História Garotos são estranhos - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Ali-

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekyeol, Cbw, Chanbaek, Chanbaekwishes, Colegial, Wisheschanbaek
Exibições 822
Palavras 2.540
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Festa, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ei, ei.
Olá, pessoas, eu sou uma das novas escritoras do ChanBaek wishes. Eu tô um pouco ansiosa/nervosa, mas espero que vocês gostem.
Esse foi plot dado pelo próprio CBW para a seleção dos novos autores. É uma fic bem rapidinha, já que só podiam conter 2K na fic. Mas eu adicionei mais algumas coisinhas antes de postar aqui.
Espero mesmo que gostem <3
Betado pela psychomizusu <3

Aconselho escutarem Toothbrush do DNCE e a darem uma olhadinha na letra.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Desde criança eu sou uma pequena/grande negação em lidar com a paixão, mais especificamente, eu sou uma negação em lidar com minha enorme paixão por Byun Baekhyun.

Eu, Park Chanyeol, com 17 anos completos, Sul-Coreano, fucking 1,85cm de altura, magrelo e com espinhas no rosto, tinha completa inaptidão para trabalhar com as áreas de meu coração que lidavam a favor de um romance com meu amigo de infância.

Eu e o Baek sempre fomos amigos, desses que fazem tudo junto e planejam o resto da vida um com o outro. Porém, como a vida é simplesmente a vida, eu me apaixonei por ele e não sei ao menos dizer direito desde quando.

Até meus 15 anos, eu recusava dizer que eu morria de amores pelo pequeno menino de olhos castanhos e sorriso quadrado.

Mas, cara, hormônios.

Hormônios são coisas com explicações científicas, mas para nós, meros mortais que não entendemos um "A" que o professor de biologia fala, está mais para uma coisa bem filha da puta que mexe com teu corpo todo. Além de ser fuçado da cabeça, também tem que ser do corpo por causa dos benditos.

Tudo o que eu pensava 24 horas por dia, era em como eu era um fodido por estar gostando dele, UM COMPLETO FUDIDO. Além de coisas impróprias que não devem ser citadas por serem vergonhosas demais.

E o pior de tudo, naquela época, era que eu, obviamente, sabia que ele tinha um pipi entre as pernas. Algo que eu também tinha. E aquilo me deixava louco, às vezes eu pirava mesmo.

Mas aí, vieram os nossos 16 anos. As sociais começaram a aparecer, e ambos fomos apresentados a Senhora Bebida. Não que eu me orgulhe de beber aos 16. “Nossa, O Pica das Galáxias”, não. Mas é aquele ditado, né?

E foi numa dessas sociais que a merda foi feita. Na verdade, vamos combinar que nem tão merda assim.

Acontece que, eu e o Baekhyun bebemos um pouco mais que o normal e o considerado saudável para nós. Nunca fomos de exagerar, principalmente ele. Baekhyun sempre foi moderado, e sempre foi o tipo de pessoa que não se deixa levar pelos outros, e sim, faz o que quer. E quando ele não queria fazer alguma coisa, pode ter certeza que ele não fazia.

Ele estava lá, no meio do gramado, dançando, com direito a copo pro alto e tudo. Escorado na parede, eu estava o observando, de cada passo até cada sorriso pro vento.
Eu não conseguia de jeito nenhum tirar meus olhos dele. Babava em tudo naquele garoto. Desde o jeitinho sutil até o corpo esbelto, no qual era a minha perdição vale-se ressaltar. E foi tomado por uma coragem que veio do além – mais conhecido como álcool – que eu desencostei da parede e fui até ele. Mais pra lá do que pra cá, e o puxei pra dançar comigo. 
"Dançar", que era igual a ele rindo de mim, porque vamos concordar que eu parecia uma lagartixa. Péssima coisa pra se fazer na frente do crush.

– Vamos pegar mais bebida. – ele proferiu.

 E essa foi a frase que me levou aos beijos com ele no banheiro do andar de baixo. Não lembro como chegamos aquilo, só guardei as informações importantes, como sua boca na minha.

