História Garota Inconsequente - Capítulo 15


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Balada, Drama, Eien No Ai, Festa, Forgive Me, Jared, Namoro, Revelaçao, Romance, Savannah, Shes Changing Me, Traição
Exibições 54
Palavras 1.603
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Eu sei, estou atrasada em um dia, me desculpem!!!!

Mas aqui está o capítulo e eu espero que gostem! Quero agradecer novamente por todo o apoio, seja nos comentários, nos favoritos ou no acompanhamento, essa fic não teria ido pra frente sem vocês!

Boa leitura!

Capítulo 15 - Quinze


Quando acordo na manhã seguinte, Lola já foi embora. Rolo no colchão algumas vezes, até estar completamente pronta para me levantar. Visto um macacão jeans e calço meu coturno curto. Penteio os cabelos e desço as escadas.

É domingo. Encontro todos sentados a mesa, e quando tento pegar algo para comer no sofá, eles me pedem para que eu me sente com eles. Desconfiada, sento-me e encho minha tigela com cereais.

– Você não está mais trabalhando com a Abigail, está?

– Não – respondo. – Sai de lá há umas duas semanas, mais ou menos na época do seu “acidente”.

– Interessante – meu pai diz e eu ergo uma das sobrancelhas. – É que um amigo meu tem uma vaga no SeaWorld e perguntou se eu não sabia de alguém adequado…

– SeaWorld? – pergunto enquanto como um pouco do cereal. Todos na mesa estão em um silêncio extremo. – Não quero trabalhar alimentando orcas, pai.

– Não seriam orcas – ele diz rapidamente. – Seriam pinguins…

O encaro sem saber o que falar.

– Ainda não entendi aonde você quer chegar…

– Bom, seria temporário – ele continua. – E vai te fazer bem ter um emprego de verdade.

– Ei! – digo irritada. – Eu arrumei muitos empregos no último ano.

– Não acredito que ficar uma semana em cada valha como emprego.

Reviro os olhos.

– Eles querem te entrevistar.

– Quando?

– Amanhã – ele diz. – E então você terá uma entrevista com o reitor da UCSD.

Quase me engasgo com o cereal ao ouvir a sigla da Universidade da Califórnia de San Diego.

– Uma entrevista com quem? – digo exasperada. – Eu não me inscrevi.

– Mas eu sim.

– Por quê?

– Porque você está quase fazendo vinte anos e não foi atrás de uma faculdade – Peter diz categoricamente. – Você precisa iniciar sua vida, então como sou amigo do reitor, consegui uma vaga para você no curso de Comunicação, mas você pode trocar no futuro.

– Eles são muito criteriosos – digo olhando para todos na mesa. Mason está ocupado brincando com a toalha e Willow olha para o cereal como se ele fosse a coisa mais divertida do mundo. Sheila me observa com cautela. – Eu não conseguiria uma vaga. Não tenho carta de recomendação, não tenho notas altas o suficiente.

– Eu já arrumei tudo – ele diz sério. – Ou você entra na UCSD ou na faculdade comunitária. A escolha é sua.

– Achei que você fosse me deixar escolher…

– Eu ia – ele diz dando um gole no café. – Mas o ano letivo começa em um mês e meio e você não parece estar decidida com algo.

Fico encarando ele sem saber o que falar.

Tínhamos feito um acordo quando me formei no ensino médio: eu não entraria na faculdade contra minha vontade e sem saber o que eu realmente queria fazer, mas parece que ele se cansou de esperar.

– E o SeaWorld é sério? – pergunto. – Ou foi só uma distração?

– A UCSD gosta de candidatos que cumpram serviço voluntário – ele diz seriamente. – Então pensei que seria bom preencher pelo menos um dos requisitos da Universidade.

– Está querendo dizer que eu vou trabalhar e feder a peixe para não ganhar nada?

– Do SeaWorld não. – ele diz sorrindo. – Mas te pagarei 200 dólares por semana até o final das férias de verão.

– Você está me dando opção de escolha? – pergunto um tanto irritada. – Ou está simplesmente me falando que farei isso?

– Estou simplesmente te falando que fará isso.

– Que ótimo.

Reviro os olhos e saio da mesa com a tigela de cereais a mão. Subo as escadas e começo a comer no quarto. Ele não podia simplesmente me falar o que fazer.

Apesar de que iniciar uma faculdade é uma maneira de dizer que poderei me mudar para o campus e deixar de dar  satisfações a eles.

Esse é o lado bom da situação, então respiro fundo e acabo pensando que talvez não seja tão ruim assim.

Quanto a alimentar pinguins e feder a peixe: não estou tão certa quanto a isso.

*’*’*’

Na manhã seguinte acordo tentada a faltar na entrevista do SeaWorld. Sei que odiarei cada segundo no lugar, mas sei que é uma chance de conseguir a vaga na UCSD e poder me mudar para o câmpus.

Saio de casa vestindo um shorts jeans e uma blusa curta listrada. Meu cabelo está preso em um rabo de cavalo e uso brincos grandes. Entro no Range Rover antes que meu pai possa me impedir.

Se vou fazer algo que não quero, que pelo menos seja no ar condicionado de um carro confortável.

Sigo pelas ruas de San Diego ouvindo Avicii. Paro em alguns sinais e evito atropelar velhinhas que estão atravessando a rua mesmo que elas levem vinte minutos para atravessar na faixa de pedestres.

