História Garoto-problema - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Tags Amor Doce, Romance
Exibições 24
Palavras 1.325
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá amoras!
Eu sei, estou sumida faz quase um mês. Também sei que é uma desculpa muito usada, mas no meu caso é verdade: aconteceram muitas coisas comigo nesses dias.
Agradeço muito a todos que aguentaram firme e não pularam do barco <3
Boa leitura!

Capítulo 11 - Not about her


Já estávamos quase no final da trajetória até a minha casa e meus dedos ainda estavam melados por causa das jujubas. Ao meu lado, Castiel limpa os seus também cheios de açúcar na beirada da camisa.

_Ei - o cutuco com o cotovelo e em seguida mostro minha língua. Ele ergue as sobrancelhas, com seu sorriso torto nos lábios.

_É uma mistura muito interessante de cores. - Dou risada. Faço ideia de como a minha língua deve estar depois de comer um pacote inteiro de jujubas. Uma explosão de arco-íris.

_Vamos, sua vez - digo. Ele me olha com o canto dos olhos, questionando-me - Mostre sua língua, Castiel.

_E por que eu faria isso? - provoca

Solto uma bufada de ar.

_Anda, garoto-problema. Fazer o que eu estou gentilmente pedindo uma única vez não vai te matar.

De repente, ele vira completamente sua cabeça em minha direção, mais uma vez se divertindo com alguma coisa que eu não sei decifrar.

_Você me chamou do quê? - Castiel indaga, alargando seu sorriso de lado.

Lentamente, sorrio também. Não respondo sua pergunta e volto a insistir no tópico anterior.

Novamente, mostro minha língua, como sinal para ele seguir o meu exemplo.

Ainda com uma auréola de diversão ao nosso redor, ele revira os olhos, mostrando em seguida sua língua que agora estava puxando para um tom esverdeado.

Acho graça. Aqui estamos nós, comparando as línguas como duas crianças. Castiel não é tão difícil quando você passa a conviver com ele, afinal.

_Sabe, a Ambre gosta muito de você - começo

_De novo com esse assunto? Você realmente não sabe a hora de parar - Castiel interrompe balançando a cabeça

_E você não sabe me deixar terminar as frases. - respondo e dou um peteleco em seu braço - Eu ia dizer que ela gosta de tanto de você a ponto de me pedir ajuda. Dá para acreditar nisso? - termino com entonação na frase

_Ajuda? Que tipo de ajuda? - ele pergunta com os olhos semicerrados.

_Bem, eu estava suposta a construir uma boa imagem da Ambre para você. Para que você pudesse enxergá-la como uma "boa pessoa". Eu sei, bizarro, não é?

Castiel olha para mim, impassível. Volta a olhar para frente  e fica mudo.

_Castiel? Está tudo bem? - pergunto preocupada. Suas mudanças de humor sempre me pegam desprevenida. 

Ele apenas continua distante, sem falar mais nada por um bom tempo.

Depois do que pareceram ser 10 minutos, resolvo quebrar o silêncio.

_Castiel? - chamo-o num sussurro - foi alguma coisa que eu disse?

Ouço-o suspirar pesadamente, em seguida me respondendo friamente:

_Não é nada que você precise se preocupar, April.

Me encolho. Ele diz meu nome devagar, com pronuncia fria e cortante, ao contrário do dia em que ele me chamou em frente ao meu prédio.

O ônibus para. Não quero descer. Quero resolver o que quer que tinha acabado de acontecer. Meu impulso é de ficar e descobrir o que Castiel tem, mas sei que tenho que ir.

Relutante, desço os degraus do automóvel um a um. Já na calçada, olho para cima, na direção das janelinhas do ônibus e vejo-o me olhando. Não consigo deixar de pensar que a culpa é minha.

O ônibus parte, me deixando para trás junto com as minhas dúvidas.

*      *      *

_Como foi a escola, pequeña

_Foi boa, mãe. O Faraize passou um trabalho em grupo. Não sabemos os temas ainda, será escolhido depois. - respondo enquanto comemos o almoço feito por Deca. - Por que o pai não pode vir hoje?

_Ele foi promovido! Agora ele é o gerente da concessionária norte. Não é maravilhoso? - diz exclama minha mãe radiante, transbordando de orgulho. Orgulho de seu amado marido.

