História Gamer love - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias O Hobbit
Tags Bilbo, Drogo, Dwalin, Frerin, Jogo Online, Ori, Romance, Thorin
Visualizações 195
Palavras 2.436
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Necrofilia
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello!
Não! Eu não abandonei a história, as vezes você fica meio q sem ideias para continuar ou sem inspiração para determinada história, deste modo, posso até demorar, mas não irei abandonar!

Capítulo 18 - Uma nova missão: Salvar a Terra Média


— Valar fora fundada com o propósito de criação de programas sob encomenda para auxiliar grandes empresas. Por exemplo... – o velho deixou que seu olhar se voltasse para Thorin e seu irmão Ferin que responderam a nova atenção com apreensão, temendo mais revelações inconvenientes lançadas pelo mago que poderiam vir a prejudicar seus romances – A empresa Erebor se utiliza de um de nossos programas: Mahal.
— Vocês criaram Mahal? – Frerin estava ao mesmo tempo surpreso e animado – É um dos melhores softwares de mineração! Além de ajudar nossos geólogos, engenheiros e técnicos a mapear as áreas de prospecção... Também exibi cotação de custo e benefício para a exploração. Sem contar as figuras de relevo geradas, imagens via satélite, levando em consideração até perfis de solo!
— Parece que você conhece muito bem Mahal. – Sorriu Gandalf, o Durin logo corou e baixou a cabeça.
— Eu meio que gosto de tecnologia e quando soube que vovô comprou um novo software... Tive que testar , sabe?
— Nerd. – resmungou Thorin que também tentou usar o programa, mas sem muito sucesso, o que resultou em um notebook quebrado por sua frustração (normalmente expressa no uso dos punhos).
Frerin fez biquinho para o irmão e sua boca se abriu, provavelmente para revelar a inaptidão de Thorin para com as tecnologias. Quem sabe se revelasse ao adorável público como o irmão quase causou uma explosão por colocar papel laminado dentro do micro-ondas... Ou a vez que encheu de vírus o computador novinho ao clicar em um link que dizia que supostamente tinha ganhado um prêmio. Seu irmão mais velho podia ser exímio em outras áreas, como calcular, construir, coisas que eram necessários mais ação e movimentos corporais, contudo sempre perdia para algo muito tecnológico. Os dispositivos eletrônicos o deixavam perdido e muitas vezes Frerin o provocava dizendo que seu irmão nasceu na época errada - deveria pertencer a época dos povos bárbaros. Contudo, depois de uma rápida análise fechou a boca, também sabia que seu irmão poderia se utilizar de meios bastante físicos para se vingar do seu adorável irmão mais novo por humilha-lo publicamente... Já bastavam as marcas roxas que tinha no corpo devido as aulas de artes marciais que compartilhava com Thorin - e isso ocorria normalmente, imagine se fosse algo intencional.
— Pois bem, fico feliz que tenha gostado de Mahal... Posso dar mais um exemplo, já que esse último trata-se de um programa privado a empresa da família dos irmãos Durin. – disse isso dando uma piscadela para os ditos irmãos, que ainda pareciam desconfortáveis com a constante menção do legado de sua família diante dos seus namorados – Já ouviram falar de Yavanna?
— Não é o programa empregado pelo ministério da agricultura e pecuária? – respondeu, rapidamente, Bilbo.
O “mago” assentiu com um sorriso.
— Meu pai trabalha para o ministério. – continuou falando explicando para os amigos seu conhecimento nessa área – Me surpreendeu, pois o senhor Bulgo não sabe mexer muito bem com essas coisas, ele é o típico cara antiquado que prefere escrever seus relatórios a mão e ainda conserva uma máquina de datilografia no escritório. – riu meio embaraçado do fato, afinal, ter um pai com gostos arcaicos era um total contraste com o seu único filho, apreciador da tecnologia em todas as suas formas – Mas esse programa demonstrou ser de grande ajuda e até mesmo Bulgo tomou coragem para assumir um computador e assim usá-lo!
