História Gangsta - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~ChoYo

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Gangsta, Harem Inverso/reverso, Jihope, Jikook, Jinmin, Kookmin, Minjoon, Nammin, Taemin, Vmin, Yoonmin
Exibições 86
Palavras 1.563
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Lemon, Luta, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oie Minhas flores, como vão?
Bom espero que gostem desse novo projeto que estamos fazendo e gostem da historia.
Boa Leitura <3

Capítulo 1 - Prólogo


Já passavam da meia noite. A mulher de cabelos castanhos ainda estava sentada naquele sofá, que apesar de toda a maciez, lhe parecia desconfortável no momento. Deixava escapar algumas lágrimas, molhando o rosto pálido e borrando a maquiagem. 

No outro sofá um homem de terno estava sentado, mantinha as mãos cruzadas e balançava uma das pernas freneticamente. Tinha um semblante raivoso em seu rosto. 

O casal estava ali a espera do filho, que era apenas alguns segundos mais velho. O mesmo havia saído a tarde e ainda não teria voltado para casa. Eles não se preocupariam se Jiyong fosse um garoto responsável e maior de idade, mas não era um nem outro. 

Park Jiyong era nada mais nada menos do que um delinquente de dezessete anos. Daqueles que pixam muros, batem em pessoas que considera inferiores à si, bebe as artérias a baixo, e isso inclui fugas da polícia. 

Mesmo sendo filho de empresários multimilionários, não se importava em manter status, apenas queria viver livremente, sem nenhuma responsabilidade que comprometesse seu tempo considerado precioso. 

Os pais já não aguentavam mais as aventuras do filho. Não suportavam ve-lo chegar bêbado e com machucados no rosto. Era sofredor para o jovem casal. Até mesmo já tiveram que pagar fiança para retirar o filho da prisão para menores. Agradeciam a Deus pelo filho não ter se metido com drogas, não até onde sabiam. 

O homem estava impaciente. Se levantou daquele sofá em um ímpeto e começou a andar de um lado para o outro, bufando. A mulher apenas apoiou os cotovelos nas coxas e abaixou a cabeça, a apoiando nas mãos. Não podia conter o choro, já soluçava. Estava triste, acabada. 

Pensavam no quanto seria duro ter que tomar aquela decisão, mas era a única pendente. Era o único jeito de fazer o filho tomar um jeito, um rumo na vida, que não fosse passar anos na cadeia. Ponderaram meses sobre o assunto, até mesmo brigaram para chegar em um acordo. Entretanto, depois de tudo, finalmente chegaram a conclusão; mandariam o filho para um reformatório. 

Ambos os pais despertaram de seus devaneios ao ouvir o barulho da porta da mansão sendo aberta. Logo vendo um Jiyong andando desengonçado, provavelmente caindo de bêbado. 

A mãe levantou prontamente indo até o filho, enquanto o pai apenas massageou as têmporas e continuou onde estava. A acastanhada ajudou o garoto ir até o sofá, sentando-se no mesmo com o alaranjado ao seu lado. 

- Jiyong, precisamos conversar! - Disse ela calmamente, vendo o estado deplorável em que seu filho se encontrava. O odor da bebida se impregnava em suas narinas, o cheiro de álcool era demasiado forte. 

- Sobre? - Se deitou de forma folgada no sofá, fechando os olhos e respirando pesadamente. 

- Filho, olhe para nós, é um assunto sério. - O homem alto finalmente se pronunciou, com a voz seria. Tinha anseio em seu tom. 

- Ah qual é? Eu já disse que não vou comandar a empresa. - Proferiu ainda de olhos fechados, com a voz embargada. 

- Não é sobre isso Jiyong. - O mais velho se sentou no sofá em frente a esposa e o filho e se pôs a falar novamente. - Eu e sua mãe pensamos muito sobre isso, mas chegamos a uma conclusão. - Não finalizou, sendo interrompido pelo ruivo. 

- Então o que é? Falem logo, eu estou com sono. - Colocou o braço sobre os olhos, na intenção de diminuir a claridade que incomodava suas vistas. 

- Você vai para um reformatório meu filho. - Disse a mãe, segurando o choro. 

De fato não queria ficar longe do filho. Ter de leva-lo para um lugar em que todos falam mal definitivamente não estava nos seus planos, não até o momento. Apesar de toda a rebeldia de Jiyong, ela o amava com todas as forças, assim como seu irmão Jimin, que dormia tranquilamente no andar de cima. 

O garoto alaranjado despertou de seu período curto de sonolência, olhando espantado para os pais. Estava desacreditado, como eles eram capazes daquilo? Podia estar bêbado, mas estava consciente o suficiente para saber que aquilo era a gota d'agua. 

- Vocês não podem fazer isso! - Gritou, se levantando do sofá em seguida. 

- Não tem outro jeito Jiyong! - Gritou o pai, revidando. - Nós tentamos, juro que tentamos achar outra solução, mas te repreender já não está mais adiantando. É o único jeito de você tomar um jeito meu filho. - Dessa vez o pai deixou cair algumas lágrimas, enquanto passava as mãos pelo rosto, tentando aliviar o que sentia. 