Por muito tempo duvidei que "amor verdadeiro" existia. Afinal, por todos os lugares existem homens que são idiotas com as mulheres, mulheres que não se importam com os sentimentos dos homens, e acima de tudo, traição. Hoje em dia, é muito difícil achar um casal que se respeite e que não haja traição da parte de uma das pessoas envolvidas, ou até mesmo das duas. E isso parte o meu coração. Eu nunca conheci o amor de perto, mas se um dia o acaso acontecer, eu gostaria de amar e ser amada devidamente.

Felizmente, a relação dos meus pais me fez mudar de ideia e é a única coisa que mantém as minhas esperanças firmes. Os dois se amam, e isso é uma das poucas coisas no mundo que eu tenho certeza.

_É uma ótima notícia! Estou muito feliz pelo papai - digo com sinceridade - O chefe não poderia ter escolhido gerente melhor.

_Concoro com você, pequeña. Concordo.

Continuamos a comer, até que Deca se junta a nós.

_Ainda não tive tempo de limpar o seu quarto, menina April. Espere um pouco depois do almoço para eu poder arrumar tudo, viu? - fala Deca com seu bom humor de sempre

_Sim Senhora - brinco e bebo uma golada da limonada

Após um tempo, ela solta:

_Então... Eu estava conversando com o Senhor Flávio, o porteiro. Ele disse que outro dia te viu conversando com um garoto em frente ao prédio... - ela começa com ar de curiosa, enquanto minha mãe ergue as sobrancelhas - É seu namorado?

Quase engasgo com o suco na minha boca. Arregalo os olhos.

_Por Deus, Deca! Claro que não! - exclamo - Por que pergunta isso? - pergunto mais baixo, tentando diminuir o tom da voz e a minha surpresa visto que o Senhor Flávio me flagrou falando com Castiel no dia que eu peguei carona na sua  moto

Deca cai na risada. Enquanto isso, minha mãe tapa a boca numa risadinha.

_Ora, só perguntei por perguntar... Mas me diga, ele é bonito ou não é?

Sinto minhas bochechas corarem fortemente, tanto que parecem pegar fogo.

Sim, Castiel é bonito. Mas não que algum dia eu fosse admitir isso em voz alta.

Sem saber como desviar do assunto, respondo:

_Bem, ele é um pouco mais alto do que eu. Tem cabelos vermelhos. E usa jaqueta preta de couro. Não é difícil reconhecê-lo na rua. -resumo, com objetivo de encerrar a conversa.

_Imagine só se seu pai escuta isso, hein. Acho que ele teria um treco - comenta novamente Deca, rindo e fazendo minha mãe rir também.

_Vocês duas são insuportáveis juntas - brinco de novo e me finjo de aborrecida, revirando os olhos dramaticamente

_Pelo menos nos diga como vocês se conheceram! Vai filha, não precisa ter vergonha de nós duas - minha mãe contribui no assunto pela primeira vez, com Deca afirmando com a cabeça ao seu lado.

_Se eu contar vocês param com as perguntas, então? - elas concordam. - Tudo bem. - respiro- Mas antes é importante ressaltar que nós somos amigos. Entenderam? Certo. Eu já o conhecia de nome, assim como toda a escola. Uma das minhas... amigas é apaixonada nele. Então eu me aproximei dele com o objetivo de ajudar essa amiga e nós acabamos nos entendendo e... - paro de repente. É isso. Será? Não pode ser .

Me toco que parei no meio de uma história e que as duas mulheres na minha frente ainda aguardam ansiosas.

- Me desculpem, mas eu preciso pensar um pouco - digo já me levantando e indo em direção a porta, em seguida entrando no elevador e apertando o botão que leva para o térreo.

Já na área de lazer, dou voltas e ando de um lado para o outro enquanto penso acelerada. Ele estava daquele jeito por minha causa. Ele acha que eu só estou passando todos esses dias com ele por causa da Ambre. Mas isso é passado. Como ele é idiota! Não. Idiota é você, April. Por que você tinha que abrir o bico? Mas ele se importa comigo a ponto de ficar chateado? Pelo jeito sim.

Por que me sinto tão mal? 

Sinto meu coração ficar apertado. Tenho que falar com Castiel.


Notas Finais


Espero que tenham gostado <3
Obrigada novamente pela paciência! Vou tentar postar com mais frequência agora que as provas finais já acabaram.
Kisses


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