História Gateway - Capítulo 21


Escrita por: ~ e ~Brubaa

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amanda Seyfried, Amor, Amor Doce, Christopher Egan, Christopher Larkin, Drama, Katherine Mcnamara, Katheryn Winnick, Kaya Scodelario, Keke Palmer, Romance
Visualizações 21
Palavras 4.777
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


oieeeee, faz tempo não é? aqui está o maior capítulo da fanfic (por enquanto, eu acho) AHSAUSAH :3
vocês viram que a fanfic tem capa nova? pois é! graças a @alanauserquestouesquecida. ela é a melhor gente, sério! ♥
okay, eu sei que estou postando com pouca frequência, mas ainda enfrento o problema de não ter um computador para mim. "Ah Mich, por que você não escreve no celular?" porque também sofro de ter um celular de apenas 8GB de memória, então não consigo ter um word, sem contar que me distraio fácil -qq
não tenho muito tempo mais na vida, tenho que conciliar auto-escola, curso e academia! Mas não desistam de mim, estarei sempre compensando vocês!
beijo no coração e boa leitura! ♥

Capítulo 21 - Capítulo Vinte e Um - ÁGATHA BAKER (ÚLTIMO)


Fanfic / Fanfiction Gateway - Capítulo 21 - Capítulo Vinte e Um - ÁGATHA BAKER (ÚLTIMO)

A escova de cabelo deslizava com facilidade por minhas madeixas louras. Estava sentada ante o espelho da penteadeira localizada em meu quarto. Hoje era o dia da festa de carnaval da FHS, eu estava ansiosa para este acontecimento, quero dizer, neste período de uma semana muita coisa aconteceu.

1 - Descobri que meu pai estava namorando com uma tal de “E”. Ao ler aquelas mensagens no celular do mesmo, me senti naquela série Pretty Little Liars. Sabe, aquela série da garota que foi supostamente assassinada e suas quatro amigas ficam recebendo mensagens que no final é assinado pela letra “A”. E se meu pai estivesse recebendo ameaças de morte? E se os segredos dele fossem compartilhados? Não nego que sou um pouco paranoica e que o coração acelerou ao ler aquelas mensagens que não tinham nada haver com mortes e segredos sigilosos. Vai que algo me envolvesse? Quero dizer, eu não fiz nada de errado em minha vidinha complicada – tirando o dia em que gritei palavrões para uma professora chata e levei uma baita suspensão. Sou uma garota reservada, fofa e delicada (segundo amigos), quando ouviram tais palavras saírem de minha boca ficaram surpresos. Eu sempre fui uma pessoa que seguia regras e padrões ao pé da letra. É um defeito? Não sei, e se for, não me importo. Sou feliz assim. – porém queria descobrir se algum segredo de meu pai teria alguma relação com a minha pessoa. Pfff, sou uma garota de dezessete anos que não sabe um terço da própria vida, não sei nem da minha mãe. Seria legal saber de algo marcante durante a minha infância que não seja eu em uma cama de hospital, queria coisas significantes, coisas que eu não me lembre por ser pequena demais na época.

Voltando a Pretty Little Liars, conheço essa série graças a Carrie. As vezes ela vinha aqui em casa roubar um pouco da(o) minha/meu energia-sofá-comida-Netflix-roupas-água-noites de sono assistindo isso. Ela com certeza assistiu todas as temporadas, já eu, bem parei na quinta porque a série perdeu totalmente o rumo. Inventaram muitas “A’s” no meio do caminho, e honestamente eu não tinha paciência, até porque Vikings entrou em minha vida...

2 – India Mary. Ela ainda continua dormindo em meu quarto, sinto que há muitas estórias por trás de todos os problemas que a rondam. Toda vez que a vejo, meu coração aperta. Eu queria descobrir, sobretudo ao mesmo tempo não queria invadir o espaço de India, nos conhecemos a pouco tempo e eu a considerava muito, porém não a ponto de pedir quaisquer satisfação. Eu ainda teria de explicar tudo ao meu pai, ele não questionou os motivos de minha amiga – o admirei mais por isso – porém é a casa dele, e como filha eu devo explicações. Ouvi batidas na porta, agora fazia um penteado semi-preso em meus cabelos.

