História Garota Inconsequente - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Balada, Drama, Eien No Ai, Festa, Forgive Me, Jared, Namoro, Revelaçao, Romance, Savannah, Shes Changing Me, Traição
Exibições 41
Palavras 2.838
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi lindos, como estão? Aqui está o novo capítulo! Espero que gostem e aproveitem a leitura ❤

Capítulo 18 - Dezoito


O caminho para o acampamento de Mason foi completamente ignorado por mim. Estava com a cabeça preocupada em relembrar nossas cenas juntos e tinha que esconder um sorriso e outro que surgia de repente.

Willow flagrou alguns desses sorrisos, mas ficou quieta.

Sinto vontade de rir cada vez que me lembro do desespero da chegada repentina de meu pai. Você estava rindo e eu estava morta de preocupação.

É uma boa história para se contar.

Segurei a risada novamente.

Não levaríamos Mason até o acampamento, mas sim até o instrutor, que levaria ele junto com outros dois meninos em seu carro até o acampamento.

A cena da despedida foi tocante. Mason chorou e implorou para não ir, Sheila chorou e disse que tudo ficaria bem, meu pai bagunçou o cabelo dele e disse para fazer novos amigos, Willow provocou dizendo que o videogame era dela.

Eu me aproximei de Mason e acariciei o cabelo dele.

– Ei, não chore – disse me agachando. – Vai dar tudo certo. Faça novos amigos e aproveite esse tempo para ser criança, você quer crescer muito rápido e parece esquecer que está vivendo a melhor fase.

Ele me abraçou e enxugou as lágrimas. Sorri feliz por ele ter entendido meu recado.

Então entramos de volta no carro e voltamos em um completo silêncio, a não ser  pelo som de choro da Sheila. Ela é muito apegada a Mason e a despedida chorosa a desmanchou.

Fico em silêncio, pois não saberia o que falar exatamente. Vejo que o céu já se tornou escuro e pego no sono.

Acordo quando estacionamos na garagem de casa.

– Acho que tem visita pra você. – Peter me diz. – Rogers está lá fora.

– Está? – pergunto agitada. – Ok. Vou lá.

Saio correndo na direção da calçada e encontro você encostado no carro, de pernas e braços cruzados, parecendo me analisar.

– Se você me falar que se esqueceu de nosso jantar juro ficarei chateado.

Bato a mão na testa.

– O jantar! Claro que eu não esqueci…

Sorrio e brinco com sua camiseta, me insinuando de brincadeira.

– Só preciso de um banho e me trocar – digo olhando para você. – Pode entrar e me esperar na sala.

– Ok.

Seguimos para dentro e você entrelaça tuas mãos nas minhas. Gosto da sensação.

Quando entramos, meu pai está tentando acalmar Sheila no sofá e Willow está visivelmente entediada.

– Jared e eu vamos sair para jantar – aviso a eles. – Ele ficará aqui enquanto me arrumo.

– Tudo bem – Sheila diz entre soluços. – Me desculpe, mas é que meu caçula foi para longe pela primeira vez e eu estou muito emotiva…

Dou dois tapinhas em suas costas.

– Vou subir – aproximo minha boca de seu ouvido. – Não comente nada dos filmes…

Seus olhos percorrem os dvd’s de Duro de Matar, que foram esquecidos na minha mesinha de centro hoje mais cedo, e um sorriso surge em seu rosto.

Subo as escadas e deixo você a mercê dos leões. Entro debaixo da ducha e não percebo o quanto demorei até que saio do banheiro.

Começo a correr contra o tempo.

Procuro no guarda roupa que roupa usar. Como seria na sua casa, me convenço de que não preciso usar algo chique. Coloco então uma calça jeans clara, que contorna minhas curvas e tem alguns rasgos na coxa e uma blusa azul clara, estampada com flores azuis escuras. Ela deixa à mostra a lateral do meu sutiã preto e eu me sinto confortável com isso.

Quando desço as escadas, vejo que você está engajado com meu pai em alguma conversa. Vocês tomam uma cerveja juntos e parecem ignorar minha presença quando chego a sala.

Pigarreio.

Vocês continuam conversando.

Oii – digo tentando chamar atenção. – Estou aqui.

– Ah, desculpe – você diz se virando. – Obrigada pela cerveja Sr. Wood.

– De nada rapaz – meu pai diz. – Venha mais vezes.

Você concorda e nós saímos da sala em direção a seu carro.

– Espere aí – digo segurando em seu braço. – Acho que perdi alguns capítulos aqui… Desde quando vocês são tão amigos?

– Desde agora.

