História Garota em chamas - Capítulo 5


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Categorias A Channel: The Animation
Tags Akagami No Shirayuki-hime, Akame Ga Kill, Amnésia, Angel Beats!, Ano Natsu De Matteru, Ao Haru Ride, Ao No Exorcist, Artes Marciais, Aventura, Bakemonogatari, Bakuman, Bishoujo, Bishounen, Black Bird, Black Bullet, Black Rock Shooter, Bleach, Blood Lad, Blood+, Blood-c, Boku Kara Kimi Ga Kienai, Boku Ni Natta Watashi, Brothers Conflict, Btooom!, Bungou Stray Dogs, Charlotte (anime 2015), Clannad, Colegial, Comedia, Cosplay Complex, Crossover, Dakara Boku Wa, Dance In The Vampire Bund, Dance With Devils, Danganronpa: The Animation, Deadman Wonderland, Death Note, Dengeki Daisy, Dgray-man, Diabolik Lovers, Dn Angel, Drama (tragédia), Durarara, Ecchi, Ecchi Ga Dekinai, Escolar, Esporte, Fairy Tail, Família, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Cientifica, Free, Fullmetal Alchemist, Gakuen Alice, Gintama, Haikyuu, Hakushaku To Yousei, Harem, Hataraku Maou-sama, Hentai, Hiyokoi, Horimiya, Horror, Hunter X Hunter, Hyouka, Inazuma Eleven Super Onze, Inu X Boku Ss, Inuyasha, Inuyasha Kanketsu-hen, Itazura Na Kiss, Junjou Romantica, Kaichou Wa Maid-sama, Kamigami No Asobi, Kami-sama Hajimemashita, Kaze No Stigma, Kill La Kill, Kissxsis, K-on!, Kotoura-san, Koutetsu Tenshi Kurumi, Kuroko No Basuke, Kurookami, Kuroshitsuji, Kyoukai No Kanata, Last Game?, Lovely Complex, Luta, Mad Father, Magia, Mirai Nikki, Mistério, Namaikizakari, Nana, Naruto, Nijiiro Days (rainbow Days), No Game No Life, Noragami, Novela, One Piece, Pandora Hearts, Poesias, Pokémon, Policial, Romance, Romeo X Juliet, Rosario Vampire, Saga, Sankarea, School Days, Seikon No Qwaser, Seito Kaichou Ni Chuukoku, Shigatsu Wa Kimi No Uso, Shonen-ai, Shoujo Romântico, Shoujo-ai, Shounen, Sobrenatural, Soul Eater, Suki-tte Ii Na Yo, Suspense, Sword Art Online, Terror, The Walking Dead, Tokyo Ghoul, Toradora, True Love, Universo Alternativo, Vampire Knight, Violencia, Visual Novel, Vocaloid, Watashi Ni Xx Shinasai!, Yamada Tarou Monogatari, Yaoi, Yu-gi-oh!, Yuri
Exibições 38
Palavras 1.481
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Capítulo 5 (O passado da Ayano)


Fanfic / Fanfiction Garota em chamas - Capítulo 5 - Capítulo 5 (O passado da Ayano)

Dois meses haviam se passado. Kenny agora está melhor, mas continua deprimido. Ele ajuda na vigilância com a Margô, mas não fala com ninguém além do Lee. Todos confiam muito nele. Eu e Lee estávamos caçando e vendo se as armadilhas para coelhos e esquilos que meu pai me ensinou e Lee me ensinou a melhorá-las pegaram algum coelho ou esquilo. Escutamos um barulho de uma delas se fecharem e um grito agudo que quase me fez rir, por que parecia um homem, soo pelo ar. Corremos em direção ao grito até nos depararmos com um homem, um pouco mais velho que Lee, um garoto dois anos mais velho que eu e....

-Ayo?- Pergunto mais que surpresa.

-Aya?- Ele faz a mesma expressão e nos abraçamos.- Achei que tinha perdido você baixinha....- Ele diz numa voz de choro. Ele realmente era bem mais alto que eu, mas também tinha o mesmo rosto fofo que eu. Ele puxou meu pai, cabelos castanhos e olhos verdes escuros. Eu puxei minha mãe. Cabelos escarlates, olhos verdes penetrantes como esmeralda mas mesmo assim, éramos estranhamente parecidos.