- Entre – ordenei um pouco atrapalhada sem desviar o olhar de meu reflexo.

Uma India Mary tímida adentrou n oquarto, ela preferiu se arrumar no banheiro por ter vergonha de se trocar na minha frente.

- Você está linda – disse ela com um singelo sorriso.

Decidi me vestir como uma princesa medieval. O vestido de cetim azul com detalhes brancos davam volume a minhas curvas. Eu fico bem de azul.

- Obrigada – agradeci finalizando o penteado, então a fitei. India se encolheu um pouco, estava corada – você está muito linda! – exclamei indo em sua direção e apertando as bochechas morenas – parece a Melanie Brown!

- Ah... – ela desvencilhou-se de minhas mãos embaraçada – você em vestiu como uma de suas ídolas, claro que estou linda para você.

- Ídolas? – ri.

- Sim, acho que todo mundo aqui da Inglaterra gosta de Spice Girls.

Gargalhei e India me fitou confusa.

 - Eu não gosto de Spice Girls – sequei uma lágrima que ameaçava cair.

- Então? – India indagou ainda mais confusa.

- Eu gosto de rock, India. Spice Girls é pop.

- Se alguém ouve rock, não pode ouvir pop e vice-versa? – perguntou com um dedo na bochecha.

Suspirei e sorri. India era um pouco menor do que eu e parecia uma criança travessa com perguntas complicadas.

- Não é isso, cada um ouve o que quer. Mas pop não se encaixa comigo, entendeu?

- Oh sim... – ela assentiu parecendo compreender agora.

- Escolhi a Melanie Brown porque acho que combina com você.

Sorri de modo com que pequenas rugas aparecessem nos cantos dos meus olhos, India inclinou um pouco a cabeça e então me dirigi até a cama onde meu celular estava repousado por sobre o travesseiro. O peguei em minhas mãos e entreguei a India para que a morena o guardasse em sua bolsa rosa e assim nos dirigimos a porta, descemos as escadas e fomos até a sala de estar para encontrar meu pai. Ele estava com um conjunto de blusa e calça social, a perna esquerda dobrada sobre a direita enquanto o mesmo lia o jornal pacientemente.

- Tem um encontro? – indaguei tirando sua atenção do papel.

- Sim – respondeu sem hesitar.

Neste mesmo momento India me encarou, seu olhar dizia “Como assim?”

- Ele está namorando – sibilei sem emitir nenhum som, a garota espantou-se ao ler meus lábios – depois te explico – completei.

- Vamos?

Meu pai já estava de pé, o jornal jogado sobre o sofá que antes o mesmo estava sentado. Enfim, saímos. Já no banco de passageiro da BMW do meu pai eu pensava no restante das coisas que haviam acontecido.

3 – Chester Munro me convidou para ver a final de seu time. Manchester City. Qual é? Eu não gosto de futebol mesmo tendo uma afeição pelo Chelsea. Sinto que tem algo por trás desse simples convite, não sei. Eu deveria ter negado tudo, afinal, eu quero desapegar do namorado-da-minha-melhor-amiga. Parando para pensar se eu tivesse feito as coisas primeiro que ela, quero dizer, aquilo de se declarar, se eu não fosse tão tímida/difícil talvez eu não estivesse tão incompleta como estou agora. Então tenho que ficar longe dessa paixão absurdamente perigosa. Não só existe ele de homem no mundo, né?