— Meus pais também trabalham na área da agricultura... Na verdade, a família Bolseiro se especializou em três grandes áreas: agricultura, gastronomia e literatura. – agora foi a vez de Drogo esclarecer os fatos.
— Isso é verdade. – suspirou o Bolseiro mais velho – Nossa família é numerosa, dificilmente você não irá encontrar um Bolseiro ou algum de nossos parentes em alguma dessas áreas citadas... Como os Tûks; ou, bem... Temos alguns parentes que não sequer devem ser mencionados.
— Justa-Correia. – Drogo fez uma careta ao mencionar o nome, e foi seguida por uma carranca de Bilbo.
Thorin e Frerin se entreolharam. Era impossível não ficar curioso quanto aquilo... Os irmãos Durin meio que tiveram sua parcela de contato com a família Bolseiro e chegaram na conclusão de que tratava-se de um grupo de pessoas excêntricas e divertidas, mesmo que seus namorados parecessem discordar dessas ditas características. Almejavam, no futuro, ter mais contato com a extremamente numerosa família Bolseiro.
— Bem, – interpôs Gandalf ainda sorridente – Vocês sabem qual é a função do software?
— Humm... – Bilbo coçou o queixo pensativo – Que eu me lembre trata-se de um programa que faz um cruzamento de informações meteorológicas, geológicas e agronômicas de modo a auxiliar na previsão de períodos de chuva ou seca, além de orientar quanto a uso do solo para a agroindústria. Também tem um banco de dados que disponibiliza trabalhos científicos sobre dada região, fazendo uma caracterização completa desde perfil dos solos, levantamento de fauna e flora e impactos ambientais... Meu pai tinha me informado que o software também está sendo usado pelas faculdades.
— De fato. – concordou Gandalf – Na verdade, as universidades são grandes contribuintes pelo aumento da eficiência de análise do software.
— Bem, sem querer ser chato, mas já sendo. – interpôs Dwalin que até o momento só observava a conversa com um olhar entediado – Não viemos aqui para escutar propaganda de sua empresa...
— Dwalin! – Ori o censurou alarmado, lançando um olhar embaraçado para Gandalf.
— O que? Só falei a verdade! Afinal, o que isso tudo tem a ver com o jogo Terra Média online?! – o olhar lançado pelo o franzino rapaz fora mortal o suficiente para fazer com que Dwalin buscasse, rapidamente, o seu copo de chá gelado e bebericasse de uma vez, pois Ori podia bastante assustador quando se esforçava.
— Oh! Mas ele não está errado, meu caro. – riu Gandalf – Estou divagando muito, deve ser a idade, de fato. Mas, respondendo a sua pergunta, senhor Fundin, Terra Média online está totalmente relacionada com as empresas Valar, afinal, fui eu que desenvolvi e criei o jogo.
Aquela revelação parecia necessitar de uma pausa dramática - e foi isso que o “mago” fez, observando com atenção os seus escolhidos.
— Então, você está me dizendo que uma empresa grande e poderosa como Valar, que cria programas para empresas privadas e governos... Fez um jogo de rpg virtual? – Bilbo arqueou uma das sobrancelhas, um olhar que expressava clara descrença.
— Mais precisamente, eu fiz; Terra Média online é meu projeto. Antes que façam mais perguntas, vou explicar. Antes de formar essa empresa, aliás sou apenas um dos fundadores, no passado fui um estudante universitário como vocês.
Nisso Drogo pigarrou, contrariado. Era o mais novo ali e não podia ser enquadrado na categoria “estudante universitário”, sabia disso, mas ano que vem era bem provável que também adentrasse na faculdade. Gandalf sorriu para ele e piscou, como que pedindo desculpas pela sua fala generalista.
— Isso deve ter ocorrido a muito tempo atrás, não é? – brincou Dwalin, arrancando uma risada de Thorin. Seus namorados reprovaram tal ato dando cotoveladas e pontapés nos mesmos.
