História Garotinhas - Capítulo 17


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Mistério, Policial
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 17 - O monstro desperta


17

O monstro desperta

 

– Finalmente! – Débora corre para abrir a porta de sua casa, ao ouvir a campainha tocar. Sem nenhuma necessidade, pelo olho mágico, ela olha quem era. Só estava esperando uma pessoa.

            – Desculpe a demora – Fernando a beija, quando entra. Ele sentiu um cheirinho gostoso vindo da cozinha. A garota estava preparando um jantar pra agradá-lo. – Acho que errei o endereço.

            Débora bate de leve em seu peito.

            – Idiota. Se você beijasse outra garota, te mataria.

            – Eu não seria louco.

            Como os japoneses, Fernando tira os tênis e os deixa na soleira da porta. Ele vai levando a namorada até o sofá, onde se joga. O móvel escorreu um pouco para trás.

            – Ai, Fernando! – Débora reclama. O peso do garoto foi todo arremessado para ela, como o de um piano caindo sobre alguém.

            – Te machuquei? – ele sai de cima da namorada para que ela possa se recompor.

            – Espero que não me deixe uma marca – Débora aproxima o ouvido dele de sua boca. – Já bastam as que você me deixou no pescoço.

            Fernando sorri. A morena estava criando uma estratégia, fazendo com que o seu ego inflasse.

            – Eu soube que ganhou uma cama de casal nova – o garoto olha para a escada em espiral, no meio da sala de estar. – Queria muito estreá-la.

            – Podemos fazer isso agora.

            Débora se levanta e o puxa. Ainda de meias, Fernando escorrega pelo piso recém-encerado. Ele tenta colocar Débora em seus braços, relembrando o dia em que foram esquiar na pista de gelo no shopping, mas ela se afasta, temendo se machucar e colocando a mão na barriga, como se fosse a brincadeira mais perigosa já inventada.

            Os meninos estavam rindo de sua nova professora lésbica de educação física, a Sra. Feitosa, ou Feiosa, como costumavam chamá-la. Era o último horário de aulas do dia; então, os garotos não se preocupariam em tomar banho para irem para casa. Afinal, na hidromassagem, a água não era tão fria.

            Fernando teve que voltar para buscar os seus tênis Nike. Prometera ao Sr. Borges que caminharia com ele para provar a Angélica que o pai não fugia da rota para se encontrar com a nova vizinha. Eles eram os adultos da história, deveriam resolver os seus problemas sem envolverem as crianças.

             Um barulho entre os bebedouros o faz ficar em sinal de alerta.

            – Quem está aí? – ele grita entre os armários. O local estava escuro.

            Ninguém o responde, no entanto, o barulho voltava a ressoar pelo vestiário. Quem quer que fosse, estava pedindo para ser descoberto.

            Fernando tateia pela parede em busca de um interruptor e acende a luz.  

             Rafaela Lúcio estava sentada no chão molhado. O que ela fazia ali, sozinha?

            – Algum problema, Rafa? – Fernando se aproxima da menina com cautela.

            – Ne... Nenhum – ela enxuga as lágrimas de seu rosto com as costas das mãos.

            – Tem certeza? – ele se senta ao lado da menina, não se incomodando em sujar o short limpinho, já que ficara no banco reserva do time durante o treino.

            – Eu não posso contar – Rafaela olha para as sapatilhas sujas de barro. Ela iria voltar a chorar.

            Fernando a examina com mais atenção. Rafaela era uma das garotas mais lindas do colégio. Apesar da pouca idade, possuía um corpo bastante atraente.

             – Por que não?

            – Porque, se eu contar, ele vai me machucar.

            Ele seria um garoto do colégio, assim como era nos casos com sua irmã, Tainá, supôs Fernando.

            – Pode ficar tranquila. Eu vou te proteger. Prometo.

            O garoto pega a mão dela e, com o dedão, alisa o seu pulso. Rafaela se sentiu acolhida, pois nem mesmo as suas melhores amigas lhe apoiariam, quando soubessem a verdade.

            – Murilo... – os seus lábios começaram a tremer. – Ele... Ele me obrigou a beijá-lo e...

            Ela não conseguiu terminar, contudo, não seria preciso chegar até o fim. Fernando entendia. Murilo a obrigou a transar com ele. 

            Murilo Tomaz cursava o primeiro ano do ensino médio. Era um ano mais novo do que Fernando, que tinha quinze. Como poderia ferir de forma tão imunda uma criança que não ultrapassava os doze anos de idade? Por isso não era visto com namoradas, porque ele não gostava de garotas.

            – Rafa – Fernando a encara –, você tem que contar aos seus pais!

            – Eu não vou conseguir! 

            Ele alisa o cabelo loiro dela.

            – Eu posso lhe ajudar.

            – Eles não vão aceitar!

            Rafaela cisca as pernas. Estava em choque.

             Fernando a abraça. Ela tinha um aroma de algodão-doce. As suas mãos eram tão pequenas e passivas. Mesmo elas arrochando, com toda a força que podiam encontrar, o uniforme da educação física do menino, mais parecia alguém o alisando.

            Ele não estava conseguindo distinguir se os seus sentimentos eram de pena, ou desejo. Por mais que quisesse parar, não conseguia impedir sua boca de se aproximar da dela.

            Rafaela não fugiu de seu beijo. Pelo contrário, ela o correspondeu.

              – Não! – Fernando a empurra para longe, sem se preocupar com fato de tê-la machucado. – Isso é errado! Eu não posso te beijar.

            Em algum lugar no vestiário, alguém pisa numa poça d’água. O casal se vira na direção. Quem mais estaria ali? Por quanto tempo esteve os observando? Será que os tinha visto?

             Lucas estava escondido entre as divisórias do banheiro. Ele o seguiu, porque os outros garotos não esperaram Fernando voltar. Pensou que o amigo ficaria feliz em vê-lo, além de ser uma demonstração de sua lealdade, ainda mais depois que Fernando o colocou no grupo dos meninos mais velhos do colégio, apesar de Lucas ter a mesma idade que Rafaela.

            Ele ouvira toda a conversa dos dois e via, com toda a clareza possível, que Fernando era igual a Murilo. Um monstro.

            Fernando abre os olhos, atordoado.

            – O que foi? – Débora o encarava, sentada em suas pernas.

            Ele estava no quarto da namorada, deitado na cama dela. Tê-la em seu colo lhe trouxera paz. Débora tinha a mesma idade que ele, não seria errado desejá-la.

            – Eu estou meio atordoado. Não dormi muito bem noite passada – Fernando coloca a mão na cabeça, fingindo estar com dor de cabeça.

            – Ok – Débora inclina o corpo para trás, ainda no colo do garoto, como se fosse um tigre se preparando para atacar. – Vamos começar de novo.

            Fernando aperta as coxas nuas da menina, correndo as mãos até o seu short jeans surrado. Uma excitação começava a percorrer o seu corpo.

            – Você costuma vir sempre aqui? – a morena começa a levantar a camisa dele.

– De vez em quando – ele começa a rir, jogando a cabeça para trás, deixando o pescoço livre para Débora beijá-lo, enquanto as mãos dela tateavam o zíper de sua calça.

            – Que azar o meu encontrá-lo somente agora.

            Ela chega a sua boca. Um tremor percorre o seu corpo, inibindo o prazer que o fazia avançar.

              – Antes de você ser de Débora, você foi meu – Rafaela estava de volta ao vestiário. Ela gritava para a pessoa que estava escondida entre as divisórias do banheiro ouvir.

Fernando estava no lugar onde a menina ocupara há alguns anos. Ele nunca soube quem o observava.

 

 

 

 



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