História Garotão do Papai - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Diadiadospaisnaruhina, Fanficsnh, Fnh, Mitsuboru
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Palavras 3.462
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente, essa aqui é a minha história para o desafio de dia dos pais da página e grupo Fanfics NaruHina, espero que gostem.
- eu nunca fiz Yaoi ou lemon na minha vida então desculpa qualquer coisa.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Você sabe o que é se sentir diferente? Sabe quando você cresce achando que tem algo errado com você? Sabe o que é ter medo de ser diferente e te rejeitarem e, por isso, você se força a ser “normal”? É, eu sei! 
— Meu garotão! – eu cresci vendo meus pais se amando muito, minha irmã sendo a princesinha do meu pai e eu, como você pode imaginar, fui sempre o “garotão do papai”, que tinha os cabelos loiros e os olhos azuis como ele, que seria forte como ele e que, principalmente, seria homem como ele. – No futuro, Sasuke, meu filho vai namorar a sua filha! – eu cresci ouvindo isso, sei que era brincadeira dele, uma zoeira entre ele e o melhor amigo, o tio Sasuke, mas isso me incomodava. 
— Venham comer, meninos! – a minha mãe é a pessoa que eu mais amo no mundo, dona Hinata sempre soube que eu não era “normal”, coração de mãe não se engana, não é o que dizem? Mas...
— Depois a gente vai, amor, agora a gente vai jogar bola! – eu nunca suportei nada disso, eu preferia mil vezes brincar de casinha, chazinho ou boneca com a minha irmã gêmea, a Himawari, do que ficar jogando bola ou soltando pipa com o papai, ele sempre fez tudo o quanto era “coisa de macho” comigo, me botou na luta, me botou no futebol, mas tudo o que eu queria de verdade era dançar, eu via a minha irmãzinha se apresentando com a turma de balé que ela frequenta e eu achava aquilo lindo, era isso que eu queria fazer, dançar, ser um bailarino, mas, como dizer isso pro meu pai? Como chegar pra Uzumaki Naruto, sempre tão másculo, campeão de pelada, campeão de jiu-jítsu, o pegador, o homão da porra que faz tudo o que é coisa de machão que o filho dele, o único filho que nasceu homem, o que mais parece ele em uma segunda via, queria ser bailarino? – Esses caras dançando aí é tudo boiola, deve dar o maior desgosto pros pais! – é, a gente não conta! Quando ele não tava em casa, tava trabalhando na Hokage, a empresa da gente, a minha irmã e a Sarada, a filha do tio Sasuke e melhor amiga dela me ensinavam os passos de balé e cada vez mais eu ficava encantado, até que um dia a minha mãe pegou a gente, mas...
— Vem me dar um abraço, meu bebê! – a minha mãe sempre foi compreensiva, ela não me julgou, ela não falou nada que eu pensei que ela falaria, ela apenas me deu colo. – Eu te amo, Boruto, e seja qual for a sua escolha, eu vou te respeitar! – nessa época eu ainda não entendia bem o que ela tava querendo dizer, ainda tinha 11 anos, mas logo eu ia saber o que era. – Não, amor, deixa que eu levo o Boruto pro judô, está bem? Você anda tão cansado... – dona Hinata, minha maior cúmplice e companheira, a minha melhor amiga. Naquela hora não entendi bem o que ela ia fazer, mas eu entendi muito bem depois.
— Mas eu não quero ir pro... – ela me calou com um dedo e me mostrou um cola de bailarino com as sapatilhas, me emocionei na hora. 
— Você vai fazer o que você gosta, meu amor! – ela era incrível! Foi então que eu entrei na turma da Hima, ela adorava ter com quem treinar sempre que quisesse e eu adorava tudo aquilo, mas eu tinha muita vergonha das mães das alunas, elas me olhavam como se eu fosse uma aberração, até porque eu nunca tive jeito de “homem”, eu era como a mamãe, mais delicado, apesar de ter bastante do jeito do meu pai, eu era muito diferente dele. Eu falava fino, eu gostava de coisas de mulher, até mesmo gostava de me maquiar com a Hima, gostava de dançar, aos 13 anos eu era o melhor bailarino da escola, mas eu não me apresentava, eu tinha medo de algum conhecido falar pro papai, pro papai eu me fazia de forte, eu lutava, eu era um ótimo jogador de futebol, eu era o orgulho dele é sempre soube que se ele soubesse que eu era diferente eu ia ser uma vergonha, por isso eu me escondi, mas não consegui fazer isso por muito tempo.
