História Garotas Perigosas - Capítulo 150


Escrita por: ~ e ~mwalcker

Postado
Categorias Ashley Benson, Fifth Harmony, Selena Gomez, Vanessa Hudgens
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Camren G!p, Lauren G!p
Exibições 1.509
Palavras 2.480
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mores 💜💙 Desculpem os erros e boa leitura.

Capítulo 150 - Eu não estava lá...


 

               Anteriormente

 

Fiquei olhando as duas subirem e assim que as duas sumiram do meu campo de visão,eu olhei para Camila que estava com os braços cruzados me encarando.

 

[...]

 

 

- Como assim ficar aqui até a Alycia sair ? Aconteceu alguma coisa com essa garota ? - Camila perguntou e eu me aproximei dela.

 

- Eu tive uma conversa com a Luna na sede e fiquei muito assustada, amor - Falei e beijei a testa de minha esposa,que logo me abraçou, envolvendo seus braços em minha cintura.

 

- Que conversa ? - Perguntou apoiando a cabeça em meu peito.

 

- Eu chamei ela pra conversar porque queria entender o que tinha acontecido sabe ? Queria entender melhor tudo isso - Suspirei e Camila se afastou um pouco e me olhou. - Mas ela me disse umas coisas que eu me vi nela quando era mais jovem,eu vi nela a Lauren que você conheceu anos atrás. - Senti meus olhos arderem ao lembrar de cada palavra que Luna disse. - Ela disse que não se importa se morrer, não se importa de criar inimigos e que ela sabe que se morrer vai encontrar a mãe e o padrasto lá em cima.

 

- Ela disse isso ? 

 

- Disse e falou muitas outras coisas que não valem a pena repetir, fico mal só de lembrar - Digo e Camila me abraçou novamente, agora olhando para mim. - Eu me vi nela Camila e eu não sei... Eu senti uma vontade enorme de proteger ela, meu coração de mãe falou mais alto e eu tive que trazê-la comigo, eu fiquei com medo de deixar ela sozinha.

 

- Fez bem em trazer ela,uma menina tão nova com esses pensamentos é realmente assustador - Camila disse e me deu um rápido selinho. - Confesso que a primeira vez que eu vi ela,fiquei meio assustada, mas cada vez que ela apareceu aqui eu percebi que ela é só uma menina, tão louquinha quanto nossa filha.

 

- Alycia e ela são como irmãs e eu sei como é essa ligação, afinal... Dinah é como se fosse minha irmã.

 

- Vamos cuidar dela - Camila disse e eu fechei os olhos e à abracei apertado.

 

- Eu sabia que podia contar com você,meu amor.

 

- Pronto... já arrumei tia, mas ela não quer dormir – Malu apareceu na escada e eu me soltei de Camila e sorri quando vi Luna vindo atrás dela.

 

- Já está amanhecendo, você deve estar morrendo de fome não é? – Camila perguntou sorrindo para Luna, e eu tive que ser muito forte para controlar a minha risada, quando Luna praticamente se encolheu atrás de Malu, aquela definitivamente não era a garota que estava no carro comigo a minutos atrás. – Bom, de qualquer forma eu vou preparar um café da manhã reforçado para a gente, jajá os meus anjinhos acordam e a Van daqui a pouco deve estar chegando – Avisou e eu assenti sorrindo fraco.

 

- Eu só vou tomar um banho e voltar para sede – Falei e Camila suspirou assentindo e selou os meus lábios e saiu em rumo a cozinha. Olhei para as duas garotas parada na escada e sorri negando com a cabeça – Você pode ficar a vontade tá? Não é como se você nunca estivesse vindo aqui – Falei para Luna e ela assentiu ao mesmo tempo que Malu soltou uma risadinha. 

 

Caminhei até elas e subi os dois primeiros degraus parando na frente de Malu e deixei um beijo carinhoso em sua testa, e em seguida baguncei o cabelo de Luna e sorri continuando a subir as escadas.

 

- É meio estranho ficar aqui sem Alycia – Escutei a voz da morena resmungando.

 

- Relaxa Luna, vem, vamos ajudar a tia Camila – Neguei com a cabeça e segui o meu caminho

 

Parei na frente do quarto de Alycia e suspirei sentindo um nó se formando em minha garganta.

 

- Ai minha pestinha, porque você tem que ser tão cabeça dura? Merda, porque você não puxou a sua mãe? Seria tão mais fácil. – Senti uma lágrima escorrer pelo o meu rosto e eu rapidamente sequei. Eu falava com o quarto de Alycia como se ela fosse capaz de me ouvir, eu acho que já estou ficando louca, ou talvez velha.

