História Garota dos olhos de Diamantes - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hidan, Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki, Shikamaru Nara
Tags Naruhina, Revolução Naruhina, Romance
Visualizações 435
Palavras 4.125
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie, estou de volta.
Primeiramente, quero agradecer a: ~Tikki-chan; ~nuellerodrigues; ~maomaon; ~gossiploly; ~AthenaRocha;
~AlexysBorges; ~wanderleyluffy; ~ray_namikaze; ~h-ta; ~FrancieleAnd; ~LilyMPHyuuga ~Shaynahyuga pelos comentários. Também quero agradecer aos novos favoritos ♥
Quero agradecer também a ~Nathyuga pela betagem e por ter me dado ótimas sugestões ♥
Geente, o capítulo está bom demais. Eu amei, espero que gostem também.

Boa leitura.

Capítulo 3 - Capítulo III


Incrivelmente imprevisível, cabeça dura e extremamente generoso, essas são as principais características que Hinata identificou em Naruto nos últimos três dias. Inexplicavelmente, adquiriu o hábito de observá-lo e estava adorando fazer isso.

Pela sacada da varanda, olhava o senhor Feudal conversando com algumas crianças do povoado, a risada entre eles era contagiosa. Soube por meio dos serviçais que, pelo menos uma vez por semana, o homem abria o quintal de sua casa  para doar alimentos do próprio cultivo para as famílias mais pobres. O sorriso de admiração foi inevitável, era notório o respeito dos aldeões tinham por ele.

A personalidade protetora do Uzumaki fazia-a lembrar-se de seu irmão, mesmo que a pessoalidade de ambos fossem distintas, todavia, o dever de amparo, honestidade e sacrifício eram semelhantes. Inegavelmente sentia saudade de casa, da irmã travessa indo todas as noites em seu quarto para dormirem juntas, igualmente do pai e de seus monólogos em todas as manhãs, inclusive da frieza de seu clã.

Recordações da sua casa, fazia-a sentir-se uma completa egoísta. Enquanto tinha a proteção de um senhor Feudal, sua família se encontrava vulnerável. Pior, pretendia fugir sem refletir nas consequências e na vergonha que seu clã viveria, só pensou em si mesma, estava tão necessitada de ajuda que somente cogitava abandonar toda aquela situação patética de casamento. Como poderia aguentar, com apenas dezesseis anos, casar-se com um homem que tem o dobro de sua idade? Possuía planos, ansiava unir-se em matrimônio por amor e não por negócios. Entretanto, não aliviava o sentimento de vergonha e egoísmo que estava sentindo de si própria.

— Descubra os pontos fracos da mansão, quantos homens guerreiros ele tem, quais são suas falhas. Use a única coisa útil que possui, sua beleza. Se falhar, darei uma surra pior em sua irmã ou até mesmo ordeno matá-la e seu clã sofrerá todas as consequências.

A voz de Hidan veio como mil agulhas em sua mente. O homem além de tê-la obrigado a se deitar com um desconhecido, ainda queria que agisse como espiã de alguém imensamente perigoso. Não era tão imatura como aparentava ser, tinha conhecimento sobre a proteção que o rei carrega pelos senhores Feudais, não colocaria seu clã em ameaça. Hidan, obviamente sabia desse detalhe, isso explica porque usou-a como bode expiatório, além da vergonha que traria para os Hyuugas, igualmente seria inimiga do rei, que consequentemente tem a morte como punição.

De todo modo, como explicaria para o senhor Feudal as intenções do marido? Precisamente agora que ele ofereceu de maneira gratuita terras importantes? Como contar sem levantar suspeitas também para si? Não queria receber desconfianças de um homem que vem sendo gentil consigo, alguém que verdadeiramente recebeu sua admiração.

— Está ociosa? — Naruto surgiu abruptamente. Se encontrava tão dispersa que não percebeu o loiro saindo de sua visão.

— De modo algum, apenas observando o seu trabalho. — Soltou um sorriso desconcertada.

