História Gelado. - Capítulo 5


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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Georgi Popovich, Victor Nikiforov
Tags Drama, Tragedia, Yuri!! On Ice
Exibições 21
Palavras 665
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Ato V


Uma semana depois do telefonema de Victor, Georgi já ficava impaciente pelo rapaz ainda não ter aparecido. Eles haviam combinado se encontrar no ringue, mas, Victor insistiu muito para que fosse de madrugada. E sozinhos.

Patinando por horas, a espera de Victor, Georgi foi tirado de sua concentração pelo insistente bater da medeira no piso frio. O som reverberava pelo local, aproximando-se cada vez mais.

Seu coração pulava em expectativa de rever Victor, mas, a conversa ao telefone o deixou em alerta de que algo ruim estava acontecendo. As lembranças tristes do fático dia, no passado, em que tudo começou a ruir, sempre o assombravam. Mas agora, tudo o queria era dizer o quanto sentia muito por ter sido um péssimo amigo durante todo esse tempo, e que nada havia se perdido daquele sentimento de carinho e admiração que continuava a nutrir por ele, mesmo que fosse tudo o que restasse.

Quando finalmente se virou para receber o homem com um grande e caloroso sorriso, o choque e a sensação de algo se quebrando em seu interior, foi inevitável.

O belo homem, ainda mantinha os cabelos platinados curtos, exatamente como da última vez que o viu. Assim que se aproximou da entrada do ringue, Victor parou ali e ficou olhando para Georgi, que permanecia paralisado; pelo medo, pelo susto; pela dor.

Embora seus olhos estivessem cheio de lágrimas, Victor se permitiu sorrir abertamente. Um sorriso cheio de saudades e felicidade, e, por mais que aquele reencontro doesse, foi impossível não ser contagiado pelo semblante radiante de Victor Nikiforov.

Georgi patinou aflito até Victor, mas com um singelo sorriso nos lábios.

– Victor… - a aflição era quase palpável. – o que houve com o seu pé? - uma tormenta de lágrimas desceram, desenfreadas, pelos lindos olhos escuros, o impedindo de continuar a sorrir.

Victor estava usando muletas, tendo apenas um dos pés apoiado no chão, sendo que o outro, havia sido cortado pouco acima do calcanhar. As mãos seguravam firmes nas duas peças de madeira maciça feitas de carvalho.

Mesmo sem conseguir conter as lágrimas ao ver Georgi chorando, Victor abriu os braços convidativo, ainda se apoiando nas muletas.

Georgi não sabia como reagir àquilo; ou melhor, não conseguia. Seu corpo paralisou e começou a tremer. Somente quando Victor ameaçou recolher os braços, foi surpreendido com um forte e caloroso abraço de Georgi.

– Victor, o que aconteceu?

– Eu acabei ficando com saudades de vocês e vim visitar! - naquele momento, Victor apenas queria ignorar a sua condição física.

Georgi guiou Victor até o vestiário onde ele contou, a sua maneira, toda a história, que o levou ao triste fim da sua carreira como patinador. Segundo Victor, um patins mal projetado associado a um mau manuseio de sua parte, teria sido o antagonista dessa grande tragédia. Georgi sabia que Victor estava mais despedaçado por dentro que por fora. Não tinha a mínima noção do que Victor havia passado durante todo o processo de recuperação, mas agora, Victor jamais poderia voltar a patinar novamente.

Victor tocou seu rosto com a ponta dos dedos, fazendo o homem o fitar tristonho. Embora quisesse muito consolar o ex namorado, não sabia como fazer aquilo sem poder tocá-lo de uma forma mais profunda. Mas como agora nada mais havia entre eles, então apenas com palavras poderia consolá-lo.

– Não me olhe assim, eu estou bem.

– Eu não consigo aceitar! Victor, você agora não poderá mais fazer aquilo que mais amou na vida.

Mas as palavras traíam. E a tentativa de Victor de não tocar o outro patinador, foi vencida.

Os dedos longos de Victor deslizaram até a nuca, segurando com um pouco de força os fios curtos e negros. A outra mão, foi até o próprio colarinho, abrindo o primeiro botão da camisa. Provocante, como só Victor sabia ser, lambeu os lábios de uma forma muito erótica, atraindo a atenção de Georgi, que sentia as lágrimas diminuírem, conforme seu rosto se aquecia um pouco.

– Patinar nunca foi o que eu mais amei na vida.



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