Porém, a vida é difícil, como vocês já estão cansados de saber, e vamos dizer que agimos como se nada tivesse acontecido entre a gente. Nada mesmo, nunca trocamos uma palavra sobre e, cara, fiquei numa bad...

Não uma bad, tipo " o 'crush' não me chamou no whats", mas sim "beijei o cara da minha vida e ele não me mandou nem o emoji da estátua da Ilha de Páscoa".

Aí eu tive que decorrer aos meus irmãos. Jaebum e Youngjae eram três anos mais velhos que eu e eram gêmeos. Eu sabia que poderia falar com eles sobre isso, já que eu já tinha escutado o Jae falando uma vez sobre o amigo dele querer pegar ele na social que eles foram. Falando numa boa, na moralzinha, como se fosse a coisa mais normal do mundo – o que não era pro Chanyeol de 15 anos, mas o que deu um empurrão pro Chanyeol de 16 anos contar que tinha beijado o melhor amigo bêbado.

Aí, eu cheguei pra eles e disse... "Eu tô ficando meio louco". E, pelo visto, estava mesmo porque o que eu meti foi o louco e contei tudo de uma vez.

Só que como eu tinha metido o louco mesmo, não tinha pensado nas consequências, e as consequências foram uma longa história com Youngjae sobre "como é sentir atração por homens e se era isso mesmo o que eu estava sentindo", e foi aí que eu descobri que ele era bissexual.

Sabe a frase "nada de novo sob o Sol" então... Que Sol? Não sabia nem onde eu estava.

Só que, atualmente, um ano depois de toda a confusão, eu já tinha aceito de uma vez por todas que eu gostava de Byun Baekhyun desde que eu me entendia por gente.

Entretanto, às vezes eu simplesmente ainda não podia lidar com o fato de gostar do Byun. Porque, caralho, eu seria iludido demais em às vezes pensar que ele sentia  alguma coisa por mim também? E que não foram só alguns amassos com álcool no sangue?

Sabe, falar coisas que geralmente melhores amigos não falam para melhores amigos.

Parecia que a gente ficava mandando indireta um pro outro a todo momento. Todo momento mesmo. Eu me aproveitava disso, mas ele me enlouquecia. Ao mesmo tempo em que ele brincava, ele me tratava com tanto carinho que eu ficava confuso pra caralho.

E era nessas brincadeirinhas que eu ficava mais perdido ainda. Ele estava brincando comigo como eu estava brincava com ele, mas minha brincadeira era completamente verdadeira, então não contava. Ou contava?

Eu só sei que tem dias, mano, tem dias em que eu ficava de saco cheio de esconder. De saco cheio de ficar 24 horas por dia mandando indiretas, e parecendo que vivia com um tesão do caralho reprimido por causa daquele pigmeu que eu amava. Eu cansava dele não demonstrar nada, e cansava de ser um otário.

O problema é que em muitas dessas vezes, os cinco minutos de loucura passavam e eu percebia que tinha me safado de uma cagada. Mas pra tudo têm uma primeira vez e dessa vez eu estava na merda completa.

Não pensei em arrependimentos. Não pensei em nada.

– Chanyeol? – Baekhyun atendeu minha chamada às quatro horas da manhã. – Aconteceu alguma coisa? – indagou sonolento.

– Aconteceu. Abre a porta pra mim. – respondi simplesmente.

– O que aconteceu? – sua voz alterou para um tom de preocupação e desespero.

– Abre a porta e você vai saber. – disse e desliguei a ligação.

Claro que ele não esperava que quando abrisse a porta ia me encontrar com uma garrafa de vodka na mão, e várias garrafinhas de Keep Cooler dentro de uma sacola.

– Você cheirou por um acaso? – deu um grito sussurrado (se é que isso é possível) assim que fechou a porta de seu quarto.

– Não, só bebi. – ri sarcástico. – E você, Byun Baekhyun, vai beber comigo. – peguei o abridor de garrafas de dentro do meu bolso e abri as garrafinhas de líquido vermelho.

– Achei que alguma coisa tivesse acontecido com você, seu idiota. – me deu uma bronca.

– Na verdade, muita coisa acontece, mas por enquanto... – lhe entreguei uma das garrafas. – Saúde. – e brindei com ele.