— Uma pena Sakura ter ido embora, caso contrário desfrutaria de uma companhia feminina. — Aproximou-se, ficando ao lado da Hyuuga. — De todo modo, estou indo andar pelo campo de cultivo, pedi para o capataz deixar dois cavalos disponíveis, caso queira me acompanhar. Pelo menos sairá da procrastinação. — O Uzumaki coçou a nuca.

— Não quero atrapalhar. — Corou, envergonhada.

— Não será incômodo algum. — Ele sorriu cortês.

O sorriso dele, Hinata percebeu com avidez, era avassalador. De repente sentiu-se fraca. Sua mente sinalizava para não ter esse tipo de pensamento, todavia, era inevitável.

— Venha, faço questão. — Apontou para que o seguisse e foi prontamente obedecido.

 

Naruto se encontrava montado em um grande cavalo de pelagem marrom, e pela intimidade de ambos, a Hyuuga jurou ser exclusivamente dele. Já seu animal, possuía pelagem branca, com uma pequena mancha preta no olho direito. Não era tão grande como do Senhor Feudal, porém notou ser um cavalo bastante dócil, o que a fez pensar que foi escolhido cuidadosamente. O Uzumaki andava na frente com Hinata em seu encalço. Vez ou outra olhava se ela estava bem, entretanto o silêncio quase constrangedor engolia a ambos.

— Para uma Lady, você monta muito bem. — Brincou. Uma tentativa de quebrar o silêncio.

— Desde pequena andei a cavalo com meus irmãos. — Rebateu, fazendo bico. — Aliás, sempre ouvi elogios que sou melhor montadora que meu irmão mais velho.  — Crispou os lábios.

— Certo. Mas poderia andar um pouco mais rápido e me alcançar, não acha? — Virou-se para olhá-la de maneira faceira. Contudo, o impulso não o livrou de um galho quando voltou a sua postura correta. O impacto fez com que ele caísse de costas no chão.

— Senhor, Naruto! — Desceu do animal, correndo em encontro ao homem. — O Senhor está bem? — Ajudou o pobre rapaz a se levantar.

— Sim, não é a primeira vez que caio do cavalo. — Levantou-se, envergonhado pelo baque na frente da garota.

Hinata no entanto, começou a gargalhar freneticamente. Foi impossível segurar a risada, primeiro pela confiança do loiro, segundo pelo tombo desengonçado.

Mas Naruto não achou graça.

— Por que está rindo? Não achei cômico. — Defendeu-se. Suas bochechas adquiriram um tom avermelhado.

— Desculpe-me, mas o senhor caiu feito uma fruta madura no chão. — Colocou a mão na boca para conter o riso, mas inútil.

Naruto a observou de forma desgostosa com o fato daquela simples menina demonstrar tamanha afronta por sua autoridade. Todavia, achou a risada da menina encantadora, de uma sonoridade espontânea. Inevitavelmente, foi contagiado por risadas altas.

— Tudo bem, confesso que foi engraçado. — Coçou a bochecha. Naquele instante, concluiu ser difícil ficar irritado com uma mulher com um sorriso daquele.

— Aconteceu como castigo, por tentar zombar de mim. — Disse ela, secando os olhos. Colocou as duas mãos na cintura.

— Não seja tão ufana. — Sorriu. Inexplicavelmente, sentiu o coração em palpitação, o estômago revirando e arrepios contínuos por todo o corpo. Praguejou. — É melhor irmos andando. —  Murmurou, tentando desesperadamente desviar sua atenção da garota sorridente à sua frente. Pegou o cavalo pela corda, que permaneceu parado após o fatídico tombo.

Os dois seguiram até um campo aberto de cultivo de arroz, milho e trigo. A garota encarou tudo com os olhos arregalados, devido a imensa quantidade de plantação e trabalhadores. Posteriormente, caminharam até o Loch Ness (Lago Ness)¹ para que os cavalos pudessem saciar a sede.

Hinata notou também empregados de Naruto laborando pesca no lago. Perguntou-se quanto de recursos e patrimônios o homem detinha. E lastimavelmente, explicava o interesse de Hidan sobre ele. Por fim, pararam em um campo de thistle (flor do cardo)². O olhar perplexo da Hyuuga foi momentâneo, seguido de um sorriso surpreso.

