História Garotinhas - Capítulo 16


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Mistério, Policial
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 16 - De volta para os holofotes


16

De volta para os holofotes

 

Bruna estaciona o seu Up numa vaga para táxis sem se importar em ser multada. Tainá estava ao seu lado, no banco do carona. Bruna tinha a plena consciência de que estava sendo analisada, no entanto, procurou não se incomodar. Sabia que a amiga se perguntava se ela estava bem. Como não estaria? Murilo estava morto, não machucaria mais ninguém.

            Ela desce do carro, as sapatilhas a chutarem o cascalho do asfalto.

            – Não tem ninguém na igreja – Tainá estava de frente para a catedral. No centro da construção, encontrava-se o caixão do pedófilo de Catolé do Rocha, rodeado por coroas de rosas.

            – Quem iria querer se despedir dele – diz Bruna, colocando os seus óculos de sol Gucci. – Nós sabemos onde encontrá-lo. No inferno.

            Tainá se vira para a menina.

            – Eu não vou entrar.

            Ela não correria o risco de poder jogar o caixão com o corpo Murilo no chão e ter que voltar a rever a delegada Mara Gisleane.

            – Certo. Eu fico com você – Tainá alisa o braço da companheira. A sua saia voava ao vento.

            Não passava nenhum carro pela rua, muito menos se ouvia o barulho de algum som nos restaurantes e bares.

            Lucas entrou na igreja. Ele não as viu, apesar delas serem as únicas pessoas na praça naquele momento.

            – O que ele está fazendo aqui? – Bruna dá um passo à frente.

            – Deve estar querendo aparecer.

            Os repórteres o interceptam, mas ele não diz nada. Não há nada mais elegante no mundo do que rejeitar um pedido de um jornalista.

            As meninas o odiavam por brincarem com Clara, por espalhar falsos boatos a respeito de Fernando e por tentar estar sempre um passo a frente delas.

            Um carro pára próximo a faixa de pedestres. Tainá reconheceu o velho Corolla prateado. Ela já havia entrado nele várias vezes durante a infância. A motorista que sai do automóvel era uma magrinha de cabelos negros e queixo desenhado.

            – Meu Deus! – Bruna coloca a mão na boca. – O que Sara está fazendo aqui? Ela sabe o que Murilo me fez!

            Tainá continuava parada, como uma estátua. Quando a prima voltara? E por que não a procurara?

            Sara coloca a bolsa no rosto e sobe correndo os degraus de pedra. Estava fugindo da imprensa.

            – Vamos embora – Tainá puxa Bruna pelo braço.

            As duas já estavam dentro do carro, quando um grupo de garotas invadiu a rua com cartazes levantados e gritos de protesto. Não o deixem ficar em nossa terra. Eram as garotinhas. Elas pediam que Murilo não fosse enterrado na cidade. Exigiam, mais uma vez, que o garoto se afastasse, reivindicação que ele não soube aceitar, quando elas o pediram para parar de tocá-las.

 

 

 

 

 

 

 



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