 

Balancei a cabeça espantando os meus pensamentos e sequei as lágrimas que teimou em cair.Fui até a mesa de Alycia,peguei o celular dela que estava em meu bolso e deixei alí.Segui para o quarto de Jade, e apenas observei da porta ela dormindo como um anjo agarrada com o seu ursinho, como já estava amanhecendo eu optei por não entrar no quarto, Jade tem um sono leve e sei que se eu fizesse qualquer barulho ela acordaria, e tudo o que eu quero é que ela durma, e que quando ela acordar a Alycia já esteja em casa, porque eu não sei como minha filha irá reagir a isso. Suspirei e com cuidado eu fechei a porta e segui até o quarto de Ian, o edredom estava jogado no chão de seu quarto e ele estava apenas de cueca com a bunda para cima todo esparramado na cama, sorri negando com a cabeça e entrei no quarto, diferente de Jade o Ian tinha um sono muito pesado, peguei o controle do ar e aumentei um pouquinho da temperatura pois o meu filho estava suando. Deixei o controle encima do seu criado mudo e desliguei o abajur e sai do quarto, finalmente indo até o meu.

 

Assim que eu entrei em meu quarto eu tirei a jaqueta, joguei na poltrona e fui até a cama e me sentei soltando um suspiro longo e pesado. E foi só eu me sentar naquela cama que as coisas começaram finalmente cair a fixa para mim, então eu chorei ali sozinha no quarto, liberando toda aquelas lágrimas que eu prendi dentro de mim desde que eu vi a minha filha sentada naquela cadeira de interrogatório toda sangrando, eu chorei como eu nunca havia chorado na minha vida, um misto de desespero e ao mesmo tempo eu me sentia impotente, uma inútil por não poder fazer nada para ajudar a minha filha, eu chorei por medo do que estava para acontecer daqui para frente. Eu simplesmente não sabia o que fazer.

 

   

                  P.O.V.   NARRADOR

 

Enquanto no andar de cima,Lauren colocava toda sua dor para fora,chorando tudo que havia segurado durante todo o tempo. No andar de baixo Camila tentava ser o mais agradável possível, já que ela percebeu o quanto Luna estava envergonhada.

 

Malu estava ajudando Camila, arrumando a mesa para o café. Ela parecia tranquila,mas só parecia mesmo.A loira só conseguia pensar na namorada e na situação que ela estava,ela tentava transparecer tranquilidade pois queria que sua sogra ficasse bem,ela sabia que se demonstrasse todo seu nervosismo e tudo mais que estava sentindo. Camila com toda certeza ficaria mais nervosa e triste do que já estava.

 

- Então, você prefere um café ou um suco de manhã ? - Camila perguntou para Luna,que estava encostada no balcão observando as duas.

 

- Eu como o que tiver, não precisa se preocupar - A morena disse e Camila assentiu.

 

- Mas você pode escolher tá bom? Ou se quiser pode beber o café e o suco,os dois...  - Camila disse e Luna olhou para a mesa,onde a namorada de sua amiga arrumava aquele tanto de coisas.

 

Fazia anos que ela não se sentava a mesa e desfrutava de um café da manhã reforçado, era sempre um copo de achocolatado e alguns pães,ou então ela ia na lanchonete e comia um salgado. Da última vez que ela se sentou a mesa e tomou um café como o que estava sendo preparado, foi na manhã do dia que sua mãe e seu padrasto morreram.

 

- Tem torradas,pães - Camila disse atraindo a atenção de Luna - Gosta de geléia ? Queijo ? 

 

- É... - Luna coçou a nuca e Camila foi até a geladeira pegar a jarra de suco.

 

- Você está muito magrinha,querida... Café da manhã é muito importante sabia? - Camila perguntou e Luna sorriu,pois se lembrou de sua mãe. - Então não fique com vergonha, sente-se e fique a vontade.

 

Camila colocou a jarra de suco no meio da mesa e Luna mordeu o lábio em puro nervosismo, sem saber ao certo o que fazer.

 

- Eu vou lá em cima,ver se a Lauren está precisando de alguma coisa,mas pode comer - Camila disse e Luna assentiu.

 

Assim que Camila saiu da cozinha,Malu olhou para Luna e sorriu de lado.

 

- Vem... - A loira chamou e Luna se aproximou da mesa. - É estranho ver você sem jeito,você nunca fica assim - Malu disse e soltou uma risada fraca.

 

- Não estou sem jeito - Luna disse e se sentou à mesa.

 

- Ah não... - Malu comentou risonha e Luna olhou para ela e sorriu. 

 

Luna ficou observando a loira por alguns segundo e assim que a loira percebeu o olhar da mais nova,sorriu de lado.

 

- Como você está ? Digo...Com tudo isso. - Luna perguntou e a loira a encarou, sentindo seus olhos arderem.

 

- Foi tão difícil ver ela naquele lugar,e ... Ela me contou tudo que aconteceu e caramba... - A loira suspirou secando rapidamente as lágrimas que rolaram por suas bochechas. - Ela me escondeu tudo que aconteceu,atiraram nela e eu não fiquei sabendo - Malu falou sentindo uma dor enorme em seu peito - Tanta coisa aconteceu e ...

 

- Ela não te contou porque queria proteger você, ela não fez por mal.

 

- Eu sei,mas só de pensar que eu poderia ter perdido ela... - A loira suspirou e focou seus olhos em um ponto qualquer da cozinha - Perder a minha Lyci, eu não iria suportar isso.