— Olha lá, a bichinha bailarina! – uma vez o Kawaki, o namorado da minha irmã na época, foi ver ela no ensaio e pronto, me descobriu lá e a minha vida na escola já era.
— VIRA MACHO, PORRA! – até apanhar eu já apanhei porque eu devia... – Honra o que tem entre as pernas! – é, era bem difícil. Logo eu, que era um grande amigo da galera, comecei a ser o alvo preferido deles, eu era o viradinho, a bichinha, ou qualquer outra porra que eles chamassem pra me humilhar, eu era o saco de pancadas, pelo menos as aulas de luta que o meu pai me fez fazer me servia pra me defender deles, mas eu não sou o super homem também, ficava difícil me defender de um monte de garotos, até que um dia, quando eu já tava a ponto de ter a cabeça enfiada na privada.
— Larguem ele! – foi aí que eu conheci ele, Mitsuki, ele era aluno novo na escola, ninguém sabia nada sobre ele ainda, mas ali eu soube que ele seria ao menos um grande amigo! Ele chamou uns garotos também, o Inojin, esse sim um namorado descente pra Hima, o Metal Lee, do outro ano, e o Shikadai, que hoje é o meu melhor amigo, que tinham sido transferidos a pouco tempo também, e então eles me ajudaram. Os outros garotos me jogaram no chão e correram. – Você está bem? – ele me ajudou a levantar, foi aí que eu percebi que ele falava como eu, ele era parecido comigo. 
— Obrigado, é... 
— Mitsuki! – ele era educado, bem educado, assim como os outros. – Esses são Inojin, Metal e Shikadai, nós viemos da escola de Suna! – eles se apresentaram e aí eu nunca mais fiquei sozinho ou sofri bullying de novo, eles sempre me protegiam e eu também protegia eles, eu tinha amigos que me respeitavam e isso me deixava feliz, mas, ainda assim, algo estava estranho, eu ainda me sentia diferente. Todos eles faziam aulas de balé com a gente, mas s diferença era, o Inojin namorava a minha irmã, o Metal uma menina da sala dele e o Shikadai namorava várias, mesmo dançando, eles eram bem diferente de mim ou do Mitsuki, eles nunca seriam chamados de bichinha, por exemplo.
— Senhor Uzumaki, eu estou aqui pra pedir a mão da sua filha em namoro! – esse dia foi bem tenso, meu pai quase engasgou, até porque, quando minha irmã namorava o Kawaki, ele nunca quis conhecer o papai, então, pro papai, o Inojin era o primeiro namorado dela, e como ele sempre foi ciumento, foi a vez da minha mãe apaziguar as coisas.
— Calma, meu amor! – ela fez ele tomar água, porque o homem tava sem ar, a ponto de infartar. – É bom saber que o namorado da nossa filha tem coragem de enfrentar você por ela! – é, tem que ter coragem pra enfrentar o senhor Uzumaki, uma coragem que me falta. 
— Bem, é melhor do que entregar a minha princesinha pra alguém que não tem a honra de vir pedir a mão dela! – bastou o Inojin dar um beijo na mão da Hima que ele quase infartou, mas tava ótimo ele só dar atenção a eles, tudo piorou quando ele olhou pra mim e perguntou: - E você, Boruto, quando vamos conhecer a sua namorada? – eu gelei, como assim namorada? – Você já tem 14 anos, não tem nenhuma namoradinha? – não, eu não tinha! Pra falar a verdade, uma única vez eu beijei a Sarada e foi algo que eu odiei, sabe quando você não se sente bem? Nunca mais me aproximei de uma garota na vida! Foi aí que eu percebi, eu definitivamente não era normal!
— Professora, a Himawari está doente hoje... 
— Não faz mal, Boruto, a Sumire também passou mal, então você vai ensaiar com o Mitsuki! – eu corei na hora, eu sempre me senti meio estranho perto do Mitsuki, ele era o meu melhor amigo, mas sabe quando a boca seca, a garganta trava e o estômago parece que tem mil borboletas dentro? Então, eu nunca senti isso com nenhuma garota, eu só sentia isso com o Mitsuki. 
