História Garrafas à meia-noite -Como não se apaixonar - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Amizade, Amor, Arte, Drama, Romance, Tragedia
Visualizações 3
Palavras 1.501
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Ada e Ben 1 x 0 Ceci e Vic


As notificações do celular, faz despertar Ada de um sono pesado, causado pela bebida descontrolada de ontem a noite. Aos poucos a lembrança do que ocorrera na noite passada vinham a tona, desenhando um sorriso em seu rosto amassado. Recorda de ser acompanhada até a rua, até um taxi, se lembra de que repetidas vezes jurava estar bem e consciente para irembora sozinha até o seu hotel. Também recorda, da insistência de Ben para que passasse a noite em seu apartamento, mas não faria isso, mesmo que pudesse confirmar sua mentira para sua amiga.

Não sentia rancor de sua amiga nesse momento, pelo contrário. Encontrou nessa armação, uma forma de se aproximar da amiga, que há muito tempo não via e que tanto mudara. A cidade grande tem esse poder sobre as pessoas. Transforma-as em criaturas sedentas por poder e escalada social. Tudo que mais detestava na sociedade.

Cecile, Ceci, como Ada gosta de lembrar, era a garota quieta, porém forte e decidida. Aquela que se prontificava para estar sempre ao lado dos alunos bagunceiros, aquela que esperava a lição ser feita por ela, para ser copiada. Ceci não era nem um pouco esforçada, na verdade, parecia debochar do ensino na escola. Era no mínimo interessante, agora ver o destino que cada uma tomara.

A mensagem no celular é de Cecile. Começa com a desculpa por ontem a noite e o endereço para se encontrarem para ver o vestido de madrinha. O nome da loja é pomposo, como deveria ser todos os preparativos para sua festa.

L´élegánt, mas parecia uma marca de produtos para cabelo, do que para vestidos de casamento. A entrada íntima - pequena e confortante, levava ao interior excessivamente branco com aspecto limpo. As araras ao redor de um centro circular vazio, concentrava toda a atenção as noivas, admirando-se no reflexo do espelho. Em um sofá antiquado de cores pastéis, encontrava-se Ceci e mais outras cinco mulheres, todas parecidas, com o mesmo corte de cabelo, mesma cor e luzes amarelas, bebendo uma taça de champagne fina e comprida em unhas decoradas. Ada não se encaixava.

-Ada –Ceci acena para a amiga.

Ada não se intimida pelo lugar, nem pelas amigas de Ceci, olhando-a da cabeça ao pé. Ada usava sua bota baixa confortável, um tanto gasta por bater no pedal da bicicleta, vestido jeans, levemente rodado até os joelhos.

-Me desculpe mais uma vez por ontem a noite. Espero que não esteja chateada comigo.

-De forma alguma. Me diverti muito ontem a noite.

-Esqueci de avisa-la que tive que cancelar o nosso encontro no restaurante ontem a noite –Ceci, explica a suas amigas. Algumas parecem lamentar, outras levantam a sobrancelha, porém todas, parecem estar sem entender.

-Ai você ficou sozinha? –Uma delas pergunta.

-Não, Ben estava lá. Ben amigo de Vic, melhor amigo de Vic –Ada responde, olhando ora para as amigas, ora para Cecile.

-Ele é legal, não é? –Ceci comenta.

-Legal e bonito, como vocês mesma disse –Ada completa sorrindo.

-Ele é bonito, pena que ... –Uma das amigas de Ceci diz e para sua frase ao insinuar as pernas de Ben –você sabe ... depois do acidente... mas antes ele era um bom partido.

-Bom partido ... essa palavra ainda é usada? –Ada diz debochando.

-Ele foi legal com você? –Ceci pergunta a Ada.

-Claro.

Uma das vendedoras entrega uma taça para Ada que a pega de bom grado sorridente. Não sentia a mínima vontade de beber a champanhe barata que ofereciam como cortesia, mas pegou mesmo assim.

Fez a primeira prova de um vestido verde vivo simples de tecido brilhante e revelador. Após vesti-lo, as madrinhas se reuniam e discutiam sobre o corte e a aparência, tudo em vão, já que a decisão final seria da noiva.

Vestiu então, o segundo vestido. Vermelho com decote em v, bordado e com as costas nuas. Mais uma vez, vestia-o e saia para ser novamente analisada pelas outras madrinhas, como se fosse um consenso muito importante. Na quinta troca, já estava irritada e arrependida de ter aceitado participar do casamento. Enquanto levava o vestido dourado com bordado e rendas até o provador, Ceci a acompanha. Curiosa.

-Posso entrar com você? –Ceci pergunta.

-Sim, como nos velhos tempos?

Ceci senta-se em um pequeno puff branco, no canto do pequeno provador, afiando sua bolsa no meio das pernas. Ada não sente vergonha e arranca o vestido lilás com transparência de seu corpo e começa a se enfiar no vestido dourado, com dificuldade.