— Não imaginava que plantavam thistle aqui. Nunca vi essa flor de perto. — Tapou a boca.

— Cultivamos para o Festival de Flores e Alimentos de Dundee³. — Riu ao recordar do evento. — Conhece a lenda? — Hinata balançou a cabeça negativamente. — O cardo é uma flor coberta de grandes espinhos, dispõe de um caule muito rígido e não se dobra com o vento. Conta a lenda, que o rei da Dinamarca invadiu a Escócia com seu exército. A invasão deu-se durante à noite e a ideia era surpreender os escoceses enquanto todos dormiam. Para avançar em silêncio, o rei ordenou que todos os soldados retirassem seus calçados. De modo infeliz para os dinamarqueses, eles entraram em uma área coberta de cardos. Um dos soldados pisou em um cardo e soltou um grito alucinado de dor, logo alertando os escoceses, que cruelmente esmagaram os invasores na batalha de Largs, no condado de Ayrshire. Em razão disso, a flor passou a ser chamado de Cardo Guardião. Por isso a flor está representada nos brasões da coroa, além disso, o lema da Escócia é “Ninguém me fere impunemente”, porque somos como os cardos. Não podem nos agarrar sem um se ferir. — Colocou a mão no queixo. — Se é verdade, ninguém sabe, mas é uma boa lenda.

Hinata inclinou a cabeça para o lado, claramente assimilando sobre o conto que acabara de ouvir. Então olhou para o Uzumaki e sorriu.

— É uma belíssima história. Não tinha ouvido antes. — Confessou. Naruto riu. A garota ouvia e analisava a tudo como se fosse uma criança descobrindo o mundo. Ela tinha um jeito único, uma inocência indecifrável. E embora a mulher ao seu lado seja casada, Naruto sentiu uma espécie de satisfação invadindo-o.

Ao chegar em casa. O clima de cumplicidade de ambos era pressentido por qualquer pessoa que os vissem. Antes de adentrar, Hinata virou-se para o homem e falou:

— Obrigada pelo passeio. — A voz da Hyuuga saiu arrastada.

— Não há o que agradecer, sua companhia foi deveras prazerosa. — Esclareceu em um sussurro.

Porém, o que veio depois foi um irresistível sorriso largo, daqueles que você percebe todos os dentes bem delineados.

Hinata suspirou. Não poderia negar que seu salvador — e protetor —, era irremediavelmente bonito e sedutor, ele tinha que ser demasiadamente cavalheiro? E ainda tinha que lhe sorrir daquela maneira, era um daqueles sorrisos genuíno, do tipo que derretia os corações de pessoas mais frígidas, capaz de conquistar qualquer mulher.

Alguma coisa no tom de voz dela, e na forma como seus olhos pareciam quase em combustão ao encarem o rosto dele, deixava o pobre rapaz extremamente desconfortável, e ele teve que fazer um esforço para não tampar o rosto devido à vergonha. Naquele breve instante, percebeu o quanto ela o afetava.

— Naruto! — Ouviu a voz do melhor amigo lhe chamar. — Chegou esse convite do rei pra você — Entregou para o feudal, enquanto ele olhava a menina se afastar.

— O que é? — Indagou abrindo o envelope. — Oh, é o convite do vigésimo quinto aniversário do Gaara. — Por causa da intimidade com o rei, dispensou a formalidade chamando-o pelo primeiro nome. — É para daqui a três dias, por qual motivo chegou somente agora?

— O mensageiro teve alguns imprevistos no caminho. — Explicou. — Se quer realmente comparecer, devemos sair de viagem amanhã. — Concluiu, sabendo que o Feudal não perdia nenhum convite do soberano.

— Perguntarei a Lady Hinata se ela quer ir conosco.

Shikamaru fechou o cenho. Não compreendia qual a finalidade de fazer tanta questão sobre ela. Não que a mulher seja uma pessoa ruim, o que de fato ela não é. Contudo, seu maior medo era Naruto confundir solidariedade com outro sentimento.
 

