História Garota de Vidro - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Depressão
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Palavras 956
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Mutilação, Sadomasoquismo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Chapter Three


- Hey Zeke! - Gritou Mayra e logo um dos dois garotos se virou abrindo um sorriso logo em seguida indo até ela dando-lhe um abraço que cheguei até me afastar. - Você está me seguindo ou o que? 

- Sua doida! Claro que não. - Zeke falou soltando ela de seu abraço e logo ela olhou para mim e percebeu minha cara de " Eu existo Baby" - Ah, essa aqui é a Megan, Megan esse é o Zeke, e aquele ali sendo praticamente estrupado pela Puta-Liz é o Matthew. Coitado, aquela ali não deixa ele mais em paz em nove anos de convivência... - Ela logo fez uma cara de falsa lamentação enquanto eu apertava a mão de Zeke cumprimentando-o e olhei para onde ela apontava e mais um garoto bonito, tinha cabelos escuros e os olhos incrivelmente verdes ao contrário de Zeke que era dono de cabelos loiros e olhos azuis escuros, e eu realmente achava que eu era a patinha feia do grupo já que meus olhos eram num tom azul-cinzento claro e meus cabelos eram uma estranha mistura de mechas castanhas escuras e claras, e você me pergunta se eu pintei, e incrivelmente minha resposta será um não, pode ser até genética, mas, vai saber né... E Mayra? Uma garota de cabelos negros como a noite e os olhos num maravilhoso tom de âmbar e mesmo que eu não seja lésbica e tals ela é uma gata, ao contrário de mim que que tinha meus 1,57 de altura e era uma tábua, tá nem tanto, só um pouquinho, mas não deixa de ser uma "quase-tábua", era basicamente horrível...

- Vocês vão para o refeitório? - Perguntou Zeke com os olhos brilhando para Mayra, então tá eu vou ficar de vela totalmente, ótimo!

- Sim, né Megan? - Eu com certeza iria recusar, pelo menos uma vez na vida acho que o nome "Doutora Luana" me serviria em uma frase.

- Ah eu acho que não... - Deixei minha postura relaxar e meus joelhos entortarem um pouco para dentro apenas se apoiando na parte de trás do meu All Star e logo colocando minhas mãos na parte de colocar o cinto da calça jeans. - Tenho algumas coisas para resolver, e Luana com certeza vai me obrigar ir até aquela sala de tortura que ela chama de "consultório-psiquiátrico" - Falei baixo essa última parte para que apenas ela escutasse, e com sucesso ela apenas assentiu um pouco séria e logo vi uma sombra cobrir praticamente a minha toda, e eu já sabia quem era, provavelmente Matthew que se livro de Liz e voltou para conversar com os seus amigos e logo eu saberia que era apenas uma intrusa naquele trio perfeito. 

- Oi. - Sua voz era grave e fez os cabelos de minha nuca se arrepiarem, ele apenas rodeou-me cumprimentando a todos e por último a mim. - Prazer, sou Matthew. 

- Megan. - Apertei sua mão que estava estendida no ar e encarei-o.

- Matthew você pode levar ela na sala 231? Ela é nova e não sabe onde fica e eu ainda tenho que pegar algumas coisas para entregar ainda, sabe como é. - Ela havia mencionado um trabalho que tinha que entregar e ainda admitiu que estava meio enrolada nesse mês, e em tão pouco tempo eu fiquei sabendo da vida dela naquela simples manhã.

- Ok. - Falou ele a olhando e logo voltando a me encarar e se pronunciando. - Vamos? - E o que fiz foi apenas assenti.

.   .   .

Estávamos no meio do campo e senti meu bolso de trás vibrar, peguei o celular e logo desbloqueando-o e vendo a mensagem, era de um número desconhecido, mas eu conhecia muito bem aquele número, que era da minha suposta mãe. 

Sem perceber eu tinha parado de andar e como consequência Matthew percebeu, droga.

- Vai ficar aí? - Como eu pensei, o velho bad boy de filmes escolares. O celular piscou mostrando que alguém me ligava, e era ela, deixei o celular cair na grama por falta de tato e firmeza nos dedos, só de lembrar dela eu já não conseguia processar as coisas direito, o que ela queria agora? Por que agora?

Vamos Megan, coloque seu sorriso, dê uma desculpa, vamos vamos, não é a primeira vez que isso acontece! 

- A-Ah desculpa. - Abaixei me pegando o celular e logo ele olhou para o mesmo e escondi ele no bolso de trás.

- Não vai atender? - Ele perguntou num tom de deboche e com uma sobrancelha arqueada.

- N-Não era ninguém. Vamos? - Desviei do assunto, aquilo não deveria durar mesmo que eu quisesse, mas afinal, qual era o problema dele?

- Sim. - Segui atrás dele e antes que eu chegasse perto daquela maldita porta um ser loiro saiu dela, Luana.

- Olá Megan, você vindo por conta própria aqui? Isso é realmente algo inédito. - Olhei para os lados insegura e a cara de desentendido de Matthew se fez presente naquela cena patética.

- Não cante vitória Luana. - Pronto, e agora que entre minha outra personalidade no show, a maldita, malvada e irônica, parece que a boazinha já se cansou por hoje, francamente, qual o meu sentido aqui? - Já pode ir Matthew. 

 - Educação e tals mandaram lembranças... - Ironia detectada.

- Nem conheço elas para ficarem me mandando lembranças. - E que comece o jogo das ironias, mas parece que o mesmo desistiu antes mesmo de começar dando um breve tchau e caminhando lentamente pelo corredor.

- Então Megan, para essa sua personalidade aparecer acho que já sei sua resposta, sua mãe apareceu de novo? 

E após a sua pergunta eu desejei apenas sumir daquela vida. 

 



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