— Vamos? – pela primeira vez eu dançava com um garoto, e, pela primeira vez, eu percebi que eu gostava muito mais da dança quando era com ele. 
— Parabéns, vocês são uma dupla e tanto! – a professora tinha razão, nós somos uma dupla e tanto. Desde então a gente se aproximou ainda mais, o Mitsuki sempre ia lá em casa e eu ia na casa dele, foi aí que eu percebi que os pais dele também eram diferentes, como eu percebi?
— Boruto, esses são Orochimaru e Kabuto, os meus pais! – ele não era como eu, ele não tinha um pai e uma mãe, ele tinha dois pais. O Mitsuki era adotado, no orfanato ele era muito perseguido por ser diferente dos outros, mas ele nunca se escondeu, diferente de mim, que sempre, ao menos aparentemente, fui o garotão do papai, então, um dia, os pais dele foram ao orfanato quando ele era pequeno e “foi amor à primeira vista”! Os pais dele eram um casal gay, homoafetivo, pela primeira vez eu entendi porque eu era tão diferente, eu não era como o meu pai, o Inojin ou o tio Sasuke, eu era como eles, eu era gay! Se eu era gay, eu sentia atração por homens, garotos, certo? Foi aí que eu entendi, eu me sentia atraído pelo meu melhor amigo. O Mitsuki era sensível, era legal, ele era como eu e isso foi aproximando a gente e, sabe as borboletas? Elas voavam! 
— Mamãe, como você soube que estava apaixonada pelo papai? – quando eu perguntei, ela parou tudo o que estava fazendo e segurou a minha mão.
— Perto dele eu me sentia nervosa, a boca secava, a garganta travava e parecia que tinha mil borboletas no meu estômago! – era isso, eu estava apaixonado pelo Mitsuki! – Você está apaixonado pelo seu coleguinha, não está? – eu me acanhei, era complicado assumir isso, eu não conseguia falar pra ninguém, nem pra Himawari e nem pro Mitsuki, que eu era gay, mas a minha mãe sempre me conheceu e também sempre me apoio. – Boruto! – ela me abraçou forte e eu chorei no colo dela, era difícil pra mim aceitar que eu era diferente. Como eu ia falar pro meu pai que eu era gay? Simples, novamente, eu não falava! 
— Filho! – eu ainda saia com o meu pai, jogava bola com ele, mas sempre que os amigos dele me viam, eles riam, debochavam, eu sentia que todos sabiam sobre mim, menos o meu pai e eu não queria que ele soubesse. Até mesmo eu fingi namorar uma garota...
— Pai, essa é a Sumire, minha namorada! – sabe como ele ficou quando eu apresentei a Sumire como namorada pra ele? Os olhos dele brilharam! Mais do que nunca eu tive a certeza, o meu pai nunca ia aceitar que eu era gay! Eu precisava me abrir com alguém além da minha mãe, eu pensei em falar com o Mitsuki, mas e se ele não fosse gay? 
— Agora a piruet... – um dia, estávamos ensaiando sozinhos na sala de espelhos, nesse dia eu tinha me machucado jogando bola com o papai, por isso eu acabei caindo, em cima do Mitsuki! A respiração ficou ofegante, nossos olhos pareciam nos ligar um ao outro, eu engoli em seco e ele também, alguma coisa fez a gente aproximar os rostos e, aí, aí foi a experiência mais mágica da minha vida, o meu primeiro beijo de verdade! 
— PARABÉNS! – quando eu contei pra Hima que a gente tava namorando, ela abraçou a gente. – Eu sempre shippei vocês! – era isso, a minha irmã também me entendia, a minha mãe? 
— Seja bem vindo a família! – ela sempre apoiou a gente, é como uma mãe pro Mitsuki, mas ainda tinha um problema, o meu pai! 
— Terminou com a Sumire? – ele parecia decepcionado, eu acho que ele sabia que tinha “algo errado comigo”, mas ele parecia negar isso pra sim mesmo. – É assim mesmo, filhão, logo você arruma outra namorada! – eu só queria ter forças pra dizer que não, que eu não tinha uma namorada, eu tinha um namorado, um namorado bem fofo, por sinal!
