História Garotinhas - Capítulo 14


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Mistério, Policial
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 14 - O caminho solitário da vida não é tão solitário assim


14

O caminho solitário da vida não é tão solitário assim

 

A estrada para a região norte da cidade não tinha curvas, mas não estava a salvo dos altos e baixos. Carlos ainda pensava na discussão com Tainá. Ele não voltaria, claro. O seu orgulho não permitiria. Ainda mais depois de descobrir que ela o usou. O beijo que ele pensou ser de verdade, fora uma mentira. Talvez todo o tempo gasto naquela relação que nunca progredia, só regredia.

            O vento frio fazia Carlos cerrar os dentes, a visão estava meio embaçada, no entanto, não o impediu de ver a caminhonete na contra mão, quando descia um dos altos.

            Ele congelou. Foi buzinando durante toda a descida, enquanto freava a moto, temendo ser lançado para a frente, de encontro ao pára-brisa do carro. A motorista notou o garoto e retornou ao lado direito da pista. Carlos parou na rodovia. Ele reconheceu quem estava dirigindo a caminhonete. Débora, a namorada de Fernando.

            Ela fez o mesmo – encostou o veículo no acostamento. Num pulo, a morena saiu do veículo e cruzou a pista em direção a Carlos. A estrada estava deserta.

            – Meu Deus, você está bem? – Débora coloca a mão no ombro do menino.

            – Estou. E você?

            Carlos nota que ela não tirou a mão da barriga em nenhum instante desde que saiu do carro. Débora não a segurava como se estivesse embrulhada pelo nervosismo, mas como se tivesse algo muito precioso dentro dela e precisasse de proteção.

            – Estou. Que susto! – ela leva uma das mãos à testa. – Você tem habilitação para pilotar uma moto?

            Carlos a encara.

            – Você tem habilitação para dirigir um carro? – ele sabia que Débora terminaria o ensino médio este ano e, se levasse em conta a idade de Fernando, ela teria entre dezesseis e dezessete anos.

            – Espere aí – Débora se afasta um pouco. – Eu te conheço. Você é um dos amigos de Tainá.

            – Sim, sou.

            Ele quis dizer Não mais, entretanto, aquilo encompridaria a conversa e, se a garota fosse intrometida, iria querer saber os detalhes da briga, o que também não era seguro.

            – E o que está fazendo por estas bandas?

            – Eu moro aqui. E você?

            – Eu vim comprar leite para preparar uma torta para Fernando. Disseram que as fazendas daqui têm as melhores vacas da região. Eu já estava indo embora, quando ultrapassei um carro. Acho que estava nas nuvens, aí me esqueci de voltar ao meu lado da pista. É o que se ganha sendo uma boa namorada!

            Ela sorri, constrangida.

            – Acontece de vez em quando... – Carlos olha para as matas ao redor. Já não se podia mais ver com tanta certeza o que havia dentro da floresta. O sol estava se pondo. – Bem, eu tenho que ir. Está ficando escuro e têm o toque de recolher...

            – É mesmo! – Débora bate de leve na mão do menino. – Então, tchau! Até mais!

            Ela corre de volta para o seu carro, de novo com a mão na barriga.

            – Sem problemas, né? – ela grita enquanto destrava a caminhote.

            – Sem problemas! – responde Carlos.

            Ele a espera ir embora para observar o interior do veículo – os vidros das janelas estavam sem película. Dentro, não havia absolutamente nada sobre os bancos, muito menos no chão. Débora dá uma última buzinada.

            Carlos estava certo. As fazendas com criações de gado ficavam ao sul de Catolé do Rocha. Ali, ficavam apenas os hotéis-fazenda do pai dele e algumas propriedades abandonadas. Então, onde, realmente, Débora esteve?   

 

 

 

 

 



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