Te encaro como se precisasse de algo mais sólido do que isso para deixar a cena de lado.

– Seu pai me ofereceu uma cerveja – você diz abrindo a porta do carro para mim. – E eu aceitei.

– Certo. – digo tentando te apressar. – Espera, ele já pode voltar a beber?

– Se for pouco, sim.

Concordo em silêncio. Você contorna o carro e entra pelo seu lado.

– E sobre o que vocês conversaram?

– Sobre você, é claro.

– Sobre mim? – digo curiosa. – Pode ser mais específico?

Você respira fundo e me olha com um sorriso de canto.

– Seu pai queria me agradecer por ter entrado na sua vida.

– Como é que é?

– Ele disse que desde que começamos a sair você tem chegado em casa cedo e sem cheiro de bebida ou drogas. Que você se tornou mais atenciosa com seus irmãos e mais bondosa consigo mesma…

– Ok…

– Não fique envergonhada.

Sorrio tímida.

– Não estou…

– Venha aqui – você puxa meu rosto para você e deposita um beijo em meus lábios. – Fiquei feliz por saber que consegui fazer tal mudança acontecer.

– Ah, cale a boca! – digo rindo e te dou um tapinha. – E então, vamos conhecer sua casa ou não?

– É claro que vamos.

Você liga o carro e logo estamos seguindo indo pelo caminho que eu costumava pegar para ir até a casa de Emma. Seguimos pelas ruas que conheço até começarmos a andar pelas que não conheço.

Sou entretida com suas histórias de casos vistos no hospital. Certamente você não deveria contar para alguém de fora, mas como eu peço e você parece se divertir contando, você o faz.

– Mas chega de falar disso – você sorri. – Me conte como foi a despedida de Mason, sua madrasta demorou para parar de chorar…

– Ah…

Reviro os olhos e você ri. Descrevo então todo o acontecimento, desde o choro de Sheila até meu conselho para Mason. Você parece surpreso ao me ouvir contar sobre isso e acaricia minha coxa.

– Parece que as coisas estão mesmo mudando...

– É – digo acariciando sua mão. – Acho que sim.

Você sorri e eu também.

Estou tão entretida em te observar e ouvir a estação local que mal percebi quando paramos na frente de um condomínio de prédios. Inicialmente, não parecia ser luxuoso, mas certamente era mil vezes melhor do que o condomínio que Emma mora.

Você desce e abre a porta do carro para mim para mim.

Seguimos para dentro e cumprimentamos o porteiro. Paramos em frente ao elevador e você aperta o botão para chamá-lo. Então você acaricia minha cintura e damos um leve beijo enquanto esperamos.

Enquanto espero, observo os móveis luxuosos da portaria e sinto que devia estar usando algo mais chique, o que é estranho, pois estou indo a sua casa.

O elevador chega e nós entramos.

Você aperta o número oito rapidamente e eu fico surpresa, pois não tinha notado que o prédio tinha mais que quatro andares. Observo o  elevador e vejo que ele é todo espelhado e tem um cheiro de produto de limpeza, mas não daqueles que nos dão vontade de vomitar, cheira a lavanda e é gostoso.

A porta se abre e eu me assusto ao perceber que já estamos dentro do apartamento. Olho ao redor enquanto você segue pelo apartamento e fico admirada.

Você não parece notar que estou ainda dentro do elevador. Saio rapidamente e fico analisando o ambiente.

O apartamento é ligeiramente grande. Com um visual completamente aberto, consigo enxergar muito bem a sala de estar e a cozinha, junto com a sala de jantar. Parece um apartamento onde uma família rica moraria e não dois rapazes com vinte e poucos anos.

– O que foi?

– Eu… – digo sem saber o que falar. – Eu não sei. Não esperava que você morasse nisso...

– Por que? – Você me pergunta sorrindo. – Não fique acanhada, isso não é nada. Pelo menos não comparado à sua casa.

Realmente minha casa é grande e super moderna, mas como poderia te explicar que quando você me convidou para jantar no seu apartamento eu imaginei um imóvel com quatro cômodos e acabei me deparando com um apartamento grande e surpreendente?

– Consegui te deixar sem falas? – você comenta rindo. – Estou ficando bom nisso.

Dou uma risada constrangida e me aproximo, te beijando.

– É só o choque inicial – digo sorrindo. – Posso conhecer o resto do apartamento?

– Claro – Você me responde e pega a minha mão, me guiando pela sala em direção a um corredor. Nele enxergo quatro portas. – Só não abra a direita, é o quarto de Stefan e ele fica furioso quando alguém mexe nas coisas dele.