4 e ultima coisa – encarar essa festa. Antes de chegar aqui houve várias confusões, enfrentarei a April se for possível, pois a mesma quer desbancar todas no concurso de melhor fantasia e no de melhor máscara. O concurso de fantasia foi inventado de ultima hora pelo professor de artes e foi comunicado pelo grupo do Facebook. Imagina se eu fosse feito meu pai que odeia redes sociais, como saberia dessas coisas? Pfff, eu não poderia deixar essa oportunidade de colocar a April em seu lugar.

- Chegamos – disse meu pai depois de quase meia hora de trajeto, parou o carro na frente da escola.

- Tchau pai – respondi destravando meu cinto de segurança.

Estiquei-me no banco de passageiro em direção ao mais velho do meu lado depositando um beijo em sua bochecha.

- Tchau filha, tchau India.

- Tchau Sr. Baker – a morena respondeu do banco traseiro.

Saímos do carro, quando me preparava para andar em direção a escola, ouço meu pai me chamar. Volto ao carro debruçando-me na janela do passageiro.

- Quando eu jantar com a Emily irei trazê-la para cá – sorriu.

Um frio passou pela minha barriga.

- Tem certeza? – indaguei – certeza que esse é o ambiente ideal para nos conhecermos?

Ele riu, encarou os faróis acesos do carro pelo vidro dianteiro e depois voltou a me fitar.

- Tchau Little B.

Voltei a posição normal enquanto Joe Baker dava partida no carro. Ele nunca muda, sempre deixa um mistério em cada esquina. Observei o carro desaparecer no final da rua, pois meu campo de visão já não o alcançava.

- Vamos? – ouvi India questionar atrás de mim.

- Sim.

Adentramos o pátio do colégio haviam poucos alunos que chegavam de carro. A maioria eram garotos com paletós e máscaras, todos estavam mascarados e só poderiam tirar após o baile. Depositei um beijo na bochecha da morena e depois abri um dos portões de madeira do hall o que fez toda a música que lá dentro tocava ficar mais alta, depois o fechei atrás de mim. Desejava do fundo do meu coração que India se divertisse muito na festa com o parceiro dela, se não me engano Jake. O pior de tudo era que esse nome não me era estranho...

Parando para pensar, eu não sabia quem era o parceiro de Marli. Nenhuma de minhas amigas comentou diretamente sobre seus parceiros –tirando India. O da Marli era total mistério, o da Carrie estava bem nítido que era o Ches. E o meu era um tal de Thomas González. Seria um Porto-riquenho? Espanhol? Argentino? Não sei. Eu estava perdida passeando os olhos pelo local procurando alguém suspeito, no caso, alguém que demonstrasse estar procurando outro alguém. Eu fazia isso discretamente, pois não queria que as pessoas me vissem um tanto aflita. Caminhava pelo hall desviando dos convidados e dos alunos, cada um com o humor diferente. Essa está feliz; aquele irritado; essa entediada; esse baixinho com fome; aquela com certeza terminou um namoro, pois está bebendo todas. Mal percebi quando uma April bem produzida surgiu diante meus olhos, parei meus passos rapidamente antes que pudesse esbarrar na mesma.

- É essa aqui – disse ela com um tom de deboche.

Segui o seu rosto inclinado por cima do ombro e ao lado da loura estava um rapaz. Alto, pele bronzeada, cabelos castanhos escuros em um topete bagunçado, metido dentro de uma calça social preta e uma camisa social roxa por dentro da outra peça. Arqueei a sobrancelha sem entender.

- Thaankss – respondeu ele com um inglês puxado.

Que horror, pensei. April olhou para mim com um sorriso cínico.

- Parece que alguém tentou me copiar erroneamente – agora ela me fitava de cima a baixo.

Sorri.

- Nem que me pagassem – respondi soltando uma piscadela, a loura revirou os olhos – além do mais, quem é esse?

- Oh, meu nome éee Thomas González – respondeu o rapaz e logo uma lâmpada pairou sobre minha cabeça – você é a Ágatha, certooo?

