus homens, seus problemas.

 - O inverno fechou as estradas comerciais. Proponho um acordo sobre o trigo, cevada e peles. Um terço será distribuído para você e seu exército. Por um preço justo, claro. 

 - E qual o preço? - Permita que eu leve um pouco de vidro de dragão na viagem de amanhã. E quando a Longa Noite chegar.

 - Isso é tudo?

 - Sim.

 - Muito bem, assim será. 

 - Obrigado. Mas eu tenho mais uma pergunta. Falará com Cersei sobre... 

 - Estou pensando a respeito. Amanhã você saberá. - Dany bebericou um pouco de vinho, enquanto Jon voltava-se para a porta ela diz: 

 - É um homem diferente, Jon Snow. Nunca conheci alguém que tenha voltado da morte. - Jon se vira e responde:

 - Bem, nunca conheci ninguém que tenha dragões. Acho que nisto podemos concordar. 

 - Acha que me venceria ? - No mano a mano  e sem dragões. - Jon falou e Dany ri. 

 - Não me subestime, pode se surpreender, Snow. Soube que você tem um lobo. 

 - Um lobo gigante, são maiores que os outros lobos. Branco como a neve, olhos vermelhos, o nome dele é Fantasma. - Será que ele teria chance contra o Drogon? Eu duvido. 

 - É aquele maior e negro? 

 - Sim. O nome vem de Drogo, meu marido falecido. O verde se chama Rhaegal em homenagem ao meu irmão Rhaegar. E o branco Viserion em homenagem a Viserys, meu outro irmão. Ambos os homens morreram, meus dragões farão o que eles não conseguiram.

 -  Sinto por suas perdas, mas Rhaegar sequestrou e estuprou minha tia Lyanna. Ele teve o que mereceu.

 - Eu não acredito nessa história. Rhaegar era bom e nobre, jamais faria algo assim.

 - Nada pode mudar o passado. O que está feito, está feito. Não importa qual história é verdadeira. 

 - Concordo. Mas me diga, e se um dia nós formos inimigos? Vai render o Norte a mim? -  O Norte tem sido independente a milênios. Sua Casa tem apenas trezentos anos. Pode conquistar todo o Sul, mas o Norte não pertencerá a você.  Não temos que ser inimigos, isso só traria mais derramamento de sangue.

 - Acha que poderia me impedir? Tenho noventa mil homens em meu exército e dragões. Ninguém pode me desafiar. Já deixei as Ilhas de Ferro independentes, não posso ser uma rainha de um reino divido.

 - O que há Além da Muralha pode ameaçar qualquer coisa, até mesmo você e seus dragões.  E quando trouxermos um Caminhante Branco você verá.  Sobre o Norte... Não vai fazer isso. Se realmente quisesse já poderia ter me matado e tomado Winterfell. Você tem objetivos mas não deixe ambições tomarem conta de sua mente. Isso é a ruína de muitos.

 -  Não somos inimigos. Por enquanto... Muito bem, vou falar com Cersei sobre este Grande Conselho, Lorde Snow. – Dany falou, numa tentativa de provocá-lo, mas ele apenas assentiu com a cabeça e retirou-se. Dany escuta o mesmo barulho quando Tyrion  bate novamente na porta. Ela caminha a passos curtos quando o anão lhe informa:

 - Vossa Graça... Tem alguém que deseja vê-la. Uma pessoa que não vemos à algum tempo. Ao acompanhar Tyrion até a saída do castelo, logo de relance Dany observa os homens da Irmandade Sem Bandeiras acampados, que ao menos tiveram a decência de armar tendas. E neste momento encontra Sor Jorah Mormont, que estava a falar com Varys, mas quando a vê caminha até ela e põe-se sobre um joelho. - Khalessi... Obedeci sua ordem e aqui estou.

