História Gelado. - Capítulo 12


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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Georgi Popovich, Victor Nikiforov
Tags Drama, Tragedia, Yuri!! On Ice
Exibições 18
Palavras 820
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Ato XII


Depois da morte de Victor, tudo se tornou ainda pior para Anya e Georgi; e todos da academia.

George que achou que Victor havia se intoxicado com os remédios para dor, descobriu que, na verdade, aqueles eram fortíssimos antidepressivos, e que inclusive, Victor já os vinha tomando desde que partiu para o Japão. A partida foi a única saída que o russo havia encontrado quando começou a perceber que não conseguiria seguir em frente com Georgi ali, tão próximo.

Quando Victor soube do seu namoro com Anya, as coisas ficaram um pouco piores. Victor começava a apresentar um estado terrível de melancolia e solidão. Todos começaram a incentivá-lo a voltar a patinar, em competições, para que, assim, ele superasse os problemas, dos quais, somente ele mesmo sabia. Victor se tornara técnico justamente porque começou a perder o gosto pela patinação. Ele dizia que não queria mais competir, mas deixaria seu legado a alguém que pudesse aproveitar suas lições. Passou a treinar Katsuki, mas, sempre que voltava a rever os antigos colegas – o que incluía Georgi, principalmente – sentia uma frustração enorme por não poder fazer mais parte das pessoas que sempre estiveram com ele. Porque, o que ele mais queria viver não era permitido, ele dizia sempre que ficava depressivo.

As cobranças pela sua volta aos ringues continuaram, e, em um fatídico dia, Victor levado por uma onda de loucura e insensatez, perdeu o controle, gritando que nunca mais iria patinar, e que faria todos aceitarem isso, de uma vez por todas. Foi então, que pegou um machado de incêndio e, dentro do Ice Castle, cortou o próprio pé fora; de uma forma brutal e insana. Victor dizia que se ele não poderia ter aquilo que mais amou na vida, também não daria seu suor em vão apenas para agradar uma sociedade preconceituosa e medíocre, que apenas se preocupava em absorver sua arte, e descartá-lo como ser humano.

Quando a morte de Victor veio a tona, sendo que foi impossível que se ocultasse seu suicídio, e a depressão, as pessoas pareciam finalmente começar a ligar os pontos. A suspeita no passado de um possível romance entre Victor Nikiforov e Georgi Popovich, que foi completamente esquecido com a partida de Victor para o Japão; o namoro conturbado e frágil de Georgi e Anya, que rapidamente veio a fadar; a volta de um Victor com sua carreira completamente destruída e acabada; o escândalo da gravidez de Anya, e o suicídio de Victor, ao morrer nos braços de Georgi, foi muito mais que um desenho perfeito para explicar toda a tragédia da academia de gelo. “Você soube da Tragédia na academia de Gelo?”… “ A que matou o Príncipe de Gelo?” era assim que as pessoas passaram a se referi a Victor , que sempre foi considerado um nobre entre os patinadores do mundo, e ao lugar onde o patinador treinava, que ficou conhecido por suas séries de escândalos.

É claro que com tudo esclarecido, a morte de Victor, não era mais vista como realmente foi; um suicídio. Anya começou a ser acusada, por toda a parte, de assassina, e Georgi, de traidor ou cúmplice. Ambos tiveram que praticamente fugir, na calada da noite, praticamente sem nada. Yakov e Lili deram tudo o que puderam para o casal se virar com o bebe. Georgi vendeu a casa deixada pelos pais e juntou todo o resto da herança para poderem começar uma nova vida; o mais longe possível. Georgi não se conformava em ter que fugir por ser acusado de destruir seu único amor, quando na verdade, as próprias pessoas que hoje o acusavam de trair Victor, eram as mesmas que, um dia, o condenaram também, por amá-lo.

Começaram a viver em uma cidadezinha um tanto pacata, na Ucrânia.

O lugar ao certo, nunca chegaram a revelar para ninguém. Seria de péssimo gosto dizer que nem mesmo aos amigos mais próximos, porque nem isso eles possuíam mais.

Anya passou a viver trancada, dentro de casa. Ela tinha medo e vergonha de mostrar o rosto, e ainda tinha que cuidar do bebe que acabou nascendo em casa mesmo, com a ajuda de uma vizinha que parecia alheia a tudo sobre eles. Georgi não tinha como viver da mesma forma. Além de ter duas pessoas para cuidar, tinha plena certeza de que enlouqueceria se tivesse que passar o tempo todo ao lado da esposa. Eles mal se falavam; não se olhavam “quando” falavam; e, jamais se tocavam. A última frase completa, que Anya se lembrava ter ouvido dos lábios do marido foi “ Eu nunca vou te perdoar!”

Um bom tempo se passou, e, já que seu mundo se resumia a quatro paredes, ela resolveu se arriscar a realizar seu grande sonho de infância e, cumprir uma última promessa; escrever sobre Victor. Ela resolveu que se arriscaria, mesmo sabendo que seria difícil alguém querer publicar um livro que foi escrito pelo quase que “assassino” do personagem principal.



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