-Então, nada aconteceu? Quer dizer, vocês ficaram a noite toda conversando e comendo naquele restaurante ...

-Olha .... eu não mudaria nada do que aconteceu ontem a noite. Foi maravilhoso. Se eu soubesse que ele era tão incrível assim, eu teria aceitado sua proposta de encontro com ele. Mas veja só, destino acontece e como se fosse uma armação, nos conhecemos naquele lugar, com aquela comida e com aquela vista. Que vista!

-Não é?

-Vão se ver novamente?

-Sim. –Ada responde olhando para Ceci –No casamento.

-Somente no casamento?

-Não sei. Não faço planos.

-Hum –Ceci diz pensativa, como se pensasse no que poderia falar para retirar mais do que acontecera na noite passada –Sobre o que falaram?

-Nem lembro. Foi uma conversa fluente, sem muito foco em um assunto.

-E a deficiência dele não é um problema?

-Ah, acredite. Não é problema algum –Ada responde, dando a entender segundas inteções.

-Como assim? Uau, esse vestido ficou lindo! –Ada comenta.

-Você sabe ... –Ada diz fazendo careta e sinais.

-Não acredito!

-Sim.

-Mas, assim! No primeiro encontro?

-Não era encontro, era?

-Não.

-Então ...

-Então que é ainda mais surpreendente! Me conta tudo.

-Primeiro vamos sair e nos analisar.

As madrinhas ficam em círculos, observando cada detalhe do vestido. Do comprimento adequado, até o conforto para se movimentar. Algumas arriscam danças descoordenadas e antiquadas em frente ao espelho. Outras o provam com diferentes tamanhos de saltos e penteados. Ceci, a noiva, não deixa nenhum detalhe passar, e tira uma foto de cada vestido que escolhera para as madrinhas. Anota alguma coisa em seu celular, talvez verificando se a cor do vestido combinaria com a decoração, ou se algum vestido roubaria mais a cena do que seu próprio vestido.

Ela diz algo à vendedora, enquanto as madrinhas tiram medidas por funcionárias de roupas pretas, com fita métrica em mãos e caneta apoiada na orelha. Depois de medir e da última taça ser bebida, as madrinhas se despedem com beijinhos nas bochechas e partem. Seus nomes, Ada já os esqueceu, assim como a feição de cada uma.

-E então ... estou curiosa. Conta-me –Ceci diz.

Enquanto Ceci e Ada esperam pelo motorista do Uber em frente à loja, Ada conta tudo que combinara com Ben.

-Nos demos bem logo de cara. Além de bonito ele é muito engraçado

Em seu apartamento, em frente a tela do computador, por telefone, Ben conta a Vic.

-Ao mesmo tempo que a conversa fluía bem, seu olhar para mim era de ...

-Desejo –Ada conta a Ceci no meio da calçada –Quem poderia me acusar? Você já viu o tamanho de seus braços?

-Peitos? –Ben diz –Que corpo!

-E claro, não me interessei somente em seu físico. Nos conectamos como duas almas perdidas, de repente encontradas.

-E ela aceitou meu convite para o meu apartamento

-E se ele não tivesse me convidado, talvez eu mesma teria feito o convite.

-Ela parecia estar tão atraída quanto eu e juntos éramos como eletricidade.

-Nem vi como era o lugar, porque começamos a nos pegar logo no elevador.

-A prensei contra a parede, e ela sentou no aparador encostado na parede, derrubando um porta-retrato no chão –Ao falar da quebra, Ben bate palmas, simulando a quebra.

-E foi tão avassalador, que nem percebi que estávamos quase fazendo com roupas ainda na entrada –Ada diz a Ceci que escuta atenta.

-Foi algo como nunca experimentei na vida –Ben diz pensativo ao telefone.

-Ao mesmo tempo que ele é carinhoso e tímido, ele sabe como satisfazer, se você entende o que eu estou falando ... –Ada dá uma piscadela para Ceci.

-E depois, ficamos conversando na cama, bebendo uma garrafa de champagne que ela conseguiu no restaurante.

-Ele fazia carinho nas minhas costas, enquanto conversávamos sobre não criar expectativas sobre nós –Ada e Ceci entram no carro e sentam-se no banco de trás.

-Por que não queremos contar a ninguém ... –Ben diz a um Vic entusiasmado na outra linha.

Até que... –Ada diz a Ceci no banco de trás.

-Nosso relacionamento, se houver algum, esteja concreto.

-E também não quero ofuscar o seu casamento, ou trazer algum comentário que faça com que os convidados falem sobre nós e não sobre vocês. Vocês estão celebrando o seu relacionamento e não nós.

-E você vai encontra-la de novo? –Vic pergunta ao telefone, quase não se contendo de curiosidade.

-Vou convida-la apropriadamente a um encontro, já que ela disse que nunca foi em um –Ben responde, enquanto pesquisa em que lugar da cidade poderá levar Ada a um encontro inesquecível.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...