Graças ao ar condicionado, não estou morrendo de calor quando paro na frente do SeaWorld. Estaciono em uma vaga apertada e desligo o carro.

Pego a bolsa antes de sair e paro na frente da entrada. Muitas pessoas estão circulando graças as férias de verão. Respiro fundo e entro.

Sigo por todas as estações até achar a administração. Vejo muitos turistas, mas poucos funcionários.

Quando chego a Administração, dou de cara com uma garota de cabelos pretos, que por sinal usa um óculos grande demais para sua cara.

– Sou Savannah Wood – me identifico. – Tenho uma entrevista sobre o trabalho voluntário.

Ela me olha de cima embaixo.

– Você não parece ser do tipo que faz trabalho voluntário.

– E você não parece estar em uma posição alta o suficiente para me avaliar.

Ela me encara cética com a maneira que falo com ela.

– Vou chamar o Sr. Balls.

– Certo.

Ela sai e quando retorna, um senhor de idade e barrigudo a acompanha. Ele me cumprimenta com um aperto de mão e me guia para seu escritório. Sentamos a mesa dele.

– Pois bem – ele diz, e então faz um barulho com a garganta que me dá vontade de vomitar. – Aqui diz que você está interessada em um trabalho voluntário. Posso perguntar por que?

– Ah – digo sem saber o que falar. – Por que eu amo pinguins?

Ele dá risada.

– Pode não ser verdade – ele diz. – Mas é uma boa resposta.

Ficamos conversando por mais quase meia hora. Ele me pergunta coisas básicas, sobre o que estudo, onde fiz ensino médio e quais seriam meus horários disponíveis.

Não digo que planejo ficar só até o final das férias de verão, então digo que tenho praticamente o dia todo livre. Menos nos finais de semana.

Ele parece gostar de mim e eu acabo estranhando a garota simpática e cheia de lábia que me tornei. Até que eu era boa me vendendo para ele.

– Você pode começar amanhã – ele diz apertando minha mão. – Às oito.

Isso significaria que eu teria que acordar sete. Suprimo a vontade de morrer.

– Certo – aperto a mão dele e solto. – Obrigada.

Me retiro com rapidez e passo sem nem olhar na cara da morena. Sigo com rapidez para o carro quando meus olhos encontram um relógio e percebo que corro o risco de chegar atrasada na entrevista com o reitor da UCSD.

Quem marca duas entrevistas tão próximas uma da outra? Meu pai quer me matar, com toda a certeza.

Pego o carro e corro em direção a UCSD.

Quando estaciono na frente da Universidade, vejo que terei tempo. Antes de seguir para sala, entro em um banheiro, que se encontra vazio já que estamos nas férias de verão.

Arrumo meu cabelo e refaço minha maquiagem retocando o batom e o olho. Me sinto refrescada pelo ar condicionado e sigo para a sala do reitor.

Fico sentada por alguns bons minutos até ser chamada por uma secretária. Ela sorri simpaticamente e eu adentro o cômodo. O reitor Smith está sentado em sua mesa, parecendo analisar algo na tela do computador.

– Bom dia – digo tentando chamar sua atenção. – Sou Savannah Wood e estou tentando entrar no curso de Comunicação.

– Eu sei quem você é – ele diz ainda olhando na tela do computador. – Isso é tudo Mary, pode se retirar.

Mary, a secretária, sai do cômodo e eu fico em pé, esperando o convite para me sentar.

– Sente-se – ele diz parecendo ler meus pensamentos. – Em que posso ajudá-la?

– Bom – digo encolhendo os ombros. – Meu pai disse que eu tinha uma entrevista marcada, então eu compareci. Acho que o senhor é quem deve fazer as perguntas.

Ele me analisa de cima embaixo.

– Sabe, sua ficha escolar é péssima.

– Eu sei…

– Faltas, detenções, arrombamento da piscina? – ele arqueia a sobrancelha. – Você foi mesmo uma garota problema.

Fico em silêncio.

– Mas sua participação no jornal da escola e no clube de teatro foram interessantes.

Minha participação no clube de teatro tinha se resumido a apresentar uma peça de Romeu e Julieta e só.

– Obrigada.

– Bom – ele respira fundo. – Seu pai me disse que você está fazendo trabalho voluntário, é isso?

– No SeaWorld – digo fingindo estar fazendo o trabalho há meses. – Trabalho na parte dos pinguins.

– Claro, claro…

Ele analisa minha ficha novamente pela tela do computador e continuamos a conversa. Ele parece muito despreocupado, como se já tivesse sido comprado, o que eu acho verdadeiro.

A conversa continua por mais algum tempo. Conversamos sobre o curso pretendido, horários pretendidos, clubes pretendidos e qualquer outra coisa pretendida.

Sei que já estou morrendo de dor de cabeça quando finalmente ele se levanta e aperta minha mão.

– Aceitaremos sua matrícula – ele sorri pela primeira vez. – Mas terá que manter notas altas. Não quero confusão em minha Universidade.

– Certo.

Reviro os olhos no primeiro segundo que fico de costas para ele.

Saio da Universidade feliz da vida por saber que tudo o que meu pai queria que tivesse acontecido, aconteceu.

E que minha liberdade está um passo mais próxima.

Devia ter feito isso antes.

 


Notas Finais


E aí? O que acharam?

Aguardo vocês nos comentários e no próximo capítulo!

Beijinhoss


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