História Garden - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~Mundo_da_Piper

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Imagine
Exibições 31
Palavras 1.054
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Desabafe comigo


Passados alguns dias começo a me dar bem com a garota que me salvou, e passei também a visitar ela sempre. Embora eu não a conheça bem, ela me faz sentir melhor, alivia um pouco ter alguém para conversar pelo menos de vez em quando. 

Já é por volta de quinze para meia noite quando me dou conta de que não tinha nada de bom para fazer e eu penso em visitar ela. Sei lá, já faz uma semana que eu não a vejo. Dou meia volta e ando em direção ao mine apartamento dela que não ficava bem no centro de Seul, então eu tenho que andar um pouco e como a noite está agradável...

Subo um lance de escada e já no segundo vejo dois garotos fumando e dividindo entre si o que me parece droga. Passo por eles sem dar muita atenção e terminando de subir a escada chego em frente ao quarto 302. Bati. Ninguém atende, giro a maçaneta e está aberto, não acho que ela se importaria se eu entrasse.

Do lado de dentro parece, a princípio, que não tem ninguém, tudo escuro. Talvez ela estivesse dormindo ou ouvindo musica no quarto por isso não me ouviu bater. Olho na cozinha, nada. Quando ando em direção do quarto piso em algo como vidro quebrado, não pude ver direito já que estava tudo escuro. Entro no quarto e no chão tem uma marca de sangue, o quarto está iluminado pela luz da cidade que invade a janela.

Ouço o barulho de chuveiro ligado, acho que ela pudesse estar tomando banho. Sento na ponta da cama onde tem um urso solitário deitado entre os lençóis, a cama bagunçada. Veio-me a ideia de que ela pode ter dormido com alguém. Olho na direção do banheiro e vejo água escorrendo por baixo da porta, será que esta tudo bem?

Penso uma vez e decido abrir a porta. Não encontro o esperado. Isso pode soar pervertido, mas eu esperava encontrar uma garota despida apreciando a água do chuveiro que molha seu corpo. porém a cena foi diferente. Vejo uma garota sentada em um chão de banheiro com a água fraca do chuveiro caindo sobre sua cabeça, ela está vestida e com a mão enfaixada.

– O que esta fazendo? – Pergunto e ela me encara com olhar daqueles de filme de terror. Seus olhos estão vermelhos e ela está com frio.

– O que esta fazendo aqui?

– Eu perguntei primeiro. – Olho para os meus sapatos molhados e depois para ela. – Você enlouqueceu?

– Não. – Ela respondeu devagar com o olhar vago.

– O que aconteceu?

– Muitas coisas...

– Aish! – Entro no banheiro. – Impressionante te ver nesse estado. Logo você que critica tanto atos suicidas e depressivos.

– Eu espero ser mais forte que esses atos, criticá-los faz com que pareçam menos poderosos. Mas toda essa critica deve ser um muro de gelo, pois no calor do momento ele some.

– Sai daí. – Ajudo-a a se levantar, ela se puxou.

– Tudo bem... Quer me contar o que aconteceu? – Pergunto.

– Como posso saber se posso confiar em você? Eu mal te conheço. – Ela fala olhando para baixo.

– Você pode.

– Será? Você nunca me contou nada, por que eu deveria te contar algo?

– Porque você precisa desabafar.

– Então me faça confiar em você... Qual a garantia? – Então ela me lança olhar de desafio. Fecho o chuveiro atrás dela.

Seguro seu rosto e a puxo para mim fazendo nossos lábios se tocarem. Eu faço isso mais porque eu quero provar dos lábios molhados dela. Aproveito o beijo e então a solto.

– O que foi isso? – Ela pergunta sem se afastar.

– Garantia. Temos um beijo de garantia.

Já fora do banheiro sento no sofá e espero que ela se seque e troque de roupa. Não fecho a porta do quarto ao sair e ela também não. Não percebo que estou olhando em direção da porta meio aberta, só me dou conta quando vejo ela sem blusa, ela está de costas então não pude ver nada de mais, porém não paro de olhar até ela colocar o moletom e vir para fora. Desvio o olhar quando ela me encara, provavelmente não percebeu.

– Agora esta mais apresentável. – Digo, e ela força um sorriso e me oferece um café.

Sento na cadeira e ela senta em cima da mesa. Observo a rua ainda movimentada, já que na cozinha também tem uma grande janela assim como a do quarto que da para a rua, e tomo um gole do café.

– Eles disseram que eu não precisava fazer isso, porém eu não ouvi. – Ela diz fitando a rua. – Talvez eles estivessem certos.

– Eles? Certos sobre..?

– Sobre vir para Seul perseguir um sonho impossível.

– Se conforta em saber que não é a única que fez isso? – Falo e ela me olha e depois bebe um pouco do café.

– Não é fácil.

– Nunca vai ser. – E então ela me conta...

Como veio de um país distante da Coreia, para ajudar os pais. Que sempre viu a Ásia como ponto de inicio dos seus sonhos. Fala das humilhações diárias, do bullying que sofreu no ensino médio, que teve de trancar a faculdade de biologia e que pretende ser bióloga um dia. Que sua cachorrinha morreu que tem depressão desde os 15 anos, que seus pais nunca acreditaram nos seus sonhos. Que tentou suicídio algumas vezes e da ultima foi parar no hospital por que quase teve uma overdose. Conta que uma vez pegaram ela e cortaram o cabelo dela com uma tesoura um pouco cega e que ela quase foi estuprada a sorte foi que um garoto apareceu e a ajudou a fugir e eles se esconderam dentro de um banheiro publico, e que esse foi o primeiro beijo dela. Nessa hora eu meio que ri pelo nariz. Que ela quebrou a perna por que desceu a escada da escola bolando por que beijou o namorado da garota mais popular da escola e na frente dela e a causa de descer a escada bolando foi porque dormiu com esse mesmo garoto.

Ela acrescenta que isso é só metade de tudo que levou ela a ligar o chuveiro e ficar lá por duas horas, e diz que o vidro quebrado foi por raiva mesmo.

Eu só pude ouvir tudo enquanto bebia mais café. Qualquer dia, eu também vou dizer a ela tudo que já me aconteceu.



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