– Onde ele está? – Pergunto me adiantando e espiando pelas portas abertas. – Seu amigo.

– Saiu com alguns amigos.

– Que chato – digo fingindo estar chateada. – Sair com amigos é uma coisa tão tediosa.

Você ri.

Eu continuo a olhar e percebo que apesar do choque inicial, seu apartamento nem é tão grande assim. O banheiro é menor do que o meu, mas é bem decorado e encontro um escritório com anotações para todos os lados.

Acho que é seu cantinho de estudos.

Estava retornando até você, que agora já estava na cozinha, quando olhei para seu quarto. Havia uma cama de casal sem cabeceira e o lençol era azul marinho, o que dava um ar muito masculino ao ambiente.

Dou dois passos para dentro, curiosa por tentar descobrir mais sobre você e passo a analisar as paredes. Em uma está seu guarda-roupa e próximo a sua cama há uma estante com livros.

Passo os dedos pelos exemplares e sorrio ao encontrar uma edição de Hamlet.

– Vai espiar muito mais? – Você diz parado a porta e eu me sinto pega em flagrante.

Você se aproxima e coloca as mãos em minha cintura.

– Eu só estava olhando – digo envergonhada. – Desculpe.

– Tudo bem – você sorri e me dá um selinho enquanto me guia até a cozinha. – É claro que pretendo te apresentar meu quarto, mas prefiro que jantemos primeiro.

Olho para você com uma expressão de curiosidade e você balança a cabeça rindo. Seguimos então para sala de jantar e sorrio ao ver que você havia separado alguns alimentos para preparar.

Meu nariz torce um pouco quando vejo abobrinha em cima do balcão.

– Eca.

– Isso não é pra você – você me fala sorrindo enquanto esconde a abobrinha na geladeira. – O que você prefere para hoje? Um espaguete à bolonhesa ou uma lasanha?

– Vejo que nossas opções são massas.

– É a minha especialidade – você diz convencido e se aproxima de meu ouvido, como se fosse me contar um segredo. – É minha única especialidade na verdade.

Dou risada.

– Acho que ficarei com o macarrão.

– Isso! – Você diz empolgado e eu balanço a cabeça divertida.

Passamos então a preparar o menu da noite. Abrimos uma garrafa de vinho tinto e inauguramos ele com duas taças. A mesa ficou sob minha responsabilidade, pois você insiste que não quer ajuda para o macarrão e o molho.

Coloco uma toalha que você me diz estar na primeira gaveta do balcão, mas estava na segunda. Sigo então para pratos e talheres enquanto você se foca no molho. Conversamos coisas básicas e que não necessitam de muita articulação de pensamentos, como, por exemplo, meus amigos.

Conversamos sobre a recente descoberta de Scott e Belle, e comentamos que apesar de surpresos, é uma coisa boa.

Então jantamos a luz de velas, o que consigo achar romântico apesar da minha aversão a qualquer tentativa de imitação aos encontros de filmes de romance, mas ao ver como você estava realmente empenhado nisso, é impossível não achar romântico.

Seu espaguete está realmente bom, mas isso é algo fácil, já que qualquer um consegue fazer um espaguete à bolonhesa. Não é o que te digo, claramente. Na verdade, elogio de forma enfática, o que faz você suspeitar que eu o odiei.

– Eu não odiei – digo rindo quando você enfia um garfo com alguns fios de macarrão em minha boca, sugerindo que talvez eu precise provar mais. – Minha nossa, Jared! Você quase me mata engasgada.

Você ri e eu te acompanho. Quando terminamos de jantar, seguimos para o sofá e bebemos outra taça de vinho. Não ligamos a televisão, mas ligamos o rádio e aproveitamos a voz de Mariah Carey enquanto observamos a paisagem de sua janela.

– Seus pais devem ser muito ricos – comento entre um gole e outro. – Para te bancar na cidade cursando medicina e vivendo em um apartamento assim.

– Eles não pagam a Medical School. – você me diz, deixando a taça de vinho de lado e pegando em minha mão. – Eu ganhei bolsa integral porque participava de muitas atividades no ensino médio.

– Deixe-me adivinhar – digo com cara de pensativa. – Líder do clube de debates? Capitão do time de futebol americano?

– Natação, na verdade – você me corrige e eu o encaro admirada. – Nadei pela escola e nadava pela universidade. Mas sofri um acidente nas últimas férias de verão e agora não posso mais nadar.

– E como conseguiu manter a bolsa? – Pergunto surpresa com a notícia do acidente.

– Comecei a participar ativamente das atividades universitárias – você me fala. – Não posso nadar, mas ajudo o reitor a encontrar potenciais atletas. Auxilio na biblioteca e faço outras inúmeras atividades.