 

- Você gosta muito dela né ? - Luna perguntou chamando a atenção da loira e a mesma a olhou sorrindo e assentiu.

 

- Eu amo tanto aquela garota,tanto - Disse sorrindo e a morena que estava ao lado dela,sorriu com o que a loira disse.

 

Luna acreditava que o amor não era pra ela,mas achava bonito a forma que as amigas se amavam.Ela foi a primeira a desconfiar que rolava algo a mais que um simples amor de amiga entre Alycia e Malu e por mais que tenha um ciuminho de Alycia, por se sentir um pouco excluída agora,ela fica feliz por elas duas estarem juntas.

 

 

                    P.O.V.  LAUREN

 

Eu fiquei no máximo uma hora em casa e logo estava de volta a sede. Camila queria a todo custo vim comigo,mas eu não deixei.As crianças precisavam dela e ela precisava descansar.

 

Saí do elevador e encontrei Dinah conversando com uma das agentes,mas assim que ela me viu me chamou e eu me aproximei.

 

- Com licença - A jovem agente pediu e saiu andando,fazendo o barulho de seu salto ecoar por todo ambiente.

 

- Como estão as coisas ? - Perguntei e Dinah suspirou.

 

- A Alycia foi transferida para o setor B,onde ela estava deu uma confusão com alguns detentos e ela ficou bastante nervosa. - Dinah disse e eu assenti. - No setor B está apenas ela,ela está na cela 1.

 

- Tá bom,Obrigado por cuidar de tudo.  - Agradeci e Dinah sorriu.

 

- Vou lá em casa rapidinho, mas daqui a pouco estou aí. - Falou e eu assenti. - E Vero já ligou avisando que está vindo também,tem algumas coisas do caso pra resolver e o Simon chamou a nossa equipe para uma reunião. - Assenti e me despedi de Dinah.

 

Nem me preocupei em passar na minha sala e fui logo ver minha filha.

 

Assim que entrei no setor B,vi um dos agentes sentados alí e fiz sinal para ele sair e assim ele fez.

 

Parei na frente da cela e minha filha estava sentada no chão próximo a grade com a cabeça apoiada na parede e os olhos fechados. Suspirei e me sentei no chão do outro lado da grade e apoiei a minha cabeça na pequena parede que dividia uma cela da outra. Eu sabia que minha filha já havia me notado ali, mas que estava respeitando o meu espaço, Alycia me conhecia muito bem para saber que eu não queria conversa naquele momento eu só queria ficar ali com ela.

 

Eu não sei exatamente por quanto tempo ficamos ali sentadas eu de um lado e a Alycia do outro, apenas aproveitando o silêncio que fazia ali naquele lugar, vez ou outra o silencio era cortado por algumas fungadas de minha filha, e eu engolia o nó que se formava em minha garganta, mas não pude evitar algumas lágrimas solitárias que escorreram pelo o meu rosto, foi quando eu resolvi quebrar o silêncio.

 

- Você sabe porque você se chama Alycia? – Perguntei com a voz baixa e o silêncio voltou a reinar naquele lugar, mas foi por poucos segundos pois logo a voz baixinha e embargada de Alycia cortou o silencio.

 

- Por causa de sua irmã que morreu? – Perguntou incerta e eu assenti suspirando.

 

- Alycia era a pessoa mais doce desse mundo, ela não via a maldade nas pessoas e estava sempre sorrindo para tudo, sempre querendo ajudar o próximo sem nem ao menos conhecer sabe? Alycia me protegia não só a mim como a sua tia Vero também, ela nos protegia com unhas e dentes por mais que estávamos erradas ela sempre encontrava uma brecha para nos defender, Alycia era como uma mãe para mim e ela não está aqui hoje por minha culpa, você não conheceu os seus avós por minha culpa, o Ian a Taylor...eles não estão aqui hoje por minha culpa, e você está ai agora por minha culpa também...

 

- Papa – Alycia tentou me interromper mais eu não permiti.

 

- Shiiu, me deixa falar. – Eu não me preocupei mais em segurar as minhas lágrimas, eu não me preocupei mais em me fazer de forte, eu não era forte eu nunca fui forte. – Eu perdi tanta coisa nessa vida Alycia, eu não estava lá quando a sua mãe precisou de mim, eu não estava lá quando você nasceu, eu não estava lá para levantar e te ninar durante a noite quando você chorou e precisou de mim, eu não estava lá quando você engatinhou pela primeira vez ou quando você aprendeu a comer sozinha, eu não estava lá para te segurar enquanto você aprendia a andar, eu não estava lá para ouvir você falar a sua primeira palavrinha, eu não estava lá para te levar no seu primeiro dia na escola...

 

- Mas eu entendo que a senhora estava viajando, eu entendo que a senhora não podia estar lá porquê.... – A interrompi

 

 

- Não Alycia, não, eu nunca viajei. Toda aquela imagem que sua mãe criou de mim é falsa, eu não sou uma heroína e nem nunca fui. Eu não estava lá porque eu estava presa Alycia, presa.

 


Notas Finais


Até breve amores 💜


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