Mais tarde naquela noite, enquanto se preparava para se deitar, Hinata sentiu-se estranhamente inquieta. Concluiu por fim que não conseguiria dormir, então vestiu um robe e desceu para pegar um copo de leite quente.

Entrou de forma sorrateira na cozinha. O ambiente estava escuro, exceto pela luz da lua cintilando por meio das janelas. Tateou no escuro e pegou o vidro de leite em cima do mesa. Conseguiu enxergar a panelinha pendurada no alto. No entanto, alta demais e por mais que ficasse nas pontas dos pés, não conseguia pegá-la.

— O que está fazendo? — Uma luz surgiu atrás dela e quando Hinata se virou, viu Naruto segurando uma lamparina.

— Vim pegar um copo de leite. — Respondeu sem jeito pelo flagra. — Acordei o senhor? Não foi minha intenção. — Adiantou sua defesa.

— Por que não chamou Kurenai para preparar pra você? — A garota fez uma careta, e o loiro chegou à conclusão que ela é educada em excesso para incomodar alguém. — E respondendo à sua pergunta, você não me acordou. Costumo comer alguma coisa antes de dormir. — O Uzumaki depositou a lamparina em cima da mesa. Com agilidade por causa da sua altura, pegou a panelinha e depositou em cima do fogão, colocando leite dentro do recipiente logo após.

— O senhor não precisa ferver pra mim. — Interveio, após perceber as intenções do soberano.

— Tudo bem, eu também irei tomar. — Explicou. Indicou para que a moça se sentasse, e mesmo receosa aceitou. Sentou-se também, mas não antes de servir pão para ela e depois para si.

A Hyuuga aceitou a gentileza. Remexeu-se agitada na cadeira. O cavalheirismo do homem a impressionava, não compreendia os motivos dele estar sempre a ajudando e sendo amável, sem aparentemente esperar que seja recompensado.

Observou-o de forma minuciosa. Céus! Era um homem realmente lindo. Trajava uma blusa leve e de pano fino, delineando de maneira sublime os ombros largos e braços firmes do rapaz. E não é só isso, os cabelos incrivelmente loiros, o queixo quadrado, a pele bronzeada, os lábios carnudos e grosseiros. Ah, ainda tinha os olhos, que com certeza eram o que mais se destacavam, tão azuis e intensos como a imensidão do céu.

— Acho que já está bom. — Ele dissera. Serviu um copo de leite para a menina e por fim pra ele. — Escute, Lady Hinata. O rei me convidou para a comemoração de seu aniversário, que será daqui a cinco dias. Como ele é um amigo querido, vou todos os anos. — Revelou. — E pensei se a senhorita não quer nos acompanhar? Entretanto, teremos que partir amanhã para chegar a tempo.

— Oh, adoraria! Nunca vi o rei, apesar de ouvir sempre suas histórias. — Colocou a mão no queixo. — Mas não sei se devo, ele convidou o senhor e eu não trouxe minhas roupas. — Esclareceu.

— Faço questão que vá. Quem sabe seu pai também não esteja lá? Afinal, ele é um duque. — Naruto fez uma careta, queria mesmo conversar com o Hyuuga. — Além do mais, compramos vestes para a senhorita no caminho. — Seu lábios formaram um sorriso.

— Sendo assim, aceito. — Encarou-o

Hinata analisou as atitudes do anfitrião. Por instantes, questionou como seria se fosse casada com um homem assim? Tão belo, solícito e certamente um excelente amante. Sentiu o rosto queimar só de imaginar intimidade com o Feudal, porém inevitável, nunca tinha recebido nenhum interesse do sexo oposto, todavia queria ser beijada por alguém como ele, por lábios tão rústicos capaz de lhe tirar a sanidade. Tal pensamento fez suas bochechas entrarem em chamas.

— Não está bom? — Naruto questionou, após perceber a expressão estranha da hóspede.