– Baek? – chamei por ele, com a garrafa de vodka na mão. – Baekhyun?

– Hum. -– murmurou, pegando a garrafa da minha mão e dando um gole pequeno. Estávamos sentados lado a lado, encostados na cabeceira da cama.

– Namora comigo. – soltei de uma vez só.

– Você não está tão bêbado assim, Chanyeol. – e, na verdade, não estava mesmo.

– Não preciso estar bêbado pra ter vontade de te beijar toda vez que eu te olho. – dentro de mim eu senti que era a pior cagada que eu já tinha dito na minha vida. Mas tudo o que eu fiz foi olhar pro teto e ficar o observando. Me achando a pessoa mais besta do universo.

Eu queria que ele sacasse que também era uma indireta para o dia em que nos beijamos.

Baekhyun ficou em silêncio por alguns minutos assim como eu. Talvez digerindo o que eu havia acabado de falar, talvez planejando o fora da minha vida.

– Então por que não me beija? – olhei pra ele desacreditado, mas ele apenas encarava o teto como eu fazia a segundos atrás.

– Você quer... – tentei falar algo.

– Eu não sei o que eu quero, Chanyeol. – me cortou. – Eu não sei o que eu sinto. Não sei se deveria sentir isso. – vi seu pomo-de-adão subir e descer.

CARALHO. Eu precisava de água, ar, remédio, qualquer coisa porque eu não estava me sentindo bem não.

Não consegui achar palavras, parecia que eu tinha batido a cabeça e esquecido até de quem eu era.

Baekhyun virou a garrafa em sua boca mais uma vez, só que dessa vez deu um gole maior.

– Quer saber? Eu sei sim o que eu quero e sei sim o que eu sinto. – olhou dentro dos meus olhos, e eu achei que eu tinha ficado minúsculo. – Eu sei que eu gosto de você pra caralho, e sei que, nesse momento, eu quero te beijar.

Eu só beijei ele.

Apenas beijei ele como se não houvesse amanhã.

Embrenhei meus dedos em seus fios morenos que eu tanto amava e senti sua boca na minha como um choque. O choque mais delicioso e macio que eu já havia provado e iria provar durante minha vida inteira.

Apertei seu corpo até onde eu não podia mais. E senti sua língua na minha como se nada além daquilo existisse.

Mas eu queria que existisse.

Eu queria que aquilo fosse real pra caralho.

Porque, definitivamente, aquela era a melhor coisa que eu poderia fazer na minha vida toda.

Minha ficha demorou pra cair, porra, eu tava beijando ele de novo. Mas eu queria que não fosse só um beijo, como da última vez.

– Namora comigo. – falei durante o beijo, ainda de olhos fechados selei nossos lábios. – Casa comigo. – e de novo. – Mora comigo. – e de novo.

– Casamento gay ainda não é permitido aqui.– ele riu segurando em minha nuca e voltando a aproximar nossos lábios.

– Então vamos fugir pra outro país, comprar uma casa na praia, beber até o fígado implorar misericórdia, fumar uns e andar pelados pela casa. – ele gargalhou.

– Seu estranho. – abri meus olhos e o vi me encarando com desaprovação, mesmo que tivesse um sorriso nos lábios.

– O quê? Vai dizer que você não quer ter uma casa só sua pra poder andar pelado? A gente podia ter um quartinho pra jogar videogame, aí a gente brincava com nossos sabres de luz. – ele deu um soco no meu braço e riu, mesmo ficando vermelho igual a um pimentão.

– Ridículo. – passei a mão por sua bochecha e observei cada cantinho de seu rosto.

– Promete que não vai fugir de mim. – olhei dentro de seus olhos e pedi sério.

Ele segurou minha mão por cima de seu rosto e acariciou.

– Muita gente não vai aceitar. – disse, mais sério desta vez.

– Só precisamos da nossa própria aceitação. – foi a coisa mais sincera e filosófica que eu disse minha vida inteira. – Meus irmãos já sabem. – comentei, ele franziu o cenho. – Contei pra eles quando a gente se beijou. Minha mãe deve ter sacado. Jaebum não cala a boca, você sabe.