 - Levante-se. – Ordenou Dany. Ele o faz e ambos se abraçam.  Quando se afastam, Dany pergunta: 

 - Como achou a cura para o escamagris?

 - Fui na Cidadela. Um jovem aprendiz de meistre me ajudou e conseguiu me curar. 

– Disse Jorah, mostrando o braço que fora infectado, tinha ainda algumas marcas mas estava com aspecto natural, ao contrário do que estava antes.

 – O nome dele era Sam. 

 - Fico feliz que esteja bem. – Respondeu Dany, tocando com a mão direita no rosto dele e concedendo um beijo em sua testa. Jorah responde com um sorriso sincero. -

 Quem são aqueles homens? – Perguntou Jorah. 

 - São a Irmandade Sem Bandeiras, estão à disposição do Rei do Norte Jon Snow. Planejam ir Além da Muralha para capturar um Caminhante Branto, embora eu duvide dessa história. 

 - Impossível. Eles estão sumidos a milhares de anos. 

 - Os dragões também estavam sumidos e agora vemos três deles. Também sou um pouco cético em relação a isso, mas não se pode negar que com tudo que estamos vendo, talvez não sejam apenas histórias. – Opinou Tyrion.   

 - Talvez. Mas ainda assim é difícil crer numa coisa dessas. – Replicou Dany. 

 - Sor Jorah... – Jon se aproxima trazendo consigo sua espada. Jorah recordava-se dela, embora a tivesse deixado para trás com um botão de urso e não de lobo. 

 - Você é o bastardo de Ned Stark... Seu pai foi o responsável por me expulsar de Westeros. – Ele disse e Jon ignorou as palavras, continuando: - Servi com seu pai na Patrulha da Noite. Jeor Mormont, o Velho Urso.  Me ensinou muito. Ele me deu esta espada, a Garralonga. Estou devolvendo-a ao senhor. Mas peço que lute com ela  na grande guerra que virá. 

 - Nunca fui o filho que ele mereceu. Se meu pai a deu a você, então use. A espada é sua. Pela manhã eu irei com você, preciso saber a verdade sobre os Outros, mesmo tendo minhas dúvidas. Quanto as suas intenções.  – Disse Jorah friamente.

 - Não pretendo prejudicar sua rainha se é o que tem em mente. Quero parar esta guerra para... -

 Usurpar algo que não é seu? Não pense que irá ter alguma vantagem nisso. 

 - Pouco me importa quem senta no Trono de Ferro. Não sou um usurpador e não me ligo para títulos. 

 Ao surgir a alvorada, Jon e seus homens preparavam-se para seguir ao Norte e chegar Além da Muralha com o fim de capturar um Andarilho Branco. Como prometido, Daenerys permitiu que Jon levasse um pouco de vidro de dragão. Jon pediu a Tyrion que se possível lhe desse um mapa que mostrasse o lado norte de Westeros. Ao pegar o mapa, reuniu os homens na praia de Pedra do Dragão e falou: - Nós iremos de barco até Atalaialeste do Mar. O castelo mais ao leste da Muralha, localizado na Baia das Focas e então os procuraremos. – Jon falou. “ Ou eles nos acharão primeiro” – Pensou. 

– Se alguém quer desistir, fale agora, não há vergonha nisso. Estamos arriscando as nossas vidas e qualquer um pode morrer, mas estou disposto a fazer isso para provar aos Sete Reinos qual é a verdadeira ameaça. – Jon olhou para cada um deles esperando que alguém desistisse e no entanto obteve apenas uma resposta de Thoros de Myr: 

 - Podemos ser uns merdas, mas quando decidimos fazer algo, fazemos. – Thoros De Myr era um sacerdote vermelho, que residiu em Porto Real. Ganhou o sarcedócio, mas nunca fora devoto, pois gostava de beber, lutar e de mulheres. 

 - Assim seja. Vamos.  – Jon concluiu e então os homens empurraram três barcos para o mar. Daenerys observa-os atenta, juntamente com Tyrion.