-Achei que nunca mais seria arrogante com você cabeça de vento.- Retruco chorando.

-Podem ajudar por favor???- O garoto mais velho diz desesperado.

-Quem é você?- Digo não me importando com a resposta.

-Ben, ele é a pessoa que nos ajudou. Ajude-o!- Ele suplica.

Observo o estado do tornozelo dele, não está bom. Tento tirar a armadilha e o cara grita fino me fazendo soltar uma risadinha abafada que por sorte ninguém escutou, tento novamente, mas está emperrada e não tem como destrancar. Me levanto séria, com um machado em mãos.

-Não tem outro jeito.- Digo fria.- Lee. Você corta ou eu?- Pergunto meio triste pelo pé do cara.

-O quê?? Não!!- O homem grita.

-Não grite! Walkers podem vir aqui e ai já era. É o único jeito.Posso olhar seu pé depois, com calma mas mesmo assim....- Falo.

-Tem como faze-lo desmaiar para  não sentir dor?

-Não vai fazer diferença, quando ele acordar seu desespero de ver o local do pé vai ser tão grande que a dor virá.- Lee diz.

Ele dá uma machadada cortando fundo a canela, mas mesmo assim ainda falta muito. A cada vez o grito agudo se transformava em um grito de terror, a carne sendo rasgada e o sangue no machado, os gritos sinistros de tortura tudo isso se misturava á uma coisa: Cheiro de morte. Após uma série de tortura, Lee terminou e o cara já estava desmaiado. O levamos rapidamente para o posto e o deitamos em cima de um carro velho, uma picape.  Depois de examiná-lo, vejo que ele não aguentou.

-Morreu....- Digo séria. Antes que ele se transformasse, saco a arma e atiro em sua cabeça.- Eu tentei, me desculpe Ben.

-Tudo bem....- Ele diz triste.

Passou algumas horas e eu já estava brigando com o velho de novo por ele sempre reclamar de coisas bestas e não fazer nada.

-Ela sempre foi assim? Carrancuda, brigona e mandona?- Lee pergunta mas sei que é brincadeira.

-Sempre. As mais baixinhas e fofas são as mais perigosas. Quando um garoto falava com ela na escola e falava coisas...... Diferentes, eram as últimas palavras dele antes de levar uma surra.- Eles riem.- Meu pai deu essa catana para ela e um arco e flecha para mim. Caçávamos juntos. Era natural para a família Kannagi. Éramos ótimos em sobrevivência, o que ajuda nessas horas. Sempre acampávamos em locais perigosos somente por diversão.

-Pena que só temos eu você dos Kannagi....- Digo meio triste.

-Quer nos contar?- Lee pergunta. Estávamos em volta de uma fogueira, todos se aconchegando pensando nesse dia. O corpo do homem foi enterrado por pedido de Ben e fizemos um "funeral" basicamente. Depois ficamos aqui conversando.- A sua história sabe....

-Bom..... Tudo bem.- Dou de ombros.

 

Era um dia bem normal, eu, meus pais e Ayo estávamos viajando para Savanna em negócios da família. No meu aniversário de 12 anos recebi um presente incrível. Minha catana. Observei ela por muito tempo, eu já era trenada de luta de espadas e essas coisas e agora isso?? Ganhei algo incrível. E como era aniversário de Ayo também, ele recebeu seu arco e flecha, o bom é que ele pode invocar quantas flechas quiser, e de várias funções. Explosivas, envenenadas, normais, em chamas. São especiais para nós, claro podemos equipar várias armas ou armaduras, mas aquilo é especial, a catana do meu pai e o arco e flecha da minha mãe. As armas sagradas da família. A catana se chama Enraiha, as vezes a deixo aqui na bainha dela e as vezes no mundo do reequipa. O mesmo com Ayo, seu arco e flecha se chama Hokõ, e ele faz o mesmo que eu. 

