História Garoto perdido - Capítulo 3


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Categorias Originais
Visualizações 79
Palavras 1.195
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Famí­lia, Fluffy, Luta, Romance e Novela, Terror e Horror, Yaoi
Avisos: Álcool, Estupro, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


OIIII, desculpem a demora... Leiam as notas finais e espero que gostem do cap

Capítulo 3 - Quero te proteger...


Fanfic / Fanfiction Garoto perdido - Capítulo 3 - Quero te proteger...

Narrador Aline on:

O sol tem 192. 000.000 quilômetros de distancia da Terra, e consegue mirar sua luz perfeitamente nos meus olhos em uma manhã de sábado. Dá pra acreditar? Agora não consigo voltar a dormir. Levantei chutando as cobertas e fui até o banheiro. Meu humor de sábado geralmente é péssimo, pois é dia de limpar aquele porão escuro e assustador. Nós não temos muitas coisas guardadas lá, talvez um ou outro objeto que consideramos inútil agora, mas poderemos usar no futuro. Sábado é dia de faxina, ou seja, o dia em que eu preferiria não ser acordada por um bendito raio solar nos meus olhos.

Depois de fazer minha higiene matinal, desci até a cozinha e, para minha total surpresa, Alan já estava acordado e servindo o café.

-Nossa, que milagre! – falei me aproximando e sentando na cadeira ao seu lado.

-Como você tem trabalhado muito, resolvi te ajudar na casa. – falou enquanto colocava leite em uma xícara e me entregava.

-Boa tentativa.

Ele me olhou confuso, mesmo sabendo que eu sei o que ele planejava com isso.

-Não tem escapatória, nós vamos limpar o porão hoje.

-Ah, qual é Aline? Eu detesto aquele lugar.

-Eu sei, eu também, mas não consigo limpar sozinha e não dá para deixar sujo.

-Ta bom. Limpamos o porão por último então.

Soltei uma pequena risada.

-Okay, okay. Depois vou quero uma revanche no Mortal Kombat.

-Eu te venceria de novo.

-Nada de duas vitórias para você, grandão.

Nós começamos a nos revezar entre comer e conversar, mas em nenhum momento mencionamos o porão ou o bolo desaparecido. Assim que terminamos, limpamos a cozinha e iniciamos a fatídica limpeza. Evitando pensar no porão mal assombrado.

 

 

Narrador Miguel on:

Sentei-me encostado na parede suja e mofada. Fiquei encolhido no cobertor velho tentando aquecer-me, mas o frio era demais para suportar. Eu estava tremendo muito, minhas mãos pareciam pedras de tão geladas e os ferimentos que ganhei doíam ainda mais com esse clima. O escuro do lugar me dava calafrios

Eu havia encontrado uma casa no final de um desses túneis. Peguei um pouco de comida e voltei para o local aonde tinha o cobertor. Por que não fiquei na casa e pedi ajuda? Simplesmente porque não acho que alguém vá me ajudar. Não acho que posso confiar em qualquer pessoa. Talvez, daqui pra frente eu deva cuidar de mim mesmo. Tenho medo das pessoas e não quero mais ninguém tocando em mim.

De repente, ouvi passos se aproximando, seguidos de duas vozes, uma feminina e outra masculina. Logo o medo me preencheu e todos os meus instintos diziam para correr. Levantei depressa e tentei me mover o mais rápido possível pelos corredores, mas ainda estou muito machucado e não consigo andar sem me apoiar nas paredes.

Ouço os passos se aproximando cada vez mais e eu não consigo ir mais rápido. Como se estivesse sendo puxado, meus passos são lentos e dependentes.

-Ei!

Subitamente gelei da cabeça aos pés. A voz feminina estava bem atrás de mim. Tremulo, virei de leve a cabeça e pude ver uma mulher alta, de cabelos cacheados compridos e olhos escuros. Estou com medo. Tentei me mover mais rápido, impulsionando-me na parede.

-Ei! Espera!

Ela começou a correr até mim. Minha respiração saltou e passei a ignorar a dor que sentia, optando por andar mais rápido. Senti um formigamento entre as pernas e tive a certeza de que estava sangrando.  