Esse é meu parceiro? O inglês dele é horrível, desculpa. Mas a beleza compensa.

- Sou sim – dei dois passos para frente e um leve empurrão em April que cambaleou para o lado – prazer jovem príncipe – segurei meu vestido e me abaixei em reverência.

- Madame – ele se inclinou em reverência também entrando na brincadeira – obrrrigado April, você ê muito gentíll.

- Claro – ironizei.

- Isso foi um show de horrores – retrucou ela.

- Que seja – falei – vamos? – indaguei a Thomas.

O mesmo assentiu me dando o braço, enlacei o meu de volta e começamos a caminhar pelo hall. O meu trabalho e o do Thomas era o mais simples de todos, tínhamos que ser os “oradores”, ou seja, ficaríamos responsáveis por anunciar as atrações que ocorreriam aquela noite, e também daríamos informações aos convidados.

- Você é uma garota muito linda – Thomas soltou enquanto a gente ainda caminhava.

- Obrigada – respondi com um sorriso.

Nos encaramos, ele cheirava muito bem. Então chegamos ao palco dentro do hall,  um pouco a frente dele embaixo havia uma placa de madeira escrita “Informantes” onde era o nosso lugar. Ficamos parados por alguns segundos observando as pessoas passearem encantadas com o ambiente, o trabalho realmente havia ficado ótimo, não só o da minha classe como os das outras que estavam espalhados em cada sala da escola. O terceiro ano – minha turma - ficou com a parte mais difícil que era o hall por ser um espaço maior.

- Faz tempo que você estuda aqui? – perguntou Thomas.

Notei que algumas frases ele não puxava o inglês, como se tivesse treinado em casa.

- Desde o primeiro ano – respondi – e você?

- Esse ano – respondeu e me encarou por alguns longos segundos, fiquei um pouco sem graça colocando uma mecha atrás da orelha – você é muito fofa – ele riu.

Por dentro achei graça daquilo, por fora eu expressei o quão confusa fiquei com esses elogios. Quero dizer, ele me conheceu a pouco tempo e me enche de elogios? Quer sair comigo? Está dando em cima de mim? É louco?

- Obrigada? – foi mais uma indagação que afirmação.

- Estou te deixando sem graça? – permaneci em silêncio, então ele completou – ah, é que de onde eu vim nós temos o costume de elogiar muito as mulheres, elas gostam.

Realmente gostamos, mas me sinto sem graça de qualquer forma pelo fato da gente ter se conhecido a VINTE minutos.

- E de onde você veio? Espanha? – perguntei curiosa.

- Não. Adivinhe! – sorriu simpático.

Que sorriso lindo.

- Argentina?

Negou novamente.

- Uruguai?

- Tá perto.

- Eu não sei – entreguei.

- Sou Colombiano.

- Oh! – sorri impressionada – um latino americano!

- Isso – deu uma piscadela – as mulheres latinas são fortes, tipo Girl Power, daí eu vim para a Europa e vejo todas vocês branquinhas e frágeis feito boneca porcelana. São uma graça, além de meigas e fofas.

Dei uma risadinha, eu pensei que não iria gostar do Thomas, honestamente. E quando ouvi o sotaque dele me deu calafrios na espinha, mas vejo que ele é bem simpático e precisa apenas se adaptar a nova cultura, ao novo ambiente.

- Eu assisti aquela série Orange Is The New Black, e as latinas são bem emponderadas.

- Sim, elas são. Essa série fez o maior sucesso na Colombia.

- Você assiste séries? – indaguei entusiasmada.

- Sim – respondeu – eu assisto...

Neste exato momento um casal de velhinhos chegou até nós perguntando onde fica o banheiro, Thomas me pediu desculpas e disse que levaria os velhinhos até lá e saiu junto com o casal. Acima de tudo, cavalheiro. Acompanhei com o olhar Thomas caminhar ao lado dos velhinhos, ajudando-os a se locomover, uma fofura.

