História Garoto ama Híbrido - Capítulo 7


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang, Got7
Personagens Jackson, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, Taeyang, V, Yugyeom
Tags Alfa, Bangtan Boys, Bottom!jimin, Bts, Fluffy, Híbrido, Hibridos, Hybrid, Jikook, Jimin, Jimin!bottom, Jungkook, Jungkook!top, Namjin, Ômega, Shotacon, Taeyoonseok, Top!jungkook
Exibições 4.561
Palavras 2.087
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Ele era lindo demais...


Fanfic / Fanfiction Garoto ama Híbrido - Capítulo 7 - Ele era lindo demais...

Minha respiração travou por completo e o meu coração pareceu quase pular da boca, enquanto meus olhos estavam arregalados ao máximo.

De começo, não acreditei que aquilo estava acontecendo. Merda, porque eu sempre fazia aquilo? Porque eu sempre agia de maneira explosiva?

Eu não gostava de Jimin, muito pelo contrário, sempre coloquei tudo para cima dele sem me importar nas consequências. Só estava fazendo aquele circo todo para não perder a amizade do Yoongi, mas naquele momento, só uma coisa vinha na minha cabeça...

Era tudo minha culpa.

Eu fiquei alguns segundos tentando processar o que diabos estavam fazendo com o felino, até que, finalmente, voltei à realidade e uma raiva absurda se apossou de mim.

Um garoto, com o mesmo corpo que eu, segurava o pequeno por ambos os bracinhos. O gatinho estava totalmente imobilizado, com os membros superiores bem acima da cabeça, e as pernas separadas, sendo prensado na parede suja daquele beco.

 A única peça de roupa que cobria seu corpinho era uma boxer azul bebê. Eu tive certeza de que tal peça de roupa não estaria mais ali se eu chegasse um pouco depois.

Respirei fundo, tentando não deixar o ódio me dominar para não assustar o ruivinho, que já estava chorando em desespero, se debatendo e gritando.

— Vá embora. — Falei alto o suficiente para que o cara que segurava Jimin escutasse. No mesmo momento, ambos me olharam, o pequeno me encarou com esperança, e o outro com indiferença.

— O que você quer? Huh? — Franziu o cenho, irritado. — Você não tem nada com isso. — E então, ele olhou para Jimin, sorriu malicioso e deu uma lambida no rosto do mesmo, que fechou os olhos, amedrontado.

— Filho da Puta! — Exclamei. Senti ódio, muito ódio. Não consegui me controlar. Tinha certeza de que a minha expressão era uma das mais assustadoras.

Andei, em passos rápidos e fundos, até o moleque e o empurrei, fazendo-o soltar Jimin pela força que usei. O ruivinho caiu sentado por estar com o corpinho mole e fraco.

O garoto ainda tentou me acertar, mas eu fui mais rápido e consegui desviar, desferindo um soco forte, o fazendo cambalear e cair. Sorri debochado e sentei na sua barriga, aproveitando que ele estava caído, e comecei a distribuir muito mais socos nele, enquanto ele gritava para que eu parasse, até finalmente ficar desacordado, cheio de sangue, jogado no chão, incapacitado de continuar.

Me levantei mais tranquilo, como se nada importante tivesse acontecido, até escutar soluços altos, me fazendo voltar à realidade novamente. Jimin estava chorando, e não era pouco.

Meu coração se apertou.

— Jimin? — O chamei e ele me olhou, com o rostinho inchado e olhos vermelhos. — Está tudo bem... vem aqui. — Abri meus braços para ele, que me olhou por alguns segundos, assustado.

— J-Jungkookie... — Limpou as lágrimas grossas que escapavam com as costas das mãos. Parecia um bebê que teve seu pirulito roubado. — O J-Jimin está com medo.

— Ninguém mais vai te fazer mal, pequeno. — Continuei com os braços abertos, o esperando.

— P-Posso? — Perguntou receoso, afinal, não é todos os dias que Jeon Jungkook é gentil.

Assenti e sorri levemente, reconfortante.

O híbrido ruivo não pensou duas vezes e se jogou em meus braços, e eu o apertei contra meu corpo. Ele me segurou fortemente, com os braços entrelaçados no meu pescoço, enquanto eu rodeava sua cintura fininha, apertando-a com as mãos.

As lágrimas, que haviam parado de cair, voltaram com tudo, mas agora ele chorava e sorria ao mesmo tempo, como se estivesse abalado, porém feliz pela minha atitude.

— Não faça mais isso. — Sussurrei um pouco trêmulo, tentando usar meu tom mais calmo. — Não fuja mais de casa. — Afaguei seus fios e ele assentiu.

— O Jimin n-nunca mais vai fazer isso, o Jimin promete. — Respondeu, ainda entre soluços, e eu sorri aliviado.