 - Desejo-lhes boa sorte na viagem. – Disse Dany.

 - Não morra ainda Snow, ou então o Norte terá estandartes com dragões. – Brincou Tyrion.

 - Vou fazer o possível Lannister. – Jon disse, dirigindo-se a um dos barcos. Jorah seguiu após ele, prestando reverência a Dany. A Mãe dos Dragões observa a partida, a expressão nos rostos da maioria dos homens era simplória, uns até riam de alguma piada contada por Thoros. “ Alguns homens apenas pensam em quanto dinheiro terão, o quanto são importantes, com quantos mulheres vão transar...Pensam pequeno, e serão homens pequenos. O ditado valiriano diz que todos os homens devem morrer, mas eu sou uma mulher, e não morrerei até ter o que desejo: Fazer do mundo um lugar melhor. Davos estava a conversar com Gendry, ao levar o olhar até Jon Snow, que estava sentando e remando juntamente com os outros.  Seus olhos cinzentos ainda mostravam a mesma expressão fria que misturava-se a sua seriedade. Ele olha de volta para ela e em seguida para o horizonte, como se temesse o que estaria por vir, um olhar que Dany conhecia pois ela mesma já o tivera, um olhar de sozinho no mundo. “ Ele seria um bom aliado ou um inimigo formidável.” – Pensou. 

Porto Real 

 Bronn penetrava uma prostituta em uma cama num bordel que ficava de esquina à Fortaleza Vermelha. O mercenário escolhera uma loira, jovem e com olhos claros. Ele não soubera nem o seu nome, estava apenas interessado no prazer que o corpo da mesma podia oferecer.  Em meio ao gemidos dela, repentinamente ouve-se um barulho como se algo houvesse chocado-se violentamente contra a porta trancada. Bronn para bruscamente e leva a mão ao cabo da sua espada, que estava ao lado da cama. Quando leva os olhos até a porta, para seu alívio era Jaime Lannister. A puta se deitou e aninhou-se junto a ele, olhando para Jaime com um sorriso carregado de luxúria nos lábios. O Lannister  continuava sendo um dos mais homens mais belos nos Sete Reinos. - Mas que porra... Quer me deixar nervoso? 

 - Pensei que mercenários não ficasse nervosos. Bem, levante-se. É urgente, precisa ir agora. – Bronn percebeu que algo preocupava Jaime

. - Milorde... – A moça iria prestar uma reverência mesmo estando despida, quando Jaime dá um meio sorriso e diz: - Não se levante.

 - Com todo o respeito meu senhor, você é um filho da puta do caralho. Sem ofensas, querida.  – Disse Bronn com certa irritação, afagando o queixo da jovem, enquanto sobe  seu calção e calça suas botas. 

– Espero que seja importante se não eu terei que te matar. – Brincou Bronn.   

 - Daeneys  está aqui em  Porto Real. Você precisa colocar a Patrulha da Cidade à postos, irei preparar a Guarda Real.

 - E qual a merda de diferença que isso fará contra três dragões? - Se ela mandar queimar tudo, eu não vou morrer como um covarde. Agora vamos. 

 Fortaleza Vermelha 

 Tyrion permaneceu em silêncio enquanto adentrava mais uma vez na Sala do Trono, aquele lugar trazia-lhe muitas lembranças, embora ele estivesse em maior vantagem do que nunca, seus irmãos o consideravam um traidor.  E ele não esperava por menos, mas apesar da pequena estatura, Tyrion Lannister sentiu-se como um gigante ao olhar nos olhos da irmã que tanto o desprezou. Daenerys caminhava a sua frente, enquanto Cersei a olhava com um misto de repúdio e admiração. Foram apenas alguns segundos antes que alguém se pronunciasse, mas esse pouco tempo de diálogo com os olhos foi suficiente para Cersei ver em Dany uma pessoa tão obstinada quanto ela. 

