História Gelo e Fogo ficam juntos? - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Fogo, Gelo
Visualizações 11
Palavras 1.025
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


\EEEEH/
Capítulo novo.
Esse capítulo ficou pequeno :v

Capítulo 2 - 2 - Stephane


Stephane, por exemplo, é totalmente o oposto de Yuri, se tornou fria, assim como o gelo é, com as pessoas não importa quem seja, sua inteligência é elevada, mas não se dá bem com a escola e com suas notas, um dia já fora como Yuri, teve tudo, foi popular e feliz, porém nada e nem ninguém consegue entender o porquê dela ter se tornado essa pessoa. É morena, tem o corpo bem escultural e perfeito, tem cabelos encaracolados castanhos claros que batem até a metade de sua costa, sua altura é normal para a sua idade e contém os olhos castanhos.

 

~x~x~x~x~x~x~

 

- Stephane, minha filha acorda. – Minha mãe me balançou de um lado para o outro – Está na hora Stephane.

- Tá bom senhora, já vou levantar pode ir.

- Se arruma que o motorista estará te esperando lá fora.

- Ah senhora, esqueci de falar, hoje eu vou ir no hospital.

- Aquela velha outra vez? Que seja.

- Aquela velha tem nome. E pode ter certeza que ela me ama mais do que você ou seu esposo me amam, na verdade, vocês só amam a si mesmos e sem esquecer do dinheiro.

- Olha não começa com isso de novo não, quer ir ver aquela mulher vá, mas não fale bobagens. Agora some da minha frente. 

- Eu? Sumir da sua frente? Hahaha. Se você se esqueceu, a senhorita está no meu quarto, então se alguém tem que sumir da frente, esse alguém é você.

Na mesma hora ela saiu do quarto me deixando só. Fui pro banheiro tomar meu banho e fazer minha higienes.

Vesti qualquer coisa e desci pra tomar café, nunca vi um lugar tão cheio de falsidade, meu pai e minha mãe agindo como se fossem um casal apaixonado, pena que fora dali os dois só se importam com suas próprias vidas.

Agora eu sei o porquê do meu irmão ter ido embora assim que terminou a faculdade. Sim, eu tenho um irmão, ele não fala muito conosco, mas ás vezes raramente ele fala comigo.

- Tchau, já estou indo e não tenho hora pra voltar.

- Não vai comer? – o senhor me perguntou.

- Não, perdi a fome com essa cena. Tchau.

Fui andando em direção ao carro, o motorista já estava me esperando, Thomaz é um senhor de meia idade, muito gentil, uns dos poucos ao qual eu me dou bem nessa casa.

- Senhora, vamos?

- Ah, Thomaz, já falei pra não me tratar com essa formalidade toda.

- Tenho que manter a aparência de um bom empregado.

- Você sabe que comigo não tem essa coisas né. – falei enquanto adentrava o carro.

- Tudo bem, Steph.

Pedi para Thomaz passar em uma lanchonete e comprar alguma coisa para comer, logo em seguida fomos pro colégio.

Como se não bastasse o garoto que fica me importunando todos os dias, pelo simples fato de sentar do meu lado, eu ainda tinha que olhar pra cara do Robert, pois é ele ficou na mesma turma que eu.

- Então, quer sair hoje? Temos que terminar o trabalho.

- Eu já terminei – pois é eu já fiz trabalho todo.

- Porque você não fala comigo direito, hein? Que droga isso.

- Yuri, tudo bem com você?

- Sim e você?

- Já falei direito com você, agora vira pra frente e presta atenção.

 

~x~x~x~x~x~x~

 

Passamos em uma floricultura, comprei um buque de tulipas – as favoritas dela – e seguimos ao hospital.

Já me conheciam por ali, então não difícil ir para o quarto.

Foi tão triste vê-la daquele jeito, deitada naquela cama de hospital, pálida e sem forças, prestes a dar seu último suspiro em breve, aquela sensação de não poder fazer nada para salvar a quem amamos, aquele sentimento de inutilidade que me invadia aos poucos.

Pequenas gotículas de água se formaram em meus olhos, tornando minha visão embaçada demais para enxergar que aqueles olhos me encaravam, com um sentimento de tristeza.

- Minha filha, eu já falei pra não se preocupar – ela falou enquanto me fazia sinal para me sentar na cadeira ao lado de sua cama.

- Sim, eu sei senhora, mas é que...ah eu queria poder fazer alguma coisa senhora. – falei enquanto segurava sua mão em um toque singelo.

- Steph.

- Sim? – levantei a cabeça para poder ter uma visão melhor de seu rosto.

- Não se preocupe, hum, você vai encontrar alguém em quem confiar.

- Esse é o problema.

- Não esquente a cabeça por agora, sim, como foi na escola hoje?

- Você sabe, o de sempre, olhares, cochichos, e tudo mais, fora aquele garoto que agora vive me perturbando.

- Não sei não hein, isso me parece suspeito. – ela falou enquanto ria.

E ouvir aquele riso em um momento desses, era simplesmente uma coisa maravilhosa.

- Desculpe interromper, mas o horário de visita acabou. – uma enfermeira apareceu na porta.

- Tudo bem, eu vou voltar amanhã depois da escola. Tchau e até amanhã. – falei dando um simples beijo em seus cabelos brancos e finos.

Assim que sai do quarto as lágrimas e aquele sentimento voltaram com tudo novamente. E eu apenas me permiti chorar, chorar por todas as coisas angustiantes que acontecem na minha vida e as lembranças que outra vez vieram para me assombrar.

Enquanto andava pelo corredor em direção à saída dei de cara com aquele garoto, Yuri, na recepção do hospital. Tentei passar despercebida porém foi inútil assim que uma mão segurou meu braço me impedindo de continuar a minha rota, que já estava toda planejada na cabeça.

- O que você quer? – perguntei evitando ao máximo não olhar para sua cara.

- O que aconteceu? Porque está chorando?

- Ah, que droga. – apenas me permiti chorar mais ainda, independente de estar na frente dele ou não.

Ele apenas me abraçou, e isso era tudo o que eu precisava, um abraço sincero sem segundas intenções, pela primeira vez em muito tempo eu pude ter uma pontinha de esperança de que no futuro, dias melhores virão.

- Obrigada. – isso foi tudo o que eu disse antes de sair daquele abraço e seguir o meu caminho de antes.


Notas Finais


Até o próximo.


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