— Ora, garotos, eu sou consciente da minha idade e não tenho vergonha dela. – gargalhou animado – A questão é que mesmo com esse abismo entre minha geração e a sua, compartilhamos muitas coisas em comum. Eu também tinha um grupo unido de amigos que se dedicava a adentrar em mundos fantásticos, participar de aventuras épicas... Só que invés de computador, gráficos de alta definição e essas coisas modernas, detínhamos folhas de papel, dados e nossa imaginação. Erámos jovens ambiciosos e também geeks, se posso definir assim, nos encontrávamos no porão da casa de Saruman, um dos meus antigos amigos, para jogar até altas horas da noite... – Gandalf soltou um suspiro, e por segundos parecia ter se perdido nas recordações do passado. De certa forma desejava, ao invés de inventar programas de computador, ter construído uma máquina do tempo para retornar aquela época dourada de sua juventude. Estava mesmo se tornando um velho nostálgico. - De qualquer forma, fora desses encontros que surgiu o esboço do que seria a empresa Valar, afinal, meus companheiros de RPG eram jovens promissores e recém-ingressados nas faculdades de Ciência da Computação, Engenharia da Computação e Sistema da Informação. Em meio a uma campanha e outra dos jogos, formulávamos ideias de programas que poderiam solucionar problemas da sociedade... Desta forma, alguns amigos do grupo de RPG - eu, Saruman e Galadriel resolvemos, ao fim da faculdade, fundar a nossa própria empresa. Devo enfatizar havia mais pessoas no nosso grupo de jogo; Radagast, por exemplo, abandonou o curso de Computação para adentrar nas Ciências Biológicas, se tornou um conservacionista do Greenpeace um pouco extremo, se posso assim dizer. Além dele houve os gêmeos, Pallando e Alatar; perdi o contato com eles desde que foram rumo ao leste...
— Então... – Interrompeu Bilbo, já ansioso por saber o desfecho dessa história toda (e ele não era o único, bastava dar uma olhada para a cara ranzinza de Thorin) – Você criou o jogo como forma de homenagear os velhos tempos?
O ancião deu mais um de seus sorrisos enigmáticos. Thorin estava prestes a esganar o “mago”, já que não tinha o mínimo de paciência para toda essa enrolação. Dwalin parecia concordar com ele nesse quesito, contudo, o resto do grupo estava fascinado com toda aquela ladainha.
— Em parte, sim. Na verdade, digamos que essa foi a “fachada”.
— Fachada? – agora o interesse do Durin mais velho foi despertado.
— Valar cresceu muito, meus jovens companheiros, esse crescimento também veio atrelado a poder e dinheiro. Como já deixei bastante claro, Valar é uma empresa que está relacionada com empresas, governos e pessoas influentes por todo o mundo. Infelizmente, espionagem, sabotagem e tentativa de roubo de dados e informações confidenciais se tornaram uma situação recorrente, logo, tive a brilhante ideia de esconder essas ditas informações dentro de um inocente jogo de RPG online.
— Como é?! – Frerin praticamente caiu da cadeira em que estava sentado – V-você não acha isso meio que irresponsável de se fazer? Digo... Milhões de pessoas jogam Terra Média online, e se uma dessas informações...
— Oh! Não se preocupe! – riu Gandalf, parecendo se divertir com o espanto do rapaz – Essas informações não estão em locais tão evidentes! Na verdade, até pouco tempo, ninguém suspeitava do verdadeiro objetivo do Terra Média...
— E onde estam essas informações? – agora era a vez de Ori fazer a pergunta.
— Não me diga que... As quest especiais? – resmungou Bilbo perdido em seu próprio raciocínio.
— Precisamente! As quests que meu avatar era o responsável por guiar para os jogadores; eram essas quests que ocultavam alguma informação vital de Valar.
— Mas... Nós vencemos uma dessas quests! – Drogo exclamou assustado; será que tinham feito alguma besteira? Será que Gandalf veio ali para prendê-los por roubo?
— Vocês, meus caros, foram os únicos a vencer.
Mais um silêncio dramático se estabeleceu.
— Mas que merda é essa! – Thorin bateu com o punho na mesa – Você está brincando conosco e com o futuro da sua empresa? Não estamos mais na Terra Média online. Pare com esses joguinhos, pois lá eu podia não atacar um NPC, mas aqui a coisa é diferente!