— Oh, não. Está muito bom. — Encolheu os ombros   — Senhor… — O homem a olhou para que ela prosseguisse. — Por que está me ajudando? Digo, por qual motivo é demasiadamente gentil para uma desconhecida?

Naruto largou o pão que comia. Olhou de maneira séria para a mulher, e lhe respondeu:

— Eu sou o senhor Feudal, meu dever é cuidar de qualquer pessoa que necessite de proteção. — Sua feição suavizou. — Acredito que o respeito é a melhor arma para melhorar o mundo, e tenho fé que uma hora ou outra suas ações positivas irão aliviar e/ou irão refletir nas ocasiões de dificuldades futuras. — Deu de ombros, todavia sua postura era de um verdadeiro sonhador. — Ademais, meus pais me ensinaram que a educação e respeito é um tipo de magia que deixa qualquer um instantaneamente mais bonito. — Seu olhar tornou-se nostálgico.

— Eles estão realmente certos. — Sorriu, imaginando o quanto os pais do loiro eram pessoas incríveis. — Seu pai era um senhor Feudal também? — Investigou.

— Sim. Ele morreu devido à uma febre interminável e minha mãe foi vítima de uma pneumonia quatro anos depois. — Sua expressão se transformou em uma tristeza profunda. Obviamente, carregava saudades dos pais. — E quanto à sua família? — Mudou de assunto.

— Minha mãe morreu no parto de minha irmã Hanabi. — Seu olhar passou para um tom escuro. — Mesmo de luto, meu pai criou nós três com muita disciplina e dedicação, até nas adversidades. — Contou. Contudo, ouviu uma risada do homem. — Por que está sorrindo?

— Desculpe, Lady Hinata. Se ele fosse um bom pai, como a senhorita disse, não a teria vendido para um homem que é perigoso, como se fosse uma égua potranca. — Travou o maxilar.

— Que infâmia! Como ousa falar dessa maneira? Meu pai não me vendeu, quer dizer, ele agiu conforme imaginou ser melhor para o clã. — Apertou os olhos fortemente. —  Também não achava que o patriarca agiu da melhor maneira, mas outras pessoas não tinham o direito de falar mal de sua família.

— Oh, entendi. A senhorita foi trocada, um acordo de favores. — Sentiu seu estômago revirar. — Minha intenção não é ofendê-la, mas eu nunca faria tal coisa com minha filha. — Somente em pensar no chefe Hyuuga seu sangue fervia. Como um homem pode ser tão intransigente com a família?

— Falando dessa maneira, parece que ele é um homem horrível. — Balançou a cabeça — Não foi uma decisão fácil para ele também, contudo mesmo tendo proteção do rei, estávamos quase falindo. Quando notei a dimensão do problema acabei cedendo. Afinal, é o que a filha do chefe deve fazer, pensar e proteger o clã acima de tudo. — Bufou.

Então havia sido um sacrifício. Admirou a atitude corajosa da visitante, entretanto a falta de simpatia pelo patriarca permaneceu.

— Certo, Lady Hinata. — Concluiu que a protegida é do tipo que tem a capacidade de extrair os melhor das situações.

— Não precisa dirigir a mim sempre como ‘’Lady’, não sou mais conhecida como filha de um Duque. — Cruzou os braços.

— Mas é esposa de um Sir. — Rebateu. Colocou a mão no queixo.  — O que me faz indagar: Por que seu pai escolheu justo Sir Hidan? Digo, entendo que é comandante do exército e muito conhecido no comércio, porém por que ele e não escolheu um homem de uma prole maior? — Investigou, era uma dúvida que permaneceu martelando em sua mente.

