História Games - Capítulo 11


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Personagens Personagens Originais
Exibições 9
Palavras 744
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção Científica, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Demorei pra escrever? Pra caramba
Acho que valeu a pena? Bom.... que resolve isso são vcs
Boa leitura ♡

Capítulo 11 - 11 Rainha Branca


 Estou novamente aqui, sentada na poltrona enquanto olho pela janela e torço meu pedaço de corda, dessa vez o tempo está nublado e ninguém passeia do lado de fora.

 -Sua mãe comentou que você mencionou sobre Jackson não lembrar seu nome, quer falar sobre isso?

 -Não tem o que falar, eu ignorei que estávamos em um manicômio e comecei a conversar com um louco sem lembrar que poderia acontecer algo, talvez tenha sido sorte ele só ter esquecido meu nome... ~ dei de ombros no fim da frase e olhei para minhas mãos. 

 Estavam ásperas e cheias de bolhas, algumas das rachaduras nas dobras dos dedos sangram as vezes mas isso não me impede de continuar a torcer a corda que já estava se desfazendo em minhas mãos, apesar de sobreviver por tanto tempo sempre esperei o dia em que ela se rompesse e me deixa-se sozinha, exatamente como seu antigo dono.

 -Em todas as nossas consultas a sós você torceu essa corda, mas até agora não deu brechas para que eu tocasse no assunto... 

 Antes que possa pensar em uma desculpas para fugir do assunto a gritaria nos atinge, no mínimo três enfermeiros diferentes estam correndo e gritando entre si pelo corredor as minhas costas, as sobrancelhas da psicóloga se erguem em descrença e seus saltos fazem barulho conforme se levanta. 

Corro ao seu lado enquanto ela tenta alcançar o enfermeiro mais próximo, várias das portas antes fechadas estão abertas enquanto pacientes e seus psicólogos procuram entender a bagunça.

 -O que houve? ~ ela pergunta alarmada e usa a caneta do bolso para prender o pouco cabelo ruivo em um coque. 

 -O paciente do quarto 12 atacou uma enfermeira, estamos tentando controlar ele mas os sedativos não fazem efeito algum.

 -Jackson?! ~ lembro do número doze reluzindo em dourado contra a porta branca e não posso evitar de visualizar seu rosto.

 -Quanto de sedativo vocês já aplicaram? 

 -O limite, e sim já verificamos, era pra ele estar em um semi-coma 

Chegando ao quarto olhei através da janela pela primeira vez, o vidro escurecido do lado de dentro não impedia em nada a visão daqui, ele se debate contra a cama e sempre que pode tenta socar ou chutar os enfermeiros que o contêm, seu olhar não se assemelhava com nada do que eu tinha visto antes e isso me assusta. 

Quando ouviu a porta ser destrancada teve um instante de silencio mas depois de reconhecer os enfermeiros sua raiva voltou. Uma enfermaria com marcas profundas no pescoço sai do quarto cambaleando e claramente transtornada. 

 -Ele... ele tá perguntando por alguém... uma garota ~ ela começa a chorar e se ajoelha no chão colocado as mãos no rosto. 

 A psicóloga tenta amparar a mulher mas de nada adianta, encosto as mãos pelo vidro e viro os olhos a tempo de ver o maior enfermeiro levar um chute no estômago e se curvar de dor. Entro na sala e todos se viram para mim, Jackson se acalma no mesmo instante , a expressão suavizada e os músculos relaxando, ouço a psicóloga pedir para que todos se retirem da sala e novamente estou sozinha com ele.

 -Esta atrasada, de novo... ~ ele se senta na cama, esperando que eu faça o mesmo.

 Continuo perto da porta, com os braços atrás das costas segurando com força a maçaneta, não permito nem uma única sílaba sair de minha boca.

 -E.. eu sei que você tá magoada mas posso concertar,prometo que posso, por favor vem aqui

 Ele se levanta e, mantendo uma distância considerável, estica o braço em minha direção e abre a palma da mão. 

Olho para a janela escurecida e com a maior lentidão que posso seguro sua mãos, agora quentes de tanto movimento, nos sentamos na cama e ele me mantém próxima ao seu corpo, tento continuar a respirar mas sinto como se areia invadisse meus pulmões. 

 -Aqui 

 Ele se inclina para alcançar algo embaixo da cama e coloca o papel em meu colo, é um desenho e para minha surpresa, não é Moonlight. Sou eu, nesse quarto, deitada na cama em que estou sentada agora, dormindo sem cobertas e usando as roupas brancas de Jackson, com as cores tão vivas que duvido ser uma fotografia, na parede encima da cama, onde deveriam estar os desenhos de Moonlight meu nome está escrito com força, parece ter sido reforçado diversas vezes, uma tentativa desperada de não esquecê-lo.

 -Seu nome é Susan, e é minha vez de perguntar.


Notas Finais


Okay, eu sei que tem seres humanos querendo ver o Shipp dar certo mas... eu não sou uma escritora tão boazinha então ainda vão esperar ^^
Quem sabe na próxima consulta?


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