Desci as mãos até as coxas fartas do hibrido e as separei, fazendo cada uma ir para um lado diferente da minha cintura, buscando apoio para leva-lo no braço.

— Vamos para casa, gatinho. — Falei, e ele assentiu.

Me levantei e comecei a andar, Jimin não era muito pesado, oque facilitou muito na questão de locomoção. Ele repousou sua cabecinha em meu ombro, relaxando mais, deixando seu rostinho na curvatura de meu pescoço. Já não chorava, agora apenas ronronava para mim. Aquilo era absurdamente fofo.

Como eu nunca notei aquilo?

A cada respiração mais pesada, eu sentia o ar quente bater na minha pele sensível, me causando alguns arrepios.

 

Assim que chegamos a casa, fui direto para a cozinha, coloquei Jimin sentado na bancada e afastei novamente suas coxas, me colocando no meio delas, alisando seu rosto, preocupado.

— Ele fez alguma coisa com você? — Perguntei com medo de que alguma coisa tivesse acontecido com o menor. — Ele... bateu em você? Tocou em algum lugar do seu corpo?

— Ele jogou o Jimin na parede e tirou a roupa do Jimin. — Disse baixinho, envergonhado. — O Jimin não queria aquilo, o Jimin disse “não encosta no Jimin”, mas ele sorriu estranho e segurou o Jimin. — Disse tristinho. — D-Depois, ele passou a mão no corpo do Jimin. — Seus olhos marejaram.

— Como ele achou você? — Fiz outra pergunta, me sentindo uma pessoa horrível.

— Quando o Jimin saiu de casa, viu que o Jungkookie estava perto e se escondeu ali. — Esclareceu — O Jimin estava triste e com medo do Kookie, não queria que ele o achasse. — Algumas lágrimas voltaram a cair. — E-Estava ficando escuro... o Jimin estava assustado, então, começou a chorar, e ele, que e-estava passando, me achou. — Completou. — E-Ele parecia com o appa do Jimin, foi tão assustador...

Abaixei minha cabeça. Se antes eu me sentia culpado, agora eu me rotulava de pior monstro da face da terra.

Me lembro que o Suga falou algo sobre o híbrido ter sofrido no passado, e pelo jeito que ele falou do pai, provavelmente foi por algum tipo de abuso. Deve ter sido muito doloroso. Não aguentei e o abracei, sentindo seu corpinho travar, mas logo ele relaxou e retribuiu o abraço.

— Desculpe... — O abracei ainda mais apertado, arrependido do que fiz. No final das contas, a culpa não era do ruivinho, e sim minha. Eu usei sua adoção como desculpa para trata-lo mal e descontar todas as desgraças que aconteciam comigo. Ele não merecia nada disso. Yoongi estava certo. — Eu fiquei tão preocupado. — Me afastei lentamente e beijei sua testa.

— O Jimin está tão feliz, o Jungkookie está sendo bom. — Murmurou para que eu não ouvisse. Tentativa falha.

Peguei nas pequenas mãozinhas dele para que ele descesse dali, mas na hora, o híbrido puxou a mão e soltou um miado dolorido.

O olhei assustado e depois encarei suas mãos.

Estavam queimadas.

Suspirei.

Tinha me esquecido que aquilo aconteceu hoje cedo...

— Jimin, tome um banho que irei lhe fazer um curativo, tudo bem? — Perguntei e ele assentiu.

Desci o pequeno gatinho da bancada e o coloquei no chão, dessa vez agarrando a sua cintura, já que as mãos estavam ardidas. Rapidamente, o menor correu para o andar de cima, me fazendo sorrir com a sua pressa.

Depois de um tempo pensando no que nós comeríamos, decidi pedir uma pizza para hoje à noite, afinal, não estava nem com cabeça, nem com ingredientes para fazer alguma comida gostosa. Procurei o telefone da pizzaria e liguei para lá, pedindo uma grande, de frango com catupiry.

Assim que encerrei a ligação, Jimin desceu as escadas. Ele usava um casaquinho fino, listrado de preto e branco. O casaco era longo e cobria toda a boxer preta que ele usava, mas ficava um pouco transparente.

Meus olhos se arregalaram e eu senti meu coração acelerar, juntamente com uma quentura nas bochechas.

Ele era lindo demais...

— Jungkookie-ah... — Me chamou envergonhado, e só aí eu percebi que estava o secando há alguns minutos. Desviei o olhar e cocei a nuca.

— V-Vamos cuidar disso aí? — Perguntei, me referindo ao seu machucado na mão, aproveitando para acabar com o clima constrangedor. Ele assentiu e então eu me aproximei e o peguei no colo, o colocando na bancada.

Fui até o armário onde Jin guardava as coisas de primeiros socorros e peguei o que era necessário. Voltei para Jimin e peguei delicadamente sua mão. Fiz um curativo na mesma, sendo o mais delicado possível, e ele sorriu agradecido.