— Bem, em nosso clã, cultivamos girassóis, legumes, trigo e frutas. Graças às nossas plantações, todos de Glasgow procuravam a nós para vendas, além de ser o meio de alimento dos Hyuugas. — Tomou um gole de seu leite antes de prosseguir. — Há oito meses, uma praga surgiu no cultivo e por mais que tentássemos contê-la, ficava pior. O gado igualmente foi afetado, porque não tínhamos como alimentá-los. Conseguimos colher algumas sementes que não foram prejudicadas, todavia, não foi o suficiente para o comércio e as necessidade do clã. Gastamos muito dinheiro para dizimar a praga, e também para exportar de outra cidade mantimentos. Depois de três meses difíceis, ocorreu incêndio nas reservas de sementes que tínhamos. Por consequência, usamos nosso último recurso monetário para um novo cultivo, o que foi de grande perigo, porque a época de boa lavra havia acabado, e logo começará o frio por causa do outono. — Suspirou, devido ao suposto incêndio.

Naruto inclinou para frente. Ouvia cada palavra com atenção.

— Um dia, Sir Hidan apareceu no clã oferecendo seu trabalho porque passaria uma temporada na cidade, consequentemente ficou sabendo da situação do meu clã. Ele trouxe mantimentos de outra povoação, além de seus homens trabalharem o dobro nas plantações. — Colocou a mão na testa. — Meu pai suspeitou de sua bondade, e orgulhoso como é não quis aceitar auxílio. Não obstante, Sir Hidan contara que procurava por uma noiva de prole, devido estar com trinta e oito anos, logo perderia seu cargo de comandante militar. Então o inevitável aconteceu, ele propôs noivado por uma de suas herdeiras, e por consequência fariam parte da família, e ninguém falaria sobre sua ajuda. — Revirou os olhos.

O Uzumaki resignou. Aquela história não lhe causou boa impressão.

— Meu irmão quase sofreu um ataque do coração quando soube dessa proposta. Entretanto, os conselheiros do clã aprovaram e pressionaram meu pai, pois ele não havia encontrado soluções para nossos problemas. — Relaxou os ombros. — Conversamos e chegamos em um consenso, todavia minha irmã estava fora dos planos, ela ainda não é moça, é apenas uma criança. — Hinata crispou os lábios. Seria capaz de matar e morrer pela irmã. Ela tomou o papel de mãe, ambas possuíam um laço inquebrável.

— Que conveniente pra ele estar no lugar certo e no momento certo. — O Uzumaki passou as mãos nos cabelos. — Não desconfiaram dele?

— Certamente. Investigamos o incêndio, no entanto não chegamos a lugar nenhum. E como Sir Hidan possuía credenciais do rei, acabou tornando um bom candidato. Uma vez que meu pai protege armas oficiais e ele já tinha experiência com isso — Relaxou o corpo.

— Compreendo, não existe recurso avançado para investigação dessa magnitude. — Cerrou os olhos. — Porém, teria ainda mais desconfianças sobre um homem desconhecido. Ainda mais com o direito de primeira noite...

— Meu irmão quando soube dessa lei ficou insano quando soube e meu pai não sabia em quem descontar tamanho disparate. Todavia, como é uma legislação, não há como intervir. Inclusive, Hidan confia nessa crença de prole mais heróica. — Revirou os olhos. — Tenho certeza que ele não é bom homem, mas mesmo assim ele cumpriu com o prometido. Desde então, o comércio voltou a girar e muito nossas reservas voltaram a encher.

— Por que não contou o que ele fez com você?

— Neji ficaria desvairado, provavelmente começaria uma guerra só para matá-lo. Ele é muito protetor e meu pai não fica atrás, apesar de orgulhoso é bastante vingativo.

— Ele deveria ter pensado melhor antes de entregar a filha pra qualquer um. Desculpe a sinceridade, mas parece que ele aceitou a ajuda para se livrar do problema com o cultivo, pois provavelmente estavam culpando-o. — Apoiou o queixo na mão.

— Você como líder, deve ter conhecimento das contrariedades e responsabilidades com seu povo. — Estreitou os olhos.

— Sem dúvida. Porém, inquestionavelmente seu pai carecia de mais sensatez. — O rapaz cruzou os braços.

— Tudo bem… — Levantou-se. — Boa noite, senhor. — Apertou os punhos. Toda aquela conversa lhe deixou em nervos, tinha ciência que o clã não agiu decentemente consigo, todavia, não carregava ódio a ninguém. Somente para o degenerado que ousou lhe bater.