– Parece ser cansativo – digo acariciando sua mão. – Sem falar nos plantões.

– Eles são a melhor parte – você parece empolgado. – É muito melhor aprender na prática e não na teoria.

– Imagino.

Continuamos a conversar e descubro que você é filho único e sua mãe sofreu muito ao permitir que você partisse do interior para cá. Mas você queria mais do que viver em uma cidade pequena e insistiu o suficiente para que eles permitissem.

Paramos de beber e você me tira para dançar.  Dançamos e rodopiamos, rindo a toa, como duas crianças.

Enquanto rodopio, percebo que me sinto diferente com você, me sinto adulta, crescida. Me sinto mulher. Meus dedos percorrem o seu cabelo perfeitamente alinhado e eu os bagunço.

– Sabe, foi muito emocionante a nossa tarde.

– Concordo.

– Tive que evitar rir muitas vezes a caminho do acampamento – digo beijando sua bochecha. – Fazia tempos que eu não me sentia assim com alguém.

– Nem eu…

Nosso olhar está profundo e então vejo que suas mãos se apertam em minha cintura e seus lábios buscam pelos meus. Então nos beijamos. Não um beijo calmo e tranquilo, mas um beijo feroz e voraz.

Deitamos no sofá, com você por cima de mim e minhas mãos passam de seus cabelos para suas costas, tirando a camisa que você deve ter demorado um bom tempo para escolher.

Jogo-a no chão e sorrio. Meus dedos percorrem cada centímetro de suas costas e sinto você reagir a meu toque. Seus lábios seguem para meu pescoço e percorrem o mesmo.

Quero terminar o que começamos hoje a tarde.

Quero ficar com você.

Você tira minha blusa, revelando meu sutiã de renda preto. Não sei muito bem como foi o percurso, mas logo estamos em sua cama. Você está só com sua cueca e eu só com meu conjunto de lingerie.

Você me deita, acariciando meu rosto. Nos beijamos com carinho e então você começa a beijar minha barriga, descendo em direção ao centro de minhas coxas.

Você beija o interior de minhas coxas e minha barriga e eu acaricio seus cabelos.

– Posso fazer isso?

– Sim.

Solto um gemido baixinho quando você tira minha calcinha e volta para  fazer o mesmo com meu sutiã. Nos beijamos novamente e nos aproximamos mais, fazendo com que nossos corpos se movimentem juntos.

Você desce até minhas pernas e me beija . Meu dedos procuram por seu cabelo e os seguro. Você sobe e beija meus seios, mordiscando-os levemente.  Suspiro de prazer.

Nos beijamos outra vez e você se afasta apenas o suficiente para pegar um preservativo no criado mudo que se encontra ao lado. Rapidamente você o coloca e então se aproxima de mim.

Você me beija com carinho e eu retribuo com vontade. Aos poucos você entra dentro de mim e então estamos juntos como um só. Você começa devagar e fica assim, como se esperasse que meu corpo estivesse pronto para te acomodar. Arranho suas costas de leve, e peço para que você vá mais rápido. Aos poucos, o ritmo se intensifica e você parece ficar com mais urgência.

Nos beijamos e então invertemos as posições.

Eu por cima, você por baixo.

Começo a me esfregar em você e você me ajuda a manter um ritmo constante. Conforme subo e desço sinto uma onda me invadir, que se intensifica a cada vez.

Nossos corpos se encontram com precisão e harmonia e não consigo evitar mordiscar seu ombro quando sinto meus músculos enrijecerem para logo então sentir uma onda de prazer.

Suspiro, cansada e olho em seus olhos.

Você está sorrindo e beija minha boca com vontade.

Invertemos as posições novamente e você mantém um ritmo firme. Movimento meus quadris no mesmo ritmo e sorrio e te beijo do pescoço até o ombro quando você fica enrijecido, segundos antes de estourar em arquejos.

– Minha nossa – você sussurra saindo de dentro de mim e deitando-se ao meu lado. – Isso foi incrível… Você é incrível Savannah.

Sorrio, feliz com o comentário e me deito em seu peito. Você acaricia meus cabelos suados e eu beijo seu peitoral também suado. Meus dedos fazem movimentos circulares em sua barriga e eu me sinto cansada, mas contente.

– Você também, Jared. – digo depositando um beijo em seus lábios. – Você também.

Ficamos assim por um bom tempo, e fazemos amor mais duas vezes durante a madrugada.

Ficar com você é bom. É gostoso. É certo.

Notas Finais


E aí amores, o que acharam? Espero vocês nos comentários!


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