Também amava o filho. Não queria ficar longe do mesmo, mas era inevitável. Jiyong estava cada vez pior, eles deviam tomar uma providência, por mais difícil que fosse. 

- Vocês tem coragem de fazer isso com o filho de vocês? - Ainda mantinha o tom de voz alto, querendo mostrar sua indignação. 

- Nós não temos, nunca tivemos. - Suspirou. - Mas não dá mais querido, não queremos mais ver você dessa maneira, queremos que tenha uma vida saudável. - JiSoo soluçava em meio às palavras. Não podia conter as gotículas que insistiam em cair de seus olhos, estava triste afinal. 

- Eu sou feliz assim! É isso o que vocês querem, privar a felicidade do filho de vocês? - Desta vez quem tinha os olhos marejados era o ruivo, que não demorou para deixar com que as primeiras gotas caíssem. 

- Não diga isso! Queremos apenas te ver bem, mas não desse jeito, chegando bêbado em casa todas as noites. Olha só para esses arranhões em seu rosto. - Proferiu o homem, alto. Era impressionante como o outro filho não acordava com toda a gritaria; talvez pela casa ser imensa. 

A acastanhada que até então não havia reparado nos machucados do filho por estar atordoada, se aproximou do ruivo, tocando em seu rosto, onde o sangue ainda era fresco. 

- Se meteu em uma briga de novo não foi? - Estava farto de o ver naquela situação, não via o momento em que o filho fosse para àquele lugar e saísse como um bom garoto - não que ele não fosse. 

- E se eu me meti? E daí? Eu gosto assim! - 

- Como você pode gostar de uma coisa dessa? - Chung-Ho se sentou de novo naquele sofá, o qual a maciez já não era mais sentida. Suspirou profundamente, pois o que iria dizer a seguir era difícil para si. - Eles virão te buscar essa madrugada, suas coisas já estão arrumadas. - Se levantou, andando em direção ao filho, que chorava inconformado, colocou a mão no ombro do mesmo. Só então o menor percebeu que haviam algumas malas no canto da sala. - Eu espero te ver bem no final de tudo. - Saiu daquela sala, deixando apenas o garoto e a esposa. 

O silêncio se instalou ali por alguns instantes. Jiyong apenas se sentou e se pôs a chorar, com as mãos no rosto, talvez toda aquela sensibilidade fosse por causa da bebida. Sentiu mãos afagarem seu cabelos laranjas, mas não ousou olhar para a dona daquelas mãos delicadas. 

- Eu vou pegar alguns calmantes, me espere aqui. - Não respondeu apenas ficou em silêncio até que a mulher voltasse com alguns comprimidos e um copo de água. - Tome, vai se sentir melhor. - Entregou o medicamento nas mãos do filho, lhe entregando também o copo. O mesmo bebeu sem contestar, estava realmente precisando acalmar os nervos. 

- Mamãe... - Olhou para aqueles orbes castanho, tentando conter os soluços que insistiam em sair. 

- Não me faça chorar mais Jiyong. - Apenas envolveu o filho em um abraço firme e forte, que foi prontamente retribuído. Deixou com que algumas lágrimas molhassem a jaqueta de couro que o menor usava. - Eu vou sentir sua falta, mas irei ficar feliz quando souber que você tomou jeito. Nos iremos te visitar quando der. - Se afastou um pouco para observar os olhos marejados a sua frente, não deixou de sorrir fraco, vendo o outro sorrir também. - Agora vá descansar, ainda tem algumas horas até eles virem te buscar. 

O silêncio se fez presente novamente. JiSoo se retirou do cômodo, indo para seu quarto, onde provavelmente o marido estava. Jiyong fez o mesmo, seguido para se quarto, para tomar um banho e depois dormir um pouco, afinal, logo estaria em um lugar completamente diferente, com pessoas como a si. 

Horas mais tarde. 

Já eram 04:50h da madrugada. O Senhor Park estava a espera dos demandados para buscar o filho, não demorou para que eles chegassem, adentrado a casa em seguida. Eram dois homens robustos, pareciam com seguranças. 

- Onde está o garoto? - Perguntou um dos homens, com uma voz calma porém seria. 

- Segundo andar, eu mostro para vocês. 

Os dois homens subiram as escadas junto de Chung-Ho, parando em frente a uma porta branca, dentre as várias idênticas dali. Abriram, olhando o quarto escuro, onde o garoto estava dormindo em meio às cobertas. 

- Eu peço que não o acordem, ou ele provavelmente fará outro escândalo. - Os mais altos assentiram, entrando no quarto, indo em direção ao baixinho que dormia calmamente, os calmantes deveriam ter tido efeito. 

Um dos homens pegou o garoto nos braços, sem o acordar. Afinal, Jimin tinha estudado muito nas noites anteriores, estava com sono acumulado, não acordaria tão fácil.

 



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