História Garotão - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Sehun
Tags Angst, Baekhun, Sebaek
Visualizações 55
Palavras 676
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabs, Drama (Tragédia), Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


to triste men

Capítulo 1 - Meu garotão ainda não é homem


O quarto cheirava a cigarro e bolo de laranja. Baekhyun tinha o cinzeiro cheio de bitucas ao lado de seu corpo estirado sobre a cama de casal e sobre o peito desnudo tinha o prato de plástico com um pedaço enorme de bolo de laranja; o garfo tinha caído no chão, mas sua mão estava ocupada com o cigarro que tinha acabado de acender e não estava disposto a largar aquele tubinho branco por causa de um garfo.

Os lábios finos sopraram lentamente uma boa quantidade de fumaça e os olhos entediados e meio inchados focavam no pequeno quadro que tinha pendurado na parede pouco antes de resolver mofar em sua cama. Estava meio caído para a direita e as cores pareciam vivas demais para o cenário cinzento e pesado do cômodo. O casal sorridente era o foco dos olhar cansado.

Baekhyun não saberia dizer quando começou a se afundar tanto por causa de um garotinho mimado com Sehun. Tinha o conhecido num show de uma banda que não sabia o nome e jurava que seria um casinho de uma noite. O Byun era aquele cara comum que se mistura facilmente com a multidão e Sehun era o tipo playboy com jaqueta de couro, jeans rasgado e o cabelo loiro rebelde; um olhar poderoso, um sorriso bonito e uma garrafa de vodca na mão. O tipo de cara que Baekhyun gostaria de passar a noite.

Lembrava de como o menino beijava bem, de como as mãos de dedos longos conseguiam o enlouquecer e dos sussurros ao pé de seu ouvido quando dividiam aquele mesmo quarto semanas atrás. Tinha sido tão intenso que Baekhyun conseguiu ignorar o fato de ser quase dez anos mais velho que aquele garoto. Um erro que o levou a sua atual situação.

Por que ignorou a idade de Sehun e achou que a relação deles iria dar certo? O que tinha na cabeça quando aceitou deixá-lo entrar em sua vida com alguns fúteis "eu te amo's"? Será que estava mesmo apaixonado ao ponto de não perceber o erro que era se envolver com um moleque de dezessete anos? Baekhyun sabia as respostas, só não queria acreditar nelas.

Houve uma noite, depois de ambos os corpos suados estarem jogados naquela mesma cama, em que ele se pegou pensando no futuro. Sehun tinha pegado no sono e sua única companhia era o cigarro entre os lábios e o cheiro característico que impregnava o lugar. Os olhos passeavam pelo rosto jovem, guardando em sua memória cada pequeno detalhe da expressão serena que o outro tinha, todavia, sua mente estava turbulenta.

– Acho que não vamos ficar juntos para sempre, garotão – murmurou com um sorriso triste, acariciando as mechas loiras.

Claro, Baekhyun esquecera aquelas palavras na manhã seguinte, quando Sehun o abraçou e jurou amor eterno enquanto dividiam um pedaço de bolo de laranja, mas aquela era a prova de que já sabia que aquele relacionamento estava fadado ao fracasso.

Demorou um mês para que o garoto loiro que tinha o coração de Baekhyun em suas mãos jogasse tudo para o ar e sumisse da vida do mais velho como fumaça some em neblina. Até tiveram uma breve conversa. Sehun queria conhecer lugares, Baekhyun estava bem com seu cantinho. Sehun ainda era imaturo, era um garotão – como costumava chamá-lo – e não podia, talvez nem conseguisse, ter as responsabilidades de um homem. Tão diferentes, tão distintos que o Byun só percebeu isso quando já era tarde demais.

O cigarro foi esmagado contra o cinzeiro e ele buscou a carteira, encontrando-a vazia apenas para deixá-lo ainda mais depressivo do que já estava. Sentou-se com o prato na mão e olhou para a janela fechada por alguns segundos antes de voltar a encarar mais uma vez o quadro na parede. Riu fraco.

– Meu garotão ainda não é homem – murmurou, suspirando e se levantando em seguida. Saiu do quarto sem pressa alguma enquanto vestia a primeira camiseta que encontrou no caminho e olhou de relance para o quadro uma última vez antes de bater a porta do cômodo.

Precisava de cigarros.


Notas Finais


amem sebaek e ouçam o hino que me inspirou/abalou: https://www.youtube.com/watch?v=8DboauquUv8


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