— Pra você, amor! – hoje nós fazemos 3 anos de namoro, eu já tenho 19 anos, ele veio e me deu chocolate, como ele sabe que eu gosto, assim como eu dei pra ele uma coleção de gibis que ele gosta muito. Só que hoje foi diferente, hoje, sabe quando você se sente preparado pra dar o próximo passo? Pois é! Meus pais saíram, minha irmã está na casa dos pais do Inojin, isso deixou a gente bem à vontade, mais do que quando a gente tentou outra vez e foi um completo desastre, não conseguimos passar do sexo oral, mas hoje? Hoje foi tudo fluindo naturalmente. – Eu te amo, Boruto! – ele é o homem que eu amo, eu tenho certeza disso!
— Eu te amo, Mitsuki! – será que a Himawari se sentiu assim na primeira vez com o Inojin ou a minha mãe se sentiu assim na primeira vez com o papai? Eu não sei, só sei que eu to bem nervoso, mas é um nervoso bom! Fui no quarto dos meus pais e peguei um lubrificante no banheiro, eu não quero imaginar o que eles fazem com isso, a minha mãe é um anjo puro na minha mente, mas deixa pra lá, agora eu tenho que focar em mim e no meu namorado. Foi algo bem divertido, prazeroso, a gente se beijou e, quando eu fui ver, já estávamos tirando a roupa, foi algo bem diferente, mas menos constrangedor que antes, talvez porque agora nós temos a certeza do que queremos. Ele soube me deixar bem relaxado, bem mesmo, usou bastante lubrificante, por sorte, esse que eu peguei lá no banheiro do papai era anestésico, mas, ainda assim, doeu, doeu bastante, mas eu gostei. – D-devagar! – mordi os lençóis, mas, mesmo doendo, o Mitsuki foi bem calmo, paciente, carinhoso, assim como eu fui com ele, mas eu assumo que eu gostei mais de dar que receber, se é que você me entende. Foi algo muito diferente mas foi algo que me fez bem, nunca que eu ia conseguir me sentir tão bem com uma mulher, estar aqui, no abraço dele, trocando alguns beijos, com ele acariciando meus cabelos, o Mitsuki me completa, é com o Mitsuki que eu quero estar sempre, mas...
— Amor, eu quero que a gente se assuma pro seu pai! – só de ouvir isso eu me arrepiei mais que durante o sexo, como assim me assumir pro meu pai? Eu não tenho coragem...
— Boruto, você viu... – engoli em seco, o meu pai entrou no meu quarto e viu a gente, eu chorei só de ver ele na frente da gente enquanto a gente se cobria.
— P-pai... – eu senti meu mundo desabar sob os meus pés quando eu vi ele ali, me olhando confuso e um pouco decepcionado. A minha mãe apareceu, preocupada comigo e com a reação do meu pai, que apenas virou as costas pra mim e saiu.
— Se vistam e me encontrem na sala! – eu chorei muito, como nunca tinha chorado antes. O papai nunca tinha me olhado assim, o papai nunca tinha falado comigo assim, tão decepcionado e frio, eu nunca senti tanto medo de não ouvir mais o meu pai dizendo que eu era o garotão dele. 
— Calma, vai dar tudo certo! – o Mitsuki como sempre me amparou, beijou meu rosto e me ajudou a me vestir. Sabe, andar depois disso foi bem incomodo, mas nada mais incomodo que ver meu pai na sala, bebendo quando ele só faz quando está chateado, eu não queria deixar o papai assim.
— Naruto, nosso filho não tem nada de errado, ele só ama de um jeito diferente e não tem nada de mal nisso! – tá vendo porque eu amo tanto a mamãe? Ela me olhou, me dando força enquanto eu descia as escadas, com medo, eu segurei a mão do Mitsuki, que a beijou e o papai quase infartou, como quando o Inojin beijou a mão da Hima, eu já fui muito rejeitado na vida por ser gay, mas eu não to preparado pra ser rejeitado pelo papai. – Seja você, filho! – me enchi de coragem, é agora ou nunca!
— P-papai, esse é o Mitsuki, o meu namorado! – a decepção é notável no azul safira dos olhos do meu pai, mas a mamãe tem orgulho no pérola dos olhos dela. 