- ÁGATHA! – ouvi alguém gritar o meu nome.

Logo virei-me para frente assustada, repentinamente uma figura meio borrada caminhava a passos pesados e cambaleantes a minha direção. Era o Sid Vicious? Meu Deus preciso de um autógrafo! Não, o Sid morreu! Seria seu fantasma? Ah, que tonta. Era só o... Chester.

- Ches?

- O que você está fazendo com esse otário? – perguntou rispidamente, arqueei a sobrancelha.

O bafo de cerveja me atingiu como um soco no rosto.

- Você está bêbado? – perguntei, ele tombou para frente rapidamente o agarrei. As forças estavam em falta no momento, minhas pernas fraquejaram – Pe-sa-do – e então ele caiu por cima de mim.

Meu rosto queimava como um bule que estava a tempos no fogo, seu rosto estava enterrado na curva de meu pescoço e sua respiração lenta que batia contra minha pele fazia todo o meu corpo estremecer.

- Chester – tentei formar as palavras – você tem que sair de cima de mim.

- Não – sua resposta foi na ponta da língua.

- Por quê?

- Está tão bom...

Sentei em um rompante o empurrando de leve fazendo o mesmo sentar-se a minha frente. Na hora que estou com vergonha as forças ressurgem, ótimo.

- Qual o seu problema? – perguntei me abraçando, tentava erroneamente fazer os pelos eriçados abaixarem.

- Eu estou procurando a Carrie, não! Na verdade estou indo buscar água para a Carrie.

- Ai meu Deus, a Carrie! Se ela viu isso com certeza ficará com raiva de mim...

- Não tanto quanto eu estou – disse ele seriamente. Um vento gelado nos atravessou.

- Do que você está falando? – questionei sem entender.

- Você com esse mauricinho, eu vi, eu vi! Altos papos, você dando risadinhas ele.. ele... Só quer te comer, cai fora! Eu sei qual é a desses caras.

- Esta com ciúmes? – meu coração disparou.

- Ciúmes? – seu tom era debochado - Claro que não, pffff.

Notei que eu ainda estava sentada no chão, levantei-me rapidamente e fiquei séria. Quem ele pensa que é?

- Ah, quer saber? Vai andar por aí Ches, e não venha encher meu saco.

- Nossa, Ág.

- Você não é nada meu! Quer dizer, é meu amigo, mas não meu... namorado. – cruzei os braços fazendo bico.

Parabéns Ágatha, o seu plano de superar o Chester está indo por água abaixo. O louro não disse nada, levantou-se com dificuldade e saiu caminhando pelo hall. Senti-me triste e ao mesmo tempo brava, logo uma mão tocou meu ombro fazendo-me virar para trás.

- Voltei – era Thomas – então voltando as séries, eu assisto Narcos. Pablo Escobar é o cara! Sonf of Anarchy, estou esperando a continuação agora com os Mayans, a gangue mexicana e... O que houve?

Eu claramente não havia ouvido uma só palavra. Chacoalhei a cabeça e tentei colocar um sorriso no rosto novamente.

- Nada.

- Meu Deus, seu vestido está todo amassado e sujo! – observou ele.

Encarei o vestido e realmente ele estava amassado na parte da frente, passei a mão pelo tecido para diminuir o estrago que Ches havia feito, contudo não conseguir achar sujeira no mesmo.

- Onde está sujo? – perguntei.

- Atrás.

Thomas limpou sem ao menos me consultar, tive sorte de ter sido nas costas e não em outras partes.

- Obrigada Thomas – sorri para ele.

- De nada – devolveu o ato – hey, quer tomar alguma coisa?

 

(...)

 

Meia noite. Estava na hora do concurso de melhor fantasia, eu e Thomas nos posicionamos atrás do palco perto da escada ara fazer o anuncio.

- Estou nervosa – declarei suspirando.

Minhas mãos estavam frias e meu rosto ardia, fora o coração que disparava dentro de meu peito.