— Eu pedi pizza para hoje à noite, você gosta? — Questionei e ele tombou a cabeça para o lado.

— O que é pizza? — Perguntou confuso.

— Meu Deus, você nunca comeu pizza? — Perguntei abismado.

— Não... — Um biquinho adorável se formou na sua boca.

— É a comida mais gostosa do mundo, você vai amar. — Sorri para ele. — Que tal assistirmos desenhos animados? — Sugeri, vendo seus olhos brilharem. Eu sabia que ia demorar um pouco, pois eu tinha acabado de fazer o pedido. Precisávamos fazer o tempo passar de uma maneira legal.

— Sim! Sim! — Concordou eufórico.

Nós nunca tínhamos feito nada parecido, seria a primeira vez que nós iríamos nos divertir juntos. E sim, ver desenhos animados era uma ótima diversão, pois o ruivinho aparentava gostar muito.

Ficamos um do lado do outro no sofá, assistindo qualquer programa para crianças que estava passando no canal. Jimin ria frequentemente das piadas feitas, enquanto eu o admirava, olhando-o disfarçadamente. O sorriso dele era muito mais bonito do que as lágrimas, depois desse dia, eu não irei voltar, de maneira nenhuma, a trata-lo daquela forma rude a qual eu estava acostumado.

Amanhã terei uma conversa com o Yoongi, para falar sobre o que aconteceu. Provavelmente ele vai querer me matar, me espancar ou até me enterrar vivo pelo que eu fiz, mas sei que vai ficar muito feliz pela conclusão final que eu cheguei.

Também irei pedir desculpas ao Jin omma e ao Nam por ter sido tão bruto e irracional. A traição do Hoseok e Taehyung me afetou muito emocionalmente. Eu estava precisando tanto de carinho e atenção, fiquei bastante vulnerável, e isso deu uma abertura para acumular essa raiva toda que eu alimentei e descontar tudo no pobre gatinho.

Por conta dos meus pensamentos, eu acabei direcionando meu olhar para ele, que estava totalmente vidrado na tela na televisão, e o puxei, deixando mais próximo de mim, afagando seus fios.

 Sorri quando ele ronronou para mim, eu pretendia continuar lá, mas fui interrompido pela campainha emitindo um som alto e estridente.

— É a pizza. — Falei e o afastei delicadamente. — Vou lá buscar, não saia daí. — Disse e ele assentiu.

Peguei o dinheiro na minha carteira e abri a porta. O entregador fez uma saudação respeitosa, a qual eu retribuí, e me deu a pizza, agradecendo pela compra e pegando o dinheiro. Logo depois, ele foi embora e eu fechei a porta, voltando para a sala.

— Prepare-se para comer uma das melhores comidas do mundo. — Falei animado, e Jimin veio até mim.

Coloquei a caixa na mesa e tirei a tampa da mesma. As orelhas do gatinho se levantaram assim que ele sentiu o cheiro delicioso que a refeição exalava.

— Parece ser uma delícia. — Disse farejando o ambiente.

— Não só parece como é. — Ri um pouco com o seu jeito de sentir o aroma. — Mas não se acostume, viu? Comer isso muitas vezes não é saudável. — O alertei.

 Cortei um pedaço para Jimin, vendo sua ansiedade para provar aquilo, colocando em um pratinho, e fiz o mesmo para mim.

Assim que colocamos o primeiro pedaço na boca, ele arregalou os olhos, surpreso com o sabor.

— Isso é maravilhoso, Jungkookie! — Exclamou e voltou a comer rapidamente.

— Calma, Jimin. Cuidado para não se engasgar. — Me surpreendi com a rapidez que ele colocava a comida na boca, deixando as bochechas cheias, como um esquilo comendo nozes.

Ele não parava de sorrir. Eu senti algo diferente, um sentimento de tranquilidade, paz comigo mesmo. Talvez toda aquela raiva que eu tinha estivesse me fazendo mal. Eu fui burro ao achar que aquilo me deixava mais aliviado.

O dia de hoje serviu para me ensinar algumas coisas que eu não aprenderia nem se quisesse. Depois desse choque, eu tomei consciência de que não deveria ser de um jeito que eu nunca fui.

Antes de toda essa confusão na minha vida, eu era gentil, fazia piadas, tratava as pessoas bem... Estava na hora de voltar a ser assim. Não era Taehyung que iria me deixar para baixo, não mesmo. Eu nem gostava mais dele. Quanto ao Hoseok, eu irei decidir depois o que farei.

 

Eu não sabia se o sorriso do menor era pela pizza, por estar a salvo daquela situação terrível, ou por sua mão não doer mais.

Mas eu sei que meu sorriso tinha nome e sobrenome.

Park Jimin.



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