— Espere! — O Uzumaki foi rápido em segurar seu braço. — Perdoe-me, não quis desacatá-la. Acontece que quando relembro de seus machucados, continuo enraivecido. — Cerrou os dentes.

O toque em seu punho fez Hinata arder. Havia algum tipo de feitiço que fazia ele despertar um vulcão dentro dela, algo que ela suspeitou não ser capaz de controlar. Naquele determinado momento, sentiu-se possuída por um desejo voraz, que a fazia cobiçar pelo toque da pele dele.

A resposta veio como turbilhão em sua mente. Ela o queria, como o queria… Mas não deveria querer, não deveria ansiar um homem que somente estava sendo gentil. Ainda assim, o desejo para tê-lo estava lhe deixando sem ar.

Naruto estremeceu de repente. Quando percebeu que os olhos de diamantes dela, que cintilavam até mesmo à luz de velas, cruzaram com os seus. O feudal indagou se toda aquela intensidade fora causada por todas infâmias que a mulher sofreu.

— Senhor…  — Hinata tentou soltar o pulso da mão dele. Mas os dedos do loiro apenas a apertaram mais.

O Uzumaki sentiu a cabeça se inclinar para trás. A voz dela era baixa e sedutora e quase o fez sentir como se tivesse nascido para viver aquele momento.   Aquilo estava ficando ridículo. Era inegável que a tensão em seus músculos tinham a ver com desejo.

Maldição. Ela era sua protegida e casada. Entretanto linda… Muito linda. O rosto de Hinata era delicado demais, as bochechas muitos rosadas, e os olhos tão intenso que tinha mais estrelas que o próprio céu. Tudo nela era exorbitante, apavoradamente excessivo. Até a boca, era carnuda demais. E quando se encontrava tímida, ou seja na maioria do tempo, tudo o que ele via eram os lábios cheios, vermelhos e completamente beijáveis.

O corpo do Naruto estremeceu. A ideia de beijar a filha do Duque era insana, contudo extremamente tentadora. Na realidade, o simples fato de pensar nisso deveria ser suficiente para trazê-lo de volta à sanidade. Mas ainda sim, queria beijá-la. Embora não fosse a intenção dele, lentamente aproximou em direção à ela, até estarem a pouco centímetros um do outro.

Os batimentos do coração de Hinata acelerou. No entanto se entregou aquele clima totalmente sensual e ardente. Ela queria dizer algo, mas sua ousadia acabou quando sentiu a respiração dele contra sua pele, apenas fechou os olhos e entreabriu a boca. Nunca fora beijada de maneira delituosa, e agora que havia praticamente o convidado a ser o primeiro, não sabia como agir.

O aperto dele se afrouxou. Porém, continuou segurando seu pulso delicadamente, enquanto a puxava para mais perto de si. Ele tocou em seu rosto, e ela sussurrou seu nome de maneira piedosa.

E, no fim, o inevitável aconteceu.


Notas Finais


Aaaah eu sou muito malvada rs parei na melhor parte, mas eu já tinha passando de quatro mil palavras, fazer o que? :v