Depois que virei a pequena curva do corredor, tropecei em meus próprios pés, caindo de barriga no chão. Tentei me levantar, mas já não tinha mais forças. Estava cansado, sangrando, todo machucado e completamente abatido. Não seria surpresa morrer agora. Só quero desaparecer, fechar os olhos e dormir.

 

Narrador Aline on:

Aproximei-me daquele montinho enrolado em um cobertor sujo. Pude perceber os milhares de machucados por seu corpo pequeno e o sangue escorrendo dentre suas pernas. Logo senti um afeto por esse menino, quero protegê-lo, amá-lo, curá-lo. Posicionei uma mão por baixo de seus ombros e a outra por baixo de suas pernas, levantando-o em meu colo. Tenho que correr para casa e ajudar este garoto, mas não posso fazer isso sozinha.

-Alan! – gritei – venha rápido!

Assim que ele apareceu, seu olhar confuso me deu certo entusiasmo.

-Me ajude a levá-lo para dentro.

Alan pegou o menino nos braços e nós dois corremos para casa. Subimos depressa até meu quarto e ele depositou gentilmente o garoto sobre a cama. Eu retirei o cobertor sujo de cima dele e peguei um pano úmido do banheiro.

-O que vai fazer? – Alan perguntou.

-Preciso limpar esses ferimentos. Pegue a caixa de primeiros socorros.

-Certo.

Depois que Alan saiu apressado do quarto, passei lentamente o pano sobre cada machucado. Não posso imaginar o que aconteceu com esse menino, mas com todas essas feridas abertas em seu corpo, ficar no porão que fez fusão com o esgoto, certamente pode infectá-lo.  Alan voltou segurando a caixa branca e a colocou sobre o criado mudo ao meu lado. Peguei de dentro dela esparadrapos, água oxigenada e uma pomada.  Umedeci o pano com a água oxigenada e limpei de leve as regiões lesionadas. Quando passei o pano em seu pescoço, o menino desperta totalmente apavorado.

-Calma garoto, só estou te ajudando. – falei calmamente, mas ele se desesperou mais ainda.

O menino começou a espernear e posicionei minha mão sobre seu peito, tentando acalmá-lo. As lágrimas escoriam em abundancia e a dificuldade para respirar que ele tinha era de partir o coração.

-Menino, eu preciso que você me deixe ajudá-lo. – falei enquanto acariciava seus cabelos negros. – não te machucar, está bem?

Ele assentiu se acalmando. Evitei limpar sua região intima. Pelos tipos de hematomas que ele tem, certamente essa região foi bastante violada e não quero assustá-lo de novo. Enfaixei seus pés e passei de leve a pomada em alguns machucados. Alan estava ao meu lado assistindo impressionado.

-Pegue comida para ele, por favor.

Alan me olhou surpreso.

-C-claro.

Assim que Alan sai do quarto, vi que o menino tentava com muita dificuldade se levantar. Coloquei minhas mãos ao redor de seu torso, mas ele estremeceu e recuou.

-Me desculpe, mas preciso que fique sentado para comer.

Seus olhinhos chegaram a brilhar só de ouvir a palavra comer, e novamente sinto meu coração se partir. Tenho medo de imaginar pelo que esse garoto passou. Com todos esses machucados... Quem seria capaz de uma coisa dessas?

Alan retornou segurando uma cumbuca branca cheia de sopa. O garoto se sentou escorado na cabeceira e esticou as mãos para pegar a comida. Será que ele consegue comer sozinho? Alan colocou a cumbuca sobre as pernas do pequeno e depois se sentou ao seu lado na cama. Olhei confusa para ele.

-Quer ajuda? – perguntou.

O menino abaixou a vista envergonhado, então assentiu. Alan pegou uma colher e começou a alimentar pacientemente o pequeno. Percebi que seus olhos se encheram de lagrimas, e suplicavam por mais. Esforcei-me para não chorar também. Eu quero cuidar desse menino. Sei que não o conheço, mas já sinto afeto por ele. Talvez seja apenas pena, ou talvez eu o ame. Não importa, eu só quero protegê-lo, quero curar esse garoto perdido.  

 


Notas Finais


E então?
Por favor digam o que precisa melhorar. A opinião de vcs conta muito...
Beijos e que DEUS abençõe


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