— Prazer, senhor Uzumaki! – o Mitsuki estendeu a mão pra ele, que olhou desconfiado, mas a apertou! 
— Prazer, Mitsuki! – ao menos ele não destratou meu namorado. 
— Mitsuki, você pode me ajudar com algumas coisas? – dona Hinata, sempre me ajudando. Depois que eles saíram, o silêncio foi constrangedor, eu não consigo olhar na cara do meu pai e ele abre a boca várias vezes, tentando falar, mas sempre se cala, até que ele respirou fundo e perguntou.
— Desde quando? – bem...
— D-desde sempre! – olhei pra ele e chorei de vergonha, de dor, de humilhação. Ele queria um filho homem, machão, que joga bola, luta, faz coisas de homem, ele não queria um filho gay, bailarino, ele não queria um filho como eu. 
— Fala tudo, filho! – eu escutei a voz da minha mãe na minha mente, está na hora de eu me abrir, eu já não aguento mais ficar calado ou me escondendo. 
— Papai, eu... – respirei fundo, essa é a minha hora! – Eu preciso...
— O que mais eu não sei sobre você, Boruto? – engoli em seco, eu ainda to com medo da reação dele, mas... Eu preciso falar!
— Eu não jogo futebol, na verdade eu odeio... – vou parar de forçar a voz! – Eu falo assim, papai, eu não sou lutador, na verdade, eu sou bailarino... – ele vai aceitar? Será que ele vai me aceitar? – Papai, eu não queria te dar desgosto, por isso eu me escondi, eu sou g... – ele me abraçou, meu pai me abraçou forte como nunca tinha que me abraçado antes, um abraço como o da mamãe, um abraço cheio de compreensão e amor.
— Não me importa, Boruto, antes de ser gay ou hetero, você ainda é o meu filho e eu te amo! – foi então que eu senti esse peso deixar as minhas costas, a nuvem escura que pairava sobre a minha cabeça sumiu, deu lugar a um céu azul, um céu azul como os olhos do meu pai. O meu pai não teve vergonha de mim, ele até mesmo me defendeu de qualquer piadinha escrota dos amigos dele, o meu pai me ama, ele também trata o Mitsuki como um filho e é muito amigo dos pais dele, eu hoje estou em paz, hoje eu estou livre!

Agora eu tenho 20 anos e, pela primeira vez, vou fazer uma apresentação de balé como o bom bailarino que eu sou, vou apresentar o lago dos cisnes, tendo como parceira a minha irmão, que é uma ótima bailarina e que, assim como eu, vai fazer o teste do ballet Bolshoi, dançar é o que eu mais amo, assim como eu amo o Mitsuki e amo a minha familia, que estão ali na plateia, nos aplaudindo. Sabe, é ótimo olhar pra plateia, ao fim da apresentação, e ver o meu pai ali, orgulhoso de nós dois.
— Aquele é o meu garoto! – é, apesar de tudo, o meu pai ainda se orgulha de mim pelo o que eu sou, não pela forma que eu me relaciono. Apesar de todo o medo, de todo o nervosismo e da vergonha inicial, hoje eu me sinto bem, eu estou livre de tudo isso, eu sei que eu sou aceito pela minha família, que eu tenho o homem que eu amo. Sabe, acredita que eu até ensinei uns passos de dança pro papai? Pois é, ele dança comigo e eu ainda jogo bola com ele às vezes, a nossa relação até mesmo melhorou depois que ele soube de tudo. – Eu te amo, filho, você vai ser sempre o meu garotão! – é, agora eu não tenho mais vergonha de ser quem eu sou, eu sou Uzumaki Boruto, sou gay, mas não é isso o que me define, eu sou namorado de Sannin Mitsuki, com quem eu penso em casar e adotar uma criança, sou irmão da melhor bailarina desse mundo, Uzumaki Himawari, filho da mulher mais compreensiva do mundo, Uzumaki Hinata, e tenho o melhor pai desse mundo, Uzumaki Naruto, sou bailarino com muito orgulho, não importa o que digam, e eu, acima de tudo, ainda sou o garotão do papai!


Notas Finais


Espero que tenham gostado, beijo!


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