 - Rainha Cersei, sua família juntamente com a Casa Baratheon e Stark tirou minha família do poder. Estou aqui para tomar de volta o que vocês roubaram de mim. – Dany falou imponente.

 - Eu me recuso. Seu pai colocaria Porto Real em cinzas e ainda o defende? Pode ter essas bestas que cospem fogo, mas sacrificaria a vida de seus aliados? A rainha que obteve o trono sem dar a mínima para a vida daqueles que juraram lealdade a ela. É isso que quer que digam de você? 

 - Você não terá escolha a não ser libertar yara Greyjoy e Ellaria Sand. Renuncie a este trono,ajoelhe-se e jure lealdade a mim, então sua vida será poupada, e poderá viver em Rochedo Casterly em paz, sendo leal ao meu reinado. 

 - Acho que já sabe a minha resposta.

 - Pense bem querida irmã. É uma boa proposta. – Disse Tyrion, enquanto Cersei solta um risinho ao olhar para irmão. 

 - Você, seu monstrinho desprezível... Você não merece ter o nome Lannister, é uma vergonha para si mesmo. Então que seja morrerei neste trono.

 - Poderia queimar este lugar com você dentro, poderia ordenar que meu exército invadisse Porto Real, você já estaria morta se eu assim quisesse! E confesso que estou tentada a fazer isso. Mas eu não derramarei uma gota de sangue inocente por sua causa. Por ora, exijo a libertação de minhas aliadas. E a convoco para um Grande Conselho em Pedra do Dragão daqui a duas semanas.

 - Grande Conselho? Isso é feito por motivo de sucessão no Trono. - Apenas esteja lá, você e seu irmão. Se não estiverem lá, eu tomarei Porto Real com meu exército, sabe que não pode me confrontar Cersei. Seu exército se foi. Mas eu estarei dando essa chance, vá até o Grande Conselho

. - Acha que se eu iria cair numa armadilha dessas? - A decisão é sua. De um jeito ou de outro, você sairá deste trono. – Concluiu Daenerys.

 - Viemos em paz irmã, mas você começou a guerra. Eu não queria que fosse desse jeito, de verdade. Mas está em suas mãos. – Tyrion falou e Cersei permaneceu em silêncio. A Mãe dos Dragões se retira juntamente com Tyrion Dany estava intrigada com o que Jon Snow traria para Pedra do Dragão, embora tivesse dúvidas quanto ao que o bastardo lhe dissera. 

– “ Se isso é verdade, preciso ver com os meus próprios olhos. “ – Pensou Dany, olhando uma mapa que mostrava o Norte e a Muralha.

 Atalaialeste do Mar 

 Os dias se passavam e pareciam cada vez mais frios. Todos portavam casacos com grossas camadas de tecido e pele para suportar o rigoroso inverno. Em Atalaialeste, a Patrulha da Noite mantinha várias galés, possuindo pequenas embarcações de combate. Ao atravessarem a Muralha, Jon ia a frente deles, As terras Para-Lá-da-Muralha eram indomadas e não mapeadas. Cada passo da caminhada era difícil, fosse pela condição climática ou pelo medo da ameaça que era desconhecida por muitos. Jon podia sentir o peso da responsabilidade sobre suas costas, se essa missão falhasse, ele poderia contar apenas com o Norte que ainda estava sendo reunificado novamente pela Casa Stark. Porém se conseguisse capturar um dos Caminhantes Brancos, poderia ter o apoio dos Sete Reinos e de Daenerys, que seria de grande ajuda utilizando seus dragões. Ele estava acostumado com o frio do Norte, mas naquela época tudo ao seu redor parecia ter sido mais afetado. Os ventos estavam mais gélidos e a neve mais densa e o até mesmo o crepitar do fogo que consumia a lenha da fogueira parecia estar quase em silêncio. Gendry perguntou a Jon sobre os Caminhantes Brancos, e a explicação do Rei do Norte deixou o bastardo Baratheon perplexo, Jon contou-lhes sobre a batalha que a Patrulha da Noite travou em Durolar, com muitos selvagens mortos e que voltaram integrando o exército do Rei da Noite. Após isso, Jon e seus homens caminham até chegarem á Floresta Assombrada, sendo extensa, cobrindo grande parte da região Para-Lá-da-Muralha neve cobria os represeiros,carvalhos e árvores sentilenas, tudo tão alvo e frio com a chegada do inverno. No entanto, nenhum sinal dos caminhantes. Prosseguiram caminhando, até que Jon ouviu um ruído que vinha por detrás de um carvalho, dando caminho para uma clareira. Havia cadáveres multilados e estraçalhados, uns estavam com os ossos para fora, outros com partes do corpo faltando, e no meio deles uma caveira cujo maxilar inferior fora quebrado. - Que animal faria uma coisa assim? – Perguntou Gendry    