- Vai ficar tudo bem – disse ele – você consegue! Se precisar eu inicio para você.

- Pode fazer isso, por favor? – perguntei um pouco mais tranquila.

- Claro.

Thomas pegou o microfone de minhas mãos e subiu no palco, uma microfonia foi ouvida pelos alto-falantes dependurados nas paredes. Depois duas batidas no objeto e por fim a voz grossa.

- Boa noite público da Francis Holland School e bem vindos a primeira festa temática do ano! – aplausos foram ouvidos e uma pequena multidão já se formava a frente do palco, eu observava tudo por trás das cortinas. Thomas era tão autoconfiante – vocês estão gostando da festa? – um “sim” em bom som ecoou pelo hall – isso é muito bom, prova que todos os esforços dos alunos foram bem sucedidos! – O latino caminhava pelo palco para tudo ficar mais descontraído, tropeçava em algumas palavras por conta do sotaque – teremos mais algumas atrações durante a noite, o que vai ser explicado pela minha amiga Ágatha Baker!

Aplausos novamente. Era eu. Então vamos lá. Minhas pernas não se moviam. Vamos lá. Nada.

Ainda fiquei por trás das cortinas observando a multidão e Thomas, a verdade era que eu nunca havia me dado bem para falar em público, era algo simples depois que eu fazia, mas no começo eu sempre travava. Eu nunca gostei desse tipo de atuação, mas o papel era designado a mim visto que eu era uma das pessoas que se expressava melhor em público quando deixava a timidez de lado, irônico não é?

- Ág – uma voz em forma de cochicho ecoou ao meu lado então direcionei a cabeça para lá. India e Marli me encaravam.

- O que você está esperando? – questionou Marli.

- Estou travada – declarei.

- Você consegue – encorajou India – estamos te dando apoio.

Tentei sorri, sobretudo acho que fiz uma careta.

- Esperem um minuto – ouvi a voz de Thomas. Eu tinha que fazer alguma coisa – já me apresentei, agora é com você.

- E-Eu... E se eu errar? E se eu tropeçar e cair? E se rirem de mim? E se eu esquecer? E se...

- Não existe “E se” essas horas – Thomas disse – olhe, se tudo isso acontecer lembre-se de que você é humana e errar faz parte. Eu sei que nessas horas a gente se cobra tanto0 para fazer as coisas perfeitamente, mas nós não somos perfeitos. Se você errar vai ser a coisa mais normal do mundo, e também eu estarei lá, afinal, sou seu parceiro.

Fiquei sem reação, as meninas encaravam Thomas com um enorme “O” formado na boca, o rapaz me estendeu a mão.

- Vamos?

Assenti e entrei no palco junto com o mesmo, meu cérebro dizia “vai ficar tudo bem” meu coração batia desesperado “tire-me daqui”. O microfone foi passado para mim, as pessoas me encaravam atentas e curiosas e eu me esforçava ao máximo para não olhar nos olhos como sempre fazia, pois eu poderia sair correndo a qualquer momento.

- Bem... Essa é a primeira festa na FHC depois de anos... O-os alunos agradecem ao professor Christopher por esse trabalho, e... – eu esqueci o que tinha para falar. Tive sorte do professor subir ao palco e balançar as mãos cumprimentando todos. As pessoas batiam palmas vidradas e as alunas gritavam loucamente. Segundos depois a atenção foi voltada para mim novamente. – Ér... – encarei Thomas que sorriu me encorajando. Então a palavra “Brasil” veio em minha mente fazendo-me falar coisas aleatórias – o carnaval é uma festa que ocorre todos os anos em vários países. Como todos viram nos stands e em outras salas que o... ér... que os alunos estavam fantasiados. E agora haverá um concurso de fantasias.

Mais aplausos, saí do palco em um rompante seguida por Thomas. Eu sempre me sentia mal depois de falar, estava suando frio como era de prache.