Éramos felizes e ficamos ainda mais com os presentes. Mas esse apocalipse, algo que nunca pensamos que aconteceria aconteceu. Zumbis. Mortos, mas vivos vagavam pelas cidades do mundo, saíam de suas tumbas e vinham atrás de suas presas.  Nunca iremos nos esquecer das últimas palavras de nossos pais. "Todos estamos infectados. Ninguém pode se salvar. Quando morrerem se transformarão em caminhantes, e verão tudo o que fazem com as pessoas, sentiram o desgosto da carne delas, como abrem seu estômago e devoram suas tripas sem piedade, que vocês não tem mais nada além de esperar alguém lhe matar de verdade, e se não tiver ninguém para devorar, vagar de fome pelas cidades, esbarrando em mais coisas como vocês. Só vocês podem salvar esse mundo. Cuidado." 

Como Kannagis, usávamos nossa magia para detê-los. Fazíamos o possível com o resto dos magos do mundo mas infelizmente não foi o bastante. Meus pais foram mordidos, e só foi questão de tempo até eles se transformarem junto com os outros magos e pessoas que, ou se mataram, ou foram mordidos. Foi horrível mas fomos treinados para sobreviver, era como se soubessem o que iria acontecer, essas palavras que meu pai disse: "Só vocês podem salvar o mundo" tocou a nossa vida, mas duas pessoas nos separaram, não sabemos quem mas me levaram para Hargeon, acho que eu estava inconsciente pois não sei como cheguei na casa da árvore com minha mochila, um pouco de comida e água, minha catana, uma arma com 5 balas, e o alqui toque que eu e Ayo usávamos para nos comunicarmos com meu pai em missões especiais do governo.  Cada um tinha o dele.

-Foi mais ou menos isso que aconteceu na minha vida desde o início do apocalipse.- Termino.

-Nossa.- O velhote diz.

-Uma garotinha e um garotinho viveram tudo isso? Que cruel.- Margô diz.

-Aprendi a conviver.- Demos de ombros.- Você ainda fala ao mesmo tempo que eu??- Dissemos juntos irritados- Para com isso! Para você! Não para você!!!! GRYYYY!!!

Todos riem nos achando fofos.

-Que gracinha.- Margô fala em sorrisos.

-Lindo.- Mira diz sem muita emoção e de braços cruzados.

-Então você salvou a minha irmã?

-Na verdade, ela me salvou. Cortou a cabeça do caminhante que pulou em cima de mim e quase me mordeu.- Lee da de ombros.

-Boa maninha.- Ele bagunça meu cabelo sabendo que isso me irritada.

-AYO!!!- Digo envergonhada arrumando meus cabelos. Seja lá o que Lee fez, tem água para tomar banho o que é bom por que meu cabelo é algo que eu gosto que fique em ordem por isso essa criatura que chamo de irmão adora me irritar bagunçando ele.

-Qual a diferença de um cabelo arrumado ou não? Estamos num apocalipse, ninguém vai notar o cabelo.- Ayo diz emburrado como se adivinhasse meus pensamentos.

-Acontece irmãozinho que eu não fico bonita pro outros, fico para mim.- Dou língua pra ele.

-Chata.

-Irritante.

-Baka.

-Cabeça de vento!

-Cabelo de fogo!

-Idiota!

-Chega né?-Lee para  abriga enquanto os outros riem.

-E você Lee?- Ayo se volta pra ele.

-Qual a sua história?- Pergunto.

-Bom, eu perdi minha família no meio da cidade de hargeon, e os vi mortos lá junto com meu irmão mais novo. 

-Por isso você ficou paralisado por um tempo quando fugimos de Hargeon, estava olhando para três walkers....- Digo baixo.

-É....- Ele diz triste.

-Entendi.- Me aquieto tentando me aquecer no frio, ou melhor, tentando desfaçar a pena que estou sentindo por ele, Lee não gosta disso, conheço ele. Ele me contou também que o acidente de carro, era uma viatura de polícia, ele iria ser preso após o julgamento por ter matado alguém. Um homem que tinha estuprado sua namorada. O que não me faz julgar ele nem um pouco mas ele se sente culpado o que também acho bom, o que importa é que ele se importa com os erros. Eu admiro ele, admiro tanto que contei meu passado sem muita desconfiança. Meu passado. O passado sombrio que eu e meu irmão guardamos por um bom tempo mesmo longe um do outro. Contei uma coisa pessoal. Confio e te admiro, Lee.



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