  - Foram os Outros. – Respondeu Jon, que pode perceber o espanto nos rostos dos homens. 

 - Vocês foram avisados em Pedra do Dragão, quem estiver se cagando de medo agora, fez uma escolha errada, lembre-se disso. – Comentou Thoros. - Acho que estamos chegando perto, em breve vamos encontrá-los.

 - Ou talvez eles nos encontrem. E o que vamos fazer? – Indagou Jorah.

 -    Vamos lutar. – Disse Jon, distribuindo a cada um deles uma adaga de vidro de dragão. 

– Não hesitem em usarem isso quando forem atacados. Se lutarem com aço contra eles é o mesmo que lutar com uma espada de vidro. Estaremos prontos quando os encontrarmos. – “ Ou talvez iremos rezar para sair vivos daqui.” – Pensou. Neste momento, Jon vê algo correndo, ao longe não sabia dizer se era humano ou um Andarilho Branco, Jon corre atrás seguido por Thoros e os outros. Quase o perderam de vista, mas conseguem segui-lo através do seu rastro. No entanto, ao chegarem no fim das pegadas,perceberam que o ambiente era agora literalmente gélido, as árvores haviam ficado para trás e tudo o que se via era neve e gelo. Uma densa névoa surgia entre eles.

 - Fiquem juntos. – Disse Jon, retirando Garralonga da bainha  Porém, ouve-se o grito de Jack Sortudo, repentinamente um Caminhante Branco surpreende Thoros, que por sorte logo crava o vidro de dragão no peito do morto-vivo, destruindo-o. 

  - Está tão frio aqui que até uma mijada seria uma aventura e tanto. – Comentou Thoros. 

 - Jack! – Gendry gritou procurando o companheiro, mas não houve nenhuma resposta.   - Não consigo ver nada nessa névoa... – Disse Sor Davos, enquanto a mesma baixava sua intensidade. - Era uma armadilha. Ele nos encontrou. – Disse Jon, ao ver que no horizonte o Rei da Noite vinha com cavalos e uma grande horda de mortos contra eles. 

 - Corram. – Falou Jon. 

 - Mas e o plano? – Perguntou Jorah.

 - Se ficarmos vamos morrer, corram agora! – Eles batem em retirada, o plano de Jon era tentar isolar um deles para capturá-lo, mas uma tentativa frente a frente seria suicídio para todos. Eles corriam o máximo que suas pernas podiam, a caminhada havia sido longa e desgastante pelo frio, e o cansaço já vinha á tona.  Eles tentam retornar pela floresta, mas outra horda surgia pelo leste, obrigando-os a  seguir pelo Punho dos Primeiros Homens. Gendry é puxado por um deles e tenta soltar-se desesperadamente, com empurrões e chutes. Thoros e Sor Davos que estavam próximos dele o ajudam usando o vidro de dragão. No entanto, ao correrem, um grande urso zumbi ataca Thoros, mordendo e arrancando seu braço direito, Thoros grita e seu  sangue jorra pela neve, enquanto mais mortos se aproximam, seu estômago é perfurado e rasgado por uma espada de gelo,suas vísceras saltam para fora e ele sente o gosto  salgado do sangue em sua boca. Gendry grita o nome dele e tenta voltar para ajudá-lo, mas é impedido por Davos. 

