História Gelado. - Capítulo 9


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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Georgi Popovich, Victor Nikiforov
Tags Drama, Tragedia, Yuri!! On Ice
Exibições 14
Palavras 745
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Ato IX


Anya corria desesperada pelo corredor do centro de patinação. Mal abriu a porta do banheiro e a jovem vomitou ali mesmo, bem na entrada. As pernas cederam e mesmo passando muito mal ainda, arrancou o casaco que usava limpando tudo aflita. O cheiro e a visão do pano sujo, apenas contribuiu para que ela vomitasse de novo , e de novo. Trancou a porta pelo lado de dentro, pouco se importando se alguém precisasse usar o local. Sentou ali e começou a chorar. Seu mundo começava a ruir, e levaria pelo menos mais duas pessoas junto.

Estava grávida, e não poderia ser descoberta. Precisava achar uma saída segura para aquilo, e rápido; o tempo estava correndo.

Em sua busca desesperada, o único meio acessível que encontrou foi uma clínica clandestina, escondida na área mais isolada da cidade. Uma senhora muito distinta e amável disse que ela não teria problema algum caso tomasse os cuidados necessários e mantivesse todo o sigilo possível.

Anya não queria que ter que chegar aquele ponto. Não mesmo. Ir contra seus princípios, de que a vida, era coisa mais importante neste mundo tão perdido. Mas se salvasse uma destruiria duas, três, quatro; até mais. Então estava realmente fazendo a coisa certa, não é? Se não fizesse, Georgi a odiaria para sempre, Victor entraria em colapso, Yakov e Lili, além de toda a equipe, que agora eram a sua única família, também a abandonaria. Tinha que confessar que não gostava de Victor, já que o rapaz era o protagonista de uma história de amor que deveria ser sua. Mas, apesar de gostar de jogar na cara de Victor o fato dele não poder ter Georgi só para si, ela sabia que o ex patinador estava em um momento conturbado e frágil, e não seria ela a culpada por terminar de despedaçá-lo. Enquanto caminhava até o local indicado, ficava se questionando sobre suas prioridades.

Ao chegar o local indicado pela senhora, notou que se tratava apenas de uma casa um pouco grande para os padrões do bairro. Como já havia sido instruído antes, a moça entrou naturalmente sem se anunciar ou chamar por ninguém. Desceu uma imensa escadaria e sumiu pelos enormes e mal iluminados corredores.

Agora ali, bem no interior do local, é que Anya começava a perceber a terrível situação em que estava se metendo.

O lugar não era nem de longe adequado para realizar o tipo de procedimento que oferecia. Pelo corredor parcialmente escuro, Anya podia ver várias macas, quebradas, imundas, sujas, inclusive de sangue. Algumas seringas e até mesmo um estetoscópio, foram vistos espalhados pelo chão. Tentando ignorar toda aquela cena de horror, seguiu até a porta com o número que foi indicado pela senhora. Mas, ao passar pela porta do suposto consultório, susto foi ainda maior.

A mesma senhora que vendia frutas na feira e que indicou o local, era a mesma mulher que agora colocava as luvas e sorria de forma medonha. Na pequena sala, Anya via vários objetos estranhos espalhados por todo canto. Um que chamou muito a tenção da moça foi uma grande pinça disposta dentro de uma bacia metálica. A senhora ao notar o olhar insistente de Anya sobre o objeto, rapidamente o removeu, colocando-o em uma gaveta.

– Não se preocupe querida, não será necessário; no seu caso – a mulher completou retirando o lençol sujo de sangue de cima de uma outra mesa. Anya olhou ao redor. Estava em um açougue. Era óbvio que não sairia bem dali; talvez seus problemas apenas triplicassem.

– Ah pensando bem acho que preciso pensar melhor no caso. - Anya disse rápido já abrindo a porta na intenção de sair dali o quanto antes.

A velha senhora estreitou os olhos de uma forma ameaçadora, antes de grudar no braço de Anya.

– Você não pode sair assim, precisa se livrar desse peso. - de repente a mulher pareceu descontrolada. – É apenas uma vida, certo? Se você está aqui, deve ser porque está pensando em mais alguém; no pai, não é mesmo?

Anya paralisou. A mulher tinha razão, Georgi jamais a perdoaria. Ele odiaria ela e a criança se por causa deles, perdesse Victor para sempre.

– Eu… eu… - a velha sorria vendo a confusão em que Anya se perdia. Os clientes mais perturbados e confusos eram os que sempre acabavam cedendo no final.

Um estrondo muito alto foi ouvido seguido de muita correria. Antes que Anya pudesse pensar a porta foi chutada com força.

– Polícia todo mundo pro chão! Agora!



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