- Você está bem? – ele me abanava com as mãos.

- Sim, só um pouco tonta – cocei a testa.

- Você foi muito bem, Ág – disse Marli me dando uma garrafa de água.

- Na verdade eu iria dizer um texto, mas eu esqueci tudo.

Marli sorriu mesmo assim, ela era a única presente que havia me acompanhado desde que cheguei ao FHS, pensando bem, onde estava Carrie? Desde que cheguei eu não vi o pontinho ruivo no salão. Eu e Carrie estamos bem afastadas uma das outras desde que começou esse projeto de carnaval, na verdade, a ruiva está afastada de todos menos de seu namorado.

- Obrigada Marli – agradeci depois de tomar alguns goles de água.

- Vocês vão participar do concurso? – Thomas perguntou.

- Eu não gosto tanto de me expor assim – respondeu India.

- Creio que não – o latino sorriu – mas soube que teve um dia que você foi o centro das atenções.

- Por conta do jornal? – indagou a morena – porque se for...

- Jornal? Não não! Os garotos viviam falando de você, que você era uma indiana que mudou totalmente a cultura, começou a expor mais o corpo e os garotos ficavam dizendo “nossa, ela é linda.” – ele desatou a falar, India estava vermelha de vergonha – mas que jornal você se refere?

- Você não soube? – indagou Marli sobressaltada – do jornal da escola.

- Oh não, eu não recebo esse jornal desde, bem... Longa história.

- Melhor não saber então – respondeu India.

- Você é uma graça! – elogiou Thomas.

- Obrigada – India sorriu sem jeito.

- Eu não vou participar porque eu não vejo necessidade – disse Marli.

Eu e India a encaramos com uma sobrancelha arqueada.

- Não vê necessidade? Que eu saiba você dizia que “isso é uma palhaçada, eu gosto muito do professor, mas porra! Eu vim aqui para vender bebidas, não para participar de um concurso idiota blablabla” – India a imitava.

Ri um pouco.

- Onde estão os xingamentos? – questionei a Marli.

- Bom, ér... Ah, não encham! – A morena estava sem graça.

- Estranho – completou India – o que você fez com minha amiga, Vampira?

As duas garotas começara a discutir de brincadeira, Thomas me encarava esperando que eu respondesse a pergunta que antes ele havia feito.

- Oh sim, eu irei participar – sorri – estou fantasiada de princesa medieval.

- Bom, se for assim eu também quero participar – ele disse – podemos representar uma cultura antiga e uma atual.

- Como assim?

- Já que é permitido se apresentar em conjunto, você se apresenta como “Princesa Medieval” e eu como... – ele pensou um pouco – Hm... Eduardo o Conde de Wessex.

Gargalhei.

- Os condes se vestem assim? – perguntei.

- Claro, quando praticam hipismo a roupa é parecida – deu uma piscadela – eu poderia me apresentar como o Príncipe Charles, mas as roupas não estão apropriadas.

- Verdade – assenti – Wessex me é um nome familiar.

- Assiste Vikings?

- Sim! Como sou tonta, o Ragnar invadiu Wessex!

- Exato! – ele sorriu.

Os dentes tão branquinhos e enfileirados...

- Então pessoal, façam uma filha indiana – disse o professor Christopher após descer do palco.

Logo alguns alunos fizeram fila, eu e Thomas fomos para o final dela, não acho que seria uma boa ideia ficarmos no começo já que acabamos de sair do palco.

- Carrie e Chester iriam participar – lembrou India – eles já deveriam estar aqui.

 - É verdade – afirmou Marli – se bem que eu não vi a Carrie hoje.

- Eu sim, ela estava muito bêbada me pediu até um autógrafo – disse India.

Eu e Marli rimos.

- Até tentei ajuda-la, mas ela sumiu na multidão.