 - Não há nada que possamos fazer, vamos senão vamos ser mortos também. – Disse Davos, segurando o braço de Gendry. Um dos Andarilhos Brancos atacaria Davos pelas costas, mas Jon lança uma adaga de vidro de dragão contra a cabeça dele.

 - Vamos! Fiquem comigo! – Gendry e Davos correm juntamente com ele. Jon podia sentir tanto medo quanto eles, mas era por ele que estavam lá, e ele lutaria por seus homens até o fim.  Entretanto, percebem que estão encurralados pelos lados, acabando em um lago congelado. O Rei da Noite se aproximava, e Jon estava ciente de que não havia saída, a missão fracassou, embora Davos ainda segurasse a corrente de aço valiriano, os mortos os derrotariam facilmente. Um dos mortos joga a cabeça de Jack Sortudo, que fora decepada e o sangue cai por meio dela. Cercados em círculo, Jon sentiu-se com total impotência ao ver novamente os frios olhos azuis que os haviam encurralado. 

 - É o fim. Vamos morrer. – Falou Jorah, ofegante e aflito. 

 Jon olhou de relance para as faces e viu o desespero e angústia nos olhos de cada homem que ali estava. 

- Então que morramos com honra.  – Disse levantando a espada. 

– Por Winterfell! – Ele brada e iria correr para atacar os Caminhantes Brancos e também para a morte, quando se ouve um grande barulho vindo do céu.  Drogon surge, juntamente com Rhaegal e Viserion lançando chamas contra os mortos, para surpresa e alívio de todos. Montada no dragão negro, Dany observava com espanto o que estava acontecendo. Tudo o que ele julgara ser uma mera história era simplesmente real. Muito real. O Rei da Noite recua com seus três cavaleiros, que montavam os cavalos.  Jon e os outros conseguem se deslocar, saindo do cerco do Caminhantes. Mas os mortos continuavam chegando, enquanto Daenerys tentavam conte-los através de seus dragões. Rhaegal, o dragão verde investia suas chamas pela direita e Viserion pela esquerda, enquanto Drogon atacava o centro da horda. Jon Snow olha para Daenerys, respirando ofegantemente, após vários  momentos de tensão.  Dany  agora sentia a realidade e o peso das palavras que ele havia dito: “ O inverno chegou, para todos nós.” No entanto, o Rei da Noite pega sua espada e parece concentrar algum tipo de energia luminosa, era um azul intenso que brilhava ao longo de sua espada. Dany parte com Drogon para enfrentá-lo, porém antes que o dragão lançasse seu ataque um raio azulado atinge Drogon próximo ao estômago, conseguindo feri-lo. Era a primeira vez que Dany via um dragõo sangrar.   Drogon sente dor e voa desesperadamente, quase que derrubando Daenerys de suas costas. Viserion é atingido por outros dois e cai no chão, o Rei da Noite crava a espada de gelo no dragão branco, que ruge de dor e tenta cuspir chamas, mas a magia que o perfurava através da espada o impedia. O sangue do dragão começa a cair enquanto as lágrimas jorram  pelos olhos de Dany. Ela não viu outra escolha a não ser retirar-se com Drogon e Rhaegal. Ela sentia suas mãos tremerem, e a presença do frio parecia gelar a sua alma. " Existe alguém mais poderoso que eu...  Alguém que matou um dragão. Alguém de quem se deve ter medo. Ele estava certo, o inverno chegou." E este era o começo fim...         



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...