– Vai ser mais complicado pra mim do que pra você. – disse com pesar.

– Ei, a gente dá um jeito. Relaxa. – ele riu soprado. – Além de que você não precisa contar pra ninguém, a gente vai fugir mesmo. – brinquei... ou, talvez, não.

– Então... a gente tá namorando? – ele perguntou com uma faceta confusa.

– Claro.

– Mas eu nem aceitei.

 

7 anos depois...

 

– Aonde você tá me levando, Chan? – escutei meu namorado perguntar ao meu lado.

Baekhyun estava com uma das mãos para fora da janela do carro, brincando com o vento. Ele já havia se cansado de me perguntar para onde nós estávamos indo, mas ainda insistia. Ele sabia que estávamos no litoral, mas eu não tinha ao menos contado que iriamos. Apenas peguei ele, coloquei no carro e comecei a dirigir.

Depois daquela noite no quarto dele, quando o pedi em namoro, as coisas foram mais complicadas do que eu achei que seriam. Baekhyun ficou por muito tempo me enrolando, sempre quando o interrogava sobre já ter contado para seus pais sobre nós dois, ou apenas por sua orientação sexual, ele fugia do assunto ou me beijava. E quando eu digo que ele me enrolou por muito tempo, eu quero dizer por quase um ano inteiro.

No dia de nossa formatura, nós tínhamos ido cada um com sua família. A cada música eu olhava para ele e fazia um pedido mudo para que fosse dançar comigo, desde músicas lentas a eletrônicas, porém ele apenas torcia o nariz e olhava para seus pais.

 Emputecido da vida por não poder dar uns beijos no meu “namorado”, fui até o DJ e pedi pra ele tocar Toothbrush do DNCE. Após isso, segui para a mesa onde a família Byun estava, peguei na mão do Baekhyun, começando a escutar a voz do Joe Jonas soar pelo salão, e olhei nos olhos para sua mãe.

– Senhora Byun, com toda licença, vou tirar meu namorado pra dançar nossa música. – ela franziu o cenho e olhou diretamente para o filho. Baekhyun estava pálido e sem reação. Encaminhei meu olhar para seu pai o reverenciando em seguida. – Senhor Byun. – puxei Baekhyun da cadeira e reverenciei seus pais uma última vez.

Aquela com toda certeza não era nossa música, eu só queria confrontar os pais dele, mas, principalmente, o confrontar.

Acabamos discutindo muito naquela noite e fiquei por 2 meses sem falar com ele. Soube depois que ele apanhou de seu pai e ficou de castigo por um mês, sem celular e sem sair de casa.

Quando reatamos soube que ele apanhou porque confrontou seu pai e sua mãe, que ele havia assumido que era gay e que havia confirmado que nós estávamos mesmo saindo.

Nós passamos juntos na mesma faculdade, ambos cursando direito, e nos mudamos para um apartamentozinho bancado pelos meus pais.

E hoje? Estávamos formados e exercendo a profissão, morando no mesmo apartamento, até agora.

– Chegamos. – estacionei nosso carro na orla da praia.

– Férias? – ele perguntou sorrindo.

– Não exatamente. – desci do carro e ele fez o mesmo.

Peguei em sua mão e o guiei até a casa a qual eu havia estacionado o carro ao lado.

– O que foi? – franziu o cenho por eu ter parado e ficado encarando a casa.

– Comprei uma casa. – dei de ombros, ainda admirando a casa à beira da praia.

– Como assim? – ele entrou na minha frente e eu levei meus olhos até ele.

Baekhyun estava tão bonito, com fios cor de mel e meu chapéu, uma camiseta xadrez por cima da regata branca. Não resisti a dar uns beijinhos nele.

– Agora a gente pode brincar com nossos sabres de luz, como o prometido. – tirei as chaves do bolso e balancei a sua frente.

Podem ter certeza que nossos sabres de luz neon brincaram o resto do dia – e noite – inteiro.


Notas Finais


É isso, espero que tenham gostado <3
Bem bobinho, mas de coração <3<3<3
Qualquer coisa https://twitter.com/baemabae_


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