Queria dizer a elas que me encontrei com o Chester e tudo o que aconteceu, mas com Thomas ao meu lado eu preferi ficar quieta. Era melhor em uma hora reservada.

 

 

 

O concurso havia acabado, infelizmente não consegui ganhar para a April. Ela levou o primeiro lugar e eu com o Thomas o segundo. É claro que quando as aulas voltassem ela seria a manchete do jornal. Saco. Recebi um SMS do meu pai dizendo que eu estava linda no concurso, ele havia vindo, contudo eu não o encontrei. E assim que tudo acabou ele teve que levar a Emily em casa, pois a mesma não estava se sentindo bem. Por um lado achei bom não nos encontrarmos, acho que tudo deveria ser em um local reservado e com comido, mas uma festa? Meu pai não sabia escolher boas ocasiões.

O ponteiro do relógio anunciava que eram uma da manhã, às duas horas seria o concurso de mascara e a festa se encerraria. O DJ da festa decidiu tirar as musicas temática e colocar músicas do nosso país para que as pessoas dançassem um pouco. Então She Loves You dos Beatles começou a tocar, eu sou muito grata do fundo do meu coração da Inglaterra ter o melhor rock do mundo. Somos um berço de ouro.

- Vamos dançar? – perguntou Thomas animado – você tem que colocar um sorriso no rosto e esquecer essa derrota.

Não tive tempo de responder, o garoto já foi me puxando para a pista de dança onde várias pessoas se remexiam de acordo com a batida do som. Eu amo Beatles de verdade, mas não sou boa em dançar. Tentei dançar feito aquelas garotas dos anos 60, estava meio travada e envergonhada, contudo tentei dar o meu máximo para espantar aquela tristeza. Thomas pegou em minha mão e girou meu corpo, depois colou no seu. Pude sentir que ele era músculos enquanto o mesmo colocava a mão em minha cintura, tentei acompanhar seus passos e até que eu estava me divertindo.

- Aquela sua amiga India, eu ouvi falar muito dela por uma pessoa em especial – disse ele enquanto dançávamos.

- De node? – indaguei, então ele me girou de novo.

- Eu estudo na mesma sala de Jake.

- Oh sim o Jake! – exclamei.

- Acho que ele tem um abismo por ela.

Gargalhei. Estava me sentindo uma tonta por ter julgado ele pelo sotaque, afinal, ele só precisava de um pouco mais de treino do inglês. Iria questioná-lo sobre isso até que Thomas é surpreendido por um soco, seu corpo pendeu para o lado direito.

- Thomas! – gritei colocando a mão na boca.

O latino me encarou, o sangue escorria pelo canto de sua boca. Prontamente a música havia parado e uma rodinha se formou no local. Eu estava sobressaltada, então me virei para a pessoa que o havia atacado.

- Agatha eu te falei para não ficar com esse cara – gritava Chester.

- Ches, parou! – Carrie se colocou na frente dele.

Finalmente a ruiva apareceu.

- Isso não vai ficar assim – disse Thomas.

O latino partiu para cima do louro o socando de volta, a força do soco do rapaz fez Chester cair no chão. Thomas pulou em cima do mesmo o socando inúmeras vezes, aparente Thomas era mais forte, agora eu tinha certeza.

- Pare com isso – Carrie pedia aos prantos, mas não se atrevera a chegar perto do latino.

Parecia que Thomas havia se transformado em outra pessoa, eu estava tão assustada que as lágrimas escorriam por meu rosto.

- Já chega, Thomas – falei mais pra mim do quê pra ele.

- Thomas! – um rapaz de olho puxado adentrou entre a rodinha de pessoas.

Ele agarrou o latino pelo abdômen o puxando para cima fazendo o rapaz ficar de pé.

- Chester! – Carrie se ajoelhou ao lado do rapaz semi consciente, as lágrimas raspavam-lhe as bochechas – SOCORRO!

- Ágatha! – Uma Marli desesperada se pôs ao meu lado.



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