— Oh, sim... Baixou o espirito do Incrível Hulk agora? – Bilbo rolou os olhos – Daqui a pouco vai dizer THORIN ESMAGA!
Frerin levou a mão a boca para conter a gargalhada.
— Isso é algum tipo de referência que eu devesse entender e me ofender? – começou a questionar o Durin, franzindo o cenho.
— Às vezes, acho que você é pior que o Capitão América. Enfim, a questão não é essa. O que quero mesmo saber é por quê deixou que meu grupo adquirisse algo tão importante? – falou ignorando a cara confusa e perigosamente irritada do namorado.
— Ora, por que vocês ganharam de maneira justa... De fato, não esperava que alguém fosse ganhar, já que a quest foi feita também como fachada; contudo, vocês demonstraram um incrível desempenho e que me fez recordar de meu próprio passado como jogador de rpg. O anel, item que vocês ganharam, não tinha nenhuma função no jogo, a não ser como um troféu... Logo, imaginei que estaria seguro com vocês.
— E quanto a quest de Erebor? Outra fachada?
— Na verdade, era uma isca.
— Para nós?
— Oh, não! Para aquele que deseja dominar e destruir a empresa Valar. Um suposto hacker chamado Sauron... Vocês foram pegos em meio ao “fogo cruzado”, como dizem.
Dwalin soltou uma risada seca.
— Por essa eu não esperava.
— Então, Valar e a Terra Média... Está tudo perdido? – Drogo sussurrou a pergunta temendo a resposta.
Gandalf negou com a cabeça.
— O jogo não foi destruído. O que vocês presenciaram foi uma ação de segurança que fora ativada quando o script fosse corrompido por uma invasão. O problema já foi resolvido.
— Espera, o jogo vai voltar a funcionar? – Frerin estava surpreso com essa possibilidade – Digo, o dito hacker já sabe do objetivo da Terra Média?
— Sim, mas agora é o momento de acabar uma vez por todas com Sauron... A dinâmica do Jogo é diferente de roubar dados de um computador, existem algumas limitações que forçaram com que Sauron utilizasse de seus minions para a captura da informação! Ora, protegi muito bem o jogo, logo ele tem que seguir algumas regras. Em outras palavras, Sauron tem que jogar se quiser vencer!
— E onde entramos nessa história? – Dwalin massageou a testa, sua cabeça já doía devido a tanta reviravoltas.
— Preciso de aliados nessa batalha épica!
— E seus sócios, com certeza eles iriam querer ajudar, não? – quis saber Ori.
Uma expressão triste dominou o rosto até agora jovial do velho geek.
— Tenho algumas suspeitas... – revelou, mas logo depois se animou – Então, o que me dizem? Seria uma nova missão; não só vocês iriam salvar a Terra Média como também uma importante empresa, que se tiver dados roubados, esses mesmos podem ser utilizados contra todos nós. E quando digo nós... Me refiro ao mundo inteiro.
Bilbo deu um sorriso e Ori e Drogo se entreolharam aflitos - conheciam muito bem aquela expressão.
Significava problema.
— Iremos aceitar! – Thorin se adiantou, deixando o Bolseiro mais velho boquiaberto por alguns segundos e depois enfezado por não ter sido o primeiro a anunciar a mesma decisão – Mas não pense que estaremos fazendo isso para salvar a sua empresa! Você pode ter criado a Terra Média como um esconderijo ideal para seus segredinhos, mas para nós, trata-se de um lugar especial... Afinal, foi por meio dele que eu... – olhou de relance para o já corado Bilbo –... Enfim... – pigarreou – É algo especial.
— Belo discurso. – comentou Dwalin provocador, ganhando um belo rosnado do melhor amigo.
— Eu entendo. – assentiu solene Gandalf – se quiserem mais um incentivo, prometo desvincular Terra Média dos problemas da minha empresa ao terminar essa missão, o que acham?
— Quest aceita! – disse Bilbo piscando para o “mago cinzento” – O grupo de Burglar está pronto para a batalha!


Notas Finais


Desculpe a demora pessoal, mas ultimamente estou com pouco tempo para escrever, espero que entendam e não abandonem a história e tenham paciência comigo!!

Obrigada!

Mesmo!


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