Loch Ness (Lago Ness)¹ — O Lago Ness é o lago mais popular do mundo e da Escócia, é onde falam que foi visto o monstro no lago e fica em Inverness, a cidade onde Naruto mora. Lembram? Só não confunda os nomes: Ness é o nome do lago e Nessie é o nome do monstro.
Thistle (flor do cardo)² — Essa é a flor da Escócia. . É bastante comum encontrar imagens da flor ou representações dela Escócia afora. Podem reparar no brasão da Coroa Britânica, ela tem o leão – inglês , o unicórnio – escocês, e as thistles embaixo. Também possui símbolos do País de Gales e Irlanda do Norte. Além disso, ela originou a canção “Flower of Scotland”, cantada pelos fanáticos torcedores escoceses antes dos jogos de futebol e rugby, tornou-se o hino oficioso da Escócia, o símbolo da identidade escocesa contra a tutela dos ingleses, velhos inimigos. A música exalta as belas paisagens da Escócia, bem como a vitória dos escoceses contra o domínio inglês no final do século XII e começo do século XIII, durante a chamada “Primeira Guerra de Independência”.
Inclusive, vcs já assistiram coração valente? Então, há uma parte que a moça entrega esse flor para o Mel Gibson, e depois de anos ele entrega um pano para ela, e é a flor que ele guardou todo esse tempo. Aliás, o filme fala tbm sobre o direito da primeira noite né? Mas eu juro q não me inspirei nisso. HAUAHA
E devo dizer que o filme há vários erros. Por exemplo, “coração valente” era o apelido de Robert the Bruce, e não de Wallace. Pois é, o verdadeiro “Coração Valente” foi justamente o cara que aparece como um dos vilões do filme. William e suas conquistas o incentivaram a continuar lutando pela Escócia, mas foi por seus próprios méritos e persistência que ele finalmente conseguiu vencer os ingleses. Isso pq Após uma guerrilha contra os ingleses e depois de ter-se coroado rei da Escócia como Robert I, liderou os escoceses para derrotar Eduardo II na batalha de Bannockburn em 1314. A vitória da Escócia foi completa e, ainda que o pleno reconhecimento da independência da Escócia não foi reconhecida até 1328 com a assinatura do Tratado de Edimburgo-Northampton, a posição de Robert Bruce como rei se reforçou.
Em seu leito de morte, não se sabe se como penitência por todos seus pecados ou por não ter cumprido seu desejo de lutar em uma cruzada, obrigou Sir James Douglas a jurar que no momento que morresse arrancaria seu coração e o levasse à Terra Santa. Enquanto o corpo de Robert Bruce era enterrado na abadia de Dunfermline (em 1818 seu corpo foi exumado e descobriram que tinha as costelas serradas), Douglas, junto a outros cavaleiros, partia para a Terra Santa… com o coração guardado dentro de um recipiente de chumbo e amarrado a uma corrente. Lamentavelmente, pelo juramento feito, só conseguiram chegar até a península ibérica onde participaram de uma cruzada em Teba.
A superioridade dos muçulmanos e o desconhecimento de suas táticas de ataque surpreenderam os escoceses. Em um momento da batalha James Douglas viu-se rodeado pelo inimigo e, ante sua iminente morte, apanhou a corrente que prendia o recipiente com o coração e o lançou ao mesmo tempo que gritava:
"Adiante coração valente, eu te seguirei ou morrerei".
O corpo de Douglas e o coração de Robert foram repatriados a Escócia para ser enterrados. O coração de Robert foi enterrado na abadia de Melrose. Em o Secretário de Estado da Escócia descobriu uma talha de um coração entrelaçado com a Cruz de San Andrés no lugar onde o coração foi enterrado, no qual é possível ler: "Um coração nobre não pode estar em paz se carece de liberdade."
AAAH e a William Wallace (Mel gibson) foi suavizado no filme. Ele aparece sendo pendurado, torturado e grita “Freedom!!!’ logo antes de ter sua cabeça decapitada. Na vida real, Wallace sofreu uma punição cruel de 5 estágios em que a vítima era sufocada, depois cortada para que seus intestinos ficassem expostos, castrado, cortado em pedaços e finalmente decapitado. Suas últimas palavras são desconhecidas. O filme também conta que suas partes foram expostas nos 4 cantos da Inglaterra. Isso é verdade. Aqueles tempos eram brutais demais para nossas cabeças modernas, porém talvez seja algo para Hidan sofrer né non? Beeeeeem, vamos ver kkkkk
Festival de Flores e Alimentos de Dundee³ — Na Escócia, na cidade de Dundee, todos os anos, geralmente durante 3 dias do mês de setembro, ocorre a Flower & Food Festival, que reune floristas, produtores, e agricultores de todo o Reino Unido, em uma exposição de altíssimo nível.
Gente, desculpe falar demais kkkkk me empolguei. Mas eu acho Escócia um país incrível, e quero muito conhecer um dia :)
Então